Coronavírus

Alterações placentárias na infecção materna por COVID-19

Alterações placentárias na infecção materna por COVID-19

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Sanar Medicina

3 min há 56 dias

No post de hoje iremos falar sobre um estudo que avaliou alterações placentárias em mulheres grávidas, infectadas pelo COVID-19. 

O impacto da Covid em mulheres grávidas

A pandemia afeta pessoas de todas as faixas etárias.

As mulheres grávidas não foram exceção, e os dados apontam que elas sofrem maior impacto, comparados com mulheres não grávidas da mesma faixa etária.

As mulheres grávidas apresentam, de acordo com os estudos, maior frequência de internação em unidades de terapia Intensiva e necessidade de suporte orgânico. 

Apresentam também maior desfecho negativo de óbito. 

Como a placenta é afetada

Apesar do SARS-CoV-2 ter predileção e porta de entrada pelas vias aéreas superiores, é conhecido que o vírus se espalha para outros locais. 

No final da gravidez, cerca de 25% do débito cardíaco materno se destina a suprir o feto por meio da placenta.

Portanto, o risco de transmissão para a unidade feto-placentária nesse momento da gravidez deveria ser alto.

No entanto, os estudos mostram o contrário. Na maioria das mulheres grávidas infectadas pela Covid, o feto e a placenta foram poupados. 

As estimativas atuais de transmissão vertical estão em torno de 2-3%. 

A propagação da infecção se faz mais provável nos casos sintomáticos graves. 

Estudo avalia parâmetros de infecção placentária

Um estudo buscou avaliar indícios de infecção placentária em 66 mulheres grávidas infectadas no final da gestação.

No estudo, todos os recém nascidos foram negativos para Covid.

Os resultados mostraram maior expressão do receptor ACE-2 nas mulheres com infecção grave.

Marcadores implicados na resposta antiviral também estiverem mais associados a doença grave nas grávidas.

O estudo concluiu que pode haver associação entre gravidade da doença e a forma como a placenta é afetada.

Infecção placentária é rara

Apesar do aumento de marcadores nas placentas estudadas, isto não se traduziu em maiores taxas de infecção dos recém nascidos.

Os achados do estudo apenas corroboram o que a literatura já havia demonstrado, isto é, que a infecção materno-fetal da COVID-19 é rara, mesmo naquelas mulheres gestantes com manifestação grave.

Referências

Placental response to maternal SARS-CoV-2 infection – Nature

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