ADRENALINA EM BOMBA DE INFUSÃO CONTÍNUA: COMO USAR? | Colunistas

A administração de medicamentos vasopressores em bomba de infusão contínua é rotina na unidade de terapia intensiva e é fundamental para restaurar o estado hemodinâmico normal do paciente. Dentre esses fármacos, tem-se a adrenalina (ou epinefrina) uma amina simpatomimética (catecolamina) e seu mecanismo de ação envolve os receptores adrenérgicos alfa e beta, dos quais: o primeiro promove vasoconstrição, aumento da resistência vascular periférica e aumento da pressão arterial; e o segundo promove efeito inotrópico (aumento da contratilidade miocárdica) e de broncodilatação. É utilizada principalmente em situações de parada cardiorrespiratória, de choque anafilático e em crises asmáticas refratárias. https://enfermagemnovidade.wordpress.com/2017/07/16/adrenalina-simpaticomimetico/ Apesar de ser cotidiana a prescrição de vasopressores na prática clínica, muitos profissionais não se encarregam de decorar as doses exatas de cada fármaco dessa classe, sendo essa habilidade inerente aos intensivistas mais experientes, pois há diversas variáveis a serem consideradas; por exemplo, as doses variam de acordo com o peso do paciente, é preciso calcular conforme a apresentação/concentração da ampola do devido medicamento, definir o volume de soro glicosado que é infundido junto e quanto de medicamento precisa-se administrar em um minuto para que se consiga a dose ideal em uma hora na corrente sanguínea do paciente.   Muitas informações e muitos cálculos nos assustam e podem complicar na hora de tomar uma conduta clínica diante do paciente grave. Entretanto, para facilitar as nossas vidas, trago aqui a explicação de como calcular a dose de adrenalina em infusão contínua e, também, uma tabela indicando o ajuste da bomba infusora de acordo com o peso do paciente. Entendendo os cálculos. Ampola de adrenalina: 1mg/ml (1 ml); Posologia: 0,1 mcg a 2 mcg/kg/min; Prescrição: adrenalina (1 mg/ml) 10

Bruna Venancio

2 minhá 152 dias

Como saber se o paciente tem uma via aérea difícil? | Colunistas

No processo de intubação orotraqueal, existem duas situações definidas pela American Society of Anesthesiology (ASA) como Via Aérea Difícil: a dificuldade de ventilar e a intubação difícil.             Na dificuldade de ventilar, considerando que a saturação de oxigênio do paciente antes da ventilação estava dentro dos limites da normalidade, um profissional treinado não é capaz de manter essa saturação acima de 90% utilizando a ventilação por máscara e oxigênio a 100%. Na intubação difícil, um profissional treinado precisa de mais de três tentativas de intubação sem sucesso, ou uma intubação que dura mais de dez minutos.             Mas, como profissional treinado, é possível prever essa condição?             A via aérea difícil pode ser prevista na avaliação pré-anestésica, por meio de anamnese e exame físico do paciente, ou durante a laringoscopia em si.             Estudos demonstraram que 5% dos pacientes têm dificuldade de ventilação, e 0,15% tem ventilação impossível, sendo relatado que 25% desses também apresentam intubação difícil. As investigações encontraram cinco preditores independentes de ventilação impossível: Alterações no pescoço confirmadas por radiografia;Sexo masculino;Apneia do sono: doença crônica, evolutiva, caracterizada pela obstrução parcial ou total das vias, causando paradas repetidas e temporárias da respiração enquanto a pessoa dorme;Mallampati III ou IV: visualização de estruturas com o paciente em posição sentada com abertura máxima da boca e protrusão máxima da língua (Figura 1);Presença de barba: impossibilidade de vedação da máscara.             Os preditores para a ventilação difícil, são definidos pelo mnemônico “MANSOO”: Vedação da Máscara (Mask seal)IdAde> 55 (Age>55)Sem deNtes (No teeth)PulmõeS rígidos (Stiff lungs)Obesidade (Obesity)Obstrução (Obstruction)             Para prever a intubação difícil em si, é utilizado o mnemônico “LEMON”, que utiliza características mensuráveis da anatomia do paciente

