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A Vacina Pfizer COVID protege contra variantes preocupantes do coronavírus? | Colunistas

A Vacina Pfizer COVID protege contra variantes preocupantes do coronavírus? | Colunistas

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Adrielly Lohany Barros

7 min há 106 dias

INTRODUÇÃO

            Desde que a pandemia do COVID-19 foi deflagrada, muitos institutos de pesquisa começaram estudos genômicos do SARS-CoV 2 para desenvolverem vacinas eficazes. No entanto, por conta de sua simplicidade biológica, os vírus produzem rapidamente uma grande quantidade de variantes. Resta saber, portanto, se as vacinas até agora produzidas são eficazes contra as novas cepas circulantes.

O QUE SÃO AS VARIANTES E COMO SURGEM?

            Assim como qualquer vírus, ao infectar um organismo, o coronavírus invade a célula e começa seu processo de replicação viral. No decorrer da produção das réplicas, há a chance de ocorrerem erros, que podem produzir novas variantes do vírus.

            Uma cepa é uma variante viral que se comporta de maneira diferente do vírus original. Já as cepas preocupantes são aquelas que apresentam maior transmissibilidade ou escape do sistema imunológico.

QUAIS SÃO AS VARIANTES EXISTENTES?

            Atualmente, existem 3 principais variantes: a do Reino Unido (B.1.1.7), Brasil (P.1) e África do Sul (B.1.351).

Segundo a CNN Brasil, a cepa britânica está distribuída em 120 países, incluindo o Brasil. Um estudo publicado na revista científica BMJ, em março, apontou que a variante britânica é até 64% mais letal. Os pesquisadores verificaram que a variante foi associada a 227 mortes em uma amostra de 54.906 pacientes, em comparação com 141 mortes entre o mesmo número de pacientes infectados com cepas anteriores. A revista Science, também afirma que essa variante pode transmitir até 90% a mais que outras variantes. O virologista Fernando Motta, do Instituto Oswaldo Cruz (IOC/Fiocruz), explica que: “Foi identificada uma mutação na variante inglesa, localizada na parte da molécula que faz a absorção do vírus à superfície da célula, que provoca uma absorção mais forte do vírus na célula, o que aumenta a capacidade de infecção. Na Inglaterra, existe uma relação estatística bem forte e comprovada, observada em laboratório, de uma maior infecciosidade dos vírus da variante britânica”.

            A variante brasileira (P.1), oriunda de Manaus, foi identificada no Japão. Segundo um estudo realizado pela Fiocruz Amazônia, a infecção pela variante P.1 pode aumentar a carga viral em até dez vezes no organismo humano, quando comparada a outras linhagens.

            Já a variante africana, foi identificada pela primeira vez na África do Sul, conhecida como B.1.351. A variante tem sido associada a uma maior carga viral, o que representa mais concentração de viral no corpo dos pacientes, e consequente maior transmissão.

QUAL A EFICÁCIA DA VACINA PFIZER?

            A farmacêutica BioNTech informou que não há evidência que a eficácia de sua vacina esteja comprometida.O imunizante desenvolvido em conjunto com a Pfizer,  garante que 90% das pessoas que receberam as 2 doses, apresentam anticorpos eficazes contra 7 variantes do coronavírus, demonstra estudo japonês.

            Em matéria do Diário do Nordeste, pesquisadores da Universidade Municipal de Yokohama no Japão, indicaram os seguintes resultados:

  • 94% das amostras tiveram anticorpos eficazes contra as cepas do Reino Unido e do Brasil;
  • 90% mostraram anticorpos contra a cepa da África do Sul;
  • 97% tiveram proteção contra a variante da Índia;
  • 99% apresentaram anticorpos eficazes contra a cepa original.

