Relembrando a semiologia mastológica e o autoexame mamário no contexto do câncer de mama | Colunistas

Possivelmente você já ouviu falar do Outubro Rosa, campanha de conscientização sobre o câncer de mama. Ainda não estamos em outubro, mas isso não significa que você não deva sempre ter em mente a necessidade do exame mamário, sendo esse uma das armas principais para o diagnóstico precoce num paciente oncológico. Por conta dessa pandemia, a Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO) e a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) estimam que 50 a 90 mil casos de câncer no Brasil ficaram sem diagnóstico nos dois primeiros meses da quarentena. É sempre bom enfatizar que normalmente o câncer de mama tem uma progressão lenta, porém isso pode sempre variar; pense em quantos deixaram de ir a uma consulta por conta dessa paralisação ou talvez deixaram de manter algum tratamento pelo medo de se contaminar com o vírus. No site do Hospital Oncológico A.C. Camargo, há uma plataforma interativa (e gratuita!), onde você pode navegar por cada área corporal, cada uma com uma descrição de sinais que possam servir de um alerta oncológico; além disso, conta com um canal com médicos especializados que buscam avaliar se você necessita realmente de um atendimento em caso de dúvida. Vamos começar essa revisão? O exame clínico mamário Antes de iniciar prontamente a descrição do exame, é importante relembrar os passos de criação de uma boa anamnese; essa deve vir com os dados de identificação do paciente (nome, data e hora do atendimento, número do prontuário, profissão, estado civil, idade, etnia, naturalidade e procedência), descrição correta da queixa principal do mesmo, isto é, o porquê dele estar naquela consulta, sempre buscar realizar a transcrição fiel de suas expressões e não esquecer de registrar o tempo de ocorrência.

Lavínia Prado

8 minhá 114 dias

Resumo sobre tosse (completo) – Sanarflix

Definição A tosse é um sintoma que possui uma grande variedade de patologias, pulmonares e extrapulmonares, e por isto mesmo é muito comum, sendo, com certeza, uma das maiores causas de procura por atendimento médico. É um mecanismo de defesa com função de eliminar materiais inalados e retirar excesso de muco.  Elas pode ser classificada em 3 categorias:  Aguda: é a presença de tosse autolimitada, com duração de até três semanas. Subaguda: duração entre três a oito semanas. Crônica: tosse com duração maior que oito semanas.  A tosse também pode ser classificada de acordo com a presença ou não de escarro. A seca é aquela desprovida de escarro, já na produtiva, há expulsão de muco.  Patogênese   Em condições fisiológicas, a tosse é um reflexo de defesa da via aérea e é controlada pelo tronco e córtex cerebral. O início deste reflexo dá-se pelo estímulo irritativo que sensibiliza os receptores difusamente localizados na árvore respiratória (faringe, traquéia, carina, pontos de ramificação das grandes vias aéreas e porção distal das pequenas vias aéreas), e posteriormente ele é enviado à medula. Esses receptores são ativados por estímulos químicos (ácido, calor e compostos semelhantes à capsaicina) e mecânicos.  Os receptores de tosse não estão presentes nos alvéolos e no parênquima pulmonar. Portanto, um indivíduo poderá apresentar uma pneumonia alveolar com consolidação extensa, sem apresentar tosse.  Os impulsos da tosse são transmitidos pelo nervo vago até um centro da tosse no cérebro que fica difusamente localizado na medula. A via aferente é composta por fibras nervosas sensoriais vagais, que estão localizadas no epitélio ciliado das vias aéreas superiores e ramos cardíacos e esofágicos a partir do diafragma.

