Casos Clínicos: “Dor de garganta há 6 dias” | Ligas

Área: Pediatria/Otorrinolaringologia Autora: Thayná Larêssa Alves Borges Revisora: Karollyne da Silva Morais Orientadora: Kelly Cristina Alves Borges Liga: Liga Médico Acadêmica de Cirurgia Plástica do Distrito Federal (LIMACIP-DF) Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 12 anos, pardo, estudante, procedente e residente de Goiânia-GO, procurou a Unidade Básica de Saúde acompanhado da mãe queixando-se de “dor de garganta e dificuldade para engolir” há 6 dias. Paciente referiu febre (38,2ºC) há 3 dias, com melhora ao uso de paracetamol e inapetência. Nega vômito, doenças prévias e alergias. Mãe referiu que o paciente nasceu de parto normal sem intercorrências e apresentou desenvolvimento neuropsicomotor adequado. Vacinação atualizada. Mãe hígida e pai hipertenso, não possui irmãos.   Ao exame físico, apresentou prostração, estado geral regular, lúcido e orientado em tempo e espaço, normocorado, normohidratado, acianótico, anictérico, afebril e normotenso (110×60 mmHg). A oroscopia revelou hiperemia e exsudato faríngeo, amígdalas grau 2 de Brodsky, ausência de abscesso. Aparelho respiratório com murmúrios vesiculares presentes bilateralmente e simétricos sem ruídos adventícios, eupneico (16 ipm). Aparelho cardiovascular em taquicardia (FC: 110 bpm), ritmo cardíaco regular, em dois tempos, bulhas normofonéticas, sem sopros. A otoscopia revelou conduto auditivo preservado e sem hiperemia, membrana timpânica íntegra e translúcida de superfície lisa. Extremidades bem perfundidas. Linfonodos cervicais palpáveis, menores de 1 cm, móveis, consistência fibroelástica e dolorosos à palpação, ausência de linfadenopatia generalizada. Foi prescrito o tratamento com Amoxicilina via oral 50mg/kg/dia por 10 dias, a ser iniciado de imediato, e manutenção do paracetamol, se febre. A mãe foi orientada a levar a criança à sala da enfermagem para coleta de material para cultura de orofaringe e retornar em 72 horas para

Casos Clínicos: Abdome Agudo no Paciente Pediátrico | Ligas

Área: Pediatria/ Urgência e Emergência Autor: Letícia Machado Couto Coautora: Letícia Thais de Oliveira Alves Revisora: Luiza Gabriela Noronha Santiago Orientador: Júlio César Veloso Liga: Liga de Pediatria da Universidade Federal de São João Del-Rei – Campus Centro Oeste (LIPED-UFSJ) Apresentação do caso clínico J.V.S.O, paciente do sexo masculino, 2 anos de idade, chegou a Unidade de Pronto- Atendimento (UPA) da sua cidade acompanhado de sua mãe. O paciente estava extremamente irritado, com choro inconsolável. Mãe relata que filho vem apresentando quadro de dor abdominal a cerca de 2 dias, que diz ter percebido quando a criança chorou e se negou a colocar a fralda e a calça. Relata que, há cerca de 7 horas, apresentou um episódio de vômito, complementando que criança desde o início do quadro negou suas refeições e apresentou 1 episódio de diarréia. Há cerca de 4 horas, mediu a temperatura do filho, obtendo a temperatura febril de 38,2º C. Relata que, ao questionar a criança sobre a dor, ele apontava para o abdome e começava a chorar. Foi perguntado à criança se havia algum lugar que estava doendo mais, mas ele se restringiu a mostrar o abdome. Ao exame físico o paciente encontrava-se em regular Estado Geral, febril (38,4°C), anictérico, acianótico, desidratado (+/4+), levemente prostrado. Ao exame do sistema respiratório, murmúrio vesicular fisiológico, sem ruídos adventícios, 46 irpm, sem sinais de desconforto. A ausculta cardíaca apresentava bulhas normorítimicas e normofonéticas em 2 tempos, sem sopros, 140 bpm. Pulsos palpáveis, regulares, simétricos e amplos. Ao exame abdominal, observou-se uma leve distensão abdominal e, após conversa com a criança, essa permitiu uma ausculta, quando se percebeu ruídos hidroaéreos diminuídos. Seguindo-se ao exame, palpação

