As melhores residências em Psiquiatria

No Brasil, discutir e definir as melhores residências em Psiquiatria não é uma tarefa fácil, afinal não existe um estudo com tal metodologia para comparar e analisar as mais diferentes residências. Apesar, ao longo desta publicação, apresentaremos um panorama geral da especialidade e, principalmente, as instituições que são referência quando pensamos nas melhores residências em Psiquiatria de acordo com quem atua no setor. Psiquiatria A mente humana é uma estrutura complexa. que há muito tempo é foco de estudos das mais diversas áreas do conhecimento, inclusive da Medicina. A principal função da psiquiatria é estudar, prevenir, diagnosticar e tratar casos de sofrimento emocional intenso e alterações comportamentais que prejudicam a vida social, profissional, sentimental e familiar de qualquer pessoa. Muitas vezes, a Psiquiatria é confundida com a psicologia e a psicanálise. Embora esses três profissionais tenham a mesma área de estudo, eles não são a mesma coisa. A grande diferença está no tipo de abordagem. Ao psiquiatra, por exemplo, é permitido diagnosticar transtornos e receitar medicamentos, aos outros, não.  Em nenhum outro momento se falou tanto em saúde mental quanto atualmente. Felizmente, cada vez mais se divulga a importância de se debruçar sobre a saúde mental como pilar essencial para a qualidade de vida, seja através de medidas visando preservá-la íntegra ou intervenções psicoterápicas e/ou psicofarmacológicas no cuidado aos pacientes em sofrimento psíquico.  Os novos conhecimentos, desenvolvidos continuamente através da intensa pesquisa em neurociências, envolvendo os campos da biologia molecular, neurobiologia, psicofarmacologia, epidemiologia, novas perspectivas no campo da genética, novos métodos de estudo funcional do sistema nervoso (ressonância nuclear magnética funcional – RNMF; tomografia por emissão de pósitrons – PET; magnetoencefalografia – MEG; e eletroencefalografia de alta resolução –

Sanar Residência Médica

10 minhá 34 dias

Delirium: definição, quadro clínico, diagnóstico e tratamento | Ligas

Definição e Epidemiologia O Delirium é uma síndrome neuropsiquiátrica de caráter agudo, súbito e flutuante. Caracterizada por declínio cognitivo global da atenção, nível de consciência; alterações motoras e do ciclo sono-vigília. Pode ser considerada como uma disfunção cerebral aguda. As maiores taxas de incidência do delirium são encontradas na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), no pós operatório e na unidade de cuidados paliativos. Pacientes que desenvolvem delirium na UTI tem um risco 2-4 maior de morrer na hospitalização ou depois dela. Fisiopatologia Apesar de ser uma condição descrita há muito tempo, a fisiopatologia do delirium permanece em estudo. Alguns fatores que influenciam diretamente na neurotransmissão podem estar envolvidos com a instalação do delirium. São estes: medicamentos, distúrbios eletrolíticos, hipóxia, deficiência colinérgica e hipercortisolismo. Uma das teorias mais aceitas atualmente é a da redução da atividade colinérgica junto ao aumento da atividade dopaminérgica. Quadro clínico O quadro clínico do delirium é caracterizado por déficit de atenção, acompanhado de mudanças comportamentais e cognitivas, de curso limitado e originado por causas externas. Pode durar dias ou horas, entretanto, se não for identificado e tratado corretamente pode persistir por semanas ou meses. É dividido de acordo com a atividade motora em delirium hipoativo, hiperativo ou misto. Diagnóstico O diagnóstico é clínico, baseado no quadro clínico. Outros instrumentos de avaliação como o Confusion Assessment Method (CAM), CAM para Unidade de Terapia Intensiva (CAM­ICU) e Intensive Care Delirium Screening Checklist (ICDSC) podem ser utilizados para acessar o nível de consciência do paciente.  O DSM-V traz alguns critérios para diagnosticar delirium: A. Perturbação da atenção (i.e., capacidade reduzida para direcionar, focalizar, manter e

