Qual a diferença entre ultrassonografia pélvica e transvaginal? | Colunistas

Atualmente a ultrassonografia é o melhor método propedêutico para a avaliação da pelve feminina, pois possibilita um grande número de informações do aparelho reprodutor feminino, sendo não-invasivo, de baixo custo e com boa anuência das pacientes. A avaliação ultrassonográfica da pelve feminina pode ser feita mais comumente através das vias transabdominal e transvaginal, podendo esta avaliação também ser realizada através das vias transperineal e transretal. É importante salientar que a investigação da pelve feminina não é uma exclusividade da ultrassonografia transabdominal, também conhecida como “pélvica”, mas sim de todas as vias supra-citadas. Fonte: https://www.saudebemestar.pt/pt/exame/imagiologia/ecografia-ginecologica/ Ultrassonografia transabdominal (“pélvica”) Antigamente, a avaliação pélvica somente era realizada através da via transabdominal. Neste método, a sonda ultrassonográfica é colocada exteriormente na região pélvica do abdome, sendo vantajoso nas pacientes com limitações para a via endovaginal. O transdutor utilizado neste método possui também a grande vantagem de ter um maior campo, sendo capaz de proporcionar uma visão geral de toda a pelve. Por outro lado, possui uma menor frequência e consequentemente menor resolução, sendo menos eficiente (do que o transvaginal) para caracterização das estruturas e alterações pélvicas. O preparo da paciente para realização deste exame exige que a mesma esteja com a bexiga cheia. A adequada repleção vesical tem como objetivo promover o deslocamento das alças intestinais e permitir a visualização das estruturas pélvicas. Além disso, a bexiga serve como uma estrutura de referência para se topografar os órgãos pélvicos e também serve como padrão de textura anecogênica, para a comparação das estruturas da cavidade pélvica. A repleção vesical, no entanto, não deve ser excessiva,

Pryscilla Alves

3 min18 days ago

Qual a importância da ultrassonografia transvaginal? | Colunistas

A ultrassom transvaginal ou ultrassonografia transvaginal é um exame de diagnóstico capaz de avaliar estruturas internas como o útero, trompas de falópio, ovários, colo do útero e vagina, auxiliando assim a identificação de anormalidades. Como é realizado? No momento do exame, a paciente deve estar em posição ginecológica. Ocorre a inserção da sonda de USG coberto por preservativo e gel na vagina da paciente. O operador manipula o transdutor de forma lenta e gradual acompanhando as imagens do interior da cavidade no monitor. Preparação Não há nenhum preparo específico para este exame, é seguro, rápido e simples: a mulher deve estar com roupa confortável. Caso esteja menstruada, deve retirar o absorvente interno, se estiver utilizando. Duração Este exame costuma ser rápido, durando em média 20 minutos. Entretanto, pode variar conforme as características dos órgãos avaliados. O exame provoca dor? Normalmente, a paciente sente um desconforto e não dor; mas, caso sinta, deve avisar ao médico.  Há alguma contraindicação? Pacientes virgens. Durante este exame, o aparelho é introduzido na vagina da paciente. Caso o hímen ainda esteja intacto, pode se romper. Caso a paciente tenha alguma condição específica de saúde, deve informar ao médico antes. Quais as indicações do exame? Geralmente, o médico solicitante indica a realização do exame na presença de dor pélvica, sangramentos vaginais intensos, gravidez ectópica, investigação de infertilidade, verificação de cistos ou miomas uterinos e observação do DIU. Entretanto, não é necessário um motivo específico para fazer o exame, pode ser realizado por rotina.

