Abordagem em situações dermatológicas: como proceder na Atenção Básica? | Colunistas

1.    Semiologia Dermatológica Algo bastante frequente na Atenção Básica é a apresentação de usuários de saúde com patologias na pele que podem acometer cerca de 30% a 55% da população (WILLIAMS, 2010). Entretanto, muitas vezes, a pele pode expressar sinais e sintomas como primeira ou tardia manifestação de doenças sistêmicas. Desse modo, para fechar um diagnóstico de doença dermatológica, utiliza-se informações relativas à entrevista, à observação, ao exame físico, ao resultado de biópsias, à revisão de prontuário e à atenção multiprofissional colaborativa. É ainda de extrema importância considerar os determinantes sociais – condições socioeconômicas, culturais e ambientais – que, por inúmeras vezes, influenciam fortemente na ocorrência de urgências e emergências dermatológicas. 2.    Anamnese A anamnese é considerada uma etapa fundamental para compreender as situações dermatológicas surgidas e, por meio da coleta de dados, possibilita o profissional de saúde descobrir a possível origem do problema, criar um raciocínio lógico capaz de levá-lo a hipóteses diagnósticas para, assim, planejar e por em prática a sua devida assistência. Porém, em situações de urgência, algumas técnicas diferentes devem ser adotadas na coleta de dados. A exemplo disso, é importante perguntar ao paciente sobre a presença de sinais e sintomas (se há coceira, dor ou ardor); sobre se ele é capaz de notar a presença de fatores desencadeantes ou se há hora do dia que geralmente ocorra; sobre a história da lesão apresentada (se o paciente recorda de como surgiu, quando melhora ou piora, se fez uso de medicação tópica ou sistêmica, se houve exposição ao sol ou a outras situações) e; antecedentes clínicos ou histórico familiar de situações dermatológicas (SANTOS; VEIGA; ANDRADE, 2010). 3.    Exame Físico Qualquer

Joana Menezes

4 min40 days ago

Saiba tudo sobre a Prova de Título de Dermatologia – TED | Especialistas

Se você completou a sua formação em dermatologia ou ainda está se formando e quer saber como obter o seu sonhado título de especialista, esse é o seu lugar! É hora de você saber como funciona tudo isso e a prova de título de dermatologia. Dermatologia é umas das graduações médicas mais buscadas no Brasil e conta apenas com cerca de 280 vagas de residência médica disponíveis por ano. É uma das especialidades que, todos os anos, configura posição nos primeiros lugares entre as residências médicas mais concorridas nos processos seletivos do país. No entanto, a residência médica não é único modo de entrar na carreira de dermatologista. Isso porque, além dos programas de residência, existem as especializações ou estágios em Dermatologia. Estes cursos, muitas vezes ministrados nas mesmas instituições e hospitais-escola das residências médicas, possuem processo seletivo próprio e, portanto, regras da próprias instituição para ingresso, e, caracteristicamente, não contemplam o médico-aluno com bolsa de residência, já que não ocorre repasse de verba para esta via Ministério da Educação/Saúde ou Governo do Estado. De qualquer forma, estas duas vias para se tornar dermatologista possuem credenciamento pela Associação de classe dos dermatologistas, a chamada Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD) que rege o funcionamento dos cursos com suas normas, estabelecendo critérios normativos para a graduação, como carga horária e conteúdo didático específico. Tanto residentes quanto especializandos/estagiários são diplomados como oriundos de cursos credenciados pela Sociedade. E a SBD, assim como outras associações de classe médica, por ser vinculada com a Associação Médica Brasileira (AMB) e Conselho Federal de Medicina (CFM) e, por eles ser considerada como órgão representante dos dermatologistas brasileiros, possui a prerrogativa de direcionar os formandos de ambos os cursos, caso assim queiram, sob um único

Rafael Vaidergorn

3 min109 days ago

Câncer de Pele: Melanoma X não melanoma | Colunistas

O Instituto Nacional do Câncer (INCA) promove no mês de dezembro a campanha Dezembro laranja para conscientizar a população sobre o Câncer de Pele, um tema tão importante e relevante. No Brasil o INCA estima 85.170 novos casos de câncer de pele não melanoma entre homens e 80.410 em mulheres no período 2018-2019. Separamos o câncer de pele em Melanoma, e não melanoma geralmente das células basais ou das células escamosas, sendo o Melanoma o tipo mais perigoso e que tem chances de curas mais baixas principalmente se identificado numa fase muito avançada. A imagem mostra onde ocorrem os três tipos:  Câncer de pele não melanoma: Esse é o mais frequente e de menor mortalidade, pois tem alta taxa de cura se detectado e tratado precocemente, acomete principalmente pessoas de pele clara, sensíveis a ação dos raios solares com história família deste câncer. Os sinais e sintomas surgem principalmente em regiões mais expostas ao sol, como rosto, orelhas, pescoço e surgem como manchas na pele que pode coçar, arder, descamar e até sangrar, normalmente faz uma pequena ferida que não cicatriza (em até quatro semanas), no entanto  devemos suspeitar de qualquer mudança persistente na pele, desde uma ferida até uma mancha avermelhada ou mesmo um nódulo, nesse momento deve-se procurar um especialista. O tratamento mais indicado normalmente é a cirurgia, mas cada caso deve ser analisado pois existem também a criocirurgia e a imunoterapia tópica, só um médico deverá fazer essa avaliação afim de definir o melhor tratamento. Melanoma: Como vimos na imagem acima esse câncer tem origem nos melanócitos, que são células produtoras de melanina, a substância responsável pela cor da nossa pele.

Talita Bigoli

2 min181 days ago

Qual a diferença entre psoríase e dermatite atópica? | Ligas

O que é psoríase? Doença da pele relativamente comum, crônica e não contagiosa. É cíclica, ou seja, apresenta sintomas que desaparecem e reaparecem periodicamente.  Sua causa é desconhecida, mas se sabe que pode estar relacionada ao sistema imunológico, às interações com o meio ambiente e à suscetibilidade genética. O que é dermatite atópica? É um dos tipos mais comuns de alergia cutânea caracterizada por eczema atópico. É uma doença genética, crônica e que apresenta pele seca, erupções que coçam e crostas. Seu surgimento é mais comum nas dobras dos braços e da parte de trás dos joelhos. Não é uma doença contagiosa. Podem-se tocar as lesões à vontade que não há nenhum risco de transmissão. Diferenciando os sintomas Manchas avermelhadas, descamação da pele, coceira e desconforto, ambas são crônicas e o estresse pode desencadear crises. Mas a psoríase pode desencadear problemas nas articulações, pressão alta e diabetes tipo 2, a dermatite atópica pode provocar asma e febre do feno – que é uma rinite alérgica.   Sintomas da psoríase Manchas vermelhas com escamas secas esbranquiçadas ou prateadas; Pequenas manchas brancas ou escuras residuais pós lesões; Pele ressecada e rachada; às vezes, com sangramento; coceira, queimação e dor; Unhas grossas, sulcadas, descoladas e com depressões puntiformes; Edema e rigidez nas articulações. Sintomas da dermatite atópica Pele muito seca com prurido importante que leva a ferimentos, áreas esfoladas causadas por coceira, alterações na cor, vermelhidão ou inflamação da pele ao redor das bolhas, áreas espessas ou parecidas com couro, que podem surgir após irritação e coceira prolongadas. Pode haver intervalos de meses ou anos, entre uma crise e outra.

LAIMIN FMUMC

2 min207 days ago

Qual a diferença entre tinea capitis e alopecia areata? | Ligas

O que é tinea capitis? A tinea capitis é uma dermatofitose do couro cabeludo causada por fungos dos gêneros Trichophyton e Microsporum. A transmissão pode ocorrer através do contato com animais, solo ou objetos infectados, bem como de pessoa para pessoa. Essa é uma doença que se apresenta tipicamente como uma dermatose descamativa com algum grau de inflamação, muitas vezes acompanhada por perda de cabelo, que ocorre majoritariamente por tonsura, que é a fratura dos pelos. Entretanto, em algumas formas clínicas inflamatórias mais graves pode ocorrer a queda completa do cabelo que pode ser definitiva ou não. O que é alopecia areata? A alopécia areata é um tipo de alopecia não cicatricial de aspecto autoimune em que componentes genéticos estão associados a sua patogênese. Caracteristicamente, nesse quadro clínico há perda de pelo importante e abrupta, podendo restringir-se ao couro cabeludo ou acometer toda área corporal. A lesão característica dessa doença corresponde a uma área redonda ou oval de alopécia cuja coloração de pele se mantém preservada. Os pelos, geralmente, em torno das áreas com alopecia possuem a porção proximal mais fina, adquirindo aspecto semelhante a “ponto de exclamação”, e facilmente se desprendem. Além do folículo piloso, pode haver acometimento de unhas em que a anormalidade mais comum é a depressão cupuliforme. Diferenciando os sintomas As lesões descamativas típicas da tinea capitis auxiliam no diagnóstico diferencial entre as duas doenças, pois apesar da possibilidade de haver eritema na alopecia areata, este não é acompanhado de descamação como ocorre na tinea capitis. Sintomas da tinea capitis A tinea capitis acomete preferencialmente crianças e a intensidade dos sinais e sintomas depende do

