Pediatria

Alegrias do Internato de Pediatria

Alegrias do Internato de Pediatria

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Sanar Residência Médica

6 minhá 141 dias

O internato de Pediatria está entre os desafiadores e também entre os que mais reservam alegrias e novas experiências.

Pediatria é a segunda das especialidades com maior número de médicos, atrás apenas de Clínica Médica. Segundo a Demografia Médica no Brasil em 2018, eram 39.234 pediatras, sendo 18,39 por 100 mil habitantes. Nesse mesmo período, 12% de todos os recém-formados em Medicina tinham a residência médica em Pediatria como primeira opção.

O programa de residência tem acesso direto com duração de 3 anos e é ofertado na maioria das grandes instituições do país.

Para entender um pouco mais das alegrias do internato em Pediatria, convidamos Felipe Anthony, interno do 5º ano de Medicina na Universidade de Estado da Bahia. O seu rodízio em pediatria foi realizado no Hospital Geral Roberto Santos, em Salvador-BA.

O Internato de Pediatria

Os internos são acompanhados pelos residentes e preceptores. Felipe conta um pouco como seu rodízio de pediatria foi organizado:

“Como interno você tem a responsabilidade de dividir com os outros internos as admissões dos pacientes, evoluir seus pacientes e discutir os casos com seu residente e preceptor, sendo a carga horária semanal de regime integral”, explica Felipe.

Ele conta como acontece o rodízio nos dois últimos anos da graduação. “Na minha faculdade, os internos passam pelo rodízio de Pediatria durante o quinto ano e novamente no sexto ano. Durante o quinto ano atuamos na enfermaria e durante o sexto ano na área de urgência/emergência e neonatologia”, revela.

É um período de muito aprendizado, mas que também depende do interesse e esforço do interno. “Os aprendizados vão desde medicina preventiva, crescimento e desenvolvimento até aprendizado das doenças mais prevalentes da infância e adolescência. Porém, o internato é feito pelo interno e você pode aprender muito mais a depender da sua relação com seu residente, enfermeiros e com os pacientes”, conta.

Os desafios

Como a maioria dos internos, o principal desafio é a falta de tempo. Afinal, lidar com muitas horas de atuação e, ao mesmo tempo, estudar o que é preciso pode ser uma tarefa difícil.

“Conciliar carga horária e tempo para estudar o conteúdo necessário. O rodízio de Pediatria é muito rico em conteúdo e é necessário conciliar uma rotina de estudo com passagem de pacientes nas enfermarias, plantões de enfermaria a tarde e durante os finais de semana”, explica Felipe.

As alegrias do Internato de Pediatria

Aprender com na prática e com discussões com outras pessoas, sem dúvidas, é uma das melhores coisas do internato. É o que Felipe explica.

“As discussões de casos com os residentes, preceptores e outros internos eram excelentes e ajudava a não ficar focado só em seus pacientes, aumentando o aprendizado e estimulando o trabalho em equipe, diz o interno.

Uma das particularidades da Pediatria é a possibilidade de lidar com crianças. Para Felipe, esse foi um dos pontos fortes do internato em Pediatria, pois permite não apenas uma boa relação com pacientes, mas também para trazer leveza à rotina.

“Uma das maiores alegrias, sem dúvidas, foi a interação com as crianças. O rodízio é repleto de oportunidades para desenvolvimento de uma boa relação médico-paciente e por vezes você consegue ter bons  momentos e risadas pela inocência e sinceridade das crianças, o que deixa a rotina menos exaustiva. Atuar com crianças e saber que está fazendo algo para um bom desenvolvimento dela me deixou muito feliz”.

Conclusão sobre as alegrias do Internato de Pediatria 

O internato é o período em que o estudante tem mais contato com o paciente e aprende a desenvolver habilidades fundamentais para a prática médica. Esse momento traz muitas experiências e alegrias, como é o caso do internato de Pediatria. Além disso, os conhecimentos adquiridos são fundamentais durante a formação, como nos conta Felipe.

“O rodízio em Pediatria fará bastante diferença tanto na parte técnica e teórica como no desenvolvimento da relação com o paciente, já que na pediatria o paciente é a criança e o cuidador. A atenção global e socioeconômica que foi dada ao paciente e estimulada pelos preceptores, na pediatria, ajuda tanto no desenvolvimento como médico como na facilidade de dar um diagnóstico e tratamento e saber comunicar-se com crianças e adolescente em diferentes contextos”, analisa.

“Além disso, Pediatria é uma área comum em áreas básicas ou em UPAS, por isso o rodízio é muito importante na formação de qualquer médico”, conclui.

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