Antônio Freitas

2 minhá 258 dias

Resumo: Intubação Orotraqueal (IOT)

Confira nesse resumo a introdução, anatomia, avaliação da via aérea, indicação da IOT, materiais básicos e a técnica da Intubação Orotraqueal. Introdução A Intubação Orotraqueal é uma das técnicas mais antigas da medicina capaz de garantir uma via aérea definitiva. Em 1677, Robert Hooke, um cientista inglês, apresentou a técnica da intubação traqueal, que foi sendo aprimorada ao longo da história. É um procedimento médico caracterizado introdução de um tubo específico pelo trajeto da via aérea superior (boca – laringe – traqueia) do paciente, utilizando o laringoscópio para visualização da laringe e cordas vocais, com posterior passagem do tubo pelo trajeto. 2. Anatomia Conhecer a anatomia das vias aéreas superiores é fundamental para a realização correta da IOT. Boca: a cavidade oral é limitada na parte superior em sua porção anterior pelo palato duro e posteriormente pelo palato mole. Seus músculos inserem-se no osso hioide, no maxilar inferior e na apófise do ligamento estilo-hióideo. Nariz: é composto de ossos, cartilagens, tecido fibrogorduroso e pele. É divido pelo septo nasal em narina direita e esquerda, através das quais se alcança a fossa nasal direita e esquerda. Em suas paredes laterais, identificam-se os cornetos superiores, médios e inferiores, onde se determina o ponto de maior estreitamento das fossas nasais. Nasofaringe: localizada na região posterior onde as fossas nasais se unem. Compreende a região da coana nasal até o final do palato mole. Orofaringe: região que vai do final do palato mole até a inserção da base da língua. Nas paredes laterais da orofaringe, encontram-se as amídalas palatinas, limitadas pelos pilares amidalianos anteriores e posteriores. Laringofaringe: região que compreende da base da língua até a entrada da laringe, onde ocorre a separação das vias aérea e digestiva.

Carreira Médica

4 minhá 287 dias

Anestesista é medico? Qual percurso seguir? | Colunistas

Muito se fala e poucos sabem sobre a rotina do Anestesiologista. Vítima até mesmo de colegas, a especialidade sofre preconceitos. Quem nunca ouviu a famosa pergunta: Anestesista é medico?        Foram milênios de dor e cirurgias primitivas. A medicina passava por avanço retraído, não podia desenvolver grandes procedimentos, que hoje salvam vidas. A dor era o maior obstáculo dos cirurgiões, desta forma estes realizavam procedimento em curto tempo. Os pacientes, que por ventura não desmaiavam, sofriam dores comparadas às piores torturas amarrados. Somente após 1846 com o advento da Anestesiologia os meandros da história começou a modificar. O que é pouco difundido é que ao anestesiologista é necessário profundos conhecimentos fisiológicos, anatômicos, farmacológicos e cirúrgicos. É ele o responsável pela vida durante todo ato cirúrgico e o decorrer imediato do pós operatório. A segurança que vigora hoje sob um ato anestésico é maior que em um vôo de escala comercial. O percurso apesar de longo é gratificante, o que devemos ponderar é que a Anestesiologia é para especialistas. Ao longo de 3 anos de residência, o médico recebe treinamento intensivo nas diversas áreas da anestesiologia, o que lhe possibilita preparo para administrar anestesia com segurança, em qualquer situação clínica, enfrentar comorbidades e complicações que podem levar perigo para o paciente. Devido à complexidade da medicina atual, com o aparecimento de novas técnicas, monitores, medicamentos e pacientes com doenças cada vez mais graves, este cuidado com a formação do exercer profissional é o mínimo necessário para uma medicina segura. Existem hoje pela Sociedade Brasileira de Anestesiologia 84 centros formadores em anestesiologia (CET/SBA), em todo o Brasil, com o propósito de ministrar ensino especializado em anestesiologia para médicos. A forma de ingresso segue editais

