Casos Clínicos: Osteoporose | Ligas

Área: Geriatria, Endocrinologia Autores: Amanda Beatriz Sobreira de Carvalho e Débora Fontenele Alves Revisor: Gustavo Pessoa Pinto Orientador(a): Dr. Hiroki Shinkai Liga: Academia de Medicina Geriátrica e Gerontologia de Sobral (AMGGES) Apresentação do Caso Clínico Introdução A.S.C, feminino, 73 anos, procedente e residente em Sobral-CE, branca, casada, aposentada, católica, ensino médio completo.A paciente procura atendimento médico na Santa Casa de Misericórdia de Sobral com queixa de “dor nas costas” há cerca de um mês. A paciente relata que há cerca de um mês, após esforço para levantar uma caixa pesada, apresentou dor aguda, intensa (8 na EVA), sem irradiação, com piora aos movimentos, na região de vértebras torácicas inferiores, T10 a T12. Na ocasião, não procurou atendimento médico, automedicando-se com dipirona (500 mg duas vezes ao dia) e repouso por uma semana, obtendo melhora parcial do sintoma. Relata que continuou a sentir dor de intensidade moderada (5 na EVA), astenia, mialgia e dificuldade para deambular por exacerbação da dor ao se movimentar, decidindo buscar ajuda médica. Antecedentes: Hipertensão arterial sistêmica e diabetes mellitus compensados há 6 anos. Nega histórico de cirurgias prévias e alergias. Fratura de rádio distal há 10 anos. Medicamentos em uso: Captopril, Hidroclorotiazida e Metformina. Menarca aos 14 anos; menopausa aos 53 anos (na época não fez terapia de reposição hormonal). Pai falecido aos 70 anos por IAM há 30 anos e mãe falecida aos 65 por complicações de CA de mama, tinha diagnóstico de osteoporose. Duas filha saudáveis. Sedentária; alimentação sem consumo de carne vermelha, mas consome peixe e frango e pequenas quantidades de leite e derivados, consome café e chá preto todos os dias. Tabagista

Casos Clínicos: Disfagia por Acalasia | Ligas

Área: Geriatria, Gastroenterologia Autores: Erislan Rodrigues dos Santos e Gustavo Pessoa Pinto Revisor(a): Ivna Vasconcelos de Oliveira Orientador(a): Dr. Hiroki Shinkai Liga: Academia de Medicina Geriátrica e Gerontologia de Sobral (AMGGES)   Apresentação do Caso Clínico Introdução F.C.B.S, sexo masculino, 69 anos, natural e procedente de Fortaleza, Engenheiro aposentado e católico. O paciente procura o atendimento do Hospital Geral de Fortaleza com queixa de “dificuldades para engolir alimentos”, com “entalamentos” e “sensação de engasgo” há seis meses (SIC). Paciente relata que, no início, sentia essas sensações com o consumo de alimentos sólidos, fato que o induziu a realizar ingestão de água para auxiliar na deglutição de alimentos. O paciente afirmou que esse desconforto foi progredindo, no mês anterior à consulta, até chegar ao ponto de sentir dificuldade de deglutir mesmo com ajuda de grandes quantidades de líquidos, o que tem reduzido sua ingestão de alimentos diariamente. Refere ainda episódios de entalamentos/engasgo diários com presença de tosse, sendo necessário comer vagarosamente durante as refeições para evitar regurgitação do conteúdo alimentar (paciente alega que sofre com regurgitação em toda refeição). Alega também episódios de regurgitação noturna de alimentos. Além disso, relata que sofreu uma perda de peso de aproximadamente 5 Kg no último mês (afirma que pesava 67Kg antes do início dos sintomas), alegando que o emagrecimento ocorreu ao mesmo tempo em que houve a piora dos sintomas. A esposa do paciente estava presente na consulta e pontua a presença de uma certa halitose do marido, mas alerta que ele tem boa higiene bucal e que isso não existia antes do começo dos sintomas. Antecedentes fisiológicos: Gestação e nascimento: gestação normal,

Resumo: fatores de risco e prevenção de quedas em idosos | Ligas

O envelhecimento da população é uma realidade em diversos países, incluindo o Brasil. Com a tendência de uma população idosa crescente, é necessário que você, estudante de medicina, médico ou outro profissional da saúde esteja por dentro de todas as particularidades que envolvem esse tipo de paciente. O paciente idoso tem suas peculiaridades, com características do envelhecimento associadas a apresentações atípicas de doenças, assim como quadros e síndromes mais típicos da idade avançada. Dentre as condições clínicas que mais afetam a vida do idoso, a ocorrência de quedas com lesões está entre as mais importantes, e é importante que você saiba identificar os fatores de risco que podem levar um idoso a cair, bem como ter uma noção do que fazer para prevenir esses eventos. 1.Fatores de Risco É difícil identificar uma causa única que explique a maior incidência de quedas em idosos, a maioria dos estudos da área indicam que múltiplos fatores ocorrem em conjunto. Conhecer esses fatores e sua prevalência no idoso é extremamente importante para um bom manejo desse paciente. Esses fatores podem ser divididos em fatores “internos” (associados a doenças e consequências do envelhecimento) e fatores externos (como riscos ambientais). 1.1Fatores Internos Um dos pontos mais relevantes para discussão dentro da geriatria está na funcionalidade do indivíduo idoso, isto é, a capacidade de o mesmo realizar tarefas do seu dia a dia, desde as mais básicas como se transferir de uma cama para uma cadeira, até mais avançadas, como usar um telefone ou pagar suas contas. Justamente por isso o declínio funcional e cognitivo presente em certos idosos está altamente relacionado com altos riscos de quedas. Idosos que por condição de doença ou outras limitações

