Resumo: Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade em Adultos | Ligas

Definição e Epidemiologia O transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH) é considerado um transtorno do neurodesenvolvimento, possuindo a seguinte tríade sintomatológica: desatenção, impulsividade e hiperatividade. Por muitos anos o TDAH foi encarado apenas como um transtorno de atenção e associado com crianças. Todavia, mais recentemente, começou a ser observado como um importante transtorno psiquiátrico em adultos – com algumas peculiaridades em relação à infância. De acordo com os dados epidemiológicos a prevalência mundial do TDAH é de aproximadamente 5,3% (Castro, C.X.L., 2018), de modo que a prevalência entre crianças é de 4-10% e entre adultos, 1-6%. É mais comum no sexo masculino em uma proporção de 2:1 em crianças e de 1,6:1 em adultos (Sobral, C.J.B., 2018). Por que é importante estudar sobre TDAH em adultos? Porque, segundo alguns estudos, cerca de 60% das crianças persistem com sintomas significativos na idade adulta (Sobral, C.J.B., 2018). Além disso, porque embora 50% das crianças ou adolescentes com o transtorno sejam diagnosticados e tratados, acredita-se que menos de um a cada cinco adultos com TDAH é diagnosticado e tratado (Stahl, S.M.). Fisiopatologia A forma clássica do TDAH começa por volta dos 7 anos de idade. Suponha-se que por volta dessa idade, as sinapses aumentam rapidamente na região do córtex pré-frontal, e depois, na adolescência, cerca de metade delas são eliminadas. Os estudos sugerem que a formação das sinapses e a escolha das que serão removidas no córtex pré-frontal podem contribuir para o início e a fisiopatologia do transtorno durante toda a vida do indivíduo. O interessante é que a formação de novas sinapses pode ser capaz de compensar as anormalidades pré-frontais livrando o indivíduo do TDAH, mas isso não ocorre obrigatoriamente.

Thaís Rios

11 minhá 10 dias

Doença de Parkinson: explicando fisiopatologia e tratamento cirúrgico | Colunistas

Introdução Antes de abordar a doença e a terapêutica em si, façamos uma breve revisão anatomofisiológica do circuito de modulação motora cerebral. No córtex cerebral, mais precisamente no giro pré-central, temos a área primária de ordenação do comando motor. Essa porção apresenta radiações eferentes que a ligam aos núcleos da base, ou sistema extrapiramidal, composto pelo corpo estriado, que é subdividido em neoestriado e paleoestriado. Fonte: NETTER, Frank H.. Atlas de anatomia humana. 7ª ed. RIO DE JANEIRO: Elsevier, 2019. Revisão anatômica e fisiológica O neoestriado é formado pelo núcleo caudado e pelo putâmen, e são eles que recebem as eferências corticais e de onde partem as aferências talâmicas e do tronco encefálico, quais sejam as fibras estriado-talâmicas e as fibras estriado-nigrais. O paleoestriado é, por sua vez, formado pelo globo pálido, subdividido ainda em globo pálido interno e externo. Todas as estruturas citadas até aqui, à exceção do tálamo e da substância negra, têm predomínio de fibras GABAérgicas. A Substância Negra ou Substância Nigra (SN), presente no mesencéfalo, é, ainda, subdividida em 2 porções: 1. Pars compacta (SNc) e 2. Pars reticulata (SNr), levando esse nome em virtude do acúmulo de neurônios com melanina. Para o parkinsonismo, a estrutura mormente importante é a SNc, formada por neurônios dopaminérgicos. A SNr é composta, sobretudo, por neurônios GABAérgicos. O sistema extrapiramidal normal funciona de 2 formas: 1. via direta (facilitadora do movimento) e 2. via indireta (dificultadora do movimento). Na imagem abaixo, um diagrama torna mais visível as duas vias. Descritivamente, a via direta é constituída pelo neoestriado, que emite fibras GABAérgicas (inibitórias) para o globo pálido interno e SNr, os quais irradiam fibras GABAérgicas para o tálamo, que encerra a