Qual a diferença entre Hanseníase e Sarcoidose cutânea? | Ligas

A diferença entre hanseníase e sarcoidose encontra-se principalmente nos testes histopatológicos e na diminuição da sensibilidade nas lesões da hanseníase, sintoma não característico da sarcoidose cutânea. O que é Hanseníase? Hanseníase é uma doença infectocontagiosa, endêmica em certas áreas subdesenvolvidas, causada pelo Mycobacterium leprae, ou bacilo de Hans (um parasita intracitoplasmático dos macrófagos), de evolução lenta, que envolve a pele e nervos. Ao contrário do que se pensa, não é uma doença altamente contagiosa, e um diagnóstico precoce bem como tratamento são de suma importância para diminuição da probabilidade de provocar incapacidades físicas envolvendo olhos, mãos e pés que podem, inclusive, evoluir para deformidades. Estas incapacidades e deformidades podem acarretar alguns problemas, tais como diminuição da capacidade de trabalho, limitação da vida social e problemas psicológicos. O que é Sarcoidose cutânea? Consiste uma doença granulomatosa caracterizada pela presença de granulomas não caseosos em órgãos e tecidos, como pele, pulmão, linfonodos, olhos, articulações, cérebro, rins e coração. Estima-se que as manifestações cutâneas de sarcoidose ocorrem em aproximadamente 25% dos pacientes, e essas podem apresentar uma variedade de morfologias, incluindo pápulas, nódulos, placas e cicatrizes infiltradas. É uma doença que possui ainda uma etiologia desconhecida, estima-se que agentes infecciosos e medicamentos possam desencadear uma resposta imune Th1 a um ou mais antígenos extrínsecos, correlacionando fatores genéticos, imunológicos, ambientais e infecciosos. Pode afetar pessoas de qualquer idade, no entanto, sua epidemiologia possui uma distribuição bimodal, com picos de manifestação entre 25 e 35 anos e entre 45 e 65 anos. Diferenciando os sintomas Na hanseníase, as lesões de pele sempre apresentam alteração de sensibilidade. Esta é uma característica que as diferencia das lesões

Sinal de Filatov – Semiologia e Medicina Interna

Característica principal O Sinal de Filatov é caracterizado pela presença de palidez em região perioral e está presente nos quadros de Escarlatina. A Escarlatina A Escarlatina é uma doença infecciosa causada pelo agente Streptococcus Pyogenes e surge mais comumente após complicação do quadro de Faringite Estreptocócica. O período de incubação é de 2-5 dias e o início do quadro costuma ser abrupto apresentando sintomas como febre alta e cefaleia. Nos dois dias após a instalação desse quadro, surge o exantema micropapular dando aspecto áspero a pele, sendo esta chamada de “pele em lixa”, desaparece 6-9 dias depois deixando uma descamação lamelar nas regiões plantares e palmares. Outros sinais Outros sinais encontrados nessa infecção são: Sinal de Pastia, que consiste em uma exacerbação do exantema em regiões de dobras como a axilar, inguinal e pregas cubitais; e língua em framboesa, onde as papilas encontram-se aumentadas sobre a língua. Transmissão A transmissão ocorre através do contato com saliva ou secreção nasal da pessoa infectada e acomete crianças entre 3 e 15 anos de idade. Diagnóstico Para confirmação do diagnóstico, realiza-se teste de cultura, testes sorológicos e leucograma. O tratamento é feito com a administração de Penicilinas.”     Bibliografia:   1) KASPER, D. L; FAUCI, A. S. Doenças Infecciosas de Harisson. 2ed. Editora AMGH, 2015, pag. 358. 2) CENTRO DE VIGILANCIA EPIDEMIOLOGICA “PROF. ALEXANDRE VRANJAC”. Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória e SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE DE SAO PAULO. Coordenadoria de Controle de Doenças. Escarlatina: orientações para surtos. BEPA, Bol. epidemiol. paul. (Online) [online]. 2007, vol.4, n.46, pp. 14-24. ISSN 1806-4272. Disponível em: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php…     Liga Acadêmica de Semiologia e Medicina Interna

SanarFlix

1 min250 days ago
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