SanarFlix

4 minhá 132 dias

Diagnóstico de apendicite aguda: o papel dos sinais de Rovsing, Blumberg e Lapinsky | Colunistas

A apendicite aguda é o quadro mais comum de abdome agudo inflamatório, esse que pode ser definido como quadro de dor abdominal de início súbito com menos de 8 horas de evolução derivado de um quadro inflamatório e/ou infeccioso da cavidade abdominal ou em órgãos e estruturas adjacentes. A apendicite aguda pode ser de diagnóstico difícil nos extremos da vida ou quando o apêndice tiver topografia atípica, particularmente pélvica ou retrocecal. Antes de avaliar os sinais no exame físico, é importante a execução de uma anamnese completa no paciente na emergência hospitalar. O primeiro sintoma é a queixa de dor. Sendo suas principais marcas a progressão para a piora, irradiação específica e exacerbação ao movimento. Esse sintoma, geralmente, inicia-se na região de epigástrio e irradia para a região periumbilical até chegar na fossa ilíaca direita. No entanto, é importante avaliar outros sinais e sintomas comuns, como náuseas e vômitos, febre, inadequação do funcionamento intestinal e, em menor pronúncia, sintomas urinários. Partindo para o exame físico, temos a avaliação de quatro eixos: Inspeção: observa-se pouca movimentação e atitude antálgica (flexão do membro inferior direito na tentativa de aliviar a dor), além de manobras, como tossir ou pulsar, que podem desencadear piora da dor; Palpação: de superficial para profundo, pretende-se identificar dor em fossa ilíaca direita ou difusa com resistência voluntária ou espontânea ao toque. Além disso, pode haver presença de massas.  Nesse eixo, pode-se observar os sinais clássicos da apendicite aguda: Sinal de Blumberg: dor à descompressão brusca em fossa ilíaca direita;Sinal de Rovsing: dor à palpação profunda em fossa ilíaca direita e flanco direito;Sinal de Lapinsky: dor à palpação profunda no ponto de McBurney (localizado no encontro do terço médio com o terço distal da

João Lima

3 minhá 137 dias

A semiologia é suficiente para o diagnóstico da apendicite aguda? | Colunistas

A paciente A.G.B dá entrada na emergência relatando dor abdominal, inicialmente em epigástrio, que, após 03 horas de evolução, migrou para fossa ilíaca direita, com defesa muscular ativa e sinais de irritação peritoneal. Provavelmente, você deve ter pensado em apendicite aguda, mas o que define essa etiologia? 1. Descrevendo o abdome agudo O abdome agudo é caracterizado pelo aparecimento súbito de sintomas abdominais, em geral, graves e que precisam de intervenção, sendo esta cirúrgica ou clínica. A dor é o sintoma mais comum dessa etiologia, sendo esta incapacitante, de alta intensidade e de duração variável. 2. Exame físico de abdome No exame físico de abdome, a inspeção, a ausculta, a percussão e a palpação devem ser realizadas nessa ordem, uma vez que a alteração desta pode gerar a movimentação dos gases presentes nas alças intestinais e/ou na cavidade abdominal, dificultando o reconhecimento de possíveis patologias na região. As cinco síndromes de abdome agudo, organizadas de acordo com a prevalência no Brasil, são: Abdome agudo inflamatório: representado, principalmente, por apendicite aguda, colecistite aguda, pancreatite aguda e diverticulite aguda. Abdome agudo perfurativo: representado, principalmente, por úlcera péptica perfurada, mas pode ocorrer a partir de corpos estranhos e secundário a processos inflamatórios. Abdome agudo obstrutivo: representado, principalmente, por hérnias, bridas, aderências e volvos. Abdome agudo hemorrágico: representado, principalmente, por gravidez ectópica rota em mulheres em idade reprodutiva e aneurisma de aorta abdominal roto. Abdome agudo vascular: representado, principalmente, por insuficiência arterial não oclusiva, embolia/trombose de artéria mesentérica superior e trombose de veia mesentérica.

