Você lembra como se diferencia o Frêmito Pleural do Frêmito Brônquico? | Colunistas

Mas o que são Frêmitos mesmo? Os frêmitos torácicos originam-se ao palpar a superfície torácica de um indivíduo e é descrito como uma sensação vibratória. O frêmito mais conhecido é o toracovocal, aquele originado enquanto se fala, isto é, o som que ao vibrar as cordas vocais, transmite-se pela superfície torácica, árvore pulmonar e também pelas pleuras. Figura 1 – Anatomia Pulmonar Fonte: Atlas de Anatomia Humana, Frank H. Netter Ao contrário desse citado, o frêmito pleural, também chamado de atrito pleural, e o frêmito brônquico surgem durante alguma patologia. O primeiro é uma sensação palpatória de vibrações originadas na região pleural. Normalmente, as pleuras, durante a expansão torácica, não geram ruídos, porém se houver um processo inflamatório nesse local como na pleurite aguda, o contato entre os folhetos visceral e parietal torna-se doloroso e, durante as respirações, surge esse frêmito. Porém, caso o processo torne-se crônico, esse som não é mais escutado porque normalmente ocorre um espessamento dos folhetos. O frêmito brônquico, por outro lado, origina-se durante as vibrações causadas por secreções na árvore brônquica em contato com o ar, normalmente nas regiões de médio e grande calibre, no momento da respiração. O atrito pleural surge em algumas patologias, mas comumente é associado com pleurite aguda, processo neoplásico (câncer de pulmão) ou derrame pleural. Nesse último, o frêmito irá ser precedido ao derrame e desaparece até o mesmo ser reabsorvido.  No frêmito brônquico, a bronquite é a situação mais comum envolvida, essa inflamação gera secreções que são perceptíveis pela vibração obtida durante o exame do tórax na fase palpatória de investigação semiológica.

Lavínia Prado

2 min74 days ago

Manifestações clínicas da apendicite | Colunistas

Introdução: Apendicite aguda é a principal causa de dor abdominal aguda que requer tratamento cirúrgico no Ocidente1,2. O risco de um indivíduo apresentar apendicite aguda durante qualquer idade da vida é de cerca de 7%, mas seu pico de incidência ocorre entre a segunda e terceira décadas de vida, além de essa doença ser mais incidente em pessoas brancas e de sexo masculino1-5. Ademais, a apendicite está associada à obstrução mecânica (por fecalito, hiperplasia linfoide, cálculo biliar, corpo estranho, parasitas ou neoplasia), dieta inadequada de fibras, susceptibilidade familiar, além de estrutura populacional, condições socioeconômicas e patógenos (bacterianos, virais ou parasitários)1-5. Todavia, apesar da elevada prevalência da apendicite, sua etiologia e epidemiologia ainda são pouco compreendidas4. O apêndice cecal/vermiforme é um pequeno órgão tubular de fundo cego de provável função imunológica originado da parede póstero-medial do ceco e localizado a aproximadamente dois centímetros abaixo da válvula ileocecal, com comprimento variando de 2 a 20 centímetros1,2,6. Vale ressaltar que, apesar de a base do apêndice ser fixa, o restante do órgão é livre e pode ocupar diversas regiões da cavidade abdominal, como região pélvica, fossa ilíaca esquerda e até o interior do canal inguinal2. Essas variações topográficas do órgão influenciam bastante na apresentação clínica da apendicite2. Diante da elevada prevalência da apendicite, assim como a capacidade dessa doença de ser fatal, se não diagnosticada e tratada precocemente, este texto visa abordar apendicite. Serão abordados os seguintes tópicos: manifestação clássica, manifestação em crianças, manifestação em idosos e manifestação em gestantes. Fonte: https://www.vix.com/pt/saude/567022/reconheca-os-primeiros-sinais-da-apendicite-para-nao-confundir-com-outras-doencas Manifestação clássica: Fonte: https://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/quadrantes-abdominopelvica/ A dor é inicialmente descrita como cólica leve, de duração habitual variando de

