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3 maneiras de inovar na formação dos estudantes sem depender de tecnologia

3 maneiras de inovar na formação dos estudantes sem depender de tecnologia

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Sanar Academy

4 minhá 371 dias

O Sanar Academy é o braço de negócios B2B da Sanar, com foco em formação complementar para estudantes de medicina.

Quando pensamos em inovação, de imediato associamos a soluções tecnológicas. Máquinas, robôs e softwares são alguns dos exemplos daquilo que preenche o estereótipo que construímos em torno do ato de inovar.

A boa notícia é que aparatos high tech não são a única maneira de modernizar o ensino. Iniciativas simples, mas em conformidade com as demandas dos estudantes, podem ser o diferencial de uma faculdade.

Imagine o estudante que se depara com a importante decisão de escolher onde realizar o sonho de ser médico.

Para isso, é preciso que exista a confiança de que aquela instituição o formará um profissional com competências correspondentes àquelas exigidas pelo mercado. Como garantir esse valor para o aluno?

Ensino

A médica Thamires Machado Barreto sugere o ensino que prepare para as provas de residência médica, afinal, a pessoa muitas vezes sonha em ser especialista, não apenas médico.

“A faculdade é o primeiro passo para realizar um grande sonho. Se a faculdade disser que aprova tanto porcento das pessoas, que tem facilidade em aprovar nas provas de residência, isso é um diferencial, sem nenhuma dúvida. E se houver duas faculdades na mesma cidade, que cobram, em tese, a mesma mensalidade, tenho certeza que qualquer pessoa vai preferir a que tem fama de aprovar em residência médica”, destaca.

Entre as iniciativas que podem ser adotadas está a oferta de cursinho pré-residência médica para os alunos. Em parceria com instituições que dispõem do serviço, a faculdade pode garantir a formação direcionada no 5º e 6º anos do curso.

Isso torna o aluno mais seguro quanto à sua aprovação na residência dos sonhos, dá o conforto de que não gastará mais com curso preparatório e coloca a faculdade num patamar mais elevado quanto às concorrentes por se preocupar com essa etapa e prover os recursos necessários para os estudantes.

Avaliação

Outra possibilidade é incluir o formato avaliativo das residências na rotina da faculdades. De acordo com a médica Thamires Machado Barreto, os hospitais mais renomados do país usam a metodologia de OSCE na segunda fase da prova de residência.

Esse formato consiste em na apresentação de casos clínicos simulados em que as pessoas devem responder aos objetivos conforme questionário do professor. O estudante acerta na simulação sempre que acerta o que está escrito no barema.

“Usar OSCE na faculdade, sem dúvida alguma, é muito bom, porque o aluno treina para uma coisa que ele vai fazer depois, e é um método de avaliação muitas vezes melhor do que uma prova escrita, por ser uma simulação”, defende Thamires.

Jornada menos dolorosa

Igualmente significativo para o aluno seria tornar a jornada na faculdade menos dolorosa. Os índices sobre doenças mentais entre médicos e estudantes de medicina são alarmantes: cinco vezes maior do que a população geral.

Isso se deve às cobranças do curso, carga horária elevada e pouca convivência com outras pessoas que não os colegas de sala. “Gerar valor para o aluno nesse momento é tornar essa caminhada menos dolorosa”, destaca Thamires.

A médica lembra que as faculdades precisam acompanhar o perfil da nova geração, que não está disposta a doar toda sua vida por uma coisa que queira fazer. Para isso, podem diminuir a carga horária direto em sala de aula, para dar tempo ao aluno estudar com tranquilidade em casa; incentivar atividades complementares, com a prática de esportes; e colocar o aluno em contato com o paciente nos anos iniciais do curso.

“O aluno de medicina tem muita ansiedade pra ter logo contato com o paciente. Em currículos tradicionais, isso tende a demorar, acontece quando ele começa o ciclo clínico. Colocar isso pra trás dá muita animação, gera muito valor para o aluno. Se você é médico, você quer contato com gente, quer atender o paciente, não ficar estudando anatomia”, acrescenta.

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