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Aparelho reprodutor feminino: ovários e tubas uterinas | Colunistas

Aparelho reprodutor feminino: ovários e tubas uterinas | Colunistas

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Jaqueline de Faria

6 min há 11 dias

INTRODUÇÃO

As tubas uterinas e os ovários fazem parte dos órgãos genitais internos femininos sendo a – Genitália externa ou vulva: monte de Vênus, grandes e pequenos lábios, espaço interlabial ou fenda vulvar, clitóris e glândulas acessória,que não iremos abordar aqui.

Os ovários através de estímulos hormonais produzem os oócitos ,além de produzirem também hormônios sexuais femininos (estrogénios e progesterona) .As tubas uterinas é o principal local de fertilização do óvulo, transportando-o até o útero.

OVÁRIOS  

São gônadas femininas onde se desenvolvem os oócitos . Também produzem hormônios sexuais(estrogênio e progesterona). Cada ovário é suspenso pelo o mesovário ,parte do ligamento largo do útero. 

O ligamento suspensor(passam os vasos sanguíneos, linfáticos e nervos) do ovário, se torna contínuo com o mesovário do ligamento largo. Medialmente no mesovário, um ligamento útero-ovárico curto fixa o ovário ao útero. 

Como o ovário está suspenso na cavidade peritoneal e sua superfície não é coberta por peritônio, o oócito expelido na ovulação passa para a cavidade peritoneal. Sua vida intraperitoneal é curta porque geralmente é aprisionado pelas fímbrias do infundíbulo da tuba uterina e conduzido para a ampola, onde pode ser fertilizado

Ovocitogênese

Os folículos ováricos estão localizados no córtex e são formados por oócitos .Quando possuem uma só camada de células denominam-se,células foliculares. Em um estágio mais avançado são as células granulares(nutem e circundam o oócitos e começam a secretar hormônios )

Os folículos de Graaf(maduro)é um folículo grande cheio de líquido, se rompem e expelem o oócito secundário (ovulação)

O corpo lúteo produz progesterona ,estrogenio ,relaxina e inibina até degenerar e viarar um tecido cicatricial (corpo albicante)

Quando uma criança do sexo feminino nasce, cada óvulo é circundado por uma camada única de células da granulosa; o óvulo, com esse revestimento de células da granulosa, é denominado folículo primordial

Durante toda a infância, acredita-se que as células da granulosa ofereçam nutrição ao óvulo e secretem um fator inibidor da maturação do oócito que mantém o óvulo parado em seu estado primordial, no estágio de prófase da divisão meiótica.

 O primeiro estágio de crescimento folicular é o aumento do óvulo,  Em seguida, ocorre, em alguns folículos, o desenvolvimento de outras camadas das células da granulosa. Esses folículos são chamados folículos primários.

Nesse ponto, o óvulo é denominado oócito primário.

 As oogônias no ovário embrionário completam a replicação mitótica e a primeira fase da meiose no quinto mês de desenvolvimento fetal. 

 A primeira divisão meiótica do oócito ocorre após a puberdade

Cada oócito é dividido em duas células, um óvulo grande (oócito secundário) e um primeiro corpo polar de pequenas dimensões. Cada uma dessas células contém 23 cromossomos duplicados. O primeiro corpo polar pode sofrer, ou não, uma segunda divisão meiótica e depois se desintegra.

 O óvulo tem uma segunda divisão meiótica e, separação das cromátides irmãs, ocorre uma pausa na meiose. Se o óvulo for fertilizado, ocorre o estágio final da meiose, e as cromátides irmãs do óvulo convertem-se em células separadas.

 A metade das cromátides irmãs permanece no óvulo fertilizado, e a outra metade é liberada em um segundo corpo polar, que, em seguida, se decompõe.

 Os milhares de oócitos que não amaduram degeneram. Um óvulo por mês; o restante degenera (atrésicos). 

Ao fim da capacidade reprodutora (na menopausa), somente uns poucos folículos primordiais permanecem nos ovários, e mesmo esses folículos se degeneram em pouco tempo

TUBAS UTERINAS 

As tubas uterinas, também conhecidas como trompas de falópio Conduzem o oócito, que é liberado mensalmente para a cavidade uterina. Também são o local habitual de fertilização.  As tubas uterinas (cerca de 10 cm de comprimento) estão envolta pela mesossalpinge, que forma as margens livres anterossuperiores dos ligamentos largos.

(ilustração : Junqueira Histologia)

As tubas uterinas podem ser divididas em quatro partes

 Infundíbulo: a extremidade distal afunilada da tuba que se abre na cavidade peritoneal através do óstio abdominal. Extremidade fimbriada do infundíbulo (fímbrias) abrem-se sobre a face medial do ovário

 Ampola: a parte mais larga e mais longa da tuba, que começa na extremidade medial do infundíbulo; a fertilização do ovócito geralmente ocorre na ampola 

Istmo: a parte da tuba que tem parede espessa e entra no corno uterino Parte uterina: o segmento intramural curto da tuba que atravessa a parede do útero e se abre, através do óstio uterino, para a cavidade do útero no corno do útero.

Parte uterina: o segmento intramural atravessa a parede do útero e se abre, para cavidade uterina

(Ilustração:Atlas de anatomia –Netter) 

Autora: Jaqueline de Faria Nogueira Villar

O texto acima é de total responsabilidade do autor e não representa a visão da sanar sobre o assunto

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Referência: 

L. MOORE, Keith; F. DALLEY, Arthur; M.R. AGUR, Anne. Pelve e períneo: Órgãos genitais internos femininos. In: MOORE Anatomia Orientada para clínica. [S. l.: s. n.], 2014. cap. 3, p. 464-466.GUYTON, Arthur. Fisiologia feminina antes da gravidez e hormônios femininos: OOGÊNESE E DESENVOLVIMENTO FOLICULAR NOS OVÁRIOS. In: GUYTON & Hall Tratado de Fisiologia Médica. 13. ed. [S. l.: s. n.], 2016. cap. 82, p. 991-992.

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