CASO CLÍNICO: Trombose Venosa Profunda | LIGAS

Área: Medicina Vascular Autores: Amanda Barbosa da Cruz Revisor(a): Raquel da Gama Pinheiro Orientador(a): Múcio João Porto Liga: Liga Médico Acadêmica de Cirurgia Plástica do Distrito Federal (LIMACIP-DF) Apresentação do caso clínico J.F.L, 48 anos, masculino, pardo, casado, bombeiro, natural do Rio de Janeiro- RJ. Residente e procedente de Águas Claras- DF. Procurou o ambulatório de clínica médica com queixa de dor intensa, em pontadas na panturrilha esquerda há 1 dia, sem irradiações, com piora ao deambular, acompanhada de eritema discreto, temperatura do membro um pouco elevada e edema leve na região. Paciente relata ter realizado herniorrafia inguinal direita há 22 dias. Uma semana após a cirurgia, refere ter iniciado um quadro de tosse seca persistente, sem fatores de alívio, dor intensa, lancinante em hemitórax direito, sem irradiação e fatores de melhora ou piora somado a episódios de dispneia leve aos grandes esforços. Se dirigiu ao HRC e, após a TC de tórax, foi diagnