Atraso no desenvolvimento infantil | Colunistas

É cada vez mais comum a preocupação de mães com o desenvolvimento dos seus filhos. O excesso de bebês e crianças “prodígios” visto hoje, em especial nas redes sociais, parece trazer à tona angústias que antes não eram tão evidentes. De fato, seja porque o bebê da vizinha é mais novo e já come sozinho, seja porque a avó afirma que a criança já devia estar andando sem apoio, quase todos os dias os pediatras recebem a seguinte pergunta no consultório:  “Doutor, será que meu filho é normal?”. Em verdade, essas preocupações são extremamente válidas, e é imprescindível ao médico sempre acolher a angústia da mãe e avaliar corretamente a criança para notar possíveis alterações o mais precoce possível. Mas como definir se o desenvolvimento infantil está dentro da margem considerada normal ou se realmente há um atraso? 1.  Definição: Primeiramente, é preciso entender que desenvolvimento, de acordo com Marcondes et al., significa o aumento da capacidade do indivíduo em realizar funções cada vez mais complexas. Esse desenvolvimento neuropsicomotor é, em geral, dividido entre os campos motor, cognitivo, social e linguístico. Para a avaliação desses quesitos, existem os chamados marcos da infância, que demonstram a faixa etária esperada para que a criança apresente evoluções, como sentar sem apoio, balbuciar as primeiras palavras ou andar sozinha. Ressalta-se que esses marcos não são escalas rígidas, e sim apenas parâmetros de comparação nos quais, eventualmente, podem ser vistas leves alterações em algumas crianças. Entretanto, em casos de múltiplas variações e/ou de variações mais exageradas, deve-se reconhecer um atraso no desenvolvimento e investigar a sua causa. O chamado atraso de desenvolvimento pode ser de caráter transitório ou duradouro e pode ocorrer devido a fatores genéticos, pré-natais,

Beatriz Fonteles

5 minhá 105 dias

Sinal de Babinski, o que é? | Colunistas

1.     O paciente neurológico Sempre que nos deparamos com um paciente neurológico na rotina diária de hospital e ambulatório, já nos preparamos para um possível caso complexo, que exige uma atenção e um cuidado especial. Isso ocorre porque grande parte das patologias que acometem o sistema nervoso são graves e causam, se não o óbito, inúmeras sequelas para os indivíduos que as possuem. Além disso, devido à diversidade de sinais que esses pacientes apresentam e considerando a vasta gama de doenças nervosas, é muito importante que seja feita uma avaliação minuciosa desse paciente. Atualmente, por mais que a medicina seja marcada pela tecnologia de ponta com exames altamente sensíveis e específicos, nos casos de doenças neurológicas, a anamnese e o exame físico acurados são a chave para o diagnóstico bem conduzido. No entanto, mesmo que essa avaliação pareça simples, já que demanda poucos recursos tecnológicos, a complexidade desses quadros exige um exame físico longo com vários itens a serem avaliados, como marcha, equilíbrio, força e tônus muscular, integridade dos nervos cranianos, coordenação, sensibilidade e reflexos. 2.     Reflexos Por definição, os reflexos são respostas automáticas do organismo a alguns estímulos sensoriais. Quem não conhece a história do médico que bate um martelo no joelho de seu paciente fazendo sua perna dar um “chute” sozinha, sem a vontade do examinado.  Isso acontece devido ao arco reflexo, que ocorre quando o estímulo externo, no caso, a martelada, sensibiliza fibras aferentes que levarão essa informação até a medula nervosa, onde haverá uma conexão com outra fibra, a motora, que enviará o estímulo até a musculatura da coxa, fazendo-a contrair, efetuando o movimento de chute. Como essa informação não passa pelo cérebro, ela é automática e independente da nossa

Lucas Diniz

5 minhá 181 dias

A importância do desenvolvimento motor na primeira infância | Colunistas

O desenvolvimento motor é o processo de mudança na motricidade que ocorre ao longo de toda a vida e depende tanto da maturação do sistema nervoso central como do crescimento físico, ambos influenciados pelos primeiros estímulos que um indivíduo recebe quando criança. Em função disso, a primeira infância (fase que compreende desde o nascimento até os cinco anos) é um relevante período da vida por ser o princípio da exploração com o meio em que a criança está inserida e quando há grande plasticidade neuronal, isto é, alta adaptabilidade cerebral. Essa plasticidade é o que permite o aprendizado de novas habilidades, como engatinhar, andar, falar e arremessar objetos, que são componentes dos marcos do desenvolvimento infantil – que serão estudados mais à frente. Além disso, como o desenvolvimento neuropsicossocial durante a primeira infância é um dos alicerces que afetam o crescimento saudável do indivíduo até a vida adulta, você deve estar atento aos fatores de risco que dificultam esse crescimento, bem como aos possíveis sinais de alerta de atraso motor e compreender as maneiras de estimular as crianças, de modo que elas se mantenham capazes de realizar atividades progressivamente mais complexas. Neuroplasticidade na infância A adaptação do sistema nervoso (tanto a níveis funcionais quanto estruturais) ocorre devido à alta sinaptogênese e à grande regulação da população neuronal que se dão nos primeiros anos de vida e, por isso, essa fase é chamada de período crítico. Isso significa que, apesar da neuroplasticidade estar presente ao longo de toda a vida (o que permite o aprendizado de novas habilidade em qualquer idade), esta será maior na infância se houver ainda mais exposição a um ambiente

Bianca Leite

4 minhá 198 dias

O progresso do desenvolvimento motor infantil | Colunistas

Uma criança saudável apresenta mais do que um sistema imune bem equipado, a linhagem motora também deve ser levada em consideração na fisiologia infantil. O sistema motor, por sua vez, tem uma grande responsabilidade para o exercício de habilidades como engatinhar, manter-se me pé e correr. A vida extrauterina é desafiadora e requer muita energia da criança e preparação de seus cuidadores, cada estágio é motivo de celebração e deve ser administrado com cautela. A maturação do sistema motor infantil é um processo dinâmico e tem sentido cefalopodálico e mediolateral. Mesmo com os diferentes modelos fenotípicos, de forma geral, o desenvolvimento motor segue um roteiro cronológico de fases. Ao decorrer dos anos, são observadas mudanças nas habilidades locomotoras, manipulativas e estabilizadoras. Aos três meses a criança é capaz de controlar a cabeça e nesse período o médico consegue avaliar o desenvolvimento geral dela com a avalição de preensão. São examinados o uso de músculos extrínsecos e intrínsecos das mãos juntamente com suas articulações que definem a força muscular e habilidade dos dedos mínimos e mais tarde dos polegares e indicadores no movimento de pinça. Aos seis meses há a percepção da coluna vertebral e nessa idade a criança consegue ficar sentada independentemente. A musculatura oral é melhor trabalhada nessa idade com o balbuciar de consoantes agregadas às vogais, construindo um vocabulário de dez a vinte palavras. Já em relação à memorização, o objeto só existe para a criança se estiver em seu campo de visão e deixa de existir se for retirado daquele espaço. Aos doze meses os passos se tornam mais efetivos e a criança consegue manter-se em pé para caminhar. Administra melhor a memorização de objetos que já não estão em seu campo de

Ester Abreu

3 minhá 208 dias

Síndrome de Down e Alzheimer: uma relação intrínseca? | Colunistas

O que é a Síndrome de Down? Síndrome de Down (SD) é um distúrbio genético congênito também denominada trissomia do cromossomo 21 por ter como característica principal três cópias do cromossomo 21 em todas as células.  Dessa forma, esse desvio genético causa diversas alterações físicas e intelectuais no indivíduo. Confira, a seguir, as principais alterações causadas pela SD, retiradas do site do médico Drauzio Varella: Olhos oblíquos;Rosto arredondado;Orelhas pequenas;Hipotonia (diminuição do tônus muscular):Diminuição do tônus muscular;No bebê, a hipotonia faz com que ele seja menos rígido, contribuindo para dificuldades motoras, de mastigação e deglutição, atraso na articulação da fala e, em 50% dos casos, problemas do coração.Língua aumentada:Quando associada com a hipotonia, faz com que o bebê fique com a boca aberta.Mão menores, com dedos mais curtos e prega palmar única (na metade dos casos);Excesso de pele na parte de trás do pescoço;Estatura geral mais baixa;Comprometimento intelectual. O que é a doença de Alzheimer? A doença de Alzheimer (DA) é um transtorno neurodegenerativo progressivo que compromete a cognição e a memória, limitando a realização de tarefas diárias e provocando alterações comportamentais. O mecanismo patológico se dá através do acúmulo de placas de proteína beta-amiloide no cérebro e, por ser uma molécula tóxica, causa degeneração neuronal. Além disso, é uma doença relacionada à idade, uma vez que o processo de envelhecimento compromete o funcionamento de mecanismos homeostáticos do cérebro. Quais os estágios da doença de Alzheimer? Estágio 1 (inicial): alterações na memória, na personalidade e nas habilidades visuais e espaciais.Estágio 2 (moderada): dificuldade para falar, realizar tarefas simples e coordenar movimentos, apresentando, também, agitação e insônia.Estágio 3 (grave): resistência à execução de tarefas diárias, além da incontinência urinária e fecal.

Brendha Pontes

5 minhá 208 dias

Síndrome de Down e doença de Alzheimer: Qual a relação? | Colunistas

A doença de Alzheimer é descrita frequentemente em pacientes portadores de síndrome de Down, acreditando-se que a cromossomopatia gerada pela trissomia do cromossomo 21 esteja relacionada à gênese dessa relação. Tendo isso em vista, este artigo busca explicar a correlação entre as duas condições, elucidar aspectos diagnósticos e como deve ser realizado o acompanhamento destes pacientes segundo as diretrizes do Ministério da Saúde. Síndrome de Down A síndrome de Down, também conhecida como trissomia do cromossomo 21, se trata de uma alteração genética caracterizada por um erro na divisão celular embrionária. É considerada como uma das principais causas de déficit intelectual na população geral e, entre suas principais manifestações clínicas, está a presença de distúrbios neuropsicológicos, atraso na fala, hipotonia e alterações nos sistemas cardiovascular, endocrinológico, gastrointestinal, etc.  Essa alteração genética pode ser gerada a partir de três situações: (1) Não-disjunção cromossômica, em que o portador possui um cromossomo 21 extra (trissomia) em suas células, (2) translocação genética, em que parte do cromossomo 21 se liga a outro cromossomo ou (3) devido a um mosaicismo, ou seja, apenas algumas células apresentam o cromossomo 21 extra, enquanto outras possuem o número habitual de 23 pares de cromossomos. No entanto, essas três possibilidades de apresentação não necessariamente significam diferenças de apresentação da síndrome. Estudos de neuroimagem realizados em pacientes com síndrome de Down demonstram caracteristicamente uma diminuição de estruturas como o córtex frontal, tronco encefálico, sistema límbico e hipocampo quando comparados a pessoas não portadoras da condição, que é considerada a maior causa genética de déficit intelectual, estando o desempenho em testes de Coeficiente Intelectual (QI) entre 30 e 70, numa média de 50.

Felipe Vanderley Nogueira

6 minhá 250 dias
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