como o seu olho se movimenta? o que o médico precisa saber da motricidade ocular | Ligas

Visão Geral: Uma dúvida que você pode ter dito ao longo de sua formação acadêmica é como o seu olho consegue se mover para um lado e para o outro tão rapidamente e harmonicamente. Esta movimentação perfeita do globo ocular ocorre devido a ação conjunta de diversos  músculos. De uma maneira geral, a sua motricidade é subdividida em extrínseca, a qual tem relação com a sua própria movimentação, e em intrínseca, que está associada aos processos de acomodação visual, midríase e miose, tão importantes para a sua visão. Nesse texto, você irá conhecer, de forma bem objetiva, como funcionam esses processos, bem como quais são as possíveis manifestações clínicas de suas lesões e a maneira adequada de pesquisá-las durante o exame físico. 2.Motricidade extrínseca do olho: No total, são 6 músculos que você precisa saber que atuam nesta motricidade, os quais estão representados na Figura 01. São eles: m. reto superior, m. reto inferior, m. reto medial, m. reto lateral, m. oblíquo superior e m. oblíquo inferior. Eles são inervados por 3 pares de nervos cranianos, sendo eles os nervos oculomotor (III par), troclear (IV par) e abducente (VI par). Esses nervos emergem na órbita ocular pelo forame orbital superior e inervam tanto os músculos citados anteriormente, quanto os músculos motricidade intrínseca em suas porções orbitais. Além deles, há o músculo levantador da pálpebra, o qual também é inervado pelo nervo oculomotor, mas não faz parte da motricidade ocular. Algo que você precisa saber é que o nervo oculomotor é responsável  pela maior quantidade de músculos do bulbo ocular, participando das contrações dos seguintes músculos extrínsecos: m. reto superior, que promove, no bulbo

Resumo: sistema cardíaco + Mapa Mental | Ligas

1. Localização do coração O coração repousa sobre o diafragma, próximo da linha mediana da cavidade torácica. Encontra-se no mediastino, uma região anatômica que se estende do esterno à coluna vertebral, da primeira costela ao diafragma, e entre os pulmões. 2. Histologia A parede do coração é constituída por três camadas: o epicárdio (camada externa), o miocárdio (camada intermediária) e o endocárdio (camada interna). O epicárdio é composto por duas camadas de tecido. A mais externa, é chamada lâmina visceral do pericárdio seroso, que confere uma textura lisa e escorregadia à face mais externa do coração. Além disso, essa camada contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos e vasos que irrigam o miocárdio.   A camada média, o miocárdio, é responsável pela ação de bombeamento do coração e é composto por tecido muscular cardíaco. Compõe aproximadamente 95% da parede do coração. Embora seja estriado como o músculo esquelético, é preciso lembrar que o músculo cardíaco é involuntário como o músculo liso. O endocárdio mais interno é uma fina camada de endotélio que recobre uma fina camada de tecido conjuntivo. Fornece um revestimento liso para as câmaras do coração e abrange as valvas cardíacas. Esse revestimento liso minimiza o atrito de superfície conforme o sangue passa através do coração. 3. Anatomia O coração tem quatro câmaras. As duas câmaras de recepção superiores são os átrios, e as duas câmaras de bombeamento inferiores são os ventrículos. O par de átrios recebe sangue dos vasos sanguíneos que retornam o sangue ao coração, as chamadas veias, enquanto os ventrículos ejetam o sangue do coração para vasos sanguíneos chamados artérias. Na superfície do coração existem vários sulcos, que contêm vasos sanguíneos coronarianos e uma quantidade variável

