Câncer e Covid-19 | Colunistas

O vírus SARS-CoV-2, também conhecido como coronavírus, é o causador da doença COVID-19. Foi descoberto no final de 2019 na China e se alastrou rapidamente pelo mundo todo, dando origem à pandemia atual. O vírus aparenta ter capacidade de se espalhar pelo corpo todo, podendo causar uma gama enorme de sinais e sintomas. Pacientes com câncer são pacientes vulneráveis, principalmente aqueles em tratamento, que são imunocomprometidos. É importante que o cuidado seja redobrado para essas pessoas. Transmissão do vírus A principal forma de transmissão do vírus é a direta, de pessoa para pessoa. O vírus pode ser transmitido através de espirro, tosse e até mesmo da fala. Outra característica importante é que ele possui mecanismos que o faz sobreviver por algumas horas nas superfícies, então é possível se contaminar só de estar em um ambiente onde uma pessoa com a doença antes esteve. Risco para pacientes com câncer A Sociedade Americana de Pesquisa de Câncer fez um estudo onde comparava a incidência de complicações graves e risco de morte entre 105 pacientes com câncer e 536 pacientes sem câncer. Sabe-se que a idade avançada é um importante fator de risco, por isso a pesquisa teve o cuidado de equiparar indivíduos com idades similares. Além dos fatores de risco comum a todas as populações, pessoas com câncer apresentam fatores de risco que também influenciam no prognóstico do paciente após se infectar com o novo coronavírus, como: tipos de câncer, estágios do câncer, tipo de tratamento. O estudo concluiu que pacientes com câncer hematológico, de pulmão ou com metástase, pacientes em tratamento de imunoterapia ou que fizeram cirurgia recentemente apresentam maior incidência de complicações graves e morte. Indivíduos com câncer apresentaram maior

Victória Brancalhoni

4 minhá 5 dias

Sequenciamento viral e novas variantes da covid-19 | Colunistas

No final de 2019, o novo coronavírus, chamado de síndrome respiratória aguda grave de coronavírus 2 (SARS-CoV-2), surgiu na cidade de Wuhan, na China, e, desde então, novas variantes da covid-19 foram descobertas, apresentando grande potencial transmissor. Como outros vírus, o SARS-CoV-2 evolui com o tempo, por meio de mutações no seu genoma, e ganha atenção devido ao importante impacto mundial no aumento do número de casos e nas implicações clínicas, portanto, causadas. Algumas linhagens já identificadas serão abordadas de forma sucinta neste texto, a fim de trazer maior compreensão sobre o tema. Virologia e transmissão             Os coronavírus são vírus de RNA de fita positiva com envelope. O sequenciamento do genoma completo indicou que o tipo causador da COVID-19 é um betacoronavírus, do mesmo subgênero do vírus da síndrome respiratória aguda grave (SARS). Assim como, apresentou semelhança com dois coronavírus de morcego, sugerindo que essa tenha sido a fonte primária de transmissão. O SARS-CoV-2 entra na célula do hospedeiro ligando sua proteína spike no receptor ACE2 (enzima conversora de angiotensina 2) (Figura 1). Frente a isso, hoje já são mais de 100 milhões de casos confirmados no mundo, sendo a transmissão de pessoa a pessoa a principal forma de disseminação da doença. Isso ocorre, através de gotículas respiratórias, quando o indivíduo tosse, espirra ou fala, se o vírus entrar em contato direto com as mucosas da outra pessoa. Além disso, ao tocar em uma superfície contaminada e levar as mãos aos olhos, nariz ou boca, também pode haver contágio. Variantes importantes Diversas variantes do SARS-CoV-2 estão circulando globalmente. A maioria das mutações no genoma SARS-CoV-2 não tem impacto na função viral. Contudo, algumas variantes possuem alterações na proteína

Izabel Tróia

3 minhá 5 dias

Vacina de dose única da Johnson & Johnson | Colunistas

A vacina não é da Johnson & Johnson Primeiramente, a vacina não é da Johnson & Johnson (J & J). Na verdade, a vacina é da companhia farmacêutica Janssen. A Janssen-Cilag Farmacêutica, ou Janssen-Cilag, é uma companhia farmacêutica fundada em 1953 em Beerse, Bélgica, pelo Dr. Paul Janssen. A companhia foi criada não como subsidiária de uma indústria química, mas sim como um instituto de pesquisa farmacológica.  Em 1961, Janssen Farmacêutica uniu-se ao grupo empresarial Johnson & Johnson.  Seu foco de atuação se dá na área de: Cardiovascular e Metabolismo, Imunologia, Doenças Infecciosas e Vacinas, Neurociências, Oncologia e Hipertensão Pulmonar. Atualmente, a Johnson & Johnson se associou à Autoridade de Pesquisa e Desenvolvimento Biomédico Avançado dos EUA (BARDA), na tentativa de acelerar o progresso da vacina, e tem colaboração de pesquisa com o Beth Israel Deaconess Medical Center, parte da Harvard Medical School e o Instituto Rega de Pesquisa Médica (KU Leuven / Universidade de Leuven), na Bélgica. Anúncio da vacina A Johnson & Johnson anunciou no dia 29 de janeiro de 2021 que sua vacina contra a covid-19 obteve 72% de eficácia na prevenção da doença nos Estados Unidos e alcançou uma taxa um pouco menor, de 66%, globalmente em testes mais amplos realizados em três continentes (incluindo os países: Argentina, Brasil – nos estados São Paulo, Bahia, Rio de Janeiro, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul e Santa Catarina –, Bélgica, França, Alemanha, Holanda, Chile, Colômbia, México, Peru, Filipinas, África do Sul, Ucrânia, Espanha, Reino Unido e Japão) e com variantes múltiplas do vírus. Para tal resultado, realizou-se um teste com

Mel Amorim

7 minhá 5 dias

Exigência do uso de N95/PFF2 em países europeus | Colunistas

Sabe-se que o uso correto de máscara é uma medida de proteção significativa nas doenças respiratórias, especialmente na COVID-19. A prevenção tem como base a proteção coletiva, uma vez que pessoas infectadas podem ser assintomáticas. Nestas doenças respiratórias, as máscaras utilizadas eram as cirúrgicas e de grau médico (N95, PFF2 e similares), mas, devido à grande demanda durante a pandemia, a organização mundial de saúde (OMS) difundiu a ideia de confecção de máscaras de pano. Entretanto, países europeus vêm mudando suas percepções diante desta orientação, através da implementação do uso de máscaras N95 e PFF2. Imagino que você deve estar se perguntando: será que o uso de máscaras caseiras foi realmente efetivo na diminuição de casos? E por que essas mudanças ocorreram após um ano, desde o começo da pandemia? Transmissão Na primeira onda do COVID-19, as autoridades da saúde enfatizavam a transmissão por superfície contaminada e por gotículas (> 5 micrômetros) eliminadas pela fala, tosse, espirros e pela respiração. Na busca de limitar o contágio, o álcool em gel e a máscara caseira eram grandes aliados, mas pouco se sabia sobre a transmissão por aerossóis (< 5 micrômetros) no contexto dessa doença. No fim de 2020, estudos revisaram as formas de transmissão e identificaram que quanto menor a exposição a aerossóis menor seria a contaminação e propagação do vírus. Deste modo, a forma mais adequada se faz com usos de máscaras de grau médico em combinação com outras medidas de saúde pública. Máscaras: diferenças e como funcionam No mercado há diversas máscaras com padrões equivalentes, ou seja, dispõem de alta porcentagem de proteção. Mas qual é realmente a diferença? A PFF2 segue a