Christiano Tadeu

1 minhá 320 dias

A importância da avaliação pré anestésica e da classificação de mallampati | Colunistas

1. Avaliação pré anestésica A avaliação pré anestésica como o próprio nome já diz equivale a uma consulta do anestesista com o paciente, antes deste se submeter a um processo cirúrgico eletivo. Nessa consulta o médico explica o procedimento, avalia alguns exames prévios do paciente, realiza exames específicos para a área de anestesiologia tudo isso para garantir a melhor abordagem anestésica para aquele paciente e para aquela cirurgia. Sua importância deve-se ao fato de que esta consulta garante uma maior segurança para paciente, uma vez que avalia a elegibilidade daquela cirurgia e também prepara os profissionais para qualquer complicação e/ou intercorrência que ocorra durante a operação. Essa consulta é dividida em três etapas: 1.1 Anamnese A anamnese pré anestésica corresponde a uma entrevista entre o paciente e o anestesista na qual serão questionados os seguintes tópicos: Existência de alguma doença pré existente como as principais doenças crônicas não transmissíveis como diabetes e hipertensão Se o paciente tem alergia, principalmente a algum medicamento Passado cirúrgico questionando qual foi o procedimento realizado, por quê foi feito, se teve alguma intercorrência e também se lembra do tipo de anestesia que foi utilizadoSintomas pós anestesia como náusea e vômitos Uso de medicamento perguntando qual e por que o uso Caso de hipertermia maligna mesmo que tenha acontecido com algum parente 1.2 Exame físico geral e específico No qual é realizado alguns exames gerais como avaliação do sistema cardiovascular, do sistema respiratório e também do sistema endócrino. Além do mais são realizados alguns exames e classificações específicas como: Classificação do estado físico do paciente segundo a ASA (American Society of Anesthesiology) Classificação de Mallampati Distância tireomentoniana Extensão

Wesley Vinicius

2 minhá 348 dias

Resumo sobre dor no Pós-operatório com mapa mental | Ligas

INTRODUÇÃO A dor é um fenômeno frequente no pós-operatório que pode gerar sofrimento e riscos desnecessários ao paciente, haja vista mais de 80% dos pacientes submetidos à cirurgia relatam dor no pós-operatório a despeito do tratamento administrado. A dor, como é sabido, sempre foi uma das maiores preocupações do homem, visto que Hipócrates, há 400 anos a.C. já dizia: “aliviar a dor é uma obra divina”. Entretanto, apesar dos progressos da ciência, ainda existem várias barreiras ao seu adequado tratamento, incluindo a falta de conhecimento por parte da equipe médica, sobre o mecanismo das diversas drogas e técnicas empregadas. Dessa maneira, é delegado ao anestesiologista o ato de controlar a dor do paciente durante todo o período perioperatório e o resultado disso é que grande parte dos pacientes sentem dor no pós-operatório. Nos hospitais dos EUA, atualmente, estão se formando os serviços de dor aguda (APS- acute pain service), que têm por objetivo a aplicação de métodos eficientes para o controle da dor pós-operatória, além da educação da equipe de médicos e enfermeiros (BASSANEZI; FILHO, p. 116.), visto que o tratamento da dor instituído no pós-operatório é a única variável onde a equipe pode e tem a obrigação de interferir visando uma melhor recuperação do paciente  FISIOPATOLOGIA A Associação Internacional do Estudo da Dor define dor como uma sensação desagradável que está associada a uma lesão real ou potencial de algum tecido (BENSEÑOR,2002). O estímulo nocivo de natureza mecânica, térmica ou química provoca dano tecidual, o que resulta no acúmulo de substâncias algogênicas (histaminas, prostaglandinas, hidrogênio entre outras). Estas substancias sensibilizam as terminações nervosas livres, geram potenciais de ação e despolarizam a membrana neuronal. A informação
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