Principais manifestações e tratamentos do Lúpus Eritematoso Sistêmico | Colunistas

O que é Lúpus Eritematoso Sistêmico? Segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia, o Lúpus Eritematoso Sistêmico (LES) é uma doença autoimune rara que age causando danos que podem ser nos órgãos internos, como rim, pulmão, coração, cérebro e articulações, ou somente na pele. Possui maior incidência em mulheres, com um pico de incidência em torno de 30 anos, embora possa acometer ambos os sexos e em qualquer faixa etária. Acredita-se que diversos fatores favoreçam o surgimento do LES, entre os quais destacam-se: os fatores genéticos, fatores ambientais (principalmente raios ultravioleta), infecções virais, substâncias químicas, hormônios sexuais e fatores emocionais. A ação conjunta desses variados fatores associa-se com a perda do controle imunorregulatório, déficit da tolerância imunológica, deficiência na remoção de imunocomplexos, advento de autoanticorpos, ativação do sistema complemento e de outros processos inflamatórios que levam à um processo de injúria celular e/ou tissular. Manifestações Clínicas O LES pode se manifestar de diferentes maneiras, a depender do órgão que está sendo afetado, o que pode retardar o seu diagnóstico em alguns casos. Observa-se na pele, frequentemente, sensibilidade ao sol nas áreas expostas, como face, colo e braços, bem como manchas avermelhadas que podem deixar até cicatrizes; pode causar queda dos cabelos em áreas com pelos; além de ser comum a presença de dor nas articulações, perda de apetite e de peso, e mal estar. Em muitos casos, o diagnóstico depende da comprovação da agressão ao órgão que foi afetado pelo Lúpus e de exames laboratoriais. O fator antinuclear (FAN) é encontrado em altos títulos em quase todos os pacientes, podendo haver positividade para marcadores mais específicos, como os autoanticorpos anti-Sm e anti-DNA

Rhyan Coelho

5 min31 days ago

Derrame Pleural: resumo completo | Colunistas

Derrame pleural é definido como acúmulo de líquido no espaço pleural. Normalmente, esse espaço está preenchido por uma fina camada de líquido que permite a facilitação dos movimentos dos pulmões. Porém, algumas situações podem levar a um desbalanço entre a produção e absorção de líquido, causando o derrame pleural. Epidemiologia Estima-se que ocorram por volta de 1.500.000 de casos de derrame pleural nos EUA por ano. No Brasil, estudos indicam que 20% a 30% dos pacientes internados por Pneumonia Adquirida na Comunidade (PAC) cursam com derrame pleural parapneumônico. Além disso, o derrame pleural neoplásico é uma complicação frequente em pacientes oncológicos. Fisiopatologia Como citado anteriormente, o líquido pleural se acumula quando ocorre um desbalanço na sua produção e absorção. Normalmente, o aumento da pressão hidrostática faz com que o líquido saia de dentro do vaso para o espaço pleural. Já a pressão coloidosmótica faz com que o líquido volte para dentro do vaso. Na prática, essas duas forças se anulam na pleura visceral, porém, na pleura parietal há saída de líquido para o espaço pleural, gerando aproximadamente 20ml em situação fisiológica. Etiologia A produção excessiva de líquido pode ser proveniente dos espaços intersticiais do pulmão, da pleura parietal ou da cavidade peritoneal. O sistema linfático é responsável por absorver até 20 vezes mais líquido do que é produzido, ou seja, problemas nesse sistema podem gerar absorção deficiente e com isso levar ao derrame pleural. As principais causas de derrame pleural são: insuficiência cardíaca;pneumonia;neoplasias (principalmente em idosos);tuberculose (geralmente é unilateral e em indivíduo jovem). Quadro clínico de derrame pleural

