Saúde, doença e inovação tecnológica | Colunistas

Muitas são as ferramentas que possibilitam ao profissional de saúde uma maior qualidade e efetividade de seu trabalho, sendo que a maior parcela destas são relativamente novas, fruto da modernidade e dos avanços científicos e tecnológicos, que se tornaram mais evidentes sobretudo a partir do começo do século passado. Diversas reformas seguiram-se também no mesmo período, abraçando praticamente todos os aspectos que envolvem o processo saúde-doença, os pacientes, os locais onde estes são atendidos e os agentes responsáveis pelo cuidado de sua saúde. Com os avanços mais recentes, houve o surgimento de novas medicações e vacinas, próteses, órteses, exoesqueletos, máquinas e equipamentos para diagnóstico e intervenção, robôs cirúrgicos, entre outros (LORENZETTI; TRINDADE; PIRES; RAMOS; 2012). Houve progresso também na prática de transplantes, implantes e na produção artificial de células humanas. Há de se mencionar, ainda, novas tecnologias em exames de imagem e de procedimentos, como por exemplo com a Medicina Nuclear. Quanto à organização, gestão e informação dos dados em saúde, tão fundamentais aos profissionais do SUS, são muitos os avanços que nos auxiliam em nosso trabalho, como o prontuário eletrônico e softwares que possibilitam integração entre diferentes unidades e setores de saúde, tanto em âmbito municipal, quanto estadual, nacional e até mesmo internacional.  Pode-se citar ainda a organização online do encaminhamento dos pacientes para o Hospital, através da Central de Leitos, também considerada uma inovação, pois permitiu transparência das ações, não só aos servidores que atuavam na UBS, mas também aos pacientes, que recorriam a UBS (primeiro contato) na busca de informações quanto ao processo de internação hospitalar. A educação permanente em saúde, consolidada e efetuada pelos profissionais, propondo diferentes capacitações, além de cursos oferecidos gratuitamente online (EAD) com o propósito de aperfeiçoamento, são avanços que visam

Comunidade Sanarmed

2 min397 days ago

Apneia Obstrutiva do Sono | Colunistas

Um a cada três paulistanos adultos tem apneia obstrutiva do sono (AOS). Quantos diagnósticos você já realizou? E quantos pode ter deixado passar? Falaremos sobre esse distúrbio inerente a todas as especialidades médicas. Durante o sono, ocorrem dois fenômenos que tornam a fisiologia respiratória instável e propensa a distúrbios do sono: 1) relaxamento da musculatura responsável pela abertura das vias aéreas, em especial a faringe; 2) mudança no controle neural da ventilação. Presentes no sono normal, tais fenômenos são responsáveis pelo desenvolvimento da apneia obstrutiva do sono, apneia central do sono, hipoventilação alveolar e distúrbio de hipoxemia do sono, a depender dos fatores de risco de cada indivíduo. Segundo a Classificação Internacional de Distúrbios do sono, dividimos os distúrbios respiratórios em 6 categorias: Apneia obstrutiva do sono (AOS);Síndrome da apneia central do sono (SACS);Hipoventilação relacionada ao sono;Hipoventilação alveolar central idiopática;Distúrbio de hipoxemia do sono;Variantes da normalidade, em que se encaixa o ronco primário. A apneia obstrutiva do sono é caracterizada por episódios recorrentes de interrupção parcial (chamada hipopneia) ou completa (apneia) da respiração durante o sono, decorrentes de colapso das vias aéreas na região da faringe. O evento de apneia obstrutiva é caracterizado oficialmente por uma pausa na respiração de no mínimo 10 segundos associada a um esforço toracaoabdominal contínuo, comumente causando um despertar e fragmentação do sono. Por sua vez, a hipopneia obstrutiva apresenta não cessação completa, mas diminuição da respiração, com consequente queda na saturação de oxigênio ou despertar. Os despertares, a fragmentação do sono e a hipóxia intermitente são os responsáveis pelos sinais, sintomas e comorbidades associadas à AOS. A apneia e a hipopneia obstrutiva compartilham da mesma fisiopatologia. O colapso da

Dr. Franco Chies Martins

4 min400 days ago
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