#AulaCoronavírus: Coronavírus e a Otorrinolaringologia | Ligas

O que é Coronavírus? Coronavírus é uma família de vírus RNA de fita simples, que podem infectar animais e seres humanos, causando doenças respiratórias, gastrointestinais, hepáticas e neurológicas.  O que significa ser um vírus de RNA? DNA e RNA são ácidos nucleicos de diferentes estruturas. Eles diferem no tipo de açúcar do DNA (Desoxirribose) e do RNA (Ribose). Além disso, as bases nitrogenadas do DNA (Adenina, Guanina, Citosina e Timina) diferem das do RNA em apenas uma (Uracila). Ou seja, o RNA é composto de Adenina, Guanina e Citosina assim como o DNA.  A imagem abaixo mostra a diferença entre o RNA e o DNA:  Fonte: https://romeo.if.usp.br/~browngon/03/RNA/diferenca.jpg?v=24y1xs5uq124jbz Qual o quadro clínico causado pelo novo Coronavírus (Sars-CoV-2)?   O quadro clínico varia de leve a grave. Pacientes leves (80% dos casos) apresentam sintomas semelhantes aos de outras doenças respiratórias, porém sem características radiográficas. Pacientes moderados apresentam febre, sintomas respiratórios e raio-X alterado. Pacientes graves podem ter dispneia, frequência respiratória maior que 30 incursoes respiratórias, saturação de oxigênio menor que 93% no ar ambiente e/ou PaO2/FiO2 menor que 300mmHg. Os pacientes críticos evoluem para insuficiência respiratória e/ou choque séptico e/ou falência de múltiplos órgãos.  Como é feito o diagnóstico?  Existem diversos métodos sendo utilizados no momento como a pesquisa do vírus por reação em cadeia de polimerase (PCR) de Swab nasal, teste rápido por fluorescência, imunocromatografia, teste de IgM/IgG, entre outros.  Qual a diferença de Coronavírus, COVID-19 e Sars-CoV-2?  Coronavírus é uma família de vírus, como explicado anteriormente. COVID-19 é o nome da doença causada pelo vírus dessa família

Resumos de faringotonsilites | Ligas

1. Introdução às faringotonsilites: O anel linfático de Waldeyer é constituído pelas tonsilas palatinas, faríngea e lingual, pelo tecido linfático peritubário e pela granulação parafaríngea. Embora não seja totalmente conhecida, a função primária das tonsilas palatinas parece ser a de um órgão linfoide periférico (produzem IgG, IgM, IgA, IgD e IgE), privilegiadamente localizadas no trajeto dos sistemas respiratório e digestivo, cuja função é coletar informações antigênicas. [1] Figura 1: anel de Waldeyer Disponível em: https://bit.ly/2RupF5z As tonsilas são revestidas pelo epitélio do local em que se encontram: a tonsila palatina é revestida pelo epitélio escamoso não queratinizado da orofaringe, enquanto a tonsila faríngea é revestida pelo epitélio pseudoestratificado ciliado do trato respiratório. É o único órgão linfoide em contato direto com o meio externo. O epitélio de suas criptas apresenta espaços que permitem a passagem de células e antígenos da luz da cripta para o interior da tonsila. [2]Por definição, faringotonsilite é todo processo inflamatório infeccioso, de origem local ou geral, das tonsilas e mucosa faríngea. Após os resfriados e as otites médias, as faringotonsilites correspondem à doença mais comum na criança, sendo uma das maiores queixas de pacientes que procuram os serviços de emergência. A dor de garganta pode ser acompanhada de febre, odinofagia e linfonodomegalia cervical, que sugerem faringotonsilite. Além da anamnese, o exame da cavidade oral irá ajudar a fazer o diagnóstico e instituir o tratamento adequado. [3] 2.Classificação das faringotonsilites Quanto ao tempo: – Agudas: relacionadas a um processo infeccioso agudo; – Recorrentes: cinco ou mais infecções em 1 ano ou quatro infecções por ano em 2 anos consecutivos;

