Casos Clínicos: Trombose Venosa Profunda | Ligas

Área: Clínica Médica/Angiologia Autores: Amanda Gomes de Oliveira e José Elmano Silva Revisor: Ulysses Fontenele Alexandrino Orientador: Geison Vasconcelos Lira Liga: Núcleo de Desenvolvimento Médico de Sobral – NUDEMES Introdução A trombose venosa profunda (TVP) é a terceira doença vascular mais incidente no mundo, a qual decorre da obstrução, parcial ou completa, de uma veia profunda por um trombo, normalmente, os vasos mais acometidos são dos membros inferiores. Estima-se que 90% dos casos ocorram nos membros inferiores; além disso, cerca de 50% dos casos são assintomáticos, sendo descobertos apenas depois de terem sido embolizados para os pulmões. A hipercoagulabilidade, a estase venosa e a lesão endotelial – Tríade de Virchow – são elementos diretamente associados à formação dos trombos, portanto, são fatores de risco para a TVP. Identificação do paciente e história clínica B.S.A, 44 anos, sexo feminino, brasileira, heterossexual, negra, ateia. É natural de Juazeiro do Norte-CE, mas atualmente reside em Sobral-CE, ocupa o cargo de Diretora de Marketing da Grendene. A paciente procurou o serviço médico, relatando inchaço, dor e vermelhidão na perna direita alguns dias após uma viagem de ônibus de Juazeiro a Sobral. O médico plantonista percebeu o aumento da rigidez da musculatura da panturrilha direita e a manifestação de dor quando realizada a dorsiflexão do pé. Queixa principal Membro inferior direito apresentava edema, eritema e calor nos últimos cinco dias, além de dor na panturrilha durante a dorsiflexão do pé ipsilateral há dois dias. História da doença Atual (HDA) Há seis dias, a paciente viajou de Juazeiro do Norte para Sobral de ônibus, trajeto

Nervo Vago: o que é, anatomia e principais funções | Colunistas

O que é? O nervo vago é o décimo par craniano (NC X) e é assim denominado pelo fato de originar-se no encéfalo, mais precisamente no bulbo, e emitir um nervo direito e um nervo esquerdo. Além disso, o termo vago vem do latim vagari, que significa “errante”, e recebe esse nome devido à extensão e distribuição do nervo pelo corpo humano. É considerado um nervo misto – isto é, possui neurônios sensitivos e motores em uma quantidade aproximadamente igual e conduzem impulsos ao sistema nervoso central (SNC) e procedentes dele – e é também o principal componente do sistema nervoso autônomo parassimpático. Anatomia O nervo vago é o mais extenso do corpo humano, origina-se no tronco encefálico, na região do bulbo, e é o 10º par craniano. O trígono do vago, que corresponde ao núcleo dorsal do nervo vago, está localizado no quarto ventrículo. Este nervo emerge do bulbo através do sulco pós-olivar e do crânio através do forame magno. Percorre o pescoço, tórax e abdome, originando o nervo laringo recorrente, ramo auricular, laringo interno, plexo cardíaco, plexo pulmonar e o plexo esofágico. Além disso, dá origem a nervos do duodeno, de outras vísceras abdominais e à inervação parassimpática do estômago, sendo esta realizada pelos troncos vagais anterior, originados do nervo vago esquerdo e posterior, e do nervo vago direito. A nível cervical, o nervo vago passa paralelamente ao nervo acessório (NC XI) e ao nervo frênico. O NC X compõe o trígono carótico, estando contido na bainha carotídea, fáscia que vai da base do crânio até a raiz do pescoço, e passa posteromedial à