Resumos: as bases médicas para o raciocínio clínico do Sistema Renal | Ligas

O sistema renal compõe uma das principais vias de regulação e manutenção da vida humana, para tanto, conhecer o seu órgão funcional é de fundamental importância para o médico, estudante de medicina ou profissional de saúde que se propõe a cuidar e lidar com pacientes.             Seguem abaixo os pontos essenciais das matérias básicas do curso de medicina que consubstancia o raciocínio da prática clínica. As bases do Sistema Renal Anatomia O sistema renal é formado por um órgão par, de coloração marrom-avermelhada que mede cerca de 10 centímetros de comprimento, 5 centímetros de largura e 2,5 centímetros de espessura e cujo formato visual lembra um feijão. Seu peso médio é de 150 g em homens e 135 g em Mulheres, e ele apresenta uma delgada cápsula fibrosa composta de tecido rico em colágeno com algumas fibras elásticas e musculares lisas. O rim direito encontra-se posterior ao fígado, duodeno e colo ascendente. Já o rim esquerdo relaciona-se com estômago, baço, pâncreas, jejuno e colo descendente.  Localização: Os rins são estruturas retroperitoneais localizados lateralmente a coluna vertebral na parte posterior da cavidade abdominal, abaixo da cúpula diafragmática, sendo o rim direito levemente caudal em relação ao esquerdo, devido a presença do fígado. Os níveis dos rins modificam-se durante a respiração e com mudanças posturais, movendo-se 2 a 3 centímetros em direção vertical, podendo ocupar o espaço que vai das duas últimas vértebras torácicas as duas primeiras vértebras lombares.Faces renais: Anterior e Posterior. Vale ressaltar que a face anterior do rim direito tem íntima relação com o fígado, chegando a gerar nele a impressão renal.  Polos renais: Superior, onde se encontra sua relação com

Caso Clínico: Hérnia Inguinal | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 57 anos, pardo, residente e procedente de Belo Horizonte, auxiliar de pedreiro, chega à unidade de saúde queixando de um desconforto na virilha direita. O paciente relata que o desconforto piora no final do dia e ainda que aparece um nódulo quando ele se deita, mas que o nódulo some quando ele fica em pé. Relata que reparou que quando faz alguma força a mais no trabalho o nódulo também aparece e isto o incomoda. Relata ter percebido isto há quase um mês. Nega doenças prévias. Nega o uso de medicamentos. Nega alergias. Ao exame físico o paciente apresenta-se em bom estado geral, hidratado, corado, acianótico, anictérico, orientado no tempo e espaço. Normopneico (frequência respiratória: 18 irpm), normocardico (frequência cardíaca: 76 bpm) e normotenso (PA: 120×80 mmHg). Aparelho respiratório com murmúrios vesiculares respiratórios sem ruídos adventícios e aparelho cardiovascular com ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias. Presença de abaulamento na virilha direita na posição ortostática que piora com a manobra de Valsalva. Como hérnia inguinal é um diagnóstico clínico e a alteração foi vista pelo profissional, não é necessário realizar exames complementares. O paciente é encaminhado para cirurgia para correção da hérnia. Questões para orientar a discussão     Como surge a hérnia inguinal?Quais são os fatores de risco? Quais são as complicações?Sintomas de uma hérnia estrangulada?Quais são as camadas da parede abdominal abaixo da linha alba? Respostas A hérnia inguinal surge quando uma porção do intestino encontra uma região mais fraca da parede abdominal e começa a empurrá-lo, criando um abaulamento na região da virilha. Ela também pode

Caso Clínico de Síndrome do Túnel do Carpo | Ligas

Apresentação do caso de Síndrome do Túnel do Carpo Paciente do sexo feminino, 52 anos, residente e procedente de Belo Horizonte, Minas Gerais, caucasiana, lavadeira, chega ao consultório da unidade de saúde queixando sensações de dormência e alfinetadas na palma da mão direita do primeiro ao terceiro dedos, iniciadas há 4 meses. Relata que o desconforto vem piorando e conta que, frequentemente, acorda de madrugada por causa desses sintomas. Relata ainda que o desconforto piora quando ela faz alguma atividade com a mão e isto está atrapalhando em seu trabalho. Ao exame físico a paciente apresenta-se em bom estado geral, hidratada, corada, acianótica, anictérica, orientado no tempo e espaço. Normopneica (frequência respiratória: 18 irpm), normocardica (frequência cardíaca: 76 bpm) e normotensa (PA: 120×80 mmHg). Aparelho respiratório com murmúrios vesiculares respiratórios sem ruídos adventícios e aparelho cardiovascular com ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias. É feita a manobra de Spurling para diagnóstico diferencial com radiculopatia e ela dá negativo. Além disso é avaliado sobre tenossinovite, osteoartrite. Sem alterações significativas. É solicitado então para a paciente uma eletromiografia, que pode confirmar e localizar os danos ao nervo mediano no túnel do carpo e pode categorizar a gravidade do dano ao nervo que ajuda a conduzir o manejo. Após a confirmação do quadro de síndrome do túnel do carpo e a caracterização quanto ao grau, leve, a paciente é solicitada a realizar a imobilização por 1 a 2 meses e caso não melhore é indicado injeções com corticosteroides. Questões para orientar a discussão sobre Síndrome do Túnel do Carpo Qual a inervação dos nervos cutâneos da palma mão? Qual a sequência de ossos da