Resumo: Influenza

Definição A influenza é uma doença respiratória febril aguda que ocorre em surtos anuais de gravidade variável e foi responsável pela pandemia de H1N1 em 2009. O vírus influenza infecta o trato respiratório e possui um espectro clínico variável podendo causar resfriados comuns, faringite, traqueobronquite e pneumonia. 2. Epidemiologia Devido a sua alta variabilidade genética e capacidade de mutação, os vírus influenza causam epidemias anuais recorrentes atingindo todas as faixas etárias e com potencial de causas complicações em idosos, crianças e gestantes. Ocorre durante todo o ano, mas é mais frequente em temperaturas mais baixas, no outono e inverno. De acordo com a OMS, estima-se que em todo o mundo, estas epidemias anuais resultem em cerca de 3 a 5 milhões de casos de doença grave e de cerca de 290.000 a 650.000 mortes. As mutações conferem ao vírus alta capacidade de causas epidemias já que a população não apresenta imunidade contra a nova cepa além da facilidade de transmissão. A replicação viral ocorre nas células do trato respiratório e, a partir daí, misturam-se às secreções respiratórias e são espalhados por pequenas partículas de aerossol geradas durante o ato de espirrar, tossir ou falar. Os vírus influenza foram responsáveis pandemias com intervalos de 10 a 50 anos. Em 1918-1919 houve a gripe espanhola, de origem aviária que provocou 50-100 milhões de mortes; a gripe de Nova Jérsei em 1976 e a gripe russa em 1977-1978. Em 2009 a infecção pela cepa influenza pandêmico (H1N1) espalhou-se em vários países, incluindo o Brasil. 3. Etiologia Os vírus influenza são partículas envelopadas de RNA de fita simples que pertencem à família Orthomyxoviridae e são divididos em três tipos (A, B e C), sendo que apenas os do tipo A e B têm relevância clínica em humanos. Os vírus influenza A apresentam

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5 min121 days ago

Resumo: tuberculose: definição, formas, diagnóstico, tratamento e mais | Ligas

“As pessoas ainda pegam Tuberculose?” O filme “Parasita”, ganhador de quatro estatuetas do Oscar 2020 aborda o desconhecimento e a crença de que a tuberculose é uma doença antiga, quando uma das personagens emite a fala que dá nome ao título do texto. Por esse motivo, escolhemos esse tema para ser abordado no momento. O que é a Tuberculose?  A Tuberculose (TB) é uma doença infecciosa crônica granulomatosa causada por bactérias do grupo das micobactérias. É importante ressaltar que existem micobactérias que podem causar tuberculose e outras que não podem. As principais causadoras são, da mais importante para a menos: Mycobacterium tuberculosis, Mycobacterium bovis e Mycobacterium africanum. É considerada a doença mais infecciosa e mortal do mundo, sendo responsável por mais de 04 mil mortes diárias no mundo todo, de acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS). O que são Micobactérias?  As micobactérias são bacilos aeróbios de crescimento lento. Possuem envelope rico em lipídios, principalmente os ácidos graxos de cadeia longa, que recebem o nome de ácidos micólicos, e isso confere a elas o nome de BAAR (Bacilos Álcool-Ácido Resistentes). Os BAAR são microorganismos acidófilos, resistentes ao descoramento por álcool e ácido. Por possuírem parede hidrofóbica, a penetração de corantes na célula é dificultada. Por esse motivo, devem ser corados pelo método de Ziehl Neelsen. Esse método funciona da seguinte forma, deve-se: cobrir a lâmina com fucsina, aquecê-la, aguardar de cinco a oito minutos, lavar com água corrente, cobrir a lâmina com álcool-ácido 3% até descorar totalmente o esfregaço, lavar com água corrente, cobrir a lâmina com azul de metileno, lavar com água corrente,

Resumo de Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC)

A Pneumonia Adquirida na Comunidade é a infecção do trato respiratório inferior causada por agentes adquiridos na comunidade ou com surgimento em até 48 horas após admissão hospitalar. Exceto pacientes que: Apresentam internação hospitalar por mais de 2 dias nos últimos 90 dias;Residem em casa de repouso;Receberam antibióticos endovenosos e/ou quimioterapia nos últimos 30 dias;Recebem tratamento em clínicas de hemodiálise. Os pacientes classificados na lista acima apresentam maior risco de infecção por germes multirresistentes, sendo classificados como pneumonia associada à assistência à saúde. Epidemiologia da pneumonia adquirida na comunidade De acordo com levantamentos da Organização Mundial da Saúde (OMS), aproximadamente 1,6 milhão de pessoas morrem todos os anos devido à pneumonia. É a principal causa de óbitos por doenças infecciosas em menores de cinco anos (920.000 ou 15% do total, em 2015), o que supera a soma dos relacionados à malária, ebola, tuberculose, zika e HIV no grupo no mesmo período. No Brasil a pneumonia foi responsável por 144.661 internações e 908 mortes de crianças da faixa etária entre janeiro e setembro de 2016, segundo dados do DATASUS. Outros grupo de risco são os idosos. Um em a cada seis episódios que requerem hospitalização e 90% de todos os óbitos por pneumonia ocorrem em maiores de 60 anos. Etiopatogenia da pneumonia adquirida na comunidade Os patógenos chegam ao trato respiratório inferior através de microaspirações ou por disseminação hematogênica. O desenvolvimento da doença indica deficiência da defesa do hospedeiro, exposição a agente altamente virulento ou inoculação excessiva do agente. Os agentes etiológicos variam de acordo com a localidade, características do paciente e gravidade da PAC. O

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5 min142 days ago

Resumos: rinite alérgica | Ligas

Definição e Epidemiologia Rinite alérgica é a inflamação da mucosa nasal provocada por contato com alérgicos, que pode resultar em sintomas crônicos ou recorrentes. Os alérgenos de maior relevância clínica são os provenientes de ácaros, animais domésticos, insetos, fungos, polens e raramente alérgenos alimentos. No Brasil a rinite alérgica é mais comum em escolares e adolescentes. Afeta 26,6% das crianças e 32,4% de adolescentes. O aumento da incidência de poluição tem grande participação inclusive em sua morbidade e a exposição crônica aos poluentes atmosféricos. Fisiopatologia            A rinite alérgica é caracterizada pela clássica reação de hipersensibilidade tipo I. Inicialmente, há exposição ao alérgeno; na sequência, a célula apresentadora de antígeno ou macrófago incorpora/processa o alérgeno e se liga ao linfócito Th2. Essa ligação acaba por ativar tal linfócito, resultando na liberação de diversas citocinas, entre elas as interleucinas IL-4, IL-6 e IL-13, as quais promovem a diferenciação do linfócito B em plasmócito, sendo este responsável pela síntese de IgE. Finalmente, há ligação do IgE na superfície do mastócito, tornando-o sensibilizado. Assim que houver novo contato com o alérgeno, ocorrerá a degranulação do mastócito, a liberação de mediadores pré-formados, como histamina, triptase e protease, e o aparecimento de prurido nasal, rinorreia, espirros e obstrução nasal. Essa fase é conhecida como fase precoce e ocorre de 10 a 30 min após a exposição ao alérgeno. Quadro clínico Os sintomas de rinite geralmente despertam na infância, mas podem ocorrer em qualquer idade. Os primeiros sintomas após o contato com o alérgeno são: prurido, espirros e rinorreia, seguidos de obstrução nasal, indicativos de liberação mastocitaria. Também podem estar presentes anosmia ou hiposmia e a perda do paladar

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3 min143 days ago

Resumos: rinossinusite aguda | Ligas

Definição e Epidemiologia Entende-se por rinossinusite a inflamação da mucosa dos seios paranasais e da cavidade nasal, cursando com pelo menos dois dos seguintes sintomas: congestão e/ou obstrução nasal, rinorreia purulenta, dor e/ou pressão na face e hiposmia ou anosmia. O termo rinossinusite surgiu como consenso mundial, já que raramente a sinusite apresenta-se isolada, sem cursar com a inflamação da mucosa nasal – rinite. A rinossinusite aguda é suspeitada quando um quadro de infecção de vias aéreas superiores persiste por mais de dez dias, durando até quatro semanas. É uma das afecções mais comuns de vias aéreas superiores, afetando um em cada sete adultos nos Estados Unidos. Sua real prevalência não é facilmente determinada pois muitos dos doentes acometidos não procuram atendimento médico. No Brasil as estatísticas são carentes. Fisiopatologia A cavidade nasal e os seios paranasais são recobertos por epitélio pseudoestratificado ciliado, glândulas seromucosas – produtoras de muco com uma camada serosa profunda, que é direcionada pelos cílios aos óstios de drenagem, e uma camada mucoide superficial, onde imunoglobulinas auxiliam na defesa contra micro-organismos – e células caliciformes. A rinossinusite é uma inflamação normalmente desencadeada por uma gripe ou resfriado comum, que acaba por afetar a mucosa com a diminuição do clearence mucociliar (mecanismo de defesa das vias aéreas que consiste em movimentos ciliares que impulsionam a camada de muco com partículas para depuração), associada a infecção bacteriana ou viral, alergia e obstrução mecânica (desvios de septo) e variações anatômicas. Presença de corpos estranhos na cavidade nasal também pode promover acúmulo de secreção e proliferação bacteriana. Em voos e mergulhos pode ocorrer barotrauma, que pode levar ao aumento de transudação e sangramento da mucosa dos seios, com