Thiago Guimaraes

1 min33 days ago

Assistência à paciente vítima de violência sexual | Colunistas

A violência sexual pode ser definida como qualquer evento sexual realizado por uma pessoa sobre a outra, sem o seu consentimento. De acordo com a Convenção de Belém do Pará, a violência sexual também pode ser entendida como qualquer ação violenta baseada no gênero que resulta ou tenha potencial para resultar em dano sexual, físico ou mental para a mulher, não sendo excluído ameaças, coerção ou privação arbitrária de liberdade, ocorrida em público ou na vida particular. A violência contra a mulher é um problema de saúde pública, além da violação aos direitos humanos, pois acarreta consequências físicas, psíquicas e emocionais. Embasando-se na Lei nº 12.015, de 7 de agosto de 2009, Título VI (dos crimes contra a dignidade sexual), Capítulo I (dos crimes contra a liberdade sexual), artigo 123: O estupro é definido como o ato de “constranger alguém mediante violência ou grave ameaça, a ter conjugação carnal ou a praticar ou permitir que com ele se pratique outro ato libidinoso”, tendo pena de reclusão por 6 a 10 anos. A notificação dos casos de violência contra mulher é obrigatório. Se o paciente for menor de idade, deve-se notificar o Conselho Tutelar ou a Vara da Infância e da Juventude. Além disso, no Brasil, é lei que durante o atendimento sejam observados os princípios do “respeito à dignidade da pessoa, da não discriminação, do sigilo e da privacidade” e para que o atendimento à saúde seja feito, dispensa a apresentação de boletim de ocorrência policial. A violência contra mulher abrange repercussões físicas e mentais. Dentre as físicas, tem-se: risco de contaminação por infecções sexualmente transmissíveis, risco de gravidez indesejada, frequentemente ferimentos e até mesmo outros tipos de agressão como violência doméstica. No âmbito do dano mental,

Ana Cantarino

4 min38 days ago

Climatério difícil: como podemos ajudar? | Colunistas

Definimos como climatério o período da vida das mulheres em que há um declínio acentuado e progressivo da função ovariana. Geralmente, tal processo ocorre entre os 40 e 65 anos e culmina com o déficit hormonal e no fim da capacidade reprodutiva.             Algumas mulheres sofrem com um conjunto de sinais e sintomas que ocorrem nesse período e que constituem a síndrome do climatério. No entanto, outras mulheres podem não apresentar sintomas. Figura 1 Guideline sobre climatério da SBRH (2015).             A menopausa é a última menstruação espontânea da mulher associada por amenorreia (ausência de menstruação) por 12 meses, ocorrendo geralmente entre os 48 e 50 anos de idade.             A confirmação do climatério e da menopausa é eminentemente clínica, sendo desnecessárias dosagens hormonais.             A idade da ocorrência da menopausa parece geneticamente programada para cada mulher, pelo número de folículos ovarianos, mas pode ser influenciada por vários fatores, como: – Fatores socioeconômicos — Mulheres que têm longas jornadas de trabalho e exercem atividades estressantes têm mais chances de entrar na menopausa mais cedo. – Paridade — Mulheres nulíparas têm menopausa mais precocemente, enquanto o aumento da paridade correlaciona-se à menopausa mais tardia (poupa folículos). – Tabagismo —A idade da instalação da menopausa é antecipada de 12 a 18 meses, sendo explicada pela deficiência estrogênica causada diretamente pelo tabaco. – Nutrição — Nutrição deficiente e baixo peso levam à ocorrência precoce da idade da menopausa             O tratamento visa a remissão dos principais sintomas, a prevenção de eventos mórbidos (câncer, osteoporose, dislipidemias e eventos cardiovasculares) e a melhora da qualidade de vida

Welberth Fernandes

2 min110 days ago

Resumo Pré-eclâmpsia | Ligas

A gravidez pressupõe o crescimento de um ser geneticamente diferente dentro do útero da mulher, uma vez que herdou metade dos genes do pai. Ela não rejeita esse corpo estranho porque desenvolve mecanismos imunológicos para proteger o feto. Em alguns casos, porém, ele libera proteínas na circulação materna que provocam uma resposta imunológica da gestante. Essa resposta agride as paredes dos vasos sanguíneos, causando vasoconstrição e aumento da pressão arterial. Um desses fenômenos da Síndrome Hipertensiva pode resultar na conhecida pré-eclâmsia. Definição Trata-se de um distúrbio gestacional associado à hipertensão de inicio recente, geralmente após 20 semanas de gestação, acompanhada necessariamente de proteinúria e/ou lesão em órgão alvo. A presença de edema não é mais considerada um critério diagnóstico por estar presente em até 1/3 das gestações sem a patologia. Epidemiologia Estima-se que a Pré-Eclâmpsia esteja presente entre 2 e 8% das gestações em todo o mundo. Na América Latina e Caribe os distúrbios hipertensivos estão associados a 26% das mortes maternas. No Brasil, dados apresentados pela FEBRASGO em 2017 apontam para uma incidência de 1,5% para Pré-Eclâmpsia, contudo, acredita-se que as informações referentes ao Brasil estejam subnotificadas. O diagnóstico de Hipertensão Gestacional dá-se pela presença dos critérios de hipertensão (PAS ≥ 140 ou PAD ≥ 90) após 20 semanas gestacionais sem a presença de proteinúria ou lesão de órgão alvo, contudo, até 50% das gestantes diagnosticadas com Hipertensão Gestacional vão desenvolver proteinúria ou lesão de órgão alvo até o final da gestação. Fatores de Risco São fatores de risco para o desenvolvimento de Pré-Eclâmpsia: NuliparidadeGemelaridadePré-Eclâmpsia em Gestação AnteriorHipertensão CrônicaPré-Diabetes ou Diabetes GestacionalTrombofiliaLúpus Eritematoso SistêmicoIMC Pré-Gestacional maior > 30Síndrome do Anticorpo AntifosfolípideIdade Materna