Natália Haddad

3 min35 days ago

Como estimular o nervo vago para o bem-estar integral | Colunistas

1. O que é o nervo vago Definição O nervo vago corresponde ao 10º par de nervos cranianos. Seu nome vem do latim e significa “o nervo que vagueia”, representando o longo percurso que ele apresenta no corpo. Constitui um nervo misto, isto é, apresenta fibras tanto aferentes (sensitivas) quanto eferentes (motoras e parassimpáticas); é essencialmente visceral e é o maior de todos os nervos cranianos. Anatomia O nervo vago tem sua origem no bulbo Alisson Vasconcelos dos Anjos em SlideShare (MODIFICADA) precisamente no sulco lateral posterior do bulbo. Neste local, filamentos radiculares se unem para a formação deste nervo, que então seguirá um longo percurso https://thumbor.kenhub.com/-ST-RGeg6RiD1W39lsu9vbRx-ro=/fit-in/800×1600/filters:watermark(/images/logo_url.png,-10,-10,0):background_color(FFFFFF):format(jpeg)/images/library/10417/Nervo_vago.png Este, por sua vez, emerge do crânio através do forame jugular, passa pelo pescoço, pelo tórax, e termina no abdome. Ele desce no pescoço dentro da bainha carotídea, junto com a veia jugular interna e com as artérias carótidas interna e comum. O nervo vago direito passa por trás do pulmão direito e forma o tronco vagal posterior ao entrar no abdome, enquanto o nervo vago esquerdo passa pelo lado esquerdo do arco aórtico e forma o tronco vagal anterior ao entrar no abdome IStockphoto (MODIFICADA) A descrição exata desse percurso depende dos componentes funcionais deste nervo. Ou seja, o componente eferente somático apresenta um percurso, o componente eferente parassimpático apresenta outro percurso, e o componente aferente outro. Portanto, os locais exatos pelos quais o nervo passa estão intimamente relacionados com a sua função, logo, serão descritos na sessão a seguir.

Danielle Camargo

11 min36 days ago

Nervo vago: causador do estresse ou a grande solução para ele? | Colunistas

1. Afinal, o que é o estresse? Antes de falar sobre a relação do nervo vago com esse fenômeno é importante que você entenda o que ele é, o porquê e como acontece. Ao perceber uma ameaça à sua segurança, ou seja, em uma situação de tensão, eventos mentais são desencadeados e isso é o elemento central relacionado ao estresse. Esses processos neurológicos complexos levam a ajustes adaptativos comandados pelo sistema nervoso autônomo, o qual é subdividido em duas categorias: sistema simpático e o sistema parassimpático. Em geral, eles atuam de forma antagônica, mas não independente, colaborando e trabalhando harmonicamente na coordenação da atividade visceral. De forma simplificada, o sistema simpático utiliza energia para atividades súbitas e o sistema parassimpático contribui mais para restabelecer as reservas. Dessa forma, a reação à incerteza ou ao perigo é um estado simpático-excitatório, conhecido como “lutar ou fugir”, que resulta em um incremento previsível da frequência cardíaca, por exemplo. Já o descanso, de forma geral, representa um fenômeno parassimpático-inibitório, que tem como resultado uma redução da frequência cardíaca. Há ainda uma rede autonômica central, contendo áreas no córtex e no subcórtex, através das quais o cérebro controla as funções visceromotoras e o comportamento direcionado aos seus objetivos. Dentre elas, tem-se o córtex pré-frontal, o núcleo central da amígdala, o núcleo do trato solitário e o núcleo ambíguo, todos reciprocamente interconectados (RIVAROLA e SCANAVACCA, 2019). IMAGEM 1 – Encéfalo e tronco encefálico – Estruturas envolvidas no mecanismo do estresse. Com isso, após você avaliar uma ameaça em potencial, uma reação

Thaíssa Paschôa

6 min37 days ago

Nervo Vago: anatomia e funções | Colunistas

Imagine que você tenha acabado de saborear deliciosos pratos em um almoço em família e que agora decidiu descansar. Você se sente completamente em repouso que quase cai num sono. Fonte: Getty Images Apesar de não perceber, nesse momento uma importante divisão do sistema nervoso está trabalhando incansavelmente, o sistema nervoso parassimpático. Ele diminui os batimentos cardíacos, regula a respiração e lhe prepara para o processo de digestão. Nesse meio, uma indispensável estrutura medeia e permite com que essas respostas se deem de maneira adequada, que é o nervo vago. 1. Anatomia Nervo Vago e seus ramosFonte: Kenhub O nervo vago, o maior dos nervos cranianos, é misto, isto é, apresenta componentes tanto sensitivos quanto motores, sendo essencialmente visceral. Seu nome provém do latim e significa vagar, simbolizando a amplitude de distribuição desse nervo no corpo. Anteriormente, foi chamado de nervo pneumogástrico. Ele emerge do sulco lateral posterior do bulbo, sob a forma de filamentos radiculares, e sai do crânio pelo forame jugular, passa pelo pescoço, tórax, até chegar ao abdome. O nervo possui dois gânglios sensitivos: o superior ou jugular, ao nível do forame jugular; e o inferior ou nodoso, situado logo abaixo desse forame. Devido a sua grande distribuição pelo corpo, ele possui 10 ramos: meníngeo, auricular, faríngeo, laríngeo, cardíaco, pulmonar, esofágico, gástrico, celíaco e hepático. Componentes funcionais do Nervo Vago: Fibras aferentes viscerais gerais: muito numerosas, conduzem impulsos originados na faringe, laringe, traqueia, esôfago, vísceras do tórax e abdome;Fibras eferentes viscerais gerais: responsáveis pela inervação parassimpática das vísceras torácicas e abdominais;Fibras

