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15 mitos e verdades sobre o coronavírus | Colunistas

15 mitos e verdades sobre o coronavírus | Colunistas

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Juliana Aguiar

8 min há 458 dias

O coronavírus, segundo a Organização Mundial de Saúde, já se tornou uma pandemia. Com a alarmante situação e o desespero presente, diversas notícias e informações são propagadas erroneamente.

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Esse artigo foi feito para atestar a veracidade ou não de alguns desses fatos propagados, dentre os quais estão:

1. Pessoas com máscaras podem ser infectadas pelo coronavírus.

VERDADE. A máscara previne o contato entre as partículas contaminadas exaladas pelo indivíduo doente e a mucosa oral e nasal do sadio, porém, quando não são cumpridas todas as recomendações de segurança, a infecção pode ocorrer. Por exemplo, se a pessoa tocar em uma superfície contaminada e, sem lavar as mãos, encostar no próprio olho, é possível haver a infecção, mesmo no uso de máscara. Isso ocorre, pois a máscara apenas protege o nariz e a boca do contato com o vírus, não protegendo, entretanto, os demais locais possíveis de contaminação.

2. Luvas e máscaras protegem contra a transmissão da doença.

VERDADE. O uso da máscara cirúrgica é recomendado para os casos confirmados e os suspeitos e a máscara N-95 deve ser usada por profissionais da saúde. Na indisponibilidade da N-95, os profissionais de saúde também podem usar a máscara cirúrgica. É importante lembrar que a máscara cirúrgica deve ser trocada idealmente de 2 em 2 horas, podendo, no máximo, ser trocada de 4 em 4 horas.

3. A taxa de mortalidade do novo coronavírus (COVID-19) é maior do que a de outros coronavírus.

MITO. A taxa geral de mortalidade pelo coronavírus, segundo o estudo realizado pelo Centro Chinês de Controle e Prevenção de Doenças (CCDC), é de 2,3%. Em pessoas com mais de 80 anos chega a 14,8%. Já a taxa de mortalidade da síndrome respiratória aguda grave (SARS) era de 10% e a da síndrome respiratória do oriente médio (MERS) era de 20% a 40%. Pode-se concluir, assim, que a taxa de mortalidade pelo novo coronavírus é menor do que a calculada nas cepas anteriores.

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4. Cães e gatos podem transmitir a doença.

MITO. Não há evidências de que animais domésticos, como cães e gatos, podem ser responsáveis pela transmissão do vírus. É recomendado, no entanto, lavar sempre as mãos após entrar em contato com os animais, já que estes podem transmitir outras doenças.

5. Animais silvestres podem transmitir o coronavírus.

VERDADE. Morcegos e cobras, por exemplo, podem ser capazes de transmitir a doença, tendo sido isso comprovado em estudos.

6. Entregas pelo correio vindas do exterior correm o risco de transportar o vírus para o destinatário.

MITO. O vírus pode sobreviver, no máximo, 24 horas fora do organismo humano. Desse modo, não é possível que seja transportado para outros locais do mundo através de objetos ou cartas.

7. Os sintomas da doença se assemelham aos de um resfriado comum.

VERDADE. Os sintomas mais comuns são bem parecidos aos do resfriado comum, como a tosse, espirros, febre, fadiga, fraqueza muscular, entre outros. É importante que o indivíduo se atente aos sintomas de febre, tosse e dificuldade para respirar. No caso de gravidade, deve ser procurada uma unidade de saúde que tenha o suporte necessário para tratar e conduzir adequadamente o caso.

8. Hidroxicloroquina é eficaz contra o coronavírus.

MITO. Um pequeno estudo realizado na França mostrou que esse remédio antimalárico pode vir a ser um medicamento promissor no combate ao vírus, mas ainda não há provas reais de sua eficácia. Existem outros remédios que estão sendo testados com o mesmo intuito. Até agora, o melhor tratamento para o coronavírus é o de suporte.

9. Hipertensão aumenta o risco de complicações do coronavírus.

VERDADE. Portadores de doenças crônicas, como a hipertensão arterial sistêmica (HAS), têm maior chance de contraírem o vírus e de apresentarem complicações no decorrer da doença. Além disso, segundo um artigo publicado no periódico The Lancet, alguns medicamentos utilizados no tratamento da hipertensão, como os inibidores da enzima conversora da angiotensina (IECA) e bloqueadores dos receptores da angiotensina (BRA), podem interferir com o coronavírus através do aumento da taxa de replicação deste. Não se entende, no entanto, como essa interação ocorre.

10. A “sopa de morcego” foi responsável pela disseminação do novo coronavírus na China.

MITO. De acordo com a OMS, não existe comprovação científica de que esse alimento possa ter sido responsável pela disseminação do vírus.

11. O chá de erva doce contém a mesma substância do medicamento tamiflu e é útil no combate ao coronavírus.

MITO. Nenhum tipo de chá pode ser utilizado para substituir o tratamento adequado contra o coronavírus.

12. Crianças não podem contrair o coronavírus.

MITO. Apesar do baixo número de infectados, crianças também podem apresentar a doença.

13. Idosos que contraem a infecção pelo coronavírus podem desenvolver quadros respiratórios mais graves.

VERDADE. Os idosos fazem parte do grupo de risco para essa doença, tendo maior probabilidade de apresentarem quadros mais graves.

14. Pode-se usar qualquer tipo de álcool na pele para a prevenção.

MITO. A Sociedade Brasileira de Dermatologia orienta utilizar o álcool em gel 70% medicinal e nunca o de limpeza doméstica. Receitas caseiras também não são recomendadas.

15. A vacina da gripe previne contra a Covid-19

MITO. A campanha de vacinação contra a gripe foi antecipada, porém não previne contra o novo coronavírus. O objetivo da antecipação foi evitar que mais uma epidemia aconteça ao mesmo tempo no país e garantir que menos casos necessitem de cuidados intensivos.

Autora: Juliana Aguiar, Estudante de Medicina

Instagram: @julianaaguiiar

E-mail: juh_m_a@hotmail.com

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