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Alegrias do Internato de Obstetrícia

Alegrias do Internato de Obstetrícia

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Sanar Residência Médica

6 min há 342 dias

O Internato de Obstetrícia é um dos períodos mais desafiadores e que revela, também, muitas alegrias. Afinal o interno tem contato com um dos períodos mais emocionantes da vida da paciente.

Segundo a Demografia Médica no Brasil 2018, são 30.415 especialistas em Ginecologia e Obstetrícia, o que corresponde a 8% do total de especialidades. São 14,65 especialistas por 100 mil habitantes e a maioria (51,3%) está no Sudeste. O programa de residência é de acesso direto com duração de 3 anos e é ofertado pela maioria das grandes instituições do país.

Para entender um pouco mais das alegrias do internato de obstetrícia, a Sanar Residência Médica conversou com Amanda Lorentz, interna do 5º ano de Medicina da Universidade do Estado da Bahia. Ela realizou o estágio em Obstetrícia no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador/BA.

O Internato de Obstetrícia

O rodízio em Obstetrícia, em geral, é realizado em enfermarias e centro obstétrico, onde o interno pode acompanhar a gestante no período do parto e após. Amanda detalha o pouco sobre como foi a experiência dela no internato de obstetrícia:

“No meu internato de obstetrícia, rodamos nos seguintes locais: centro obstétrico, onde é possível acompanhar as pacientes em trabalho de parto, pacientes com indicação de interrupção da gestação, pacientes internadas por emergências obstétricas e pacientes no pós-parto imediato, além de diversas outras intercorrências obstétricas”, conta Amanda.

“Também rodamos na enfermaria de puérperas, onde ficam internadas as pacientes sendo acompanhadas por alguma intercorrência no parto até haver condições de alta e aquelas aguardando tempo de alta pós-parto, sem qualquer intercorrência. Outro local de atuação dos internos é na  enfermaria de gestantes de alto risco, onde ficam internadas as pacientes com alguma condição obstétrica que impede o acompanhamento ambulatorial. Além disso, semanalmente temos dois turnos de ambulatório de pré-natal de alto risco”, complementa.

Como em outras especialidades, também há discussão de casos com preceptores e residentes.

“Na rotina participamos da discussão dos casos com os residentes e preceptores do serviço, além de discussão dos temas mais comuns na obstetrícia e discussão de casos clínicos com a preceptora do rodízio”, revela.

Os desafios

A obstetrícia é uma área cheia de desafios e não é diferente durante o internato. Muitos internos tem contato com parto pela primeira vez, e precisam aprender a lidar com as questões técnicas e emocionais que envolvem esse momento.

Para Amanda, “a maior dificuldade é acompanhar as gestantes quando o desfecho não é favorável, já que é um momento de muita expectativa. Nesse sentido, começamos a desenvolver habilidades para lidar com esses momentos e acolher as pacientes, o que foi um grande desafio para mim”.

As alegrias do Internato de Obstetrícia

A possibilidade de estar com pacientes em um dos momentos mais importantes de suas vidas é uma das alegrias do Internato de Obstetrícia para Amanda.

“O que mais gostei do internato de obstetrícia foi o fato de poder acompanhar as gestantes nesse momento tão especial. Mesmo quando o desfecho do parto não é o esperado, é gratificante sabe que podemos ajudar e acolher as mães de alguma forma”, conta.

Além disso, “poder participar de atividade na enfermaria e no centro obstétrico também é uma experiência muito boa, já que podemos acompanhar a mãe desde o início até a alta”, diz.

Conclusão sobre as alegrias do Internato de Obstetrícia

O parto é um período que envolve muitas alegrias e muitos desafios, não só para a família, como também para toda a equipe. No internato isso é potencializado, já que são experiências novas e muito marcantes para o estudante. Amanda conta como esse período ficará em suas lembranças:

“Esse período ficará em minha lembrança como um momento de muito aprendizado tanto técnico quanto capacidade para lidar com questões emocionais. Além disso, foram experiências muito alegres em participar de momentos lindos.”

“Na experiência do rodízio temos a chance de passar por diversos estágios do acompanhamento às gestantes, em todas as fases da gestação, acompanhando pacientes de baixa e alta complexidade, adquirindo tanto o conhecimento técnico da área, como também um conhecimento mais subjetivo, que se refere ao acolhimento das gestantes nesse momento tão importante das suas vidas, seja nos desfechos bons como também nos desfechos ruins”, conclui.

O rodízio de Obstetrícia também é fundamental para adquirir habilidades para o médico generalista em lidar com um dos momentos mais temidos por recém-formados. Amanda conta que o internato em Obstetrícia foi essencial para aplicar os conhecimentos teóricos aprendidos durante a graduação.

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Referências:

Ginecologia e Obstetrícia: Residência, remuneração, rotina e mais!

Demografia Médica no Brasil 2018

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