Fábio Amaral

10 min38 days ago

Nervo Vago: o que é, anatomia e principais funções | Colunistas

O que é? Para que você compreenda o que é o nervo vago, precisamos começar pelo nível mais básico: a explicação do seu nome. Os nervos são estruturas de condução do sistema nervoso periférico compostas por um conjunto de axônios neuronais. Já o termo vago se origina da palavra em latim vagari que significa errante, adjetivando o nervo devido à sua vasta distribuição. É pelo nervo vago (X par de nervo craniano) e pelos pares de nervos III, VII e IX que as fibras do sistema nervoso parassimpático deixam o sistema nervoso central. No entanto, o nervo vago compõe a maior parte das fibras do sistema nervoso parassimpático (75%). O X nervo craniano é classificado como misto, devido ao fato de possuir um componente motor e outro sensitivo. Ele também é predominantemente visceral, inervando predominantemente músculos lisos, músculos cardíacos e glândulas. (GUYTON, 2017; MACHADO; HAERTEL, 2014; MOORE; DALLEY; AGUR, 2014) Anatomia do Nervo Vago A origem aparente encefálica do X nervo craniano é no sulco lateral posterior do bulbo, caudalmente ao IX nervo, enquanto sua origem aparente craniana é no forame jugular. Durante seu trajeto, ele passa pelo pescoço, tórax e abdome, inervando diversas vísceras como coração, estômago e parte do cólon. O nervo vago possui dois gânglios (aglomerados de corpos celulares fora do sistema nervoso central) sensitivos: um deles é chamado de gânglio superior e o outro gânglio inferior. Ao sair do crânio pelo forame jugular, o nervo continua inferiormente na bainha carótica até a raiz do pescoço, emitindo, nesse percurso, ramos para o palato, faringe e laringe.

Breno Nóbrega

3 min40 days ago

Tumores cerebrais: uma revisão | Colunistas

Tumores cerebrais são comuns na população geral e sua prevalência tem aumentado devido não somente aos avanços no diagnóstico, como também no manejo e sobrevida dos pacientes com esses tumores. Para o Brasil, estimam-se 5.870 casos novos de câncer do sistema nervoso central (cérebro principalmente) em homens e 5.220 em mulheres, para cada ano do triênio 2020-2022. Diante deste cenário, ressalta-se o papel vital dos profissionais da saúde no diagnóstico adequado dos tumores cerebrais e na complexa coordenação do cuidado do paciente. Definição e classificação quanto à origem Tumores cerebrais constituem massas de células anormais, neoplásicas ou não, compreendidas dentro do crânio. Independentemente do sítio primário do qual as células tumorais no cérebro advenham, todos os tumores cerebrais são potencialmente fatais (figura 1). Considerando ainda que o cérebro está confinado ao crânio, não há possibilidade de expansão à medida que a massa tumoral cresce. Por conseguinte, o tumor pode comprimir e deslocar o cérebro, podendo causar edema do tecido e bloqueio da dinâmica do líquido cefalorraquidiano com consequente aumento da pressão intracraniana e herniação do tecido cerebral. Tumores cerebrais primários tem sua origem no cérebro e costumam não metastizar para outras partes do corpo. Esses tumores podem ser benignos ou malignos. Os tumores primários benignos são indolentes com margens bem definidas que raramente se disseminam. Ainda que as células deste tumor não sejam malignas, elas podem configurar um risco de vida a depender da localização, acometendo uma área vital do cérebro. Os tumores primários malignos crescem rapidamente sem regularidade de margem, acometendo regiões cerebrais próximas. Tumores cerebrais secundários, referidos também como metástases intracranianas, têm sua origem em outra localização do corpo. Os tumores primários que comumente originam metástases cerebrais são

