Coronavírus

10 procedimentos comuns no atendimento de suspeitos de Covid-19

10 procedimentos comuns no atendimento de suspeitos de Covid-19

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Sanar Medicina

5 minhá 256 dias

O Ministério da Saúde estabeleceu em documento orientações para gestores e profissionais de saúde referentes ao manejo dos pacientes com suspeita ou confirmação da Covid-19. As medidas, divulgadas no final do mês de junho, servem para guiar os procedimentos de assintomáticos até pacientes com manifestações severas da doença.

O documento chamado de “Orientações para o Manejo de Pacientes com Covid-19” organiza todo fluxo de atendimento. Segundo o Ministério da Saúde, ele foi construído pelas áreas técnicas do órgão, que contou com o apoio de especialistas de diversas instituições públicas e privadas.

Quais são os procedimentos para tratar pacientes com Covid-19?

Vale lembrar que o diagnóstico da Covid-19 pode ser feito através da investigação clínico-epidemiológica e exame físico do paciente, caso apresente sintomas característicos da doença. 

Conhecer bem o fluxo é muito importante para possibilitar o atendimento resolutivo, maior controle na disseminação da doença e garantir a continuidade da assistência ao paciente. 

E você, já conhece as orientações para os profissionais de saúde da Rede Assistencial do SUS para atuação na identificação, notificação e manejo oportuno de casos suspeitos ou confirmados de infecção humana por Covid-19? 

Confira a lista abaixo com os 10 procedimentos comuns no atendimento de suspeitos da doença, segundo o protocolo estabelecido pelo Ministério da Saúde:

  1. Designar profissionais dedicados exclusivamente para o acolhimento e indicação do fluxo diferenciado para pacientes com sintomas respiratórios;
  2. Realizar classificação de risco na porta de entrada do serviço e encaminhamento subsequente para atendimento, objetivando diminuir o fluxo de pessoas em circulação, o tempo de contato entre pacientes e, consequentemente, a disseminação do vírus;
  3. Os pacientes com sintomas respiratórios deverão usar máscara, conforme protocolo local. Encaminhá-los, em seguida, para área de espera exclusiva para esse fim. Ele deverá ser orientado a lavar as mãos com água e sabão ou usar álcool 70% em gel para que não contamine o espaço do atendimento com suas mãos;
  4. Orientá-los sobre não tocar na máscara, nos olhos, no nariz e na boca;
  5. Utilizar o EPI necessário para prestar assistência adequada, mas com segurança. Todo profissional em contato com pacientes suspeitos ou confirmados de Covid-19 deverão atentar para uso correto dos EPI e adotar as medidas para evitar contaminação/contágio;
  6. Manter o ambiente de atendimento arejado e, caso haja ventiladores, ajustar o fluxo de ar na direção contrária ao profissional de saúde durante a assistência ao paciente e atentar para a limpeza frequente desses dispositivos. Paciente assintomático respiratório segue o fluxo normal do serviço no qual deu entrada (APS/ hospital) para investigação de outras patologias;
  7. Encaminhar o paciente sintomático respiratório com necessidade de internação hospitalar para área de observação exclusiva até sua estabilização ou quando necessária a transferência para serviço de referência. Ao paciente sintomático respiratório sem sinais de gravidade, orientar o tratamento domiciliar e realizar seu monitoramento;
  8. Evitar que materiais e medicamentos destinados à área dedicada para atendimento à Covid-19 sofram devolução. Se possível, montar uma farmácia satélite para atender rapidamente esta área;
  9. Sinalizar os ambientes, áreas e espaços destinados ao atendimento de pacientes com Covid-19 e viabilizar fluxo de limpeza da área exclusiva, separadamente das demais;
  10. Manter registro de todos os profissionais que prestarem assistência direta ou entrarem nos quartos ou áreas assistenciais de pacientes com diagnóstico ou suspeita de Covid-19.

Apenas um em cada três profissionais de saúde de ter sido testado

Um dos pontos importantes com a publicação das orientações pelo Ministério da Saúde é garantir a proteção dos profissionais de linha de frente do atendimento à pandemia do novo Coronavírus. 

O documento orienta, entre outras coisas, alas separadas para pacientes com suspeita ou confirmação de Covid-19 nos hospitais e questionário rápido na entrada do turno dos profissionais para medir temperatura e avaliar outros sintomas de síndrome gripal. 

Entretanto, a situação é preocupante no país. Em pesquisa realizada pela FGV,, apenas um em cada três profissionais de saúde afirmaram ter acesso a testes para confirmação da Covid-19 no Brasil.

O estudo realizado pelo Núcleo de Estudos da Burocracia (NEB), da Fundação Getúlio Vargas (FGV), revelou ainda que os profissionais de saúde do Nordeste têm menos acesso aos testes, em comparação a outras regiões.

Foram 31% no Nordeste, contra 39%, 54%, 32,3% e 41,8% nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sudeste e Sul, respectivamente. 

O mesmo com o acesso aos Equipamentos de Proteção Individual (EPIs): 1.066 profissionais de saúde dizem ter recebido, mas o índice é mais baixo no Nordeste (34,6%). 

Foram ouvidos 2.138 participantes, com respostas entre os dias 15 de junho e 1º de julho de 2020.

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