Cirurgia Cardiovascular: Residência, áreas de atuação, rotina e mais!

As especialidades médicas de cirurgia cardiovascular, cardíaca e cardiotorácica podem ser confundidas uma com a outra, já que todas atuam no coração e nos grandes vasos — artérias aorta, pulmonar, carótidas e veias cavas e pulmonares. A diferença entre elas está no tipo de formação, que respeita as regras de cada país. No Brasil, a formação de um cirurgião cardiovascular acontece em quatro anos e pode ser via acesso direto, em centros credenciados à Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular (SBCCV), ou após a residência em Cirurgia Geral, em instituições que seguem o modelo do Ministério da Educação (MEC).  No Brasil, a cirurgia torácica é considerada uma especialidade diferente. Nesse contexto, alguns procedimentos como endarterectomia de carótidas, aneurismas de aorta descendente e tumores de mediastino são realizados por mais de uma especialidade. Se você está escolhendo a sua Residência Médica e pensa em se especializar em cirurgia cardiovascular, continue a leitura e saiba mais sobre as áreas de atuação, formação e conjuntura do mercado de trabalho! Áreas de atuação em cirurgia cardiovascular As patologias tratadas pelo cirurgião cardiovascular podem ser congênitas ou adquiridas. Saiba mais sobre cada uma das classificações! Patologias congênitas Algumas vezes, a cirurgia cardíaca congênita é chamada erroneamente de pediátrica — afinal, adultos também podem ter patologias congênitas. Essa especialidade cuida das patologias cianogênicas (TGA, tetralogia de Fallot, truncus arteriosus, estenose da artéria pulmonar, entre outras) e das patologias acianogênicas (comunicação interarterial, interventricular, drenagem anômala das veias pulmonares, anomalia de Ebstein, entre outras).  Esses procedimentos podem ser paliativos ou definitivos. No primeiro caso, não se corrige o defeito, mas se cria outro para haver compensação temporária.

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4 min62 days ago

Resumo: sistema cardíaco + Mapa Mental | Ligas

1. Localização do coração O coração repousa sobre o diafragma, próximo da linha mediana da cavidade torácica. Encontra-se no mediastino, uma região anatômica que se estende do esterno à coluna vertebral, da primeira costela ao diafragma, e entre os pulmões. 2. Histologia A parede do coração é constituída por três camadas: o epicárdio (camada externa), o miocárdio (camada intermediária) e o endocárdio (camada interna). O epicárdio é composto por duas camadas de tecido. A mais externa, é chamada lâmina visceral do pericárdio seroso, que confere uma textura lisa e escorregadia à face mais externa do coração. Além disso, essa camada contém vasos sanguíneos, vasos linfáticos e vasos que irrigam o miocárdio.   A camada média, o miocárdio, é responsável pela ação de bombeamento do coração e é composto por tecido muscular cardíaco. Compõe aproximadamente 95% da parede do coração. Embora seja estriado como o músculo esquelético, é preciso lembrar que o músculo cardíaco é involuntário como o músculo liso. O endocárdio mais interno é uma fina camada de endotélio que recobre uma fina camada de tecido conjuntivo. Fornece um revestimento liso para as câmaras do coração e abrange as valvas cardíacas. Esse revestimento liso minimiza o atrito de superfície conforme o sangue passa através do coração. 3. Anatomia O coração tem quatro câmaras. As duas câmaras de recepção superiores são os átrios, e as duas câmaras de bombeamento inferiores são os ventrículos. O par de átrios recebe sangue dos vasos sanguíneos que retornam o sangue ao coração, as chamadas veias, enquanto os ventrículos ejetam o sangue do coração para vasos sanguíneos chamados artérias. Na superfície do coração existem vários sulcos, que contêm vasos sanguíneos coronarianos e uma quantidade variável

Caso Clínico: dissecção aórtica torácica tipo stanford A | Ligas

Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 39 anos, pardo, motorista, procedente e residente da cidade de Manacapuru-AM, procura pronto-socorro com história de síncope em casa, além de dor no peito em aperto. Paciente relata um quadro de dor torácica alternante entre pontadas e dor opressiva que se irradiava para o dorso, apresentou 02 episódios de síncope (sic) quando deu entrada no Hospital de Manacapuru-AM, sendo, após isso, transferido para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto em Manaus-AM. Queixa dor lombar de forte intensidade que acredita estar relacionada a queda pós-síncope. Nega sintomas urinários, além de negar piora da dor em movimento. Paciente hipertenso em uso de losartana, usuário de entorpecentes abstêmio de 30 dias e nega alergias.  Ao exame físico, o paciente encontrava-se em regular estado geral, lúcido, orientado em tempo e espaço, afebril (37,6ºC), acianótico, anictérico, hidratado, taquipneico (frequência respiratória = 29 irp), taquicárdico (frequência cardíaca = 101 bpm), hipotenso (89 x 59 mmHg) e diferença de pulsos unilateral das artérias carótidas de cerca de 32%. Foi atendido, primeiramente, no Hospital de Manacapuru e transferido para o Hospital e Pronto Socorro 28 de Agosto, onde realizou exames, dentre eles um ecocardiograma que se mostrou com alterações segmentares do ventrículo esquerdo com função sistólica global preservada, além de disfunção diastólica, insuficiência aórtica moderada, derrame pericárdico moderado com reperfusão hemodinâmica, hipertrofia concêntrica do ventrículo esquerdo e, por fim, imagem sugestiva de flap em aorta proximal podendo corresponder à dissecção de aorta ascendente. Foram pedidos exames complementares, sendo realizado o parecer do cirurgião vascular em que foi confirmado a dissecção de aorta ascendente, estando o paciente hemodinamicamente estável, com diminuição de pulsos à direita. Exame enzimático da CKMB apresentando resultado de 35. Eletrocardiograma (ECG) com sobrecarga de ventrículo esquerdo.