Marina Baeta

6 min115 days ago

Resumo: O que você precisa saber sobre o Acidente Vascular Encefálico Isquêmico? | Ligas

1. Introdução O Acidente Vascular Encefálico Isquêmico (AVEi) caracteriza-se como episódio de disfunção neurológica decorrente de isquemia focal cerebral ou retiniana, com sintomas que duram mais do que 24 horas e com lesão em exames de imagem, como Tomografia Computadorizada (TC) ou Ressonância Magnética de Crânio. A persistência dos sinais clínicos e a presença de alterações nos exames de imagem é que definem o AVEI. Sendo um conceito de grande impacto na prática clínica atual, pela possibilidade do uso de trombolítico no AVEI agudo e pelo fato de os resultados desse tratamento estarem diretamente relacionados à precocidade de administração. Há diversas escalas para a suspeita clínica do AVE (escalas de triagem), como a Escala FAST (Face, Arms, Speech, Time), Escala de Cincinnati, Los Angeles Prehospital Stroke Screen (LAPSS) e, mais recentemente, a escala Recognition of Stroke in Emergency Room (ROSIER). 2. Etiologia e investigação O AVEi ocorre devido à redução do fluxo sanguíneo para determinada área do encéfalo, gerando, consequentemente, isquemia com necrose e perda de tecido cerebral. A redução do fluxo sanguíneo pode acontecer por redução global de sangue ao encéfalo ou por obstrução de uma artéria cerebral devido a um êmbolo (arterioarterial ou cardíaco), uma trombose arterial ou uma inflamação nos vasos (vasculite). Diante disso, o AVEi pode ser causado por diversos mecanismos, sendo os principais relatados na escala de classificação etiológica de TOAST (Trial of Org 10172 in Acute Stroke Treatment). Classificação de TOAST: Aterosclerose de grandes artérias: estenose de vasos intra ou extracranianos com estenose maior que 50%;Oclusão de pequenas artérias (lacunas): síndrome lacunares (não existe comprometimento cortical) com lesões de até 1,5 cm de diâmetro em

Morte encefálica: O que você sabe sobre a nova resolução? | Colunistas

Qual sua opinião sobre morte? Tenho certeza que não será a mesma que a minha ou que alguma outra pessoa que esteja lendo, afinal, ela sempre foi vista de diferentes maneiras pelos indivíduos, seja por questões culturais, religiosas, políticas ou sociais. Dessa forma, a fim de se padronizar o seu diagnóstico no âmbito médico, o Conselho Federal de Medicina (CFM) criou um protocolo que buscava justamente isto, critérios que fossem 100% específicos em todo o país. Com o avanço das práticas médicas, em 2017 o protocolo até então vigente (1.480/97) abriu espaço para uma nova Resolução (2.173/17). Você já ouviu falar sobre ela? É sobre isso que abordaremos a seguir. O que é morte encefálica? Segundo o CFM, a morte encefálica consiste em todos os pacientes que apresentem coma não perceptivo, ausência de reatividade supraespinhal e apneia persistente, além de possuírem todos os seguintes pré-requisitos: Presença de lesão encefálica de causa conhecida, irreversível e capaz de causar morte encefálica; Ausência de fatores tratáveis que possam confundir o diagnóstico de morte encefálica, como:Distúrbio hidroeletrolítico, ácido-básico/endócrino e intoxicação exógena graves Hipotermia (temperatura retal, vesical ou esofagiana inferior a 35°C)Fármacos com ação depressora do Sistema Nervoso Central (FDSNC) e bloqueadores neuromusculares (BNM) Tratamento e observação em hospital pelo período mínimo de seis horas. Lembrando que quando a causa primária do quadro for encefalopatia hipóxico-isquêmica, esse período de tratamento e observação deverá ser de, no mínimo, 24 horas; Ausência de fatores confundidores, ou seja, que podem mimetizar um quadro de morte encefálica, assim, o paciente deverá possuir:Temperatura corporal (esofagiana, vesical ou retal) superior a 35°C;Saturação arterial de oxigênio acima de 94%;Pressão arterial sistólica maior ou igual a 100 mmHg ou pressão arterial média maior ou igual a 65mmHg para adultos.

Milena Aquino

3 min178 days ago
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