Reumatologia: residência, duração, salário, atuação e mais!

A reumatologia é a especialidade médica que se ocupa das doenças reumáticas. Essas patologias acometem os tecidos conjuntivos, que são as articulações, ossos, músculos, tendões e ligamentos. A área de atuação do reumatologista é algo muito questionado – e a resposta também é incerta. A inflamação é o ponto comum entre as doenças reumatológicas, no entanto, ela pode ocorrer em qualquer órgão e, às vezes, de forma simultânea em diversos sistemas. O resultado são quadros clínicos complexos, que exigem conhecimento amplo da clínica médica para o diagnóstico e tratamento adequados. Neste artigo, você vai saber mais sobre essa especialidade, conhecendo a rotina do profissional, o mercado de trabalho e a residência médica em reumatologia. Continue lendo! O especialista e sua rotina Como você já sabe, a reumatologia é uma especialidade que tem um conceito bastante amplo e a inflamação é uma questão presente nas doenças reumatológicas. Muitas vezes, ela tem origem autoimune. As principais doenças acompanhadas pelo reumatologista são classificadas pelo mecanismo de lesão: doenças difusas do tecido conjuntivo: lúpus sistêmico, artrite reumatóide, esclerose sistêmica, doença muscular inflamatória, policondrite recidivante, doença mista do tecido conjuntivo, Síndrome de Sjogren;doenças osteometabólicas: osteoporose, doença de Paget, osteomalácia, hiperparatireoidismo;vasculites sistêmicas: poliangeíte granulomatosa, arterite temporal, poliarterite nodosa, entre outras;doenças degenerativas: osteoarterite;reumatismos extra-articulares: fibromialgia, bursites, tendinites, fasceíte plantar;espondiloartrites;artropatias microcristalinas: gota e condrocalcinose;artropatias reativas: febre reumática, doença Lyme, hepatite C, artrites infecciosas, osteomielite;artropatias secundárias e doenças não reumáticas: diabetes, neoplasias, hipotireoidismo;artropatias intermitentes: reumatismo palindrômico, febre familiar do mediterrâneo. Um reumatologista pode atuar em diversas áreas: realizando ultrassonografias e procedimentos invasivos ou em laboratórios, estudando técnicas de determinação de genes, anticorpos etc. Também existe a possibilidade

Sanar Residência Médica

4 min62 days ago

Fator antinuclear (FAN): Dicas para a interpretação dos resultados | Colunistas.

Considerações gerais sobre FAN A pesquisa de auto anticorpos contra proteínas do núcleo e citoplasma celulares (FAN) pode auxiliar expressivamente o diagnóstico de doenças reumatológicas de caráter autoimune, que são difíceis de diagnosticar. Elas se apresentam com quadros clínicos sobrepostos, dificultando um diagnóstico preciso e consecutivamente o direcionamento da investigação laboratorial complementar, essencial para o especialista referendar a hipótese diagnostica. A investigação dos auto anticorpos é realizada com o soro dos pacientes que será colocado em contato com células de tumor de laringe denominadas HEP 2 (substrato da reação) na técnica de imunofluorescência indireta (IFI). A escolha na utilização destas células foi devido às mesmas se replicarem rapidamente, permitindo inclusive a investigação de anticorpos contra proteínas  expressas no aparelho mitótico e no núcleo nas diferentes fases do ciclo celular, tais como: proteínas do centrômero, as que se expressam durante a proliferação celular/antígeno nuclear de células em proliferação (PCNA, antígeno nuclear de células em proliferação), CENP-F (proteína F do centrômero) e inúmeras outras presentes no processo de divisão celular como fuso mitótico, centríolo e outras. Vale ressaltar que esta técnica é de utilização mundial, o que favorece a troca de informações entre os grandes centros de investigação. A técnica exige que no teste de triagem qualitativo (positivo ou negativo para presença de auto anticorpos, o soro seja diluído 80 vezes, pois abaixo desta diluição muitos resultados de indivíduos normais podem apresenta-se positivos. Isto deve-se a todos os seres humanos possuírem auto anticorpos, em condições não patológicas. É inegável a necessidade de uma constante reflexão sobre as características intrínsecas do teste, como sensibilidade, especificidade e valores preditivos na prática clínica, porém isto muitas vezes é difícil de ser compreendido.