Residência em psiquiatria no Hospital de Base – DF | Ligas

A residência em psiquiatria no Hospital de Base é uma das mais concorridas no Distrito Federal, dispondo apenas de 3 vagas. Histórico da Instituição Chamado inicialmente de Hospital Distrital, o Hospital de Base (HB) foi inaugurado no dia 12 de setembro de 1960 – completou 60 anos em 2020 -, projeto arquitetônico feito por Oscar Niemeyer. O projeto tinha como objetivo criar “uma unidade de saúde revolucionária para o país” e um centro de referência na área da saúde, observa-se que os objetivos foram alcançados, o HB é referência para atendimento terciário na região e referência na rede do Sistema Único de Saúde (SUS) para atendimento em politraumas, emergências cardiovasculares, neurocirurgia, cirurgia cardiovascular, atendimento onco-hematológico e transplantes. Em 2018, passou a ser independente da Secretaria de Saúde e administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica do Distrito Federal (IGes-DF), o Base foi o primeiro hospital público do Distrito Federal a adotar esse modelo. O Hospital de Base realizou, em 2019, mais de 830 mil exames, 290 mil consultas, 11.331 cirurgias e 100 transplantes (87 de córnea e 13 de rim). Atualmente, o Hospital de Base tem, ao total, 634 leitos. Desses, 35 são destinados à psiquiatria, sendo 11 ao Pronto Socorro de Psiquiatria e 24 para a ala de internação da psiquiatria. Nota-se que, durante a internação, o paciente sempre tem o apoio de uma equipe multiprofissional. Da internação, o paciente é encaminhado ao Centro de Atenção Psicossocial (CAPS) da sua região para dar continuidade ao tratamento. O Hospital de Base atende pacientes na Unidade de Psiquiatria de acordo com a Portaria nº 536, de 08 de junho de

Globus faríngeo – além do refluxo gastroesofágico | Colunistas

Quando ouvimos um paciente referir uma sensação de “bola/nó na garganta”, o famoso globus faríngeo, imediatamente o nosso cérebro emite um alerta gritando “REFLUXO GASTROESOFÁGICO!”, não é? Mas este sintoma vai muito além disso, e hoje iremos conversar um pouquinho sobre curiosidades, causas e como tratá-lo. De manifestação psíquica a orgânica              Nos tempos de Hipócrates, o globus era considerado problema feminino. Acreditavam que o útero era um órgão móvel e se locomovia até a região cervical, causando o desconforto. Esta visão, depois de percebido que o útero não é um órgão “viajante”, abriu espaço para a teoria de que se tratava de uma manifestação presente em pacientes em menopausa com desordens psiquiátricas, como a personalidade histriônica. Dessa forma, o globus recebeu o sobrenome “hystericus”.  E pasmem: esta forma de enxergar o globus apenas foi desmitificada na década de 60/70, quandotrocou denome e passou a ser conhecido como “globus faríngeo”, após ser observada uma correlação entre ele e sintomas faríngeos. A partir deste momento, foi quebrado o estigma de condição psiquiátrica feminina para se tornaruma manifestação presente em ambos os sexos, mas háumporém: sua etiologia exata ainda é desconhecida, há estudos que ainda o associam a questões psiquiátricas, e outros associando-o a causas orgânicas. As causas             Conforme o spoiler acima, não temos definida uma causa exata para o globus faríngeo. Ele é um distúrbio abrangido tanto pela questão psiquiátrica (inclusive consta no DSM-V) quanto pela questão somática, havendo critérios diagnósticos no Consenso Roma IV.             Pelo que é descrito na literatura, há algumas doenças/alterações anatômicas possivelmente desencadeadoras, mas é difícil afirmar que de fato são a causa, ou se apenas se trata de associações. Entre elas estão a

