Cuidados paliativos a pacientes oncológicos: Sua Importância | Colunistas

Cuidados paliativos a pacientes oncológicos: Sua Importância | Colunistas

Índice
Índice
Comunidade Sanarmed
4 min280 days ago

O câncer, segunda causa de morte no Brasil segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA) e um problema de saúde pública mundial, é uma doença crônica e progressiva que traz muita dor e sofrimento tanto para o paciente oncológico como para os seus familiares.

Durante os anos de 2012 a 2016, segundo o Sistema de Informação sobre Mortalidade (SIM), houve 1.015.496 óbitos por neoplasias. Com isso, a prática assistencial pautada em uma abordagem holística, como os Cuidados Paliativos, para esses doentes pode proporcionar uma melhor qualidade de vida, minimizar o sofrimento e amparar as angústias frente a esse processo bastante impactante na vida das pessoas.

Segundo a Política Nacional de Prevenção e Controle do Câncer, estabelecida na Portaria nº 874/2013, os cuidados paliativos estão inseridos em todos os níveis de atenção na área de saúde, respeitando o conceito de hierarquização da assistência no âmbito do SUS, que se traduz na atenção básica de saúde, na média e na alta complexidades, garantindo, com isso, o direito integral, equânime e universal à saúde do cidadão.

Os cuidados paliativos são ações ativas e integrais prestadas a pessoa logo ao diagnóstico de uma doença progressiva e irreversível até a finitude como também para os seus familiares ocorrendo tanto em âmbito hospitalar como domiciliar a depender da condição clínica do paciente. Nessa perspectiva, onde o processo curativo não é mais uma opção, a prática paliativa surge com abordagens que visem o controle tanto da dor física como psicológica e espiritual valorizando o ser e suas queixas.

Para pôr em prática a abordagem paliativa, devido a sua complexidade, é necessário que haja uma interatividade entre o enfermo e a família com toda a equipe multidisciplinar a partir de uma comunicação, tanto verbal como não-verbal, franca e honesta a fim do estabelecimento de um vínculo e uma relação médico-paciente de confiança contribuindo para a oferta de um cuidado humanizado onde o paciente não deve ser considerado apenas como um corpo doente, mas como uma pessoa que carrega consigo uma história de vida constituída de medos, anseios e desejos.

Frente ao exposto, os cuidados paliativos ainda se encontra em um campo conceitual em construção sendo, portanto, a sua inserção prática um desafio para as equipes de saúde. Tal fato deve-se aos cuidados paliativos não estarem pautados apenas na competência técnica e científica, mas sim em questões éticas e culturais presentes na nossa sociedade.

Contudo, sabe-se que é de suma importância essa prática assistencial para o reestabelecimento de uma qualidade de vida visto que esse processo acarreta intenso sofrimento para todos em volta do paciente.

Além disso, no cenário brasileiro, ainda é precário o conhecimento acerca dos cuidados paliativos tanto pela população como até mesmo pelos profissionais de saúde. Diante disso, é de suma importância a inserção da disciplina de cuidados paliativos na grade curricular dos cursos de graduação em saúde a fim de demonstrar e ampliar o campo de visão desses futuros profissionais acerca da importância dessa arte de cuidar.

Somado a isso, a ampliação de pesquisas sobre os vários aspectos que envolvem os cuidados na finitude, incluindo-se estudos que abordem as preferências dos pacientes e de seus familiares acerca de tratamentos e de intervenções pode auxiliar na estruturação para uma oferta de cuidado com mais qualidade fazendo com que a prática do cuidado paternalista, o qual é cultural na nossa sociedade, dê espaço para a contratualista onde há uma relação de compromisso e de poder compartilhado entre o médico e paciente.

REFERÊNCIAS
Amorim, W. W.; Oliveira, M. (2010). Cuidados no final da vida. Revista saúde Coletiva, 43 (7), 198.
Araújo, D.; Linch, G. F. C. (2011). Cuidados paliativos oncológicos: tendências da produção científica. Revista de Enfermagem, UFSM, 1(2), 238-245, Mai/Ago
Araujo MMT, Silva MJP. Estratégias de comunicação utilizadas por profissionais de saúde na atenção à pacientes sob cuidados paliativos. Rev Esc Enferm USP 2012;46(3):626-632.
BRASIL. Ministério da Saúde. Datasus: informações de saúde. Disponível em Melo AGC, Caponero R. Cuidados paliativos: abordagem contínua e integral. In: Santos FS, organizador. Cuidados paliativos:discutindo a vida, a morte e o morrer. São Paulo: Atheneu; 2009.
Melo AGC, Caponero R. O futuro em cuidados paliativos. In: Santos FS. Cuidados paliativos: diretrizes, humanização e alívio de sintomas. São Paulo: Atheneu; 2011.
Silva RCF, Hortale VA. Cuidados paliativos oncológicos: elementos para o debate de diretrizes nesta área. Cad Saúde Pública2006;22(10):2055-2066.

Compartilhe com seus amigos:
Tire 10 nas provas da faculdade

Estude com as melhores aulas de professores padrão USP onde você estiver no SanarFlix.

Vídeo-aulas

Fluxogramas

Mapas mentais

Resumos

Questões comentadas

Cancele quando quiser

Seja aprovado na Residência

Paciente do sexo feminino, 65 anos, com nódulo na tireoide identificado em exame físico, com 2,0 cm de diâmetro, endurecido, em lobo esquerdo. Realizada ultrassonografia da glândula tireoide, caracterizando nódulo sólido de 2,0 cm em lobo esquerdo e nódulo de 1 cm no lobo direito, e com laudo final de "bócio multinodular". A melhor conduta seria:

A
observação clínica.
B
tratamento com tiroxina em doses supressivas.
C
tomografia computadorizada para confirmar multinodularidade.
D
exame citológico de material obtido por punção biópsia aspirativa por agulha fina.
E
radioiodoterapia.
Termos de Uso | Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.