Resumo: Hipertensão Portal | Ligas

Definição e Epidemiologia A hipertensão portal é definida como a elevação do gradiente de pressão venosa hepática > 5 mmHg, sendo uma complicação de várias doenças, como a cirrose, a esquistossomose, neoplasias do fígado, das vias biliares ou do pâncreas, fenômenos tromboembólicos da veia porta e moléstias supra-hepáticas, como insuficiência cardíaca direita e oclusão da veia cava inferior, por trombos ou tumores. A interação entre o fluxo sanguíneo e a resistência vascular pode alterar o sistema porta. Assim, a pressão portal pode aumentar, se houver aumento do fluxo sanguíneo portal ou aumento da resistência vascular ou ambos. A resistência aumentada do fluxo pode ser pré-hepática, pós-hepática ou intra-hepática, sendo esta última responsável por mais de 95% dos casos de hipertensão portal, representadas pelas principais formas de cirrose.   Fisiopatologia A determinação da hipertensão portal se dá com o conhecimento da interação entre a resistência vascular e o fluxo sanguíneo na região portal. O resultado que converge no quadro desta complicação é decorrente da alteração dessas duas variáveis.Sendo assim,o aumento em uma ou em ambas podem levar ao quadro de hipertensão portal.  O aumento da resistência vascular pode acontecer em vasos pré, pós e intra-hepáticos, somando a isso, alguns fatores são determinantes para tal alteração como o raio e o comprimento do vaso, bem como a viscosidade do sangue. As síndromes de alteração hepática, dificilmente, são classificadas de acordo o sítio acometido visto que várias são as regiões alteradas em um mesmo paciente. Mesmo assim, algumas literaturas trazem a categorização de acordo os locais de tiveram aumento da resistência vascular e denominam-na pré-hepática, intra-hepática e pós-hepática. Inicialmente, acreditava-se que a alteração na pressão portal devia-se, essencialmente, da

Caso Clínico de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST | Ligas

O infarto agudo do miocárdio é uma das principais causas de morte por doença cardiovascular e assim é de suma importância conhecer casos clínicos e se preparar da melhor forma possível. Apresentação do caso clínico Trata-se de um paciente de 68 anos, masculino, pardo, casado, natural e residente do interior da Paraíba, operário aposentado, analfabeto, católico, filiado ao SUS. Este relata que a um longo tempo tem sentido uma dor torácica leve insidiosa, em pontada, sem relação com outras sintomatologias e sem fatores desencadeantes, agravantes ou atenuantes, sendo que, continuou a exercer suas atividades cotidianas normalmente. Além disso, também vale-se ressaltar que ele é um paciente com histórico familiar para IAM, obeso, sedentário e diabético de longa data (DM tipo II), mas que não fez um acompanhamento médico ou mudança alimentar, nesse período de tempo supracitado. Até que há 6 dias, o paciente foi surpreendido por uma dor súbita, aguda, de alta intensidade e constritiva, que se iniciou na região mandibular e irradiou para região torácica. Nesta ocasião, o paciente estava ansioso e chorava copiosamente, assim, procurou o serviço de saúde de sua cidade (São Bento), onde foi medicado e encaminhado para um tratamento mais especializado em Patos, no qual, ficou internado por 2 dias e realizou exame de sangue, foi estabilizado e medicado, realizou também um ECG, no qual este foi diagnosticado com IAM com supra ST nas derivações V1, V2 e V3, ou seja, comprometimento da parede anterior do miocárdio. Após esse tempo, foi transferido novamente, dessa vez para o hospital de referência em cardiologia, onde se encontra atualmente, e onde realizou um procedimento de cateterismo. Abaixo podemos identificar

