Casos Clínicos: Síndrome de Klinefelter | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 17 anos, branco, estudante, procedente e residente em Araras, São Paulo. Levado pelo pai para uma consulta em uma clínica com o objetivo de tratar obesidade e ginecomastia. Nos últimos dias relatou desânimo, que começou a prejudicar na escola. Contou que tem dificuldades em realizar atividades físicas. Nasceu de parto cesárea a termo. Foi feita uma correção cirúrgica de criptorquidia à esquerda aos 3 anos de idade. Independente dos bons hábitos familiares com alimentação e atividade física, paciente relata que mantém vida sedentária e não tem interesse por atividades sociais comuns para a idade. No decorrer do ensino fundamental realizou aulas particulares, devido à dislexia. Relata cefaleia leve quando joga Playstation ou quando está no computador durante muito tempo. Negou uso de drogas ilícitas, tabaco e álcool. Não há casos de obesidade na família. No exame físico paciente estava em bom estado geral, consciente, orientado, obeso, altura: 174 cm, segmento superior 77 cm, segmento inferior 97 cm, envergadura 181 cm, peso: 90 kg, PA 120/70mmHg. Ausência de pelos faciais e torácicos. Presença de ginecomastia bilateral, indolor. Gônadas: testículos pequenos e endurecidos (volume 2,5cm3), pênis com 5 cm, pilificação Tanner grau II. Tireoide impalpável. Aparelho cardio-respiratório e abdômen normal. Obs: IMC 29 Exames laboratoriais de rotina: Hemograma: normal Colesterol: normal HDL: normal Triglicerídeos: normal Creatinina: normal Glicemia de jejum 110mg/dl. Avaliação hormonal Fonte: VILAR, Lucio. Endocrinologia Clínica, 6ª edição. Grupo GEN, 09/2016. 9788527728928. Disponível em: https://integrada.minhabiblioteca.com.br/#/books/9788527728928/. Paciente, após realização dos exames supracitados, realizou exame de cariótipo, o qual confirmou a

Casos Clínicos: Osteomielite | Ligas

Introdução Paciente chega ao pronto atendimento com queixa de dificuldade de deambulação e dor em membro inferior direito associada à febre. Quais os exames necessários para esse caso? Será que há motivos para preocupação? Quais os possíveis diagnósticos diferenciais e a melhor conduta? Identificação do paciente e história clínica R.N.S, 12 anos, brasileiro, natural de Araras, estudante, negro, católico, heterossexual, cursando ensino fundamental. Queixa principal Não consegue mover a perna direta há 18 horas. História da Doença Atual (HDA) Paciente relata início súbito de quadro de dor na perna direita na tarde do dia anterior à consulta. Nega qualquer tipo de trauma e informa que a dor se iniciou durante descanso após o almoço. A mãe do paciente, que acompanhava a consulta, relata que medicou seu filho com analgésico (Dipirona) e anti-inflamatório (ibuprofeno), mas não obteve melhora nos sintomas. Paciente relata que a dor havia se iniciado na porção superior anterior do joelho e, após o jantar, passou a irradiar para todo membro e o glúteo. Mãe relata que, no meio da noite, seu filho acordou com dores, calafrios e febre (não aferida). Novamente foi dado dipirona para aliviar os sintomas. A mãe também relatou que, no início da manhã do dia seguinte, ao acordar, o paciente já começou a apresentar alterações na deambulação e dores intensas. Antecedentes pessoais, familiares e sociais Paciente nasceu de parto normal, sem intercorrências, com 36 semanas, pesando 3.600 g. Mãe relata que o filho sempre foi saudável e que nunca apresentou nenhuma queixa digna de nota ou internações anteriores.A carteira de vacinação se encontra em dia.Atualmente, o paciente não apresenta nenhuma queixa