Emanoel Albuquerque

3 min81 days ago

Resumos: as bases médicas para o raciocínio clínico do Sistema Renal | Ligas

O sistema renal compõe uma das principais vias de regulação e manutenção da vida humana, para tanto, conhecer o seu órgão funcional é de fundamental importância para o médico, estudante de medicina ou profissional de saúde que se propõe a cuidar e lidar com pacientes.             Seguem abaixo os pontos essenciais das matérias básicas do curso de medicina que consubstancia o raciocínio da prática clínica. As bases do Sistema Renal Anatomia O sistema renal é formado por um órgão par, de coloração marrom-avermelhada que mede cerca de 10 centímetros de comprimento, 5 centímetros de largura e 2,5 centímetros de espessura e cujo formato visual lembra um feijão. Seu peso médio é de 150 g em homens e 135 g em Mulheres, e ele apresenta uma delgada cápsula fibrosa composta de tecido rico em colágeno com algumas fibras elásticas e musculares lisas. O rim direito encontra-se posterior ao fígado, duodeno e colo ascendente. Já o rim esquerdo relaciona-se com estômago, baço, pâncreas, jejuno e colo descendente.  Localização: Os rins são estruturas retroperitoneais localizados lateralmente a coluna vertebral na parte posterior da cavidade abdominal, abaixo da cúpula diafragmática, sendo o rim direito levemente caudal em relação ao esquerdo, devido a presença do fígado. Os níveis dos rins modificam-se durante a respiração e com mudanças posturais, movendo-se 2 a 3 centímetros em direção vertical, podendo ocupar o espaço que vai das duas últimas vértebras torácicas as duas primeiras vértebras lombares.Faces renais: Anterior e Posterior. Vale ressaltar que a face anterior do rim direito tem íntima relação com o fígado, chegando a gerar nele a impressão renal.  Polos renais: Superior, onde se encontra sua relação com

Resumo: Semiologia Abdominal

REGIÕES ABDOMINAIS A cavidade abdominal é divida por quatro planos: dois horizontais e dois verticais, delimitando as seguintes regiões: Hipocôndrio direito (HCD): fígado, vesícula biliar, rim direito; Epigástrio: lobo esquerdo do fígado, piloro, duodeno, cólon transverso e cabeça e corpo do pâncreas; Hipocôndrio esquerdo: baço, estômago, rim esquerdo, cauda do pâncreas; Flanco direito (ou região lateral): cólon ascendente, rim direito e jejuno; Mesogástrio (ou região umbilical): duodeno, jejuno, íleo, aorta abdominal, mesentério, linfonodos; Flanco esquerdo (ou região lateral): cólon descendente, jejuno, íleo; Fossa ilíaca direita (ou região inguinal): ceco, apêndice, ovário e tuba uterina direita; Hipogástrio: bexiga, útero, ureter; Fossa ilíaca esquerda (ou região inguinal): cólon sigmoide, ovário e tuba esquerda. A cavidade abdominal também pode ser divida em quatro quadrantes, a partir do plano mediano (vertical), seguindo o trajeto da linha alba e o plano transumbilical (horizontal) entre L3 e L4. https://www.auladeanatomia.com/novosite/pt/generalidades/quadrantes-abdominais/ A partir do exame físico minucioso e história clínica do paciente, é possível estabelecer suspeitas diagnósticas de acordo com a região acometida. Abaixo veremos passo a passo como realizar o exame físico do abdome. OBS: diferente do sistema cardiovascular e respiratório, a ausculta deve ser o primeiro elemento a ser avaliado após a inspeção. A explicação é que a palpação ou percussão do abdome pode alterar os movimentos peristálticos. Se interessa por Semiologia Médica? Clica aqui, conheça nosso Manual de Semiologia e aprenda semiologia de forma prática, objetiva e atualizada! 2. INSPEÇÃO Deve ser realizada com o paciente em decúbito dorsal com pernas estendidas. São observadas, forma, volume e alterações cutâneas do abdome. Forma: avaliar se há presença de assimetria, como pode ocorrer na hepatoesplenomegalia, hérnias de parede abdominal, neoplasias e obstruções. Globoso (panículo adiposo ou líquido ascítico), escavado (emagrecimento ou síndrome consuptiva), pendular (gravidez).

Carreira Médica

5 min145 days ago

Resumo: Semiologia Cardiovascular

EXAME FÍSICO DO CORAÇÃO Inspeção e palpação Os seguintes parâmetros devem ser analisados durante a inspeção e palpação: Abaulamento Deve-se investigar com o paciente despido, de modo que o examinador faça a inspeção em região precordial em 2 incidências (tangencial e frontal). Pode haver presença de abaulamento no aneurisma de aorta, cardiomegalia, derrame pericárdico e cardiopatias congênitas. http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0102-76382012000300024 Ictus cordis O ictus cordis é a pulsação do ápice do coração. Deve-se investigar localização, extensão, mobilidade, intensidade e tipo de impulsão, ritmo e frequência. A sua localização pode variar de acordo com o biotipo do paciente: Mediolíneos: cruzamento da linha hemiclavicular esquerda com o 5º espaço intercostal. Brevelíneos: desloca-se cerca de 2 cm para fora e para cima, no 4º espaço intercostal. Longilíneos: 6º espaço intercostal, 1 a 2 cm para dentro da linha hemclavicular. https://simbrazil.mediviewprojects.org/index.php/palpacao/ictus-cordis Ictus cordis invisível e impalpável: enfisema pulmonar, obesidade, grandes mamas, musculatura muito desenvolvida. COMORBIDADES ASSOCIADAS: o deslocamento do ictus cordis indica dilatação e/ou hipertrofia de ventrículo esquerdo, como ocorre na hipertensão arterial e insuficiência aórtica, por exemplo. No paciente hipertenso com comprometimento ventricular costuma ser um achado clássico o ictus cordis deslocado p/ 6º espaço intercostal e com caráter propulsivo. AVALIAÇÃO: o ictus deve ser avaliado quanto à sua extensão em polpas digitais e quanto à contração, podendo ser propulsivo quando a mão é levantada, um achado semiológico indicativo de hipertrofia. Batimentos ou movimentos Ainda na inspeção e palpação é possível avaliar áreas que possam apresentar batimentos visíveis ou palpáveis (retração sistólica, levantamento de massa em precórdio, pulsação epigástrica ou supresternal) COMORBIDADES ASSOCIADAS: podemos pensar em hipertrofia direita quando há retração sistólica apical (durante sístole há retração). Já em caso de hipertrofia do ventrículo direito pode ser percebido como uma