Barbara Andrade

3 min76 days ago

Resumo completo sobre cirrose | Ligas

Definição e Epidemiologia A cirrose é um processo caracterizado por formações de fibrose difusa e anormalidade da estrutura do parênquima, podendo ser o estágio final de qualquer doença hepática. As suas etiologias principais são infecciosa, alcoólica, autoimune, metabólica e obstrutiva (obstrução das vias biliares, por exemplo). A prevalência média está estimada em 100/100.000 habitantes, mas há imprecisão nesses dados por muitos de seus portadores estarem assintomáticos. Quer ser uma liga parceira? Clique aqui e saiba como Fisiopatologia A cirrose é caracterizada por faixas de fibrose e nódulos de regeneração que são causados pelo seguinte: As células de Kupfer, ao sofrerem injúrias por uma série de toxinas (o que inclui álcool, drogas, medicamentos), passam a secretar uma série de citocinas inflamatórias. Essas citocinas agem agora nas células de Ito as quais normalmente produzem Vit. K, mas que sob estímulo das citocinas passam a sintetizar colágeno.Há a chamada capilarização dos sinusoides, pois eles perdem suas fenestrações, o que afeta as trocas gasosas entre o sangue e os hepatócitos. Além dessa dano no sinusoide, as células estreladas tornam-se miofobriblastos, se contraindo e diminuindo o diâmetro dos sinusoides, explicando porque a cirrose pode evoluir com hipertensão portal intra-hepática. Isso causa uma desestruturação do parênquima hepático, gerando feixes de fibrose (devido à essa síntese de colágenos) além de nódulos de regeneração, pois como haverá danos aos capilares hepáticos, o sangue não consegue chegar adequadamente aos hepatócitos e eles acabam morrendo e depois se regenerando de uma forma totalmente anárquica. Ela é geralmente irreversível, principalmente em estágios mais avançados, porém quando detectada e tratada desde cedo, possa ser que haja regressão da fibrose.

Gratuito: 40 Casos Clínicos de Medicina | Revista SanarMed

A revista 40 Casos Clínicos Resumidos foi desenvolvido pela comunidade de ligas acadêmicas da Sanar, que já conta atualmente com mais de 30 ligas parceiras de todo o Brasil e já impactaram mais de 200 mil pessoas esse ano. Essa ferramenta foi pensada para ser uma ferramenta para que você coloque em prática os conhecimentos adquiridos na teoria, além de desenvolver o raciocínio clínico e a capacidade de fazer diagnóstico diferencial para rever temas das diversas áreas da medicina. Para isso, os casos são apresentados de forma mais direta e com três tópicos de discussão para que o leitor possa ter um panorama rápido sobre o caso apresentado. Aproveitem esse presente entregue pelas ligas parceiras da Sanar para a comunidade médica. QUERO BAIXAR AGORA! Confira um trecho do primeiro caso clínico abaixo: APRESENTAÇÃO DO CASO CLÍNICO Paciente do sexo masculino, 62 anos, pardo, aposentado, hipertenso controlado, obeso, ex-tabagista (50 anos/maço), apresentou dispneia progressiva há dez meses e síncope há 1 mês. O quadro de dispneia iniciou-se aos moderados esforços, evoluindo com piora nos últimos três meses, impossibilitando a realização de atividades rotineiras como tomar banho, pentear os cabelos e se vestir, associado a edema de membros inferiores (2+/4+), fraqueza, palidez e dor em região costal. Além disso, foi diagnosticado recentemente com síndrome do túnel do carpo e apresenta “dor cansada” em região lombar e membros inferiores, fazendo uso de analgésicos comuns quando necessário, porém atribui este sintoma à idade avançada. Exame físico: Lúcido e orientado no tempo e no espaço, hipocorado, ausculta cardíaca com bulhas hipofonéticas, ausculta respiratória com murmúrio vesicular diminuído

Comunidade Sanarmed

1 min255 days ago

Medicina do trabalho – 3 desafios de uma gestão ocupacional eficiente | Colunistas

A medicina do trabalho é uma área em expressiva progressão, já que a presença de um médico que atue neste setor é cada vez mais necessária segundo a legislação atual (Norma Reguladora nº 4). A medicina do trabalho se ocupa de prevenir e detectar patologias ligadas a relação do trabalhador com seu ofício e os riscos envolvidos nele, além disso, se ocupa da promoção de saúde. Devemos lembrar, porém, que as funções do médico do trabalho não se limitam apenas à prática médica, mas que este pode atuar como sujeito fundamental nas decisões estratégicas da empresa ou indústria em questão. Quando pensamos na atuação médica dessa forma, entendemos que ela se torna um ponto chave na promoção de uma gestão ocupacional eficiente. A saúde ocupacional é um conceito moderno mais relacionado a promoção de qualidade de vida dentro do ambiente laboral, bem como a prevenção de agravos, do que ao tratamento de patologias muitas vezes preveníveis. A atuação do médico na empresa pode ajudar nas suas estratégias, uma vez que o trabalhador é um colaborador do empreendimento, e efetuar ações garantindo a segurança laboral configura não só proteção para a própria empresa em relação aos custos de tratamento e possíveis processos, mas como uma ação melhoradora do desempenho desses trabalhadores no ambiente profissional. Mas de que forma podemos pensar numa atuação médica nesse sentido? Que estratégias podemos pensar para uma gestão ocupacional mais eficiente? Aqui, iremos elencar três possibilidades! 1.      Médico como participante das reuniões estratégicas Com o seu conhecimento de fisiopatologia das doenças, de ergonomia, bem como a experiência adquirida atuando na medicina do trabalho, o médico aparece como um profissional diferenciado. O olhar sensível do médico é capaz

Lara Rocha

3 min297 days ago

Patologia: residência, áreas de atuação, rotina e mais!