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3 min143 days ago

Resumos: otite média aguda | Ligas

Definição e Epidemiologia Entende-se por otite média aguda (OMA) a infecção aguda no ouvido médio com início rápido dos sinais e sintomas. Ocorre um episódio infeccioso em que os sintomas possuem uma duração inferior a quatro semanas. O sexo masculino tem maior tendência a desenvolver a OMA. Correspondendo a um terço das consultas e a 25 – 40% das prescrições de antibióticos orais nos Estados Unidos (EUA). Afeta primeiramente lactentes e crianças pequenas, sendo relativamente infrequente em adultos. Seu pico de incidência é entre 6 e 11 meses de idade. Cerca de 90% têm pelo menos um episódio de otite média antes de completar cinco anos de idade. Até 2 anos de idade, tanto OMA quanto Otite Média Secretora (OMS) são bilaterais em sua maioria. Após os 2 anos, a maioria dos episódios de OMA e OMS é unilateral. Fisiopatologia            Quando o paciente desenvolve um resfriado como, este leva a um processo infeccioso tanto na nasofaringe como na tuba auditiva, gerando um edema na tuba pela inflamação. Todo esse processo leva à disfunção tubária. A tuba auditiva tem as funções de equalizar a pressão com o ambiente e a drenagem de secreção. Na patologia, a pressão da orelha média fica cada vez mais negativa e isso favorece o acúmulo de secreções e consequentemente a colonização bacteriana. Dentre os fatores de risco para a OMA, os ambientais e os do hospedeiro são os mais significantes. No ambiental estão as IVAS, creche ou escola, uso de chupeta e o tabagismo passivo, neste último a fumaça e suas substâncias alteram a produção e a função mucociliar do epitélio respiratório. No do hospedeiro estão a idade, anormalidades craniofaciais, predisposição

LAOTO Liga

2 min143 days ago

Identificação da via aérea difícil: dicas para não passar aperto| Colunistas

Paciente pálido chega no pronto socorro trazido por sua filha, cianótico, taquipneico: 25ipm, com uso de musculatura acessória, movimento abdominal paradoxal e acidose grave com um Ph de 7,23.  Esse é um cenário clássico em que você precisará realizar uma via aérea definitiva. Para obtê-la é necessário insuflar um tubo endotraqueal (cuff), devidamente fixado e conectado a um sistema de ventilação, abaixo das cordas vocais. Mas e se for uma de difícil acesso, você sabe o que fazer? Uma via aérea difícil é aquela em que o profissional treinado e experiente tem dificuldade de: intubar, manter a ventilação manual sob máscara manual, ou ambos. Já a intubação difícil é quando há mais de 3 tentativas ou que demore mais de 10 minutos para ser realizada. 1. Informações iniciais Primeiramente: a intubação orotraqueal e a via aérea cirúrgica são métodos de obter uma via aérea definitiva. É indicado aos pacientes que não conseguem realizar trocas gasosas sem uma intervenção invasiva como dispneia grave; pontuação de Glasgow abaixo de 8; incapacidade de realizar trocas gasosas (hipercapnia PaCO2 > 55 mmHg; PaO2 ≤ 40 mmHg; Parada cardiorrespiratória). 1.1 Acrônimo OBESE No entanto, o procedimento é dificultado se a via aérea for difícil, mas antes de qualquer coisa você precisa saber identificá-la, para tomar as devidas precauções. Há 2 acrônimos que devem ser lembrados nesse momento. O primeiro “OBESE” foi criado a partir de um estudo cuja conclusão foi à presença de dois desses fatores tem alta probabilidade de ventilação difícil usando mascara facial. Obesidade: definida a partir de um IMC a partir de 25Kg/m2 Barba: presença de barba Elderly(idoso): pacientes

Isabela Salzedas Vilela

4 min212 days ago
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