Francisco Matheus

5 minhá 15 dias

Resumo: Transtorno do Humor Afetivo Bipolar | Ligas

Definição O transtorno bipolar é uma doença psiquiátrica comum, recorrente e grave. Classificada como um transtorno do humor, essa doença também afeta a cognição e o comportamento. O transtorno bipolar é caracterizado por mania ou hipomania recorrente e episódios depressivos que causam prejuízos no funcionamento e na qualidade de vida relacionada à saúde, além de alterações mentais e físicas, trazendo medos e manias, mudando completamente a vida de uma pessoa, seus hábitos e a sua relação com a sociedade na qual está inserida. É importante lembrar que a adolescência é a fase que marca o início do período de alto risco para o início dos principais episódios de humor associados ao transtorno bipolar. O DSM-5 apresenta o transtorno bipolar e transtornos relacionados separadamente dos transtornos depressivos – colocando-o entre os seguintes capítulos “Transtornos do espectro da esquizofrenia e outros transtornos psicóticos” e o capítulo “Transtornos depressivos” – em consideração ao seu lugar como “ponte” entre essas duas classes diagnósticas, no que se refere à sintomatologia, história familiar e fatores genéticos.  O DSM-5 inclui os seguintes diagnósticos: transtorno bipolar tipo I, transtorno bipolar tipo II, transtorno ciclotímico, transtorno bipolar e transtorno relacionado induzido por substância/medicamento, transtorno bipolar e transtorno relacionado devido a outra condição médica, outro transtorno bipolar e transtorno relacionado especificado, e transtorno bipolar e transtorno relacionado não especificado. Tipo I, em que a elevação do humor é grave e persiste (mania).Tipo II, em que a elevação do humor é mais branda (hipomania). A utilização do especificador “com características mistas” se aplica aos estados em que há a ocorrência concomitante de sintomas maníacos e depressivos, embora estes sejam vistos como polos opostos do humor. Já o quadro de Transtorno

LIASME

10 minhá 19 dias

Critérios de Instabilidade | Colunistas

Antes de falarmos sobre o paciente instável, vamos falar sobre o paciente estável. O paciente estável é aquele cujo estado hemodinâmico está adequado (ou próximo da adequação), não necessitando de medidas de suporte cardiovascular, como drogas vasoativas, por exemplo. O paciente hemodinamicamente controlado é aquele que necessita de algum suporte para que atinjam um estado de adequação. O paciente instável é aquele cujo estado hemodinâmico apresenta-se fora da adequação e depende de medidas de suporte cardiovascular como, por exemplo, o uso de drogas vasoativas em doses altas e/ou crescentes. O paciente crítico é aquele que apresenta risco de descompensação e/ou estado fisiologicamente instável. Necessita de constante vigilância e titulação contínua do tratamento de acordo com a evolução da sua doença. O estado hemodinâmico é composto pelas variáveis: valores de pressão arterial, adequação dos fluxos cardiovasculares (débito cardíaco, retorno venoso, irrigação do músculo cardíaco) e perfusão sistêmica. Um desequilíbrio em qualquer uma dessas variáveis pode levar o paciente a um quadro de instabilidade hemodinâmica. Vamos a algumas causas de instabilidade hemodinâmica: Infarto agudo do miocárdio extenso;Infarto de ventrículo direito;Insuficiência mitral;Comunicação interventricular;Derrame pericárdico;Tamponamento cardíaco;Complicações da evolução do Infarto agudo do miocárdio, como tromboembolismo pulmonar ou sepse. Devemos estar atentos a essas complicações em pacientes idosos e diabéticos, principalmente. Dentre as causas incomuns, podemos citar a Síndrome de Takotsubo, uma cardiomiopatia transitória do ventrículo esquerdo (VE), na ausência de coronariopatia, e induzida por forte estresse. A instabilidade hemodinâmica pode ser secundária a procedimentos cirúrgicos cardíacos, por diferentes mecanismos: hemorragia, tamponamento, lesão miocárdica, arritmias e choque cardiogênico. Pneumotórax hipertensivo é uma complicação rara e requer pronto reconhecimento e atendimento. Também pode ser secundária às complicações pós-operatórias e anestésicas. Critérios de instabilidade

Illana Machado Braga

4 minhá 23 dias

Uso problemático da internet: como lidar?

Em 2001 surgiu a preocupação com o uso problemático da internet, experimentada como algo irresistível, por períodos de tempo mais longos do que o pretendido e capaz de gerar sofrimento significativo ou prejuízo resultante do seu uso descontrolado. Uso problemático do smartphone Na Coreia do Sul e China, o uso problemático do smartphone é uma questão de saúde pública, após observado aumento no número de acidentes de trânsito e adolescentes desenvolvendo problemas de saúde devido ao uso do celular por longos períodos. No entanto, ainda não consta em manuais diagnósticos. CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR! Comorbidades que podem estar associadas ao uso problemático do smartphone TDAHTranstornos ansiososTranstornos depressivosTranstorno BipolarDificuldade de controle de impulsoTranstorno de uso de substâncias Como ajudar o paciente? Ajude a entender o cenário;Ajude a definir padrão de uso;Estabeleça objetivos claros com o paciente; Limite e diminua o tempo de uso, com um plano criado juntamente com o paciente;Faça uma lista com hobbies e atividades que o paciente gostava e sugira aumentar o tempo gasto nessas atividades;Lembrar das comorbidades. Transtorno do jogo DSM-5 Preocupação excessiva Abstinência Tolerância Perda do autocontrole Perda de outros interesses Uso exagerado contínuo Uso como escape de sentimentos negativos Perda de funcionalidade CONHEÇA A PÓS EM PSIQUIATRIA DA SANAR! CID 11 3 sintomas chaves: Perda do controle sobre o jogar;Aumento da importância dada ao jogar; Aumento do jogar apesar da ocorrência de consequências negativas. Transtorno dismórfico corporal (TDC)

Sanar Pós Graduação

5 minhá 27 dias
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