Maria Fernanda Uzeda

5 minhá 184 dias

Você lembra como se diferencia o Frêmito Pleural do Frêmito Brônquico? | Colunistas

Mas o que são Frêmitos mesmo? Os frêmitos torácicos originam-se ao palpar a superfície torácica de um indivíduo e é descrito como uma sensação vibratória. O frêmito mais conhecido é o toracovocal, aquele originado enquanto se fala, isto é, o som que ao vibrar as cordas vocais, transmite-se pela superfície torácica, árvore pulmonar e também pelas pleuras. Figura 1 – Anatomia Pulmonar Fonte: Atlas de Anatomia Humana, Frank H. Netter Ao contrário desse citado, o frêmito pleural, também chamado de atrito pleural, e o frêmito brônquico surgem durante alguma patologia. O primeiro é uma sensação palpatória de vibrações originadas na região pleural. Normalmente, as pleuras, durante a expansão torácica, não geram ruídos, porém se houver um processo inflamatório nesse local como na pleurite aguda, o contato entre os folhetos visceral e parietal torna-se doloroso e, durante as respirações, surge esse frêmito. Porém, caso o processo torne-se crônico, esse som não é mais escutado porque normalmente ocorre um espessamento dos folhetos. O frêmito brônquico, por outro lado, origina-se durante as vibrações causadas por secreções na árvore brônquica em contato com o ar, normalmente nas regiões de médio e grande calibre, no momento da respiração. O atrito pleural surge em algumas patologias, mas comumente é associado com pleurite aguda, processo neoplásico (câncer de pulmão) ou derrame pleural. Nesse último, o frêmito irá ser precedido ao derrame e desaparece até o mesmo ser reabsorvido.  No frêmito brônquico, a bronquite é a situação mais comum envolvida, essa inflamação gera secreções que são perceptíveis pela vibração obtida durante o exame do tórax na fase palpatória de investigação semiológica.

Lavínia Prado

2 minhá 276 dias

Manifestações clínicas da apendicite | Colunistas

Introdução: Apendicite aguda é a principal causa de dor abdominal aguda que requer tratamento cirúrgico no Ocidente1,2. O risco de um indivíduo apresentar apendicite aguda durante qualquer idade da vida é de cerca de 7%, mas seu pico de incidência ocorre entre a segunda e terceira décadas de vida, além de essa doença ser mais incidente em pessoas brancas e de sexo masculino1-5. Ademais, a apendicite está associada à obstrução mecânica (por fecalito, hiperplasia linfoide, cálculo biliar, corpo estranho, parasitas ou neoplasia), dieta inadequada de fibras, susceptibilidade familiar, além de estrutura populacional, condições socioeconômicas e patógenos (bacterianos, virais ou parasitários)1-5. Todavia, apesar da elevada prevalência da apendicite, sua etiologia e epidemiologia ainda são pouco compreendidas4. O apêndice cecal/vermiforme é um pequeno órgão tubular de fundo cego de provável função imunológica originado da parede póstero-medial do ceco e localizado a aproximadamente dois centímetros abaixo da válvula ileocecal, com comprimento variando de 2 a 20 centímetros1,2,6. Vale ressaltar que, apesar de a base do apêndice ser fixa, o restante do órgão é livre e pode ocupar diversas regiões da cavidade abdominal, como região pélvica, fossa ilíaca esquerda e até o interior do canal inguinal2. Essas variações topográficas do órgão influenciam bastante na apresentação clínica da apendicite2. Diante da elevada prevalência da apendicite, assim como a capacidade dessa doença de ser fatal, se não diagnosticada e tratada precocemente, este texto visa abordar apendicite. Serão abordados os seguintes tópicos: manifestação clássica, manifestação em crianças, manifestação em idosos e manifestação em gestantes. Fonte: https://www.vix.com/pt/saude/567022/reconheca-os-primeiros-sinais-da-apendicite-para-nao-confundir-com-outras-doencas Manifestação clássica: Fonte: https://cienciasmorfologicas.webnode.pt/introdu%C3%A7%C3%A3o%20a%20anatomia/quadrantes-abdominopelvica/ A dor é inicialmente descrita como cólica leve, de duração habitual variando de 4

Emanoel Albuquerque

3 minhá 283 dias
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