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A pele (Função, Estrutura, Fisiologia e Embriologia).

A pele (Função, Estrutura, Fisiologia e Embriologia).

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Lanna Carvalho

10 min há 65 dias

A pele é um órgão vital no corpo de um ser vivo. Se apresenta com boa influência sobre o índice de massa corpórea, envolve o organismo de modo semelhante à uma capa, impõe limites entre os espaços, proteção contra agressões exógenas e endógenas e fornece uma ponte de comunicação com o ambiente. A moldabilidade é uma particularide marcante, em prol da alta flexibilidade e resistência propicia o estiramento e retorno á posição normal da pele, acompanhada de potencial reciclagem, restauração e baixo nível de permeabilidade. 

A origem embrionária é oriunda dos folhetos dos tipos mesodérmicos que formam a derme e a hipoderme, ectodérmicos que originam arranjos epiteliais como a epiderme, glândulas, pêlos, unhas e neurais a qual fundam os melanócitos e nervos.

O sistema tegumentar pode em termos de função, ser classificado como multifuncional, em decorrência de no ser humano garantir a engrenagem harmônica dos vários sistemas; a qual se destaca a síntese e metabolização de hormônios, dentre eles a testosterona, di-hidrotestosterona e vitamina D, a correta eliminação de produtos do metabolismo através do processo de excreção, em que são liberados para o meio externo através de glândulas écrinas o suor, ureia e glicose, a secreção de caráter interno, ou seja a expulsão dentro do corpo dos resíduos das glândulas internas, ênfase para citoquerarina, melanina, suor e sebo. A manutenção da temperatura corporal dentro dos limites, reagindo através de constrições, desvio da circulação para a rede capilar, absorção de calor através do suor, vasodilatações e vasoconstrição às oscilações  do ambiente. A percepção tátil, provinda de altas terminações nervosas possibilita as sensações, gerando respostas aos estímulos nocivos. No reino animalia, a contribuição também é relevante, a qual vale destacar o papel dos feromônios, a troca gasosa e a integridade física.