Resumos: síndrome dos ovários policísticos (SOP): o que você precisa saber | Ligas

Definição e Epidemiologia Inicialmente descrita por Stein-Leventhal em 1935, a partir da associação entre amenorréia e forma policística dos ovários, a Síndrome dos Ovários Policísticos (SOP), é uma disfunção endócrina, podendo ser caracterizada por hiperandrogenismo e anovulação crônica, que afeta mulheres na menacme, com prevalência entre 6 e 16% das mulheres nesse período da vida. Fisiopatologia     A etiopatogênese da SOP é multifatorial, estando envolvidos fatores endócrinos e genéticos, além de fatores ambientais como dieta e atividade física.  Dentre os fatores endócrinos, destaca-se como patognomônico da síndrome a hipersecreção de hormônio luteinizante (LH) e hiposecreção do hormônio folículo estimulante (FSH). A hipersecreção de LH leva à estimulação excessiva das células da teca, aumentando a produção de androgênios, principalmente testosterona, de modo desproporcional à sua conversão em estradiol, de modo que ocorre o hiperandrogenismo observado nas paciente com SOP. Devido à baixa secreção de FSH, o completo crescimento e amadurecimento dos folículos é dificultado, de modo que estes interrompem seu desenvolvimento em estágios intermediários, conferindo ao ovário a morfologia policística característica. Em mulheres diagnosticadas com SOP, observa-se diminuição da sensibilidade dos neurônios hipotalâmicos secretores de GnRH à retroestimulação negativa normalmente estimulada pelos níveis elevados de estrogênios e progesterona, de modo que se justifica o aumento da secreção de GnRH e LH. A essa redução de sensibilidade, se atribui a deficiência na expressão de receptores de progesterona nos neurônios secretores de GnRH. Além do papel das gonadotrofinas, observa-se importante papel da hiperinsulinemia na produção anômala de androgênios em mulheres com SOP, por estas frequentemente apresentarem hiperinsulinemia compensatória e resistência à insulina. Uma vez que a insulina possui ação sinérgica ao LH na estimulação das células da teca, suas altas taxas contribuem para a produção excessiva de andrógenos.

Caso Clínico: Sífilis | Ligas

Apresentação do caso clínico R.J.S, 25 anos, sexo feminino, negra, solteira, agnóstica, secretária, natural e procedente de Salvador-BA procura o ambulatório de ginecologia devido a múltiplas manchas avermelhadas nos MMSS e MMII há 1 semana, além de lesões pustulosas e hipertróficas em palma das mãos e planta dos pés. Além disso, relatou que essas lesões vieram acompanhadas de febre aferida (37,4°C) não acompanhada de calafrios. Apresentou também mal-estar e cefaleia sem irradiação e difusa (5/10). Referiu ainda que há 11 semanas notou aparecimento de uma única úlcera na vulva, com formato arredondado. Afirma que a lesão tinha bordas elevadas, que era indolor e firme ao toque. Nega prurido, pústulas e outras lesões bolhosas. Relata ainda “íngua” sic inguinal do lado esquerdo, não dolorosa e não supurativa. Porém, pensou que a úlcera tinha sido um machucado decorrente da depilação e não procurou ajuda médica nem fez uso de nenhum medicamento, já que depois de 6 semanas houve desaparecimento da adenopatia e da lesão, que não deixou cicatriz. Nega alteração no fluxo menstrual, corrimento, dispareunia, vaginismo e frigidez. No momento, encontra-se com mal-estar. A paciente afirma, ainda, ter vida sexual ativa e revelou ter mantido relações sexuais desprotegidas com diversos parceiros, sendo que quando perguntada, referiu que descobriu que um dos parceiros é infectado pelo vírus HIV. Porém, nega ter realizado exames sorológicos após as relações sexuais. Paciente em bom estado geral e nutricional, lúcida e orientada no tempo e no espaço, fácies atípicas, mucosas normocrômicas, escleras anictérias, febril ao toque. Eupneica (FR: 17 ipm), normocárdica (FC: 80 bpm) e normotensa (PA: 120 X 80 mmHg) e febril (37,4°C). Pele e fâneros: pele corada e mucosas coradas, unhas e fâneros sem alterações. Presença de exantemas maculopapulares simétricos que envolvem o tronco e os membros superiores e