Bárbara Galardino

3 minhá 72 dias

O transtorno depressivo maior em tempos de pandemia | Colunistas

O Transtorno de Depressão Maior (TDM), também chamado de depressão unipolar, é a forma mais “clássica” da depressão. Segundo a Organização Mundial da Saúde, a depressão é a principal causa de incapacidade em todo o mundo, revelando um dado importante sobre esse transtorno que precisa de atenção. A depressão é um transtorno psiquiátrico complexo, cuja característica mais marcante é o humor deprimido, por vezes melancólico. Em alguns casos, o paciente pode não apresentar o humor deprimido de forma evidente, mas experimenta a incapacidade de se alegrar, vibrar e sentir prazer genuíno com as situações da vida. A depressão afeta o sujeito como um todo, não apenas no âmbito psíquico, mas também ocasiona manifestações no corpo físico. Acomete mais o sexo feminino quando comparado ao sexo masculino e, nos últimos anos, mostrou uma prevalência ao longo da vida estimada entre 11% a 15% da população mundial, porém, com a pandemia de COVID-19, esses índices se acentuaram muito e é esperado um crescente nos próximos anos, visto que a exposição crônica a situações de ansiedade e estresse é um dos principais fatores de risco para o aumento do TDM. Tristeza comum x TDM Em uma situação de pandemia, com um cenário de saúde comprometido pelo grande número de pacientes infectados, ao mesmo tempo em que se torna necessário um isolamento social como forma de prevenção, sentimentos de angústia, tristeza, estresse, ansiedade são comuns para todos os seres humanos. É normal o indivíduo experienciar a tristeza, não só em um contexto de pandemia, mas também diante de acontecimentos do próprio cotidiano e da vida pessoal, acadêmica, profissional. Mas normalmente, mesmo estando tristes, geralmente conseguimos seguir com o trabalho, relacionamentos interpessoais e compromissos sociais, ou seja, encontra-se alguma motivação para

Gabriella Mares

12 minhá 73 dias

O estigma do doente mental e as fragilidades da educação médica | Colunistas

Sabemos lidar com o paciente com transtorno mental? Quantos de nós já não escutou uma piadinha sobre doença mental? Será que realmente é apenas uma piada ou isso reflete algo que está enraizado em nossa cultura? A construção de um entendimento de saúde universal coloca o médico frente a variadas situações. Hoje, seja o médico recém-formado ou especialista, ele deve estar apto a lidar com os vários tipos de pacientes e suas comorbidades, que vão além do intuito de uma consulta específica. Pacientes portadores de transtornos mentais, livres da concepção manicomial anterior, não estão estritos ao psiquiatra e, atualmente, permeiam diferentes especialidades médicas; afinal, ter alguma doença mental não o exime de ter um problema cardíaco. Mas será que formamos profissionais capazes de atender esses pacientes sem nenhum pré-conceito? Pacientes carregam consigo estigmas, os quais ainda são reproduzidos e reforçados por profissionais de saúde, logo, pela classe médica. Pacientes com algum transtorno mental estão entre as principais vítimas desse processo de estigmatização, presente inclusive em profissionais da área de saúde mental. Esse comportamento tem levado médicos a assistirem esses pacientes de maneira deficitária, muitas vezes não dando valor à queixas reais, dificultado acesso à saúde e, por consequência, retirando-lhes a qualidade de vida. Diante deste cenário, o entendimento inicial seria o de trazer para a educação médica o ensino obrigatório em saúde mental, melhorando o entendimento do estudante sobre conceitos da área e tentando descontruir atitudes negativas frente a esses pacientes. Mudança essa que foi um dos objetivos da reforma das Diretrizes Curriculares Nacionais do curso de Medicina após a aprovação do Programa Mais Médicos em 2013 e que, desde então, imputa às Instituições de Ensino Superior (IES) a obrigação de introduzir na graduação

Antonio Pedro Suarte

3 minhá 76 dias
Filtrar conteúdos
Filtrar conteúdos
Materiais
Ciclos da medicina
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.