Casos Clínicos: Abdome Agudo Grave- Pancreatite Aguda | Ligas

Introdução O caso a seguir se passa em uma sala de Emergência, na qual você está de plantão. Neste ambiente você pode se deparar com qualquer situação e deve estar preparado para resolver todos os desafios. É importante ressaltar que os dados apresentados neste caso são muito mais ricos e detalhados do que os encontrados na vida real. Mesmo assim é imprescindível o desenvolvimento de um raciocínio clínico para a resolução de casos clínicos. Lembre-se que na emergência não se tem muito tempo, pois o paciente pode estar entre a vida e a morte. Identificação do paciente e história clínica I.M.P, sexo feminino, 58 anos, parda, natural e residente de Conchal-SP. Do lar, casada, 2 filhos. Queixa principal Dor na barriga há 12 horas. História da doença Atual (HDA) Paciente relata dor forte em todo o abdome que se iniciou há 12 horas, enquanto estava limpando a casa. Mas, há 8 horas, esse desconforto se intensificou, principalmente em epigastro e mesogastro, com irradiação para dorso. Dor escore 9 em 10. Fez uso de medicamentos para dor (Escopolamina), não havendo melhora.  O quadro se associou a náuseas e apresentou 2 episódios de vômitos, quando vinha para o atendimento hospitalar na cidade vizinha de Araras-SP. Nega febre ou perda de peso. Nega diarreia. Última evacuação foi há 2 dias, e desde então não sente vontade de ir ao banheiro e está com dificuldades de se alimentar.Também refere cefaleia nas últimas 4 horas com piora progressiva. História de vida. Hipertensa desde os 35 anos (tratamento regular), portadora de Diabetes Mellitus tipo II e insuficiência venosa crônica de

Trauma torácico – um breve resumo | Colunistas

Definição e Epidemiologia Trauma torácico é uma causa importante de morte. Muitos desses doentes morrem após chegarem ao hospital e, dessas mortes, muitas poderiam ser evitadas através de medidas diagnósticas e terapêuticas imediatas. Menos de 10 % dos traumatismos fechados do tórax e somente 15 a 30 % das lesões penetrantes necessitam de tratamento cirúrgico (toracoscopia ou toracotomia).   Fisiopatologia        As lesões torácicas, podem levar risco de óbito eminente para as vítimas, como: pneumotórax hipertensivo, hemotórax maciço e tórax instável. Pneumotórax hipertensivo Ocorre quando há entrada de ar maciça entre o espaço pleural, devido a traumas na parede torácica, evolução de um pneumotórax simples ou traumas que acometam o parênquima pulmonar. O ar entra para a cavidade pleural sem possibilidade de sair, colapsando completamente o pulmão. O mediastino é deslocado para o lado oposto, diminuindo o retorno venoso e comprimindo o pulmão contralateral. O choque decorrente dessa situação é consequente à acentuada diminuição do retorno venoso, determinando uma queda do débito cardíaco, e é denominado choque obstrutivo. Hemotórax maciço O hemotórax maciço resulta do rápido acúmulo de 1.500ml de sangue ou de um terço ou mais do volume de sangue do doente na cavidade torácica. Esse tipo de lesão é mais comum por lesões perfurantes em tórax, mas também podem ocorrer por lesões contusas. A grande perda de sangue para o espaço entre as pleuras, pode levar a choque hipovolêmico do paciente. Tórax Instável O tórax instável (retalho costal móvel) ocorre quando um segmento da parede torácica não tem mais

Roney Oliveira

2 min19 days ago

Caso Clínico: trauma cervical penetrante | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 21 anos, pardo, natural de Boa Vista-RR e procedente de Bonfim-RR, deu entrada no pronto socorro com ferimento por flecha em região cervical posterior esquerda há oito horas. No exame físico paciente encontrava-se com ferimento por flecha metálica empalada em região cervical posterior esquerda. Vias aéreas pérvias, murmúrios vesiculares universalmente audíveis, ausência de estridor laríngeo, ausência de enfisema subcutâneo, sem sinais de sangramento ativo, ausência de hematoma em expansão, Escala de coma de Glasglow 15, reflexo fotomotor direto e consensual presente. Realizou raio-x cervical que apresentou lesão em nível de quarta vértebra cervical, porém, sem comprometimento desta e artefato fixando-se em região mandibular. Figura I: RX de pescoço perfil Indicado cervicotomia exploradora por lesão que atravessava o músculo platisma à exploração. Chegou consciente, com frequência cardíaca de 60 bpm, pressão  arterial 132×68, saturação de oxigênio 100% e foi submetido a uma cervicotomia exploradora com incisão de Apron com extensão para região submentoniana à esquerda. Abertura por planos até identificação do espaço neurovascular. Identificação de lesão transfixante de Veia Jugular Interna Esquerda. Possuía flecha metálica com entrada em região cervical posterior, transfixando a veia jugular interna e tronco tireolinguofacial esquerdo, no nível II, glândula submandibular e fixando-se em musculatura milo hioide e mandíbula. Optou-se por ligadura de Veia Jugular Interna esquerda e exérese de glândula submandibular esquerda. Após a realização da cervicotomia exploradora, cursou com um bom prognóstico e completa recuperação. Questões para orientar a discussão 1. Conceitue o trauma cervical penetrante (TCP). 2. Como é dividido anatomicamente e clinicamente os traumas cervicais penetrantes? 3. Quais são as lesões mais frequentes nos traumatismos cervicais penetrante?