LIPED - UFSJ

4 min6 days ago

Casos Clínicos: Anorexia Nervosa em Paciente Pediátrico | Ligas

Área: Pediatria Autora: Tamara Rodrigues Fonseca Souza Coautor: Paulo José Soares André Oliveira Revisora: Luiza Gabriela Noronha Santiago Orientador: Júlio César Veloso Liga: Liga de Pediatria da Universidade Federal de São João Del-Rei – Campus Centro Oeste (LIPED-UFSJ CCO) Apresentação do caso clínico A.L.V Sexo feminino Idade: 12 anos 3meses 23dias Queixa principal: A mãe chegou ao atendimento, pois demonstrou preocupação com alguns comportamentos da filha. A criança que estava iniciando o estirão da puberdade apresentou uma estagnação no ganho ponderal de peso. A mãe alega que vê a filha acordada durante a madrugada e que sentiu que sua frequência e quantidade alimentar diminuíram. A mãe também diz que o comportamento estranho teve início nos últimos 5 meses, em que a garota que era alegre, se alimentava bem, era rodeada de amigas começou a se tornar mais fechada e também fissurada com a forma que o corpo estava. A filha também estava sempre provando roupas e observando se elas estavam ficando mais largas. A. L. V parou de se alimentar em festas que frequenta com a família, além de se negar a almoçar na mesa. História da moléstia atual: paciente perdeu cerca de 10 kg nos últimos meses. Antecedentes pessoais: Nega alergias, nega doenças prévias. História familiar: O pai apresentou diagnóstico de depressão com tentativa de suicídio aos 17 anos e o avô paterno é alcóolatra. Nega demais comorbidades.  2° tempo da consulta: Ao perguntar para A.L.V sobre as queixas da mãe ela responde de início que possui sim apetite. Quando perguntado se ela come quando sente

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3 min7 days ago

Casos Clínicos: Doença de Kawasaki | Ligas

Área: Pediatria Autores: Maria Eduarda Rodrigues Ferreira Coautora: Luiza Gabriela Noronha Santiago Revisora: Letícia Thais de Oliveira Alves Orientador: Júlio César Veloso Liga: Liga de Pediatria da Universidade Federal de São João Del-Rei – Campus Centro Oeste (LIPED-UFSJ CCO) Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 20 meses de idade, trazido pela mãe ao ambulatório de pediatria. Ao ser questionada sobre o motivo da consulta, a mãe do lactente refere como queixa principal “febre alta e os dois olhinhos vermelhos”. Mãe relata que o filho tem apresentado febre alta há 5 dias (não sabe dizer ao certo as medições diárias, mas informa ser febre persistente > 39° C) e que tem se mostrado irritado e prostrado durante esse período. Também afirma que após dois dias do início da febre, os olhos da criança apresentaram vermelhidão, mas sem a saída de pus. Lactente foi medicado com antitérmico para melhora da febre. Mãe nega doenças prévias, alergias e internações. Criança não apresenta qualquer déficit no desenvolvimento/crescimento e não faz uso contínuo de medicação. Ao exame físico, lactente encontra-se irritado, prostrado, anictérico, acianótico, hidratado e com temperatura corporal de 38,7° C. Na inspeção, é observado conjuntivas hiperemiadas sem a presença de secreção mucosa bilateral, lábios vermelhos e rachados e língua vermelha com aspecto de morango. Além disso, é verificada a presença de pigmentação vermelho-púrpura e descamação nas plantas dos pés e na palma da mão direita. Na palpação, constata-se linfadenopatia cervical bilateral, ambos com cerca de 2 cm de diâmetro. Após anamnese e exame físico, consideram-se as seguintes hipóteses diagnósticas: infecção estreptocócica (febre escarlatina) e

LIPED - UFSJ

2 min7 days ago

Casos Clínicos: Sífilis

HISTÓRIA CLÍNICA 15 anos, feminino, parda, natural e procedente de cidade do interior do Ceará, estudante. Sua queixa principal é de “manchas avermelhadas” no corpo inteiro. Paciente relata que apareceram máculas eritematosas e arredondas no corpo todo há cerca de 2 semanas, tendo surgido primeiramente nos braços e, posteriormente, no restante do corpo. As lesões apresentavam leve descamação no momento da consulta. Refere ainda 4 dias de febre no início, mensurada em torno de 38 o C, que melhorou com o uso de paracetamol. Relata também mialgia e cefaleia. Inicialmente foi aventada a hipótese de um exantema por um processo viral, mas devido à persistência do quadro clínico foi iniciado anti-histamínico. Relata ter tido varicela, mas nega sarampo, caxumba, rubéola e outras VPI. Paciente refere que sua menarca ocorreu aos 12 anos. Foi constatado que possui vida sexual ativa, mas não fazendo uso de preservativos. Nega HAS (Hipertensão Arterial Sistêmica), DM (Diabetes Mellitus) e atopias na família. Mãe refere que filha tem alimentação muito desregulada, alimentando-se apenas de biscoitos, salgadinhos e afins. EXAME FÍSICO Bom estado geral, orientada, afebril no momento, anictérica, acianótica, normocorada e eupneica. Pele e mucosas: normocoradas. Lesões de pele tipo maculopapuloeritematosas, pruriginosas, menores de 1 cm de diâmetro, não confluentes, a nível de tronco, membros superiores e inferiores, comprometendo regiões palmo-plantares. FC: 80 bpm; FR: 14 ipm; Tax: 37 o C; PA: 120×78 mmHg. Sem achados dignos de nota em orelhas, olhos, nariz e cavidade oral. Ausência de linfonodomegalias palpáveis. Ausência de sinais focais. Murmúrios vesiculares bem distribuídos, sem ruídos adventícios. Bulhas rítmicas e normofonéticas em

