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A importância do inglês na carreira médica | Colunistas

Com o advento da globalização e a consolidação dos Estados Unidos como a maior potência mundial em termos de saúde e pesquisa, o domínio da língua inglesa se faz de extrema importância atualmente na área médica.

A rápida evolução do conhecimento médico em todo o mundo e a necessidade de uma língua comum para a troca de experiências e achados científicos aceleraram a ascensão do inglês como forma de comunicação mais pertinente para a exposição e debate de tópicos na medicina.

Na carreira médica, existem diversas oportunidades que se tornam um diferencial acadêmico e profissional que requerem um bom nível de inglês em suas 4 competências básicas: escuta, fala, leitura/interpretação de texto e escrita.

  1. Acompanhamento das aulas da faculdade: durante a graduação é comum que alguns professores trabalhem artigos em inglês em certos momentos, ou indiquem uma literatura complementar em inglês sobre um certo tema que possa auxiliar nos estudos. O conhecimento mesmo que básico da língua, já pode te ajudar a não perder um conteúdo que pode ser importante na sua formação.
  2. Atualização Científica: esse sem dúvidas é o tópico mais importante. Artigos e livros mais atuais geralmente são publicados em inglês e podem demorar anos até serem traduzidos, fazendo com que esse conhecimento já não seja tão recente quando disponível em português. O conhecimento do inglês permite que você possa estar atualizado constantemente, já que a maioria das produções científicas mais recentes são publicadas nesse idioma. Se você se limitar a ler textos apenas em português, a sua visão de tratamentos e condutas, por exemplo, também ficará limitada.
  3. Congressos Internacionais: a participação e/ou apresentação de trabalhos para a maioria dos congressos no exterior só são possíveis com o domínio do inglês para o aproveitamento pleno de tudo o que aquele evento está proporcionando. Também é importante estar atento que para a submissão de um resumo em inglês, muitas vezes um tradutor literal da internet não irá abranger a ideia do resumo em português com a gramática correta e o vocabulário adequado, podendo prejudicar a aceitação do trabalho em um congresso importante.
  4. Publicações Científicas: as revistas científicas mais renomadas do mundo geralmente exigem que as publicações sejam em inglês, o que torna o conhecimento dessa língua essencial para que você não fique limitado a publicações de nível nacional, e possa impactar mais pessoas através de publicações internacionais.
  5. “Internship/Observership”: são oportunidades de estagiar no exterior, geralmente em países que tem o inglês como língua nativa como Estados Unidos, Canadá e Reino Unido,  principalmente durante a graduação, em que, dependendo do serviço, é permitido que você faça atendimentos (chamado por muitos de “hands-on”), ou esteja restrito à um estágio observacional. É uma maneira de adquirir experiência com recursos e formas de trabalho diferentes das que você está acostumado no Brasil, sendo um importante estímulo de conhecimento e raciocínio clínico.
  6. Residência Médica: na prova de residência, muitos serviços atribuem pontos na fase da entrevista para o candidato que comprova o conhecimento de uma língua estrangeira. Uma vez aprovado na residência médica, não é incomum a discussão de artigos em inglês entre os residentes e preceptores, o que torna esse conhecimento muito útil também nesse momento da carreira.
  7. “Fellowship”: a especialização no exterior, normalmente feita após a residência médica, é uma oportunidade de aprimoramento de alto nível de qualidade tanto técnico quanto científico em uma subespecialidade, além de um momento de possível networking com profissionais de todo o mundo.
  8. Vivências em países onde a primeira língua não é o inglês: uma vez que o inglês é um dos idiomas mais falados do mundo, o domínio dessa língua abre oportunidades para ter novas experiências na medicina até mesmo em países onde o inglês não é a língua nativa como a Alemanha, a Itália e a França, que em muitos casos aceitam candidatos que tenham pelo menos um nível básico de inglês para vivenciar o período do rodízio eletivo, por exemplo.

Assim, o ditado popular de que o inglês é o “idioma universal” não pode ser ignorado na área médica. Qualquer aprendizado, mesmo que básico, é válido para expandir os níveis de conhecimento, e se tonar um estudante e profissional mais atualizado na literatura e com maior experiência.

No entanto, é válido discutir acerca da diferença entre o inglês ser essencial e de ser importante na faculdade de medicina e na carreira médica.

O inglês é importante por ser uma forma de abranger as possibilidades de aquisição de novos conhecimentos, oportunidades e experiências de vida.

Porém, muitas pessoas não tem a oportunidade de ter aulas em uma escola própria de inglês (que geralmente é melhor do que no colégio do ensino médio) e muitos entram na faculdade com nenhum conhecimento da língua ou com apenas o conhecimento necessário para ser aprovado no vestibular. Dito isso, é de extrema importância salientar que essas pessoas tem totais condições de passarem por toda a faculdade sem nenhum problema.

Ou seja, o inglês é ESSENCIAL para se formar médico? Aqueles que não tem o domínio do idioma serão impossibilitados de se formar ou com certeza serão médicos de qualidade inferior? Não.

Mas o inglês é IMPORTANTE na formação e na carreira médica? Com certeza.

Autor: Ian Kraychete

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