Tudo sobre a osteoartrite | Ligas

Por que devemos conhecer a Osteoartrite? Você já deve ter ouvido falar sobre artrose, osteoartrose ou osteoartrite e ter pensado que se refere a doenças diferentes. Na verdade, todos esses termos são usados para denominar uma doença degenerativa e progressiva da cartilagem articular, o que nada mais é do que um desgaste da cartilagem que existe entre os ossos e por alterações ósseas, como os osteófitos, que conhecemos como “bico de papagaio”. Sua importância se dá por representar uma das cinco principais causas de incapacitação de adultos não hospitalizados e é bem mais frequente do que muitos imaginam, pois muitos sentem dores nas mãos, nos punhos, nos joelhos e até na coluna, mas sempre vão suportando a dor até se tornar incapacitante e insuportável. Como essa doença acontece e quais os principais fatores de risco? Uma articulação pode sofrer um trauma agudo e imediatamente apresentar os sintomas ou pode sofrer um trauma crônico, que corresponde a uma atividade repetitiva que excede a capacidade que a articulação tem de absorver os impactos. Por isso, é muito comum o dano articular em trabalhadores da indústria têxtil, que desenvolvem artrose nas mãos e desenvolvem nódulos nas pontas dos dedos, denominados nódulo de Heberden, nos agricultores que têm com frequência artrose da articulação (entre a coxa e a bacia) e nos trabalhadores de minas que fazem artrose de joelhos e coluna. Além do trauma, outro fator de risco importante é o envelhecimento, pois é fisiológico a diminuição da capacidade das células da cartilagem e a perda da sensibilidade própria aos ossos, aos músculos, tendões e ligamentos, o que aumenta a instabilidade articular. A obesidade também pode ser considerada um fator de risco extremamente relevante, pois mais

Delirium: uma emergência que você deve saber manejar | Ligas

Definição de delirium É um transtorno neurocognitivo muito frequentee que causa confusão mental aguda ou subaguda de curso flutuante e potencialmente reversível¹. Por definição, deve existir perturbação da atenção ou da consciência, juntamente com alteração da cognição basal que não pode ser melhor explicada por nenhum outro transtorno². Epidemiologia A população mais acometida são os idosos em pós operatório ou doenças agudas ou em abstinência de certos fármacos. O transtorno chega a acometer cerca de 50% dos idosos hospitalizados e é ainda importante causa de emergência geriátrica por ser causa de altas taxas de mortalidade e de institucionalização nessa população4. Cerca de 80% dos pacientes terminais podem apresentar delirium antes de falecer¹. Dessa forma, é imprescindível que todo médico generalista saiba identificar e manejar esse quadro rapidamente. Fatores de Risco O delirium tem causa multifatorial – genética, iatrogênica, ambiental e fisiológicas -, mas pode ser desencadeada por fatores isolados². Além disso, os efeitos dos diversos fatores de risco parecem ser cumulativos, mas geralmente resolução de um desses fatores é suficiente para o controle do quadro³. O que você não pode esquecer é que o delirium tem relação direta com: Idade avançada – maior fator de risco;Tempo de internamento – intimamente ligado à imobilidade do paciente;Déficit cognitivo prévio, como demência;Desidratação;Gravidade da doença;Comorbidades, como perda visual e auditiva, infecção e fratura.   Sinais e sintomas O delírio envolve diversas funções cognitivas, como descritas abaixo¹: Estado mental: tipicamente se modifica em horas ou dias apresentando curso flutuante, fazendo importante diagnóstico diferencial com demências, mas nessa última a modificação é progressiva ao longo de meses. Portanto, saber o nível cognitivo prévio

Prevenção de Queda em Idosos | Colunistas.