Caso Clínico: Colelitíase | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo feminino, 51 anos, parda, doméstica, procedente e residente de Belo Horizonte, Minas Gerais, procura ambulatório de clínica médica com queixa de dor forte no quadrante superior direito que acontece após as refeições, mas que vem se intensificando há alguns dias. Paciente nega outros sintomas. Relata uso de Clofibrato para hipertrigliceridemia. Nega outras doenças prévias. Relata ainda que possui alimentação gordurosa e é sedentária. Ao exame físico apresenta-se em estado geral regular com fácies de dor, hidratada, corada, acianótica, anictérica, orientada no tempo e espaço. IMC de 31,5. Taquipneica (frequência respiratória: 26 irpm), taquicárdica (frequência cardíaca: 110 bpm) e normotensa (PA: 120×80 mmHg). Aparelho respiratório com murmúrios vesiculares respiratórios sem ruídos adventícios e aparelho cardiovascular com ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presentes, dor à palpação superficial no quadrante superior direito, sem visceromegalias. Foi prescrito para a paciente analgésicos e solicitado hemograma, testes séricos da função hepática, lipase e amilase séricas e ultrassonografia abdominal. Após alguns dias a paciente retorna à consulta com os resultados que apontam: hemograma, testes séricos da função hepática e lipase a amilase séricas sem alterações. Já na ultrassonografia foi notado a presença de cálculos na vesícula biliar. Ultrassonografia de vesícula biliar demonstrando colelitíase com sombra acústica posterior Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/873/investigations Após os resultados dos exames a paciente foi encaminhada para o cirurgião para realização de colecistectomia laparoscópica. Questões para orientar a discussão     1. Qual a relação anatômica da vesícula biliar? 2.Quais os principais fatores de risco para colelitíase? 3.Em qual caso o hemograma estaria alterado?

Caso Clínico: Rompimento de Ligamento Cruzado Anterior | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 18 anos, pardo, atleta, procedente e residente de belo Horizonte, Minas Gerais, procura ambulatório de clínica médica com queixa de dor de forte intensidade em joelho direito e incapacitante, acompanhada de dificuldade do movimento da perna direita e instabilidade quando apoia a perna no chão. Paciente relata que no dia anterior à noite estava jogando futebol quando teve uma queda e sentiu uma dor súbita. No momento colocaram gelo e ele foi para casa. Quando acordou ainda estava com dor e ao se levantar da cama caiu novamente por não conseguir se sustentar na perna direita. Nega uso de medicações. Nega doenças prévias e alergias. Ao exame físico o paciente se encontrava em estado geral regular, orientado em tempo e espaço, corado, hidratado, acianótico, anictérico, afebril, com fácies de dor, taquipneico (frequência respiratória: 26 irpm), normocárdico (frequência cardíaca: 85 bpm) e normotenso (PA: 120×80 mmHg). Aparelho respiratório com murmúrios vesiculares respiratórios sem ruídos adventícios e aparelho cardiovascular com ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Abdome plano, ruídos hidroaéreos presentes e sem visceromegalias. Apresenta ainda edema no joelho e teste da Gaveta anterior e teste de Lachman positivos. O paciente foi orientado a realizar uma radiografia do joelho direito e encaminhado ao ortopedista. Retornou ao consultório no dia seguinte com radiografia apresentando derrame cavitário, mas sem mais achados. Foi solicitado então ao paciente uma Ressonância magnética que apresentou as fibras do Ligamento cruzado anterior rotas. RNM ponderada em T1 mostrando ruptura do LCA Disponível em: https://bestpractice.bmj.com/topics/pt-br/589/investigations Foi iniciado o tratamento com gelo, repouso, anti-inflamatórios não esteroidais e analgésicos. Além disso, paciente foi encaminhado para avaliação cirúrgica e