A BioNTech informou que a eficácia permanece em torno de 91% contra doenças com quaisquer sintomas pelo período de 6 meses. “A vacina foi 100% eficaz contra doenças graves, conforme definido pelos Centros dos EUA para Controle e Prevenção de Doenças (CDC), e 95,3% eficaz contra casos graves de Covid-19, conforme definido pela US Food and Drug Administration (FDA)” comunicou a BioNTech.

Ademais, em voluntários entre 12 e 15 anos, o imunizante demonstrou eficácia de 100%. “Esses dados confirmam a eficácia favorável e o perfil de segurança de nossa vacina e nos posicionam para enviar um pedido de licença biológica ao FDA dos EUA”, disse Albert Bourla, presidente e diretor executivo da Pfizer, em um comunicado. “A alta eficácia da vacina observada em até seis meses após uma segunda dose e contra a variante prevalente na África do Sul fornece mais confiança na eficácia geral da nossa vacina”. A empresa tem estudado a vacina em mais de 46.000 voluntários e observou 927 casos de Covid-19 confirmados. “Dos 927 casos sintomáticos confirmados de Covid-19 no ensaio, 850 casos de Covid-19 estavam no grupo do placebo e 77 casos no grupo do BNT162b2 (vacina da Pfizer-BioNTech), correspondendo a uma eficácia da vacina de 91,3%”, disse.

“Trinta e dois casos de doença grave, conforme definido pelo CDC, foram observados no grupo placebo contra nenhum no grupo vacinado com BNT162b2, indicando que a vacina foi 100% eficaz nesta análise contra doença grave pela definição do CDC. Um caso, conforme definido pelo FDA, foi observado no grupo placebo versus um caso no grupo vacinado com BNT162b2, indicando 95,3% de eficácia pela definição do FDA. Essas definições são importantes. A definição do FDA de doença grave incluía frequência respiratória elevada, indicando dificuldade respiratória; frequência cardíaca elevada, nível de saturação de oxigênio de 93% ou inferior; insuficiência respiratória grave o suficiente para precisar de oxigênio ou ventilação adicional; queda da pressão arterial indicando choque; disfunção renal, hepática ou neurológica significativa, internação em unidade de terapia intensiva ou óbito.”

A definição do CDC inclui um nível de oxigênio no sangue de 94% ou menos e um achado de raios-X de infiltrados pulmonares – uma indicação de pneumonia – maior que 50%. Os eventos adversos mais comuns foram dor no local da injeção, fadiga e dor de cabeça. “Na África do Sul, onde a linhagem B.1.351 é prevalente e 800 participantes foram inscritos, nove casos de Covid-19 foram observados, todos no grupo do placebo, indicando eficácia da vacina de 100%”, disse a empresa.

CONCLUSÃO

Percebe-se que a vacina Pfizer-BioNTech possui boa eficácia, no entanto, mediante o surgimento de novas cepas, pode ser necessária a modificação e produção de novas vacinas.

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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REFERÊNCIAS

Pfizer: efeito da vacina dura pelo menos seis meses e protege contra variantes. Disponível em:

https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/04/01/pfizer-efeito-da-vacina-dura-pelo-menos-seis-meses-e-protege-contra-variantes. Acesso em: 14/05/21

Vacina da Pfizer funciona contra variantes da Covid-19, garante farmacêutica. Disponível em:

https://saude.ig.com.br/2021-05-10/vacina-pfizer-funciona-variantes-covid-farmaceutica.html. Acesso em: 14/05/21

Vacina da Pfizer é eficaz contra sete variantes do coronavírus, aponta pesquisa do Japão. Disponível em:https://diariodonordeste.verdesmares.com.br/ultima-hora/ciencia/vacina-da-pfizer-e-eficaz-contra-sete-variantes-do-coronavirus-aponta-pesquisa-do-japao-1.3085211. Acesso em: 14/05/21

O que você precisa saber sobre as variantes da Covid-19. Disponível em: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2021/04/08/o-que-voce-precisa-saber-sobre-as-variantes-da-covid-19 Acesso em: 14/05/21

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