Caso Clínico: abdome agudo hemorrágico por trauma | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 20 anos, branco, estudante, natural e residente de Taboão da Serra, São Paulo, deu entrada no pronto atendimento do hospital com queixas de dor abdominal e em membros inferiores devido à trauma. O paciente foi trazido pelo SAMU, que já havia estabilizado a cervical e realizado o XABCDE do trauma, foi classificado em 14 na escala de Glasgow. O médico do SAMU informou que o paciente havia súbito no telhado a fim de concertar a antena de TV da casa de seus pais, de onde acabou caindo. Durante a admissão do paciente, iniciou-se uma reavaliação de seu estado de saúde. Ao exame físico, o paciente se encontrava em regular estado geral, hipocorado +/4+, lúcido, orientado no tempo e espaço e com fácies de dor. As vias aéreas se encontravam pérvias, o tórax não apresentava sinais de trauma, a expansibilidade encontrava-se preservada e não havia alterações na palpação e percussão do órgão. O abdome não apresentava hematomas, cicatrizes ou hérnias, não havia alterações na ausculta. Paciente apresentava dor à palpação, com sinal de descompressão brusca positiva, além de percussão maciça no hipocôndrio esquerdo. O paciente apresentava-se hipotenso (80×50 mmHg), taquicárdico (120 bpm) e taquipneico (25 irpm). Durante a realização da reavaliação do paciente, o mesmo apresentou uma descompensação hemodinâmica, evoluindo para um Glasgow de 7. Por conta de seus sinais semiológicos, o paciente foi classificado em choque hipovolêmico grau III, foi solicitado um FAST, que deu positivo para hemoperitônio. O paciente foi encaminhado imediatamente para sala de cirurgia, a fim de realizar uma laparotomia exploratória de emergência. Foi encontrada uma laceração esplênica envolvendo os vasos hilares, consistente com uma lesão esplênica grau IV. As alças intestinais aparentemente não foram

Caso Clínico: endocardite infecciosa secundária à procedimento odontológico | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 14 anos, branco, solteiro, estudante do ensino médio, testemunha de jeová, natural e procedente de Limeira, São Paulo. Procurou o Pronto Atendimento com queixa de febre e fraqueza há uma semana. Paciente e familiar (mãe), referem que há mais ou menos uma semana vem apresentando episódios de picos febris (38° C – 38,7oC), duas a três vezes ao dia, que melhora com o uso de antitérmico (Dipirona), associado à fraqueza e inapetência, não consegue realizar as atividades diárias. Apresentou hoje um episódio de vômito pós alimentar. Ao interrogatório sintomatológico, paciente nega outras queixas, mas a mãe informa que ele está dormindo demais. Paciente nega doenças anteriores a não ser “gripe”. Nunca passou por cirurgia, exceto por procedimento dentário há 45 dias. Relata pai e mãe saudáveis, avô materno com doença pulmonar obstrutiva crônica por cigarro e avó paterna com neoplasia de mama. Nega tabagismo e ingesta de bebida alcóolica. Mora em casa de alvenaria com água e esgoto encanado. Ao exame físico, paciente apresenta-se hipocorado +/4+, ictérico ++/4+, acianótico, taquipnêico (frequência respiratória de 29 ipm), hipoidratado +/4+, pulsos periféricos finos e taquicárdicos, enchimento capilar lentificado. Presença de petéquias subconjuntivais. Ritmo cardíaco regular com presença de B3, sopro diastólico mais audível em foco aórtico e foco aórtico acessório, pressão arterial de 100 x 20 mmHg, frequência de pulso de 145 bpm. MV audível bilateralmente com crepitações em bases pulmonar. Abdome distendido, indolor à palpação profunda e superficial, fígado palpável a 2 dedos do rebordo costal direito, espaço de traube maciço a percussão, peristalse diminuída. Sem edemas de membros e panturrilhas livres. Ao exame neurológico, paciente apresenta-se letárgico, sem déficits motores e com pupilas isofotorreagentes. Paciente foi avaliado pelo médico intensivista da