As quedas estão entre os principais problemas associados ao envelhecimento e que trás importantes e graves complicações principalmente na população idosa. O trauma cranioencefálico é sem dúvida, um das preocupações em caso de queda, porém, a fratura de fêmur é considerada a mais importante na população maior de 60 anos, visto que é frequente nesse eventos e trás consigo grandes consequências negativas. Um idoso previamente independente pode se tornar dependente para suas atividades diárias por causa dessa fratura.             Existem fatores intrínsecos e extrínsecos associados a quedas. Os intrínsecos são associados diretamente à pessoa e os extrínseco aos ambientes. Seguem alguns exemplos: Fatores intrínsecos: Hipotensão ortostática (por medicamentos);Demência;Efeito adverso do uso de benzodiazepínico;Reduzida acuidade visual;Labirintopatia. Fatores extrínsecos: 1. Iluminação inadequada; 2. Ausência de corrimão em banheiro e corredor; 3. Tapetes soltos; 4. Sapatos inadequados.             Dados do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos Brasileiros (ELSI-Brasil), que analisou a prevalência e os fatores associados a quedas entre idosos brasileiros em áreas urbanas, mostram que entre 4.174 idosos avaliados, 25% já tiveram uma queda. A maior ocorrência foi em mulheres a partir dos 75 anos. O estudo foi financiado pelos ministérios da Saúde e da Ciência, Tecnologia, Inovação e Comunicação. De acordo com o estudo, os principais fatores associados a quedas, além do aumento da idade e do sexo, são: Medo de cair devido a defeitos nos passeios;Medo de atravessar a rua;Artrite ou reumatismo;Depressão;Diabetes.             Para evitar quedas em casa, a Caderneta de Saúde da Pessoa Idosa lista 11 medidas de prevenção de quedas: Evitar tapetes soltos;Escadas e corredores devem ter corrimão nos dois lados;Usar

Jorge Henrique Teles

2 min176 days ago

Qual a diferença entre Artrite Reumatoide e Osteoartrite? | Ligas

O que é Artrite Reumatoide? A Artrite Reumatoide (AR) é uma condição de inflamação crônica que afeta cerca de 1% da população, tornando-a uma das artrites inflamatórias mais comuns na prática médica. Ela é uma doença consequente de uma inflamação crônica com manifestações clínicas insidiosas e que envolvem as articulações, as quais frequentemente resultam em deformidades por destruição cartilaginosa e por erosão óssea. O curso dessa doença é intermitente, porém sempre se apresenta com lesão tecidual. A patologia afeta a membrana sinovial (causando a sinovite) e a cartilagem que reveste as articulações sinoviais ou diartrodiais (ossos longos e de grande mobilidade). O que é Osteoartrite? A Osteoartrite é uma doença degenerativa que acomete as articulações sinoviais (geralmente, no joelho) e o osso subcondral, caracterizada clinicamente por dor em aperto desencadeada pelo próprio peso ou movimento do paciente, bem como costuma ser noturna. Há uma rigidez articular desencadeada pelo repouso e que dura menos do que 30 minutos. Também, há uma limitação funcional que causa ao paciente medo de deambular. É a reumatopatia mais frequente e ela pode ser primária (idiopática) ou secundária. A fisiopatologia explica que há um desequilíbrio: a matriz cartilaginosa (composta por: colágeno II, ácido hialurônico, proteoglicanos e metaloproteinases) é muito mais degradada do que produzida, pois os condrócitos tentam compensar o dano, mas são insuficientes. Diferenciando os sintomas Sintomas da Artrite Reumatoide Clínica: Sendo a idade média geralmente entre 50 e 55 anos;História de dor bilateral e simétrica;Poliarticular;Inchaço das articulações pequenas das mãos e pés por >6 semanas;Rigidez matinal que dura >1 hora;Nódulos reumatoides sobre as superfícies extensoras dos tendões ou envolvimento da pele vasculítica, podem ser observadas, mas são

Gratuito: 40 Casos Clínicos de Medicina | Revista SanarMed

A revista 40 Casos Clínicos Resumidos foi desenvolvido pela comunidade de ligas acadêmicas da Sanar, que já conta atualmente com mais de 30 ligas parceiras de todo o Brasil e já impactaram mais de 200 mil pessoas esse ano. Essa ferramenta foi pensada para ser uma ferramenta para que você coloque em prática os conhecimentos adquiridos na teoria, além de desenvolver o raciocínio clínico e a capacidade de fazer diagnóstico diferencial para rever temas das diversas áreas da medicina. Para isso, os casos são apresentados de forma mais direta e com três tópicos de discussão para que o leitor possa ter um panorama rápido sobre o caso apresentado. Aproveitem esse presente entregue pelas ligas parceiras da Sanar para a comunidade médica. QUERO BAIXAR AGORA! Confira um trecho do primeiro caso clínico abaixo: APRESENTAÇÃO DO CASO CLÍNICO Paciente do sexo masculino, 62 anos, pardo, aposentado, hipertenso controlado, obeso, ex-tabagista (50 anos/maço), apresentou dispneia progressiva há dez meses e síncope há 1 mês. O quadro de dispneia iniciou-se aos moderados esforços, evoluindo com piora nos últimos três meses, impossibilitando a realização de atividades rotineiras como tomar banho, pentear os cabelos e se vestir, associado a edema de membros inferiores (2+/4+), fraqueza, palidez e dor em região costal. Além disso, foi diagnosticado recentemente com síndrome do túnel do carpo e apresenta “dor cansada” em região lombar e membros inferiores, fazendo uso de analgésicos comuns quando necessário, porém atribui este sintoma à idade avançada. Exame físico: Lúcido e orientado no tempo e no espaço, hipocorado, ausculta cardíaca com bulhas hipofonéticas, ausculta respiratória com murmúrio vesicular diminuído

Comunidade Sanarmed

1 min281 days ago
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