Qualidade de vida dos médicos

5 dramas da Residência Médica que você precisa saber!

5 dramas da Residência Médica que você precisa saber!

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Sanar Pós Graduação

7 min há 424 dias

Os 5 dramas da Residência Médica que abordaremos nesse texto são inerentes à esse tipo de especialização.

E como muitos optam por ela como carreira, é muito importante reconhecê-los antecipadamente.

Isso acontece pela alta carga horária, a responsabilidade exigida e a necessidade de praticamente imersão total na função.

Além de, claro, tudo isso sob remuneração não muito proporcional às exigências da rotina como médico residente.

Entretanto, o estudante de medicina está sujeito a um mundo em que tudo o indica para o objetivo de fazer residência.

Logo, optar por esse caminho é quase instantâneo.

E assim, passar na residência é a meta da maioria dos recém-graduados no curso.

Porém, mesmo que tão almejada, é necessário termos sobriedade para refletir sobre os dramas presentes na modalidade de especialização.

Por isso, confira aqui 5 dramas da residência médica que você precisa saber para ser capaz de antecipá-los e tomar decisões mais acertadas na sua carreira!

Drama #1: O desafio de passar na residência.

Irônico, mas o primeiro drama da residência precede o início dela.

Afinal, em um cenário onde não há vagas para todos os candidatos, a concorrência acirrada gera muita ansiedade e diversos conflitos.

A expectativa é alta, a pressa também.

Portanto, o médico recém formado precisa assumir um modelo de vida que caiba os estudos para ser aprovado na desejada residência.

Isso significa, em grande parte dos casos, muita dedicação de tempo para os estudos.

E também, investimento financeiro significativo!

Nesse contexto, muitas vezes, é preciso adiar a independência financeira para conseguir dar conta dos estudos.

Ou então, assumir uma rotina intensa de plantões somada ao manejo da preparação para a tão sonhada residência.

Drama #2: A carga horária alta.

Não é novidade que a carga horário da residência é relevante.

Estamos falando de cerca de 60 horas semanais de dedicação presencial intensa em trabalho.

Sem contar que é praticamente impossível chegar em casa sem ter o que estudar, sem um caso para revisar a conduta, ou um artigo para ler ou ainda uma sessão de discussão de caso para preparar.

É claro que em diversos exemplos, essa rotina agitada pode levar à cansaço, exaustão e é preciso ter muito cuidado com o burn-out.

Inclusive, esse drama da residência médica se soma muito bem a outro:

Drama #3: A instabilidade financeira.

Um dos principais dramas presentes na residência médica está justamente em sua remuneração.

A bolsa se equivale a R$ 3.330,43, o que somado a uma alta carga horária, torna muito difícil complementar a renda com plantões extras.

Por isso, é possível que residentes enfrentem muita dificuldade em atingir sua estabilidade financeira. E esse período pode ser bem conturbado!

Principalmente quando a residência acontece em outra cidade e é preciso arcar com altos custos de uma capital, por exemplo.

Drama #4: “Ensino sob pressão”.

Esse drama não é uma regra.

Mas, não podemos deixar de comentar sobre famigerados programas de residência em que parece cultural uma cobrança demasiada, que é transferida ao residente através de muita pressão.

Isso é contraprodutivo! E torna o aprendizado menos prazeroso e mais preocupante.

Óbvio que não é todo programa que apresenta ainda apresenta essa dinâmica. O modelo, na verdade, é antigo e vem tendo muitas alterações.

Porém, é inegável que ainda esse é um drama passível de ser enfrentado durante a residência médica.

Drama #5: Qualidade de vida.

Nesse contexto de carga horária alta, remuneração baixa, dificuldade em trabalhar extra, muito estudo e preocupação… A qualidade de vida quase não consegue ser priorizada.

Atividades que costumavam ser importantes para o bem estar, acabam sendo deixadas de lado para se conseguir dar conta de todas as outras demandas.

Por isso, é importante estar bem atento a si mesmo e se policiar sempre para não deixar que a qualidade de vida seja muito afetada e o médico passe a desenvolver desafios psicológicos preocupantes.

Até porque, médicos precisam estar bem mentalmente e fisicamente, para que sua cognição não prejudique o exercício de sua profissão.

E para que, claro, vivam suas vidas com felicidade e amor à sua prática diária.

Por isso, é tão importante nos questionarmos quanto a esses dramas, e refletirmos:

Como evitá-los?

Essa é uma pergunta bastante complexa, pois depende muito de você! Isso mesmo!

Primeiro, é muito bom que você se organize para sua carreira.

Se certifique que esse é o caminho que você realmente quer traçar e então tire um tempo para pensar em como tornar essa uma experiência mais agradável.

Muitos problemas podem não ser, de fato, problemas, se você se preparar para eles.

Por isso, pense em planos alternativos ou simplesmente resolva encarar seu caminho com otimismo, visando o futuro que resolveu traçar!

No entanto, é importante que você saiba também que muitos dramas encontrados na residência médica existem principalmente porque muitas pessoas optam por esse caminho sem nem ao menos olhar para suas outras opções.

Nem todo muito precisa fazer residência médica para se tornar especialista: existem outras formas!

A Pós-graduação em Medicina é uma delas.

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Numa Pós-graduação, a carga horária é mais flexível, você tem liberdade para trabalhar enquanto estuda.

Logo tem mais controle sobre sua vida financeira e mais facilidade em trabalhar.

Na Pós-graduação, o ensino pode ser mais flexível também, até porque hoje já é possível fazer através da metodologia EAD, tendo apenas encontros presenciais para contemplar a parte prática.

Pós-graduação em Medicina: o que é, como funciona, diferenças para Residência e mais!

Por fim, as opções são muito mais amplas do que parece.

E o caminho é: entender o que quer, e a partir disso, estudar os caminhos por onde chegar lá!

Confira o vídeo:

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