Caso Clínico: Catarata | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 66 anos, leucodérmo, viajante, procedente e residente de Belo Horizonte, Minas Gerais, procura ambulatório de clínica médica com queixa de dificuldade de dirigir à noite por causa do brilho dos faróis dos carros. Relata ainda que está percebendo que sua visão vem reduzindo a um tempo e que tem dificuldades de ler letras pequenas. Possui diabetes mellitus tipo 2 em controle com Metformina. Ao exame físico apresenta-se em bom estado geral, hidratado, corado, acianótico, anictérico, orientado no tempo e espaço. Normopneico (frequência respiratória: 18 irpm), normocardico (frequência cardíaca: 76 bpm) e normotenso (PA: 120×80 mmHg). Aparelho respiratório com murmúrios vesiculares respiratórios sem ruídos adventícios e aparelho cardiovascular com ritmo cardíaco regular em 2 tempos. Abdome globoso, ruídos hidroaéreos presentes, sem visceromegalias. No exame é notada uma opacificação amarelada no cristalino no olho esquerdo. Na oftalmoscopia, o reflexo vermelho no olho esquerdo é obscurecido centralmente e os detalhes do fundo de olho são indistintos. O paciente foi encaminhado para oftalmologista para avaliação da necessidade de se fazer a cirurgia para correção do problema. Questões para orientar a discussão sobre a catarata Quais são os fatores de risco para catarata?Cite a sequência das estruturas anatômicas que a luz percorre até a formação da imagem.Como ocorre a catarata?Quais os tipos de catarata?Qual o tipo de catara mais comum em pacientes com diabetes mellitus? Respostas Idade > 65 anos, história de trauma ocular, diabetes mellitus, algumas doenças metabólicas ou hereditárias como Doença de Wilson, Galactosemia, Distrofia miotônica), uso em longo prazo de corticosteroides oftálmicos, história familiar de catarata congênita, tabagismo, exposição de longa duração à luz ultravioleta.Córnea, humor aquoso, íris (pupila), lente,

Resumo: Hipertensão Arterial Sistêmica | Ligas

Definição e Epidemiologia Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é a condição clínica multifatorial caracterizada por elevação sustentada dos níveis pressóricos ≥ 140×90 mmHg. Frequentemente se associa a distúrbios metabólicos, alterações funcionais e/ou estruturais de órgãos-alvo, sendo agravada pela presença de outros fatores de risco (FR), como dislipidemia, obesidade abdominal, intolerância à glicose e diabetes mellitus (DM). Mantém associação independente com eventos como morte súbita, Acidente Vascular Encefálico (AVE), Infarto Agudo do Miocárdio (IAM), Insuficiência Cardíaca (IC), Doença Arterial Periférica (DAP) e Doença Renal Crônica (DRC), fatal e não fatal. No Brasil, a HAS atinge 32,5% de indivíduos adultos, mais de 60% dos idosos, contribuindo direta ou indiretamente para 50% das mortes por doença cardiovascular (DCV). Fisiopatologia        Existem vários estudos que relatam a forte associação da pressão arterial com fatores vasoativos, sendo os mais importantes os vasoconstritores e os vasodilatadores. Esses fatores estão envolvidos no sistema endotelial (endotelina-1, óxido nítrico), sistema renina- angiotensina-aldosterona (SRAA), sistema nervoso simpático, sistema nervoso central e periférico. Esses sistemas atuam intensamente na tensão vascular, hiperplasia dos vasos e no controle da pressão arterial. Quadro clínico O sintoma que seria o mais frequente e específico observado num indivíduo hipertenso é a cefaleia. A cefaleia suboccipital, pulsátil, que ocorre nas primeiras horas da manhã e vai desaparecendo com o passar do dia, é dita como característica, porém qualquer tipo de cefaleia pode ocorrer no indivíduo hipertenso. Diagnóstico A avaliação inicial de um paciente com Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) inclui a confirmação do diagnóstico, a suspeição e a identificação de causa secundária, além da avaliação do risco CV. As lesões de órgão-alvo (LOA) e doenças associadas também devem ser investigadas. Fazem parte dessa avaliação a medição da

LAAOCCI

1 min130 days ago
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