Ansiedade e Palpitação

A ansiedade e a palpitação muitas vezes andam de mãos dadas. No entanto, é necessário excluir outras causas orgânicas antes de concluir que a causa da palpitação do paciente é ansiedade. Acompanhe o caso clínico abaixo: Caso clínico 1 HDA: Mulher de 32 anos dá entrada na porta de uma emergência referindo ter sentido o coração tremer por cinco minutos, associado a sensação de morte iminente, sudorese e parestesia das mãos. As palpitações são esporádicas, acontecendo quase semanalmente. Não sabe dizer se seus batimentos são regulares ou irregulares. HPP: “Ansiedade exagerada” referida pelo marido Hábitos: Uma taça de vinho 3x por semana CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR! Exame físico Impressão inicial: via aérea pérvia, eupneica, coloração da pele normal Avaliação primária: saturando 97%, ausculta normal, PA:118x76mmHg, FC: regular normocárdico, Tax: 36,5°C Avaliação secundária: POCUS com linhas A em todos os campos ECG Quais os próximos passos? A)Alta hospitalarB) Com a paciente internada, solicitar um HolterC) Com a paciente internada, Holter e CATED) Ambulatorialmente, solicitar Holter e teste ergométrico Resposta: letra D) Palpitação Prevalência41% – doença cardíaca31%- ansiedade e desordem do pânicoEm cardiopatas91% – são por arritmiaEm pacientes psiquiátricos67% – são por arritmia Causas de palpitações ArritmiasTaquicardia sinusalPercepção alterada sobre atividade cardíaca Idade jovem – maior probabilidade de Taquicardia por reentrada AV (Síndrome Wolff Parkinson White)Idade avançada – maior probabilidade de Fibrilação atrialHistórico de cirurgia cardíaca – maior

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5 minhá 8 dias

Vida real: Como aplicar a Medicina baseada em evidências no Pronto-Socorro?

Medicina Baseada em Evidências (MBE), diz respeito à uma teoria que se traduz em prática: tomar como conduta médica somente aquilo que é respaldado cientificamente por métodos exaustivos e com nível significativo de evidências, dentro da visão clínica do profissional. Todo paciente deve ser analisado clinicamente (a clínica é soberana): suas queixas, seus sinais e seu passado médico e social. A partir dessas informações, o médico deve elaborar a hipótese diagnóstica. Abaixo segue um caso para ilustrar a importância da Medicina baseada em Evidências. CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR! Caso clínico 1 HDA: Xandy, homem de 38 anos, procurou o PA por dor torácica que piorava à movimentação e à palpação de um ponto bem localizado do tórax. O médico, que recentemente fora surpreendido por um TEP em um paciente que tinha clínica pouco usual, decidiu que para todas as dores inespecíficas, faria protocolo TEP. O laudo foi positivo para TEP. HPP: Nada Hábitos: NDN Sabendo que a sensibilidade da AngioTC é de 90% e a especificidade é de 92%, qual a chance de esse resultado ser falso positivo? A) 8% B) 10% C) 74% D) Achei que exame positivo era sempre verdadeiro Entenda o que é Razão de Verossimilhança e logo, logo você encontrará a resposta correta da questão. Fique tranquilo(a)! O que é Razão de Verossimilhança (RV)? A RV é uma medida muito útil na precisão diagnóstica. De forma simplificada, ela diz o quanto é mais provável ter o

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7 minhá 10 dias

Agravantes da pandemia na saúde mental dos profissionais da saúde | Colunistas

Os profissionais da área da saúde historicamente são muito mais  impactados em tempos de pandemia do que a população em geral. Por serem os responsáveis pelos cuidados de pacientes doentes, estes se veem sob constante pressão psicológica e desgaste físico que tendem a piorar à medida que a pandemia se prolonga. Diversos fatores explicam esse fenômeno, discuti-los e resolvê-los é a melhor solução. Carga de trabalho O aumento do número de casos da COVID-19, paralelo ao desconhecimento do mundo científico sobre o tratamento e a abordagem mais eficaz para a doença, acarretou um grande aumento da carga de trabalho  desses profissionais. O que se observou foi que, na maioria das vezes, o número de pacientes que procuravam auxílio médico extrapolava a capacidade de atendimento dos centros de saúde, gerando deficiência no atendimento. É importante mencionar também que, por se tratar de uma doença que exige isolamento dos infectados, quando um desses  profissionais é infectado, ele precisa se ausentar do serviço e outro precisa assumir o seu papel, reduzindo o quadro de funcionários disponíveis para assumir o trabalho, agravando o problema da sobrecarga de trabalho e predispondo à fadiga e exaustão. Falta de materiais de proteção A capacidade de produção e a logística (transporte, distribuição e venda) que envolvem os insumos para proteção individual não conseguiram acompanhar o aumento exponencial da demanda destes produtos durante a pandemia.  Observou-se também o aumento do preço desses materiais, sob a justificativa da conhecida “Lei de oferta e procura”. Com isso, serviços encontraram dificuldade na aquisição de máscaras, luvas, óculos, capotes e outros materiais de proteção essenciais. Ressalta-se a importância desses insumos para a máxima proteção dos profissionais e