Maristela Adamovski

5 min177 days ago

Caso Clínico: Artrite Reumatoide | Ligas

Área: Reumatologia / Clínica Médica Autores: Isabela Santos Gois e Ellen Priscila Graça e Silva Revisor(a): Catarina Fagundes Moreira Orientador(a): Maria Fernanda Malaman Liga: Liga Acadêmica de Clínica Médica (LACM) Apresentação do caso clínico Paciente C.A.M, sexo feminino, 35 anos, chegou à consulta queixando-se de “dor nas articulações” há 8 meses. Foi relatado que a dor se iniciou nas falanges (articulações interfalangianas proximais) dos membros superiores e a paciente, então, fazia uso de Ibuprofeno diário e com evidente alívio. Entretanto, após algum tempo, percebeu que a dor acometia todas as articulações das mãos. Refere ainda que, também, passou a ter dores em coluna cervical e em ambos os joelhos.  Alega acordar todos os dias com a sensação de que está “enferrujada” e com o “corpo travado”, mas melhora ao longo do dia. Refere ainda que se sente pior ao realizar algumas atividades domésticas e que essas dores, as vezes, a impedem de ir ao trabalho, além de sentir um “cansaço” sem causa aparente e uma sensação de febre. Paciente reitera que, além da dor, percebe que essas áreas se encontram avermelhadas, quentes e edemaciadas.    Ao exame físico Geral: BEG, lucido, corado, acianótico, anictérico, febril (38 º C). Ausculta cardíaca: BRN2T, sem sopro. Ausculta respiratória: MVRV, sem ruídos adventícios. Ossos e articulações: dor a palpação nas articulações das mãos, com presença e edema local e deformidades ósseas: desvio ulnar e atrofia interóssea. Exames Laboratoriais Hb: 11g/dl Leucócitos: 11.500 /ul Plaquetas: 500.000/ul Fator reumatoide sérico e anti-ccp positivos

Caso Clínico: Artralgia | Ligas

Área: Reumatologia Autores: Ketly Anne Santos Vieira de Sá e Ana Isabel Machado de Freitas Revisor(a): Catarina Fagundes Moreira Orientador(a): Maria Fernanda Malaman Liga: Liga Acadêmica de Clínica Médica (LACM) Apresentação do caso clínico “Paciente A.C.F, sexo feminino, 26 anos, procura ajuda médica queixando-se de ‘dor nas mãos e nos punhos’ há 4 meses. A paciente refere piora da dor pela manhã e quando está em repouso. Caracteri-za a dor como de caráter contínuo e com rigidez matinal de uma hora e meia, melhorando com o movimento. Iniciou um quadro de edema em MMII há 45 dias e edema de face há 3 dias. Queixou-se também de aumento ponderal de 3 kg, sem motivo aparente. Ao exame físico, PA de 165×98 mmHg e FC de 120 bpm refere artralgia de mãos (metacarpofalan-geanas e interfalangeanas proximais) e punhos há 6 meses. Nos exames laboratoriais, apresentava proteinúria de 24 horas, EAS com hematúria dismórfica, leu-cócitos de 90.000, VHS aumentado na primeira hora, creatinina de 2 mg/dl, além de redução dos níveis de C3 e C4. O FR de 30, positivo, e Fan nuclear homogêneo 1/160” Questões para orientar a discussão             1. De acordo com os dados de prevalência e perfil epidemiológico, quais as doenças mais prováveis para a paciente em questão? 2. Qual o diagnóstico da doença de base? 3. Quais são duas causas prováveis para o aumento do VHS? 4. Qual o anticorpo provavelmente positivo? 5. Quais exames poderiam auxiliar nesse momento? Respostas 1. Considerando as doenças reumatológicas inflamatórias

Caso clínico: Febre reumática | Ligas

Área: Pediatria/ Reumatologia Autores: Anna Luisa Lupi Ventura de Assis, Luiza Gabriela Noronha Santiago Revisora: Maria Alice Guadalupe Orientador: Júlio César Veloso Liga: Liga Acadêmica de Pediatria da UFSJ CCO (LIPED) Apresentação do caso clínico J.U.S., sexo feminino, 09 anos e 8 meses, chega ao pronto-atendimento (PA) acompanhada de sua mãe.  A mãe procurou atendimento após queda, durante o período escolar, da filha. A criança queixava dor em joelho D há 03 dias e ao final da tarde de hoje apresentou queda devido ao aumento da intensidade da dor durante aula de dança, com acometimento doloroso, também, do joelho E. A criança disse haver palpitação no momento da queda. Não houve trauma craniano, mas devido à piora do quadro de artralgia a mãe procurou atendimento. Tem história de internação por pneumonia aos 03 anos de idade. Nega doenças crônicas. Nega uso contínuo de medicamentos. Sono e apetite preservados. Evacuações fisiológicas sem alterações. Ao questionar-se sobre a história pregressa, a mãe relata que J.U.S apresentou quadro de “gripe leve” há 2 semanas com pouco acometimento do estado geral e discreta vermelhidão da garganta à observação materna. Além disso, é afirmado que o quadro infeccioso foi autolimitado e, para alívio dos sintomas, fez-se uso apenas de chá de limão com própolis. Ao exame, criança em regular estado geral, pálida, hidratada, acianótica. 32 kg, 135 cm, IMC 17,56. Febril (39 °C), taquicardica (FC 124 bpm) e taquipneica (FR 30 irpm). Apresentava discreta linfadenomegalia cervical D. Evidenciou-se edema e rubor em articulações de ambos os joelhos (artrite) e dor a movimentação passiva. Pele e fâneros: ausência de alterações. Sistema respiratório: murmúrio vesicular fisiológico sem ruídos adventícios; som claro pulmonar

LIPED - UFSJ

4 min210 days ago
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