Doença celíaca: sintomas, diagnóstico, tratamento e mais | Colunistas

INTRODUÇÃO A doença celíaca (DC), também conhecida como espru celíaco, enteropatia por glúten ou espru não tropical é um distúrbio autoimune, caracterizado pela intolerância à ingestão de glúten, presente, por exemplo, no trigo, cevada, centeio e alimentos derivados destes. Para que a doença se expresse é necessário que haja susceptibilidade genética, presença de fatores imunológicos e ambientais, além do consumo de glúten e derivados. Esse distúrbio causa o surgimento de um processo inflamatório na parede intestinal do indivíduo podendo levar à atrofia das vilosidades intestinais. Esta por sua vez leva a distúrbios na absorção de nutrientes e outros sintomas e complicações frequentemente associados à patologia, como anemia, perda de peso, diarreia entre outras. A doença celíaca é apenas uma das diversas possíveis reações ao glúten. Ela deve ser diferenciada da alergia ao trigo e da sensibilidade ao glúten, patologias semelhantes e igualmente mediadas por células imunes. FISIOPATOLOGIA E ETIOPATOGÊNESE O glúten: O glúten possui duas frações principais: prolaminas e gluteninas. As prolaminas que estão presentes no trigo (chamadas de gliadina), no centeio (secalinas), na cevada (hordeínas) e na aveia (aveninas) são as que possuem potencial de causar uma reação imune nos portadores da DC. As prolaminas do arroz (alanina) e do milho (leucina) não demonstram toxicidade para os portadores da doença. Fatores imunológicos: O indivíduo ao ter predisposição ao desenvolvimento da patologia e ser exposto à proteína hidrossolúvel gliadina, passa a desenvolver uma resposta imunológica inespecífica. Nesta há o surgimento de células T inespecíficas que reconhecem as células induzidas por estresse e ocasiona achatamento das mucosas, sobretudo na parte proximal do intestino delgado. Nas criptas há um aumento de Linfócitos intraepiteliais (principalmente LTCD4+ e

Felipe Vanderley Nogueira

4 min185 days ago

Qual a diferença entre tuberculose e aspergilose? | Ligas

O que é tuberculose? Micobactérias são pequenos bacilos aeróbios de crescimento lento. Elas se distinguem por uma complexa célula envelopada rica em lipídio, responsável por sua característica “álcool-ácido resistente” (i. e., resistente à pigmentação por ácido após ser corada com carbofucsina) e sua resistência relativa à coloração de Gram. A infecção por micobactéria mais comum é a tuberculose; outras são a hanseníase e várias infecções micobacterianas que lembram tuberculose, como aquelas causadas pelo complexo Mycobacterium avium. O que é aspergilose? Aspergilose é uma infecção oportunista causada por esporos inalados do fungo Aspergillus, comumente presente no ambiente; os esporos germinam e se transformam em hifas. que entram nos vasos sanguíneos e, com doença invasiva, causam necrose hemorrágica e infarto. Diferenciando os sintomas Os sintomas das duas doenças se confundem: tosse persistente, com catarro ou não, com sangue ou não; história previa de doença pulmonar; falta de ar; baixa imunidade; e, no caso da arpergilose pulmonar, observa-se no exame de raio-x do paciente lesões com características específicas de bola fúngica, além de haver um número considerável de co-morbidade diabetes e aspergilose pulmonar. Sintomas da tuberculose Pode ser assintomática, exceto “não se sentir bem” junto com anorexia, fadiga e perda de peso, que se desenvolvem gradualmente ao longo de várias semanas, tosse é muito comum, hemoptise, febre baixa, suores noturnos e dispneia. Sintomas da aspergilose Costuma causar tosse, frequentemente com hemoptise, dor torácica pleurítica e respiração ofegante. Se não tratada, a aspergilose pulmonar invasiva pode levar à insuficiência respiratória rapidamente progressiva e, essencialmente, fatal. Tratamentos Tuberculose Na maior parte dos casos são utilizados dois

LAIMIN FMUMC

1 min232 days ago

Gratuito: 40 Casos Clínicos de Medicina | Revista SanarMed

A revista 40 Casos Clínicos Resumidos foi desenvolvido pela comunidade de ligas acadêmicas da Sanar, que já conta atualmente com mais de 30 ligas parceiras de todo o Brasil e já impactaram mais de 200 mil pessoas esse ano. Essa ferramenta foi pensada para ser uma ferramenta para que você coloque em prática os conhecimentos adquiridos na teoria, além de desenvolver o raciocínio clínico e a capacidade de fazer diagnóstico diferencial para rever temas das diversas áreas da medicina. Para isso, os casos são apresentados de forma mais direta e com três tópicos de discussão para que o leitor possa ter um panorama rápido sobre o caso apresentado. Aproveitem esse presente entregue pelas ligas parceiras da Sanar para a comunidade médica. QUERO BAIXAR AGORA! Confira um trecho do primeiro caso clínico abaixo: APRESENTAÇÃO DO CASO CLÍNICO Paciente do sexo masculino, 62 anos, pardo, aposentado, hipertenso controlado, obeso, ex-tabagista (50 anos/maço), apresentou dispneia progressiva há dez meses e síncope há 1 mês. O quadro de dispneia iniciou-se aos moderados esforços, evoluindo com piora nos últimos três meses, impossibilitando a realização de atividades rotineiras como tomar banho, pentear os cabelos e se vestir, associado a edema de membros inferiores (2+/4+), fraqueza, palidez e dor em região costal. Além disso, foi diagnosticado recentemente com síndrome do túnel do carpo e apresenta “dor cansada” em região lombar e membros inferiores, fazendo uso de analgésicos comuns quando necessário, porém atribui este sintoma à idade avançada. Exame físico: Lúcido e orientado no tempo e no espaço, hipocorado, ausculta cardíaca com bulhas hipofonéticas, ausculta respiratória com murmúrio vesicular diminuído