Víctor Miranda Lucas

3 minhá 11 dias

Trombose de veia esplênica | Colunistas

INTRODUÇÃO             A emergência é a área da medicina que lida com as ocorrências que demandam pouco tempo para a sua condução clínica, tendo em vista a potencialidade de causar danos irreversíveis, inclusive a morte.             Neste artigo, iremos abordar a trombose de veia esplênica, em suas diversas nuances, desde sua anatomia, como diagnosticá-la e qual a conduta correta a ser tomada. A trombose de veia esplênica é um destes assuntos da emergência, que precisam ser diagnosticados o mais rapidamente possível, para promover o melhor cuidado ao paciente. ANATOMIA             Antes de conhecermos de fato a veia esplênica, precisamos conhecer qual órgão ela drena, e este é o baço. O baço é uma massa oval, geralmente arroxeada, carnosa, que tem quase o mesmo tamanho e formato de uma mão fechada. O baço está localizado na parte súpero lateral do quadrante abdominal superior esquerdo (QSE) ou hipocôndrio, onde é protegido pela parte inferior da caixa torácica. No entanto, ainda é considerado o órgão abdominal mais frágil. O baço possui função no sistema imune, tendo em vista que é lugar de proliferação de linfócitos. No período pré-natal, é um órgão hematopoético, que forma sangue, mas após o nascimento realiza a identificação, remoção e destruição de hemácias antigas e de plaquetas fragmentadas, além da reciclagem de ferro e globina. Por conta disso, atua como reservatório de sangue, armazenando hemácias e plaquetas. Todavia, não é um órgão vital, tendo em vista que pessoas esplenectomizadas (que removeram o baço), possuem uma qualidade de vida bastante considerável. Figura 1. Localização do baço (MOORE, 2018). Figura 2. Anatomia do Baço (NETTER, 2018). O baço é recoberto por uma

Adrielly Lohany Barros

4 minhá 11 dias

Síncope na Emergência

A síncope é definida como perda transitória de consciência devido à hipoperfusão cerebral, caracterizada por um início rápido, curta duração e recuperação completa espontânea. A síncope na Emergência é bastante comum e você precisa estar atento ao que fazer. Caso clínico 1 •HDA: Bruno, 27 anos, micro-empresário, relata perda transitória da consciência quando estava deitado antes de dormir. Sua esposa relata que Bruno ficou inconsciente por 1 minuto •HPP: NDN •Hábitos: NDN ECG Qual a conduta imediata? A)Internação hospitalar B)Alta C)Realização de um ultrassom de carótidas. Se normal, alta D)Massagem do seio carotídeo Resposta: letra A) CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR! O que é síncope? Perda transitória da consciência por hipoperfusão cerebral com resolução completa, sem déficits neurológicos. Corresponde a 6 a 8 segundos sem perfusão no Sistema Reticular Ativador Ascendente (SRAA). Se não for transitória: comaSe for parcial: estuporAcometimento transitório e autolimitado da consciência: síncope OBS.: Se a síncope for sucedida de esturpor ou sinais focais, algo AINDA está danificando o sistema. Nesses casos, encefalopatia, neoplasias, sangramento, acidentes vasculares são hipóteses. • Síncopou e acordou: provavelmente alteração cardíaca. •Síncopou e está com esturpor ou sinais focais: provavelmente alteração neurológica. O que o polígono de Willis tem a ver? O que poderia danificar transitoriamente o córtex bilateral ou a SRAA?

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4 minhá 16 dias

Troponina positiva: Você sabe o que fazer?

A troponina positiva é comumente relacionada à Síndrome coronariana, mas também pode estar elevada em outras condições agudas, bem como em doenças crônicas.  Além disso, os níveis de troponina em pacientes com mal-estar crônico estão diretamente relacionados ao prognóstico.  Paradoxalmente, as melhorias na sua sensibilidade significam que mais diagnósticos diferenciais devem ser considerados devido à especificidade diminuída, uma vez que a troponina agora é mais facilmente detectada em condições que não são a síndrome coronariana aguda. CONHEÇA A PÓS EM MEDICINA DE EMERGÊNCIA DA SANAR! Caso clínico 1 HDA: Mulher de 81 anos internada por pneumonia bacteriana comunitária no D4 de antibioticoterapia venosa evoluindo satisfatoriamente em enfermaria e sem necessidade de O2 suplementar. O plantonista da noite solicitou troponina na rotina diária que foi positiva. HPP: HAS, DM, Hipotireoidismo Hábitos: NDN Exame físico Geral: BEG, coloração normal, eupneica Ausculta e point of care pulmonar: Murmúrio vesicular normal. Linhas A em todos os campos. Ausculta e point of care cardíaco: Ritmo regular em torno de 60bpm sem sopros. Point of care normal. Sinais vitais: FC:60bpm PA:98x65mmHg SatO2:96% FR:12ipm T:34,8°C O que deve ser feito agora, tendo resultado da troponina positiva? A)Curvar a troponina B)Iniciar aspirina e clopidogrel C)Agendar um cateterismo D)Nenhuma das alternativas Comentário Não tem indicação clínica de solicitação de troponina nesse caso. O valor da troponina influencia no diagnóstico e manejo do paciente. Resposta: letra D) TROPONINAS

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5 minhá 17 dias
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