LAAOCCI

3 min181 days ago

Linfedema: O que é? O que provoca? Como Trata? | Colunistas

Introdução Este é um tema que carece de referências para profissionais de saúde e principalmente para leigos. Por essa razão, há uma grande nebulosidade à respeito dessa doença, algo  que esta coluna ao final diminuirá um pouco, principalmente para as pessoas que não são discentes da área de saúde, mas se interessam pelo tema. Sistema Linfático É um sistema composto por Capilares Linfáticos, Vasos linfáticos, Ductos Linfáticos e Linfonodos, onde circula a linfa, um líquido similar ao plasma, porém hipoproteico, que também é composto por células reticulares e de defesas, como mastócitos, macrófagos e linfócitos, e está presente em vários locais do corpo, principalmente nos órgão linfoides (como baço e timo). Tem como função principal a eliminação de patógenos, células danificadas e envelhecidas. Por isso, é de extrema importância que esse sistema esteja bem conservado. O que é Linfedema? O Linfedema nada mais é que o acúmulo de proteínas no interstício, além de uma alteração histológica que ocorre de forma gradativa gerando repercussões graves na qualidade de vida da pessoa portadora, como inchaço e úlceras em membros. O edema pode ser causado por insuficiência linfática dinâmica ou insuficiência linfática mecânica. Na primeira forma, mesmo com o aumento compensatório da absorção do transporte linfático, a carga linfática ultrapassa a capacidade total de transporte causando o edema. Exemplos disso são Insuficiência Cardíaca Congestiva e Edemas Venosos. Na segunda forma, há hipofunção dos vasos e mesmo cargas linfáticas normais acabam extravasando. Este, ao contrário do primeiro tipo, é um edema com grande quantidade de proteínas. Uma das mais temíveis complicações do linfedema é sua malignização, porém, felizmente, só ocorre em 1% dos casos.

Comunidade Sanarmed

3 min267 days ago

MANUAL DO INTERNO: OS 5 PASSOS PARA SE PORTAR CORRETAMENTE NO CENTRO CIRÚRGICO

Começar o internato dá sempre aquele frio na barriga, né?! Seja por clínica ou por cirurgia, tudo acaba sendo uma novidade para a grande maioria que nunca teve a oportunidade de conhecer o campo da prática antes de pisar o pé no 5º ano. O mais importante é entendermos que esses dois anos serão de um extremo aprendizado, e é óbvio que ninguém precisa saber tudo… porém algumas informações ficam bem mais fáceis de realizar quando a estamos preparados para a ação. E na cirurgia não é diferente!  Saber como se comportar em um centro cirúrgico é uma das habilidades mais importantes nesse rodízio. Entender todos os procedimentos, saber as contraindicações, debater os casos do pré e o do pós-operatório serão competências desenvolvidas ao longo do processo de aprendizagem neste ciclo.  Entretanto, esquematizar o passo a passo para participar de qualquer procedimento está entre as atribuições necessárias no manual de qualquer bom interno Como é organizado o centro cirúrgico? Você sabe lavar as mãos corretamente antes de calçar as luvas? Entenda a forma correta de se vestir para adentrar a zona limpa e como arrumar a mesa cirúrgica, conhecendo os materiais especiais mais importantes para instrumentar durante a prática. Esteja 100% preparado para ser uma auxiliar exemplar! E aí! Gostou? Tudo isso e mais um pouco reservamos para você, em nosso eBook inteiramente grátis sobre o Manual do Interno Exemplar: os 5 passos mais importantes para se portar corretamente em um centro cirúrgico.
1 min325 days ago

Os 10 erros mais comuns em Cirurgia Vascular

1.“Paciente internado em UTI por insuficiência cardíaca descompensada, evoluiu com TVP de veia tibial posterior direita e foi iniciado anticoagulação. No 3º dia de anticoagulação, apresentou hemorragia digestiva baixa, teve anticoagulação suspensa enquanto prosseguia a investigação diagnóstica. Implante de filtro de veia cava inferior está indicado nessa situação?“ NÃO! As indicações são: TVP proximal* e/ou tromboembolismo com contraindicação à anticoagulação plena:– cirurgia recente / AVC 4-6 semanas / sangramento ativo– anafilaxia, plaquetopenia prévia, etcTEP ou progressão de trombose (mesmo que distal) em vigência de anticoagulação (não é indicação absoluta, não há comprovação de benefícios). TVP em pacientes com baixa reserva cardiopulmonar com alto risco de óbito em caso de TEP (não é indicação absoluta, não há comprovação de benefícios).Trombo flutuante (trombose secundária não aderida a parede do vaso que se movimenta de acordo com o fluxo sanguíneo)  * TVP proximal: trombose que ocorre na veia poplítea e proximal a ela. 2.“Paciente diabético com mal perfurante plantar infectado, está indicado desbridamento cirúrgico?” NÃO! Pelo menos não só com esses dados. A palpação dos pulsos deve ser realizada, não havendo pulsos palpáveis o ITB deve ser calculado e valores <0,4 contraindicam a realização do desbridamento sem que antes seja realizado uma revascularização. A drenagem de abscesso pode ser realizada caso a revascularização deva ser postergada por qualquer motivo. 3.“Mulheres e diabéticos apresentam maior risco de desenvolver aneurisma, enquanto homens negros apresentam maior risco de rotura?” NÃO! Fatores de risco para desenvolvimento do aneurisma e rotura do aneurisma são diferentes. Enquanto que mulheres apresentam menor risco de desenvolver aneurisma de aorta, uma vez que possua o aneurisma, estão sujeitas a maior risco de rotura. Enquanto que homens apresentam maior

Sanar Residência Médica

5 min341 days ago
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