Comunidade Sanarmed

1 min281 days ago

DESAFIO – “Desregulações ordenadas” | LIGAS

Autora: Alexia Maia Costa Batista A.N.T., sexo masculino, 25 anos, admitido na emergência com queimadura decorrente da explosão de fogos de artifícios em local aberto. Apresenta 50% da superfície corporal queimada, com lesões de 2° e 3° grau, acometendo região de face, tórax, abdome, membros superiores e inferiores. Encontra-se em REG; LOTE; pele fria com perfusão diminuía nas extremidades; FC: 106 bpm; TA: 100×80 mmHg; FR: 18 ipm; SatO2 98% em ar ambiente; GCS: 15. Foi realizada intubação orotraqueal e reposição volêmica imediata, e posteriormente desbridamento cirúrgico das feridas. Questões para orientação da discussão: O paciente se encontra na fase “Ebb” ou fase “Flow”? Como se caracterizam essas fases?Como se apresentam os principais hormônios participantes das respostas endócrinas no período pós-traumático/pós-operatório? Continue praticando por Casos Clínicos. Conheça nossos livros. Gabarito: Esse paciente se encontra na fase inicial ou fase “Ebb”, a qual ocorre imediatamente após a agressão, possuindo duração de 2-3 dias. Ela se caracteriza por uma instabilidade hemodinâmica, onde o paciente se apresenta em um estado de hipovolemia, hipotensão, com diminuição do fluxo sanguíneo, aumento da resistência vascular sistêmica, associados a um aumento de catecolaminas, glicocorticoides e mineralocorticoides circulantes, bem como um aumento de glucagon, diminuição da insulina, gerando um esgotamento de glicogênio hepático e hiperglicemia. Além disso, também ocorre aumento do consumo de oxigênio e distúrbios no transporte de oxigênio para as células. Posteriormente à essa fase, institui-se a fase tardia ou fase “Flow” ou fase hiperdinâmica da resposta à agressão, que se evidencia por um estado de hipermetabolismo, com retenção de fluidos, aumento da permeabilidade vascular, diminuição

Caso Clínico | Resposta Endócrina, Metabólica e Imunológica ao Trauma (REMIT)

1. História Clínica J.H.C., 44 anos, sexo feminino, natural e procedente de Feira de Santana-BA, encontra-se na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital LBCC para recuperação pós-operatória de uma histerectomia abdominal total, realizada há 12 horas. A paciente possui o diagnóstico de Hipertensão Arterial Sistêmica há 05 anos e Diabetes Melitus tipo 2 há 10 anos, em uso regular de captopril e metformina. A cirurgia foi de caráter eletivo e teve como indicação a ocorrência de hemorragias frequentes e refratárias devido a miomas uterinos. A mesma relata que há 03 anos vem apresentando ciclos menstruais irregulares, associados a menorragia e dor em hipogástrio. Após o diagnóstico de leiomiomas uterinos, iniciou o uso contínuo de Anticoncepcional oral e Ácido Tranexâmico. Contudo, a paciente apresentou uma piora do quadro há 02 meses, relatando dispareunia e sangramento vaginal anormal, sendo encaminhada pelo seu ginecologista para tratamento cirúrgico. Quer continuar praticando por Casos Clínicos?! Confira nossos livros. 2. Exame físico Geral: Paciente em regular estado geral, lúcida e orientada no tempo e no espaço, emagrecida, mucosas normocrômicas (++/IV), escleras anictéricas e afebril.Dados vitais: PR = 125bpm, FR = 23ipm, Tax = 36,3°C, TA = 95x60mmHg. Pele e fâneros: pele fria. Aparelho respiratório: tórax em formato normal, simétrico, sem regiões de hipersensibilidade, com expansibilidade e frêmito toracovocal preservados bilateralmente. À percussão, som claro pulmonar. Murmúrio vesicular bem distribuído, sem ruídos adventícios. Aparelho cardiovascular: precórdio calmo, ausência de impulsões visíveis. Ictus cordis palpável no 5° EIC, na linha hemiclavicular esquerda. Bulhas taquicárdicas e normofonéticas em dois tempos. Ausência de sopros. Abdome: à inspeção, abdome plano, cicatriz umbilical intrusa, ausência de lesões cutâneas, circulação colateral ou herniações. Presença de cicatriz com aproximadamente 10cm em região hipogástrica, tipo Pfannenstiel, associada
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