Caso Clínico: Pré-eclâmpsia | Ligas

Anamnese Identificação e Queixa Principal Paciente do sexo feminino, 30 anos, negra, professora, natural e procedente de Salvador-Bahia, procura a unidade de pronto atendimento gestando 35 semanas, com queixa de cefaleia de intensidade forte e constante, acompanhada de náuseas e visão turva e escurecida há 5 dias.  História da Moléstia Atual Relata dor em região frontal, de grande intensidade, com pródromos geralmente com escotomas que duram cerca de 30 minutos, hemicraniana direita, de qualidade latejante associada com náusea, fotofobia. Paciente afirma gestação sem intercorrências prévias, com realização de pré-natal na unidade básica de saúde – 6 consultas conforme preconizado pelo MS – G1P0A0, relata que os sintomas surgiram de forma abrupta e que não tiveram fator desencadeantes, nega febre, dor retroorbitária. Relata oligúria e retenção urinária e afirma náuseas no momento do atendimento. Antecedentes Afirma ter diabetes controlada diagnosticada há 5 anos, com uso diário de metformina – 1 comprimido de 850g 2 vezes ao dia – sendo alterado para insulina no inicio da gestação. Nega hipertensão arterial e outras doenças. Nega fator de melhora, e piora dos sintomas. Nega alergias. Exame Físico Ao exame físico, a paciente apresentou os seguintes sinais vitais: TA 160/90 mmHg, FC: 110bpm, FR: 22irpm, TC: 36,7ºC, Sat.O2 98%. Regular estado geral, anictérica, acianótica, lúcida e orientada no tempo e no espaço, taquipneica, taquicárdica, afebril e hidratada. Redução da acuidade visual e edema em MMII +++/4. Aparelho respiratório: sem demais achados;Aparelho cardiovascular: apresenta dispneia aos mínimos esforços, taquicardia, BN2T sem sopros.Abdome: compatível com gravídico de 35 semanas, com altura uterina de 35 cm, ruídos hidroaéreos presentes, sem cicatrizes, sem herniação. Fígado e baço

Caso Clínico: leiomioma | Ligas

Apresentação do caso clínico M.R.O, sexo feminino, negra, 33 anos, casada, recepcionista, natural e procedente de Salvador. Comparece à consulta na UBS. Paciente refere que há cerca de 2 anos seu fluxo menstrual mudou. Relata menarca aos 13 anos, com ciclos regulares subsequentes de 28 dias, com 4 dias de fluxo menstrual ++/4, sem dismenorreia. Agora, refere que seu fluxo está mais intenso, ++++/4, durando cerca de 6 dias, com dismenorreia 7/10 que começa cerca de 2 dias antes da menstruação, finalizando no 3° dia de fluxo menstrual. A paciente também traz que cerca de 2 vezes ao mês sente dor pélvica difusa, em aperto, sem fator desencadeante ou de piora. Tanto para as cólicas menstruais como para a dor fora do período menstrual faz uso de Dipirona, usando sem recomendação médica (não soube referir a dosagem). Nega disúria, polaciúria, poliúria, incontinência urinária. Nega náuseas, vômitos ou mudança no ritmo intestinal. Relata que não faz uso de contraceptivo hormonal. Refere uso de camisinha como método contraceptivo.             Ao exame físico, paciente estava em bom estado geral e nutricional, lúcida e orientada no tempo e espaço, afebril, acianótica, anictérica, hidratada. Eupneica (13 ipm), normocárdica (70 bpm), normotensa (120/80 mmHg), IMC: 27,6 (sobrepeso).  Aparelho respiratório e cardiovascular sem alterações; abdome simétrico, plano, flácido.  RHA +. Leve desconforto a palpação profunda da fossa ilíaca direita. Ausência de viceromegalias. Giordano negativo. Extremidade bem perfundidas, sem edemas.  Ao exame ginecológico: genitália externa, sem lesões, verrugas e secreções uretrais e vaginais; exame especular sem achados clínicos. Ao exame bimanual se foi palpado um útero aumentado, móvel e com contornos irregulares, gerando uma suspeita diagnóstica de leiomioma uterino. A ultrassonografia transvaginal foi realizada. Foi visualizada a bexiga, com conteúdo anecóico, paredes lisas e bem delimitadas. A vagina
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