Resumo: tuberculose | Ligas

Apresentação de caso Paciente do sexo masculino, 32 anos, negro, trabalhador de usina, procedente e residente de Echaporã, São Paulo. Procurou a Santa Casa da cidade com queixas de tosse há 5 meses. No início a tosse era seca, evoluiu com eliminação de escarro matinal esbranquiçado e começou a notar, nos últimos dias, laivos de sangue. Paciente relata que procurou o Pronto Socorro há um mês, sendo diagnosticado com bronquite e medicado com levofloxacina 750 mg/dia e prednisona 40 mg/dia durante 7 dias. Teve melhora do quadro nos primeiros dias, mas com o fim da medicação, a tosse retornou. Relata perda de peso considerável, cerca de 9 kg em 5 meses. Nos últimos dias relatou adinamia e desânimo que começou a prejudicar o seu trabalho. Contou que teve alguns episódios de febre na parte da tarde. Durante o questionamento médico, relatou que morou em zona rural na infância e que trabalhou na roça por muitos anos. Atualmente mora em alojamento coletivo da empresa onde trabalha. Relata tabagismo desde os 10 anos de idade (1 maço ao dia durante 21 anos). Relata uso de álcool de modo recreativo, 3 latas de cerveja, mais ou menos, por 16 anos. Ao exame físico, o paciente apresentava regular estado geral, consciente, orientado, emagrecido, fácies atípica, brevilíneo, eupneico. Descorado (+/4+), hidratado, anictérico, afebril e acianótico. PA 120×80 mmHg, pulso 110 bpm, frequência respiratória 20 irpm e temperatura axilar: 37,4° C, Sat O2 = 95%. Altura 1,79m. Peso 59kg. Ao exame de cabeça e pescoço apresentava orofaringe sem alterações, tireoide normopalpável. Ao exame físico do aparelho respiratório apresentou tórax atípico, expansibilidade e elasticidade preservadas. MV audível e uniforme bilateralmente. Presença de estertores crepitantes (finos) no terço superior direito. No aparelho cardiovascular, apresentava ritmo cardíaco regular,

Caso Clínico: pneumotórax hipertensivo após bronquiolite | Ligas

Apresentação de caso clínico. Paciente, G.D.S , 51dias, masculino, natural e procedente de Marília. Deu entrado no ambulatório com queixa principal de dispneia há 3 dias. Mãe refere que lactente vem apresentando tosse há 3 dias, coriza hialina, febre baixa e dificuldade para respirar, com piora progressiva. Hoje, refere que está apático, sonolento, inapetente, com dificuldade para sugar, apresentando piora da dispneia e cianose labial durante as tentativas de alimentação.  Em aleitamento misto, recebendo leite materno e fórmula. A partir do interrogatório complementar do paciente viu-se cianose em mão e pés. Hábitos intestinais três vezes ao dia, sendo fezes pastosas ou semi  líquidas , sem sangues . Antecedentes mórbidos pessoais: Lactente nascido de parto normal, prematuro, mãe apresentava rotura prematura de membranas 24 horas antes do parto.  Idade gestacional pelo método de Capurro 35 semanas e 3 dias. Apgar 7/8. Peso ao nascer: 2225g. Apresentou desconforto respiratório ao nascimento, necessitando internação em UTI neonatal por 7 dias, onde recebeu suporte respiratório inicialmente com CPAP nasal, e posteriormente capuz de oxigênio. Recebeu alta bem. Não necessitou antibioticoterapia, pois triagem infecciosa neonatal negativa. Antecedentes mórbidos familiares: Mãe adolescente, 15 anos, primigesta, pré-natal sem intercorrências, até a rotura prematura de membranas. Refere que na semana do parto estava em tratamento de infecção urinária. Sorologias: HIV: negativo, VDRL negativo, toxoplasmose IgG e IgM não reagentes, Rubéola IgG reagente, IgM não reagente, HBSAg negativo, pesquisa de estreptococo B negativa. Mãe refere ter tratado asma na infância. Refere crises de rinite alérgica quando em contato com poeira doméstica. Hábitos e condições de vida: Mãe solteira, em relacionamento de namoro com o pai da criança, que tem 18 anos. Moram com os avós maternos. Tanto avô quanto avó maternos tabagistas. Costumam fumar apenas
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Materiais
Ciclos da medicina
Termos de Uso | Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.