Sanar Medicina

6 min15 days ago

Como vencer a obesidade infantil? | Colunistas

A obesidade infantil se tornou um problema recorrente da sociedade contemporânea. Durante a infância e juventude, a abordagem médica dessa doença enfrenta obstáculos difíceis de transpor como a mudança dos hábitos dos pais e da família e a falta de compreensão por parte das crianças e adolescentes que sofrem com essa condição. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a prevalência de obesidade infantil cresceu em torno de 10 a 40% nos países europeus nos últimos 10 anos. Nos Estados Unidos, a situação é ainda pior: um aumento de 300% na prevalência de obesidade infantil nos últimos 40 anos. No caso das crianças e adolescentes brasileiros, estima-se que por volta de 14% possuem sobrepeso entre os 6 e 18 anos. A doença ocorre principalmente no primeiro ano de vida, entre 5 e 6 anos e na adolescência (mais comum em meninas nessa fase). Existe uma correlação positiva entre o IMC (índice de massa corpórea) alto da infância com a obesidade na fase adulta, ainda que a magreza na infância não seja um fator protetor. Isto é, uma criança obesa ou com sobrepeso possui maior risco de se tornar um adulto obeso, mas uma criança magra não está protegida de desenvolver obesidade no futuro, devendo, assim, manter hábitos saudáveis sempre que possível. Hoje, sabemos que crianças menos favorecidas também possuem maior risco de desenvolver sobrepeso e obesidade. Isso ocorre devido ao maior despreparo dos pais na gestão da família, falta de orientação nutricional adequada e maior consumo de alimentos mais baratos, na maior parte industrializados e mais calóricos, além da dificuldade de acesso a produtos naturais, verduras e legumes variados. O consumo de refrigerantes atualmente está aumentando no Brasil. A explicação para

Welberth Fernandes

4 min16 days ago

Casos Clínicos de Intolerância a Lactose: | Ligas

Área: Pediatria         Autores: Eduarda Gonzalez e Luanny Gomes Revisor(a): Alice Rios Orientador(a): Hans Grave Liga: Liga Acadêmica de Pediatria e Hebiatria da Unime – LAPEDHE Apresentação do caso clínico  Apresentação do caso clínico A.G.A, 4 anos, sexo feminino, negra, natural e procedente de Salvador-BA, acompanhado pela mãe L.G.S. Queixa Principal: Dor abdominal há 5 dias HDA: Criança cursava com um quadro de dor abdominal em quadrante inferior esquerdo e náuseas na madrugada, cerca de 1h após ingesta de “vitamina com leite”. Relata que há dois dias cursou com flatulências devido ao excesso de gases, fezes volumosas e amolecidas. Antecedentes pessoais: Nascido de parto normal, segunda filha em uma prole de 3 filhos, a termo, apgar 9/10, nascido com 2,9kg, 44 cm de comprimento e 34 cm de perímetro cefálico. Aleitamento materno exclusivo até os 6 meses, calendário vacinal atualizado, sem patologias e internações durante os primeiros anos de vida Antecedentes Familiares: Mãe e pai hígidos, avó paterna com Câncer de pulmão e avó materna com DM. Exame Físico: Regular estado, bem nutrido, desidratada +/++++, anictérico, acianótico e normocorado, FR=30 ipm e FC= 80 bpm. Exame físico cardiovascular:BRNF em 2T sem sopros. Exame físico respiratório: Tórax sem abaulamentos ou retrações,ausência de batimento de asa de nariz; MV presente e sem ruídos adventícios. Exame físico de Cabeça e pescoço: Sem edemas ou outras alterações. Exame físico TGI: Abdomen globoso, rígido, ruidos hidroaéreos presente, com borborigmo. Exames complementares: Foi pedido o teste de H2 no ar expirado
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