A cútis é subdividida em camadas interdependentes que possuem seus próprios estratos. A epiderme é a que mais está em contato com o ambiente, composta de tecido epitelial estratificado ceratinizado, avascularizado, espessura e textura dependente do local do corpo, sendo mais delgada na palma das mãos e mais espessa na planta dos pés, constituída de células epiteliais chamadas queratinócitos, mas também conhecidos por ceratinócito as quais são abundantes na epiderme, fundam as cinco camadas desta, a camada basal que contém numerosos ribossomos livres, filamentos intermediários, pequeno aparelho de golgi ,mitocôndrias e reticulo endoplasmático rugoso contando com pequenas células, de cúbicas a colunares, com núcleos ovais e citoplasma basófilo, ancoradas na membrana basal, a camada espinhosa com células maiores em comparação ao estrato basal, contando com muitos prolongamentos citoplasmáticos, a camada  granulosa composta de numerosos grânulos de querato-hialina, a camada lúcida de aspecto claro e a depender da região analisada, especialmente em termos de baixa espessura quase não é visível  e a camada  córnea têm células anucleadas e preenchidas com filamentos de queratina e por último a camada germinativa. Logo, a principal função dos queratinócitos é produzir queratina, uma proteína fibrosa, a qual apesar de serem células mortas, envolvem às  células epidérmicas evitando desperdício de água, proteção do ambiente externo através de uma película protetora. Constituem a pele e seus anexos (pelos, unhas e glândulas) e além da importância estrutural atuam em processos inflamatórios e imunológicos, como células alvo em quadros de LES, líquen plano, psoríase, secretores de citocina, peptídeos, neuropeptídios e outros mediadores e a síntese de endógenos (autocrinos, parácrinas e endócrinas). Os melanócitos derivados da crista neural (melanoblastos) localizados na camada basal, na conformidade de 1 melanócito para 10 queratinócitos basais, estas células dendríticas relacionam cada melanócito em média com 36 queratinócitos, as quais emitem o seu pigmento, estabelecendo o elemento  epidermomelanica, são sintetizadoras da pigmentação da pele, a denominada melanina que absorve e distribue a ação dos RUV, a abundância é variada na anatomia e a fração é quase a mesma em todas as raças. Mas, o que diferencia é a questão de os melanossomas em negros serem maiores e mais maturos do que nos brancos se organizando em unidades e não em grupos. As células de Langerhans são essenciais do sistema imune, oriundos da medula óssea, sendo APC com efetiva reação imunológica e mediante patologias se reduzem, a citar sarcoidose e dermatite de contato. As células de Merkel de origem neural é um mecanorreceptor de regiões de sensibilidade tátil, estimuladas por agressões. Os anexos da epiderme são os folículos pilossebáceos presentes em toda a pele, de menos na regiões palmoplantares e genitália, os folículos pilosos com uma glândula sebácea anexa, recebem essa designação, com função sensorial, termorreguladora, protetora, papel estético e reparação tecidual, arcando ciclicamente por três processos; a anagena (crescimento ativo), a catagena (morte do fio) e a telogena (fio morto é substituído por um novo). A glândula sebácea, holocrina, libera sebo, que forma o manto lipídico com ação antimicrobiana e  protetora. O músculo eretor do pelo é liso, que emerge da porção superior da derme, inferior à epiderme e se insere obliquamente no folículo piloso. As glândulas sudoríparas podem ser classificadas em apocrinas, oleosas, inodoras, cheias de material orgânico que sob ação bacteriana origina o odor característico, presentes nas axilas, genital e areolar a citar as mamas e as pálpebras. Às ecrinas estão  presentes nas porções palmoplantares, são termorreguladoras devido a perda evaporativa de calor que sob controle hipotalâmico é liberado a substância acetilcolina quê estimula secreção de suor e contração mioepitelial, promovendo a sudorese. As apoecrinas de caráter misto e exclusiva de adultos. As unhas são placas de citoqueratina (CK) proteínas estruturais dos epitélios, de origem ungueal contendo lúnula, eponiquio, lâmina ungueal, leito ungueal e hiponiquio.

A Derme é uma capa de tecido conjuntivo, fibrosa e amorfa, situada abaixo da epiderme, altamente vascularizada pelo seu papel de manutenção da pressão arterial e da temperatura, reparação de cicatrizes e no sistema imune. Detém como células residentes os mastócitos que são grandes e redondos, localização abundante em partes mais expostas à invasões, sendo que no tecido conjuntivo são ricos em histamina (vasodilatadora) e heparina (anticoagulante) e na mucosa contêm, em seus grânulos, sulfato de condriotina (constituinte de cartilagem) e pouca histamina, as células dendríticas, fibroblastos e histiocitos enquanto que de forma escassa e temporária: linfócitos, plasmócitos e outros constituintes hemodinâmicos. Sua comunicação com a epiderme é essencial para o equilíbrio de ambos, por estes atuarem na junção dermoepidérmica, nos anexos e em processos de reparação. Esta camada se divide em: superficial com muitas células e delgados feixes fibrilares de colágeno; profunda tem leves ondulações e feixes mais espessos de colágeno e a adventicial disposta em torno dos anexos e vasos composta de finos feixes de colágeno. O colágeno é a estrutura protéica mais abundante no corpo, ampla distribuição nos tecidos conjuntivos, alta influência percentual sobre o peso da derme e confere resistência e elasticidade ao tecido, todas as formas de colágeno são compostas por três cadeias polipeptídicas entrelaçadas com prolina e hidroxiprolina dando um aspecto helicoidal e alta resistência à tração. Este é liberado para o meio extracelular como pró-colágeno, que sob ação de proteases, leva à formação de fibras que se arranjam em feixes, a harmonia entre a produção e eliminação de colágeno, varia de acordo com o tecido e em situações normais e de reparação. Em um indivíduo são conhecidos vinte e oito tipos de colágeno, mas na derme só onze, o tipo um abrange mais a derme no adulto, o tipo três predomina na vida embrionária, o tipo quatro constituem as membranas basais, o tipo cinco e seis são ubíquos e o tipo sete é o mais importante das fibrilas de junção dermoepidérmica. As fibras elásticas são longos fios da proteína elastina, que propiciam elasticidade ao tecido, completando a resistência das fibras colágenas, compostas de três tipos de fibras: oxitalanicas que são feixes sem elasticidade, à elaunica proveniente do acúmulo de elastina e na medida em que vai se agregando a fibrilina até ocupar todo o espaço disponível. A substância fundamental é uma mistura incolor, viscosa e altamente hidratada, composta por GAG, proteoglicanos e glicoproteínas, encarregada de preencher os espaços entre as células e fibras do tecido conjuntivo, além de atuar como lubrificante e barreira contra a penetração de microorganismos.

A hipoderme é a parte mais funda de todas, composta de lóbulos de adipócitos separados por septos de colágeno juntos aos vasos hemodinâmicos. As células adiposas provém do mesênquima, em quê funcionam como acúmulo de gordura, isolante, modelação do corpo e proteção contra impactos.

As células tronco são unidades especiais de material encontrado em embriões, fetos e no adulto com particularidade de se dividir e produzir cópias de si próprias por um tempo indefinido de tempo e mediante situações ou impulsos se diferenciar em variações celulares especializadas dos tecidos. Estas se dividem em células-tronco embrionárias em que são pluripotentes, potencialidade de gerar os três tipos de células germinativas (ectoderma, mesoderma e endoderma), as células tronco-adultas são menos comuns, indiferenciadas, localizadas em tecidos do organismo que sofrem renovação, com certa limitação e se diferenciam em todas as células especializadas do tecido em que foi originada, ou seja são multipotentes. Estas células indiferenciadas têm um ciclo celular lento, a cisão destas é um ocorrido incomum e bem organizado. As células tronco por suas características, podem ser utilizadas em aplicações como restauração tecidual, através de restituição de seus componentes, que para este fim enfrentam o obstáculo de não serem diretamente introduzidas, devem estar alteradas e o preparo correto do sistema imune a fim de evitar estranhamento ao enxerto, em pesquisas científicas por ajudar no raciocínio da formação embrionária e na detecção e prevenção de defeitos congênitos e na indústria farmacêutica por oferecer resultados com mais certeza, confiança e ser mais acessível. Porém, apesar de estas serem multifuncionais e propiciarem vantagens estas não podem ser feitas, manuseadas e utilizadas de qualquer jeito, em razão de serem conteúdos embrionários, a qual são alvo de discussões de ordem moral, social, religiosa e filosófica. Logo, de acordo com o imposto é necessário que os embriões sejam excedentes, sem capacidade de virar um feto e que estejam congelados há mais de 3 anos em local apropriado, a obtenção pode se dar por doações e com a concordância dos pais, estando vedado a comercialização e sua fabricação, manuseio genético e a clonagem terapêutica.

No interior da célula ocorrem muitos eventos, a apoptose também conhecida por “morte celular programada” ou “suicídio celular é uma reação fisiológica rápida e não exibe resposta inflamatória de difícil análise histológica diante de danos no material genético ou em estruturas protéicas, que terminam em decomposição do núcleo e cisão celular, analisando que as aderências constituintes não ficam destruídas, mas menos úteis e logo são eliminadas sem transbordar, sendo estas cruciais na embriologia, manutenção, equilíbrio e correto descarte de materiais desnecessários. Em ocasiões onde há aumento ou redução alta deste são acompanhadas de patologias, falhas neste evento são relacionados com modificações da base cutânea  A necrose é um quadro patológico, oriundo de elevado impacto das membranas, com extravasamento, digestão celular e notável excreção

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Autor(a): Lanna do Carmo Carvalho

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