Carreira Médica

6 min153 days ago

Sinal de Filatov – Semiologia e Medicina Interna

Característica principal O Sinal de Filatov é caracterizado pela presença de palidez em região perioral e está presente nos quadros de Escarlatina. A Escarlatina A Escarlatina é uma doença infecciosa causada pelo agente Streptococcus Pyogenes e surge mais comumente após complicação do quadro de Faringite Estreptocócica. O período de incubação é de 2-5 dias e o início do quadro costuma ser abrupto apresentando sintomas como febre alta e cefaleia. Nos dois dias após a instalação desse quadro, surge o exantema micropapular dando aspecto áspero a pele, sendo esta chamada de “pele em lixa”, desaparece 6-9 dias depois deixando uma descamação lamelar nas regiões plantares e palmares. Outros sinais Outros sinais encontrados nessa infecção são: Sinal de Pastia, que consiste em uma exacerbação do exantema em regiões de dobras como a axilar, inguinal e pregas cubitais; e língua em framboesa, onde as papilas encontram-se aumentadas sobre a língua. Transmissão A transmissão ocorre através do contato com saliva ou secreção nasal da pessoa infectada e acomete crianças entre 3 e 15 anos de idade. Diagnóstico Para confirmação do diagnóstico, realiza-se teste de cultura, testes sorológicos e leucograma. O tratamento é feito com a administração de Penicilinas.”     Bibliografia:   1) KASPER, D. L; FAUCI, A. S. Doenças Infecciosas de Harisson. 2ed. Editora AMGH, 2015, pag. 358. 2) CENTRO DE VIGILANCIA EPIDEMIOLOGICA “PROF. ALEXANDRE VRANJAC”. Divisão de Doenças de Transmissão Respiratória e SECRETARIA DE ESTADO DA SAUDE DE SAO PAULO. Coordenadoria de Controle de Doenças. Escarlatina: orientações para surtos. BEPA, Bol. epidemiol. paul. (Online) [online]. 2007, vol.4, n.46, pp. 14-24. ISSN 1806-4272. Disponível em: http://periodicos.ses.sp.bvs.br/scielo.php…     Liga Acadêmica de Semiologia e Medicina Interna

SanarFlix

1 min243 days ago

A entrevista médica permeada pela empatia | Colunistas

A relação médico-paciente é um tema que hoje prepondera nas rodas de conversas da sociedade, de forma que a grande parte da comunidade associa a melhoria do quadro de assistência médica no país ao relacionamento interpessoal existente entre cliente e atendente. Por se tratar de um discernimento subjetivo, a relação médico-paciente não se caracteriza como uma relação de consumo. Em concordância, segundo o Código de Ética Médica, art. 34, é vedado ao médico deixar de informar ao paciente o diagnóstico, o prognóstico, os riscos e objetivos do tratamento, salvo quando a comunicação direta possa lhe provocar dano, devendo, nesse caso, fazer a comunicação a seu representante legal. E, ainda, em seu art. 35, é vedado ao médico exagerar a gravidade do diagnóstico ou do prognóstico, complicar a terapêutica, ou exceder-se no número de visitas, consultas ou quaisquer outros procedimentos médicos. Desse modo, como praticar a empatia nas comunicações entre médico e paciente? Ser empático é ser valente na contemporaneidade. O historiador Leandro Karnal reflete que: “empatia é um desafio muito grande, é um esforço!”. Já o filósofo australiano Roman Krznaric afirma que é sobre “achar a humanidade compartilhada”. Ao contrapor os ideais, percebe-se que ser empático é aceitar a alteridade do outro, dinamizando a relação através do rompimento da barreira epistemológica que ainda existe entre o corpo social. Enquanto médicos, temos por função primordial estudar e detectar as anomalias que interferem no ciclo de vida normal dos seres humanos e, consecutivamente, devemos orientá-los, esclarecê-los e suprir da maneira mais cordial possível a necessidade de bem-estar individual. Durante a graduação, a disciplina de Propedêutica Médica nos guia em um caminho técnico da entrevista com o paciente. Comumente, nossos mestres proferem em ambiente acadêmico que: “o bom médico trata a doença;

Danilo Gustavo Santos

2 min289 days ago
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