Ana Zorek

4 minhá 5 dias

VACINA EM SPRAY 100% BRASILEIRA | Colunistas

USP e InCor desenvolvem vacina em spray que poderá chegar ao mercado em um ano e meio. Vacina 100% brasileira em spray nasal Para aqueles que têm pavor de agulhas e sonham com a imunização contra a COVID-19, essa vacina será muito bem-vinda. Está sendo estudada uma vacina em spray nasal 100% brasileira de eficácia local, feita pelos pesquisadores da USP em parceria com InCor. Segundo Dr. Jorge Kalil (professor e diretor do Laboratório de Imunologia do Incor, da Faculdade de Medicina da USP), a vacina fortalecerá o sistema respiratório desde a mucosa nasal até o pulmão, atacando o vírus em sua porta de entrada no organismo humano – já que são órgãos de choque –, assim a vacina impedirá a colonização do vírus no local da aplicação. Essa vacina está sendo desenvolvida desde abril de 2020 e já foram feitos estudos em camundongos. Na primeira fase, já apresentou bons resultados nesses testes, agora irá para a próxima fase, a aplicação em humanos. A equipe criou a proteína Spike (uma das estruturas que compõem o vírus), e uma nanoparticula em laboratório e a aplicou em 220 pacientes convalescentes (pessoas que já tiveram a doença) para definir aspectos da resposta imune e assim melhorar sua eficácia no organismo. De acordo com o professor, Dr. Jorge Kalil, a meta é que os testes em seres humanos comecem este ano, e que esteja no mercado em um ano e meio. A vacina está sendo voltada para o SUS, e sua forma poderá ser aplicada em 4 doses (2 em cada narina) com intervalo de alguns dias. A vacina também é de fácil armazenamento, podendo permanecer em temperatura ambiente e poderá ser facilmente adaptada

Rainara Lúcia D'Ávila

2 minhá 5 dias

CoronaVac: a polêmica envolvendo a eficácia da vacina chinesa | Colunistas

Em dezembro de 2019, na cidade de Wuhan (China), o vírus SARS-CoV-2 emergiu, sendo responsável pela doença COVID-19 (COronaVIrus Disease 2019), que se propagou rapidamente pela China e, no primeiro semestre de 2020, atingiu todos os continentes, passando a ser considerada uma pandemia. De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), no dia 18 de março de 2020 já havia mais de 214 mil casos da doença no mundo. As recomendações para contingência da pandemia seguiram os protocolos da influenza, pelas semelhanças clínicas e epidemiológicas. Vários tratamentos antivirais e imunomoduladores foram ou estão sendo testados em vários estágios da doença, a fim de evitar desfechos desfavoráveis ou fatais. Mas o controle efetivo da COVID-19 e possível erradicação só virá através de uma vacina. Necessidade da vacina Achados epidemiológicos datados até 11 de fevereiro de 2020 foram usados para classificar a COVID através do Quadro de Avaliação de Gravidade Pandêmica (PSAF) para avaliação de risco (transmissibilidade e gravidade clínica). Esse classificou a COVID-19 como uma doença de grande transmissibilidade e gravidade clínica. Apesar da relevância, essas informações são modificadas conforme as ações em saúde, rotina, disponibilidade de EPIs e suprimentos, estrutura dos serviços de saúde e vigilância; sendo também importante ressaltar questões culturais, ações governamentais, logística e colaboração da população; sendo necessárias constantes reavaliações de gravidade. Segundo a Forbes, a taxa de mortalidade mundial está em torno de 2,2%. Apesar do percentual ser aparentemente baixo, 2.245.649 vidas foram perdidas diretamente pela COVID-19 até o dia 02 de fevereiro de 2021. Para que o número de mortes não seja ainda maior, a busca pela vacina se tornou uma das prioridades mundiais. Figura 1 – Número de casos e mortes por COVID-19 até 02/02/21 3:22

Gabrielle Schneid

5 minhá 5 dias
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