Os médicos patologistas são os profissionais responsáveis pelos diagnósticos. Eles geram laudos que orientam tratamentos, estabelecem prognósticos, garantem a qualidade do atendimento médico e são indispensáveis às campanhas e ações preventivas. A maioria desses especialistas também lida com pesquisa científica e docência.   O Brasil tem 3.210 patologistas titulados pelo Conselho Federal de Medicina (CFM), sendo que 54% estão na região sudeste, seguidos de 19,8% no nordeste, 13,9% no sul, 9,1% no centro-oeste e 3,1% no norte do país.  Neste artigo, vamos falar mais sobre essa especialidade. Você vai conhecer as áreas de atuação do profissional, o mercado de trabalho e a residência médica em Patologia. Confira! Áreas de atuação A anatomia patológica tem como raiz metodológica a observação macroscópica e microscópica de amostras e peças cirúrgicas. Atualmente, a área dispõe de uma série de técnicas complementares que auxiliam o diagnóstico morfológico, como imuno-histoquímica, citometria de fluxo e hibridização in situ, por exemplo. A especialidade integra, essencialmente, as seguintes áreas: macroscopia e histopatologia (biópsias e peças cirúrgicas); citopatologia; exames peri-operatórios (exames de congelação); análises morfométricas, imuno-morfológicas e moleculares, auxiliares de diagnóstico; autópsia clínica. O exame anatomopatológico mais frequente é a histopatologia com inclusão em parafina de pequenos fragmentos para confecção de um preparado histológico padrão, corado pela hematoxilina-eosina. O exame histopatológico é precedido da realização de um procedimento cirúrgico, seja por meio de uma biópsia incisional, biópsia excisional ou a retirada parcial ou total de um órgão. Já a citopatologia pode ser esfoliativa (citologia cérvico-vaginal e citologia anal), aspirativa (linfonodos, mama, tireoide e glândulas salivares), coleta de secreções e lavados (brônquio-alveolares, peritoneais), análise de líquidos eliminados naturalmente (urina) e outras técnicas. Também é competência do patologista a execução da punção aspirativa por agulha fina (PAAF) de órgãos superficiais.  A biópsia por congelação, por sua vez, é um

Sanar Residência Médica

4 min381 days ago

Caso Clínico: Desenvolvimento Médico – Hanseníase

História Clínica Paciente, sexo feminino, 60 anos. Surgimento de lesão assintomática em região malar direita, com aproximadamente 18 meses de evolução. A paciente desconhecia qualquer contato com familiares ou pessoas portadoras de hanseníase. Reside em uma região de média endemicidade, numa casa com 5 pessoas (3 filhos e 2 netas) e 4 cômodos. Exame físico Ao exame físico, apresentava placa de, aproximadamente, 1cm de diâmetro com bordos eritematosos elevados, pápula hipercrômica na borda inferior, centro levemente deprimido e halo hipocrômico bem delimitado. A lesão mostrou-se anestésica ao teste de sensibilidade térmica feito com algodão e éter, e a paciente não apresentava cicatriz de BCG. Notava-se ainda pápulas enegrecidas distribuídas em face e pescoço, clinicamente representando Dermatose Papulosa Nigra (DPN) (Fig. 1 e 2). Figura 1 e 2: placa de, aproximadamente, 1cm de diâmetro com bordos eritematosos elevados, pápula hipercrômica na borda inferior, centro levemente deprimido e halo hipocrômico bem delimitado. Hipóteses diagnósticas Hanseníase tuberculoide, sarcoidose, reação persistente à picada de inseto, infecção secundária por escoriação de DPN prévia e granuloma anular. Diagnóstico clínico A partir de uma lesão granulomatosa na face com halo hipocrômico e anestesia térmica, foi possível estabelecer o diagnóstico clínico de Hanseníase Tuberculoide, sendo iniciada poliquimioterapia paucibacilar (PQT/PB). A paciente foi, então, submetida à realização de baciloscopia do raspado intradérmico dos lóbulos auriculares, cotovelos e joelhos e biópsia da lesão obtida por punch número 4. A baciloscopia mostrou-se negativa e a biópsia evidenciou infiltrado inflamatório granulomatoso compatível com hanseníase tuberculoide (Fig. 3 e 4). Figura 3. Vários granulomas tuberculoides (áreas com ponto preto) são vistos na derme (HE 40x). Figura 4. Histiócitos formando granuloma circundados por inúmeros linfócitos (HE 400x) Discussão A hanseníase tuberculoide caracteriza a forma clínica de contenção da multiplicação bacilar, dentro do espectro da hanseníase. As lesões cutâneas, com bordas

SanarFlix

2 min488 days ago
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