Medicina Preventiva

A polêmica da vacinação e como não manter as vacinas em dia pode ser prejudicial para as crianças! | Colunistas

A polêmica da vacinação e como não manter as vacinas em dia pode ser prejudicial para as crianças! | Colunistas

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Comunidade Sanar

4 minhá 600 dias

1. Movimento antivacina, remontagem histórica

No dia 5 de novembro de 1904, instituiu-se a Liga Contra a Vacina Obrigatória, cujo objetivo era organizar uma revolta contra a vacinação que seria imposta pelo governo, através do sanitarista Oswaldo Cruz, visando erradicar a varíola do Brasil. A pergunta que fica é: qual a motivação dessa revolta contra algo benéfico para a população? Historiadores relatam que a simples falta de divulgação e explicação ao povo do que era a campanha gerou toda essa confusão.

2. Movimento antivacina atual

Acreditava-se que o movimento antivacina atual desdobrava-se sobre pessoas que criam fielmente no mito que as vacinas causam autismo. Isso se deu pelo Dr. Andrew Wakefield, o qual publicou na revista The Lancet o que hoje se chama de fake news, a teoria de que vacina que causa autismo, que nunca foi aceita e mostrou-se fraudulenta. O jornalista Brian Deer descobriu que o então médico cientista publicou esse estudo para, posteriormente, lançar sua própria vacina contra o sarampo, a qual seria “mais segura”. Para isso, manipulou dados em benefício próprio. Entretanto, ainda, em uma pesquisa feita pela Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, elencou-se quatro principais grupos de pessoas que apoiam tal movimento:

  • Quem desconfia da ciência e de agências governamentais;
  • Quem teme pela segurança das vacinas;
  • Quem crê em teorias conspiratórias;
  • Quem apoia tratamentos alternativos de doenças.

Hoje, os “antivacina” são conhecidos por “Anti-Vaxxers”, nos EUA. O resultado disso, reportado pelo governo de Nova York, é que eles estão vivendo o maior surto de sarampo desde 1990.

A realidade do Brasil é pautada pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), o qual determina que pais que falham em vacinar possam ser multados ou processados por negligência e maus tratos. Além da carteira de vacinação ser obrigatória na hora de matricular os filhos nas escolas.

3. Consequências da não vacinação

Das doenças que estão sob cobertura da vacinação, quatro podem acabar reintroduzidas, caso os anti-vaxxers consigam força em seu ideal:

  • Sarampo;
  • Poliomielite (paralisia infantil);
  • Difteria;
  • Rubéola.

As consequências da não vacinação são inúmeras, tanto para quem não se vacina, quanto para os que convivem com aqueles que não são vacinados, por exemplo, crianças abaixo de 12 meses que não receberam a tríplice viral ainda, podem estar suscetíveis ao sarampo, a caxumba e a rubéola.

O Ministério da Saúde está em plena luta contra o movimento antivacina, mostrando a consequência que a negligência trouxe a alguns, por exemplo, para Dorcas Moura, de 50 anos, que vive hoje de cadeira de rodas devido à poliomielite contraída na infância.

4. Benefícios da vacinação

O maior intuito de criar vacinas é para que doenças de alto contágio sejam, senão erradicadas, mas controladas. Com isso, o calendário do Programa Nacional de Imunização busca atuar de forma integral em crianças desde o nascimento, contando com mais de 300 milhões de doses das vacinas inclusas.

Baseado em tudo que foi visto, a última pergunta é: por que eu devo vacinar, então? O nosso organismo é um maquinário incrível contra os microrganismos que tentam nos invadir, porém, não é tão veloz para prevenir o adoecimento.

Dessa forma, a proteção virá tarde e, em alguns casos, podemos chegar à morte antes mesmo de conseguirmos nos livrar da doença. Assim, a vacinação vem como uma alternativa para que possamos criar essa defesa antes do contágio com o microrganismo pleno.

Tendo realizada a imunização, nosso corpo torna-se eficaz no combate ao adoecimento pelo patógeno. Esse simples ato protege nossas crianças e permite a elas um crescimento saudável e longe de complicações das sequelas que possam existir dessas doenças.

Confira o vídeo:

Para mais informações, acesse http://portalms.saude.gov.br/saude-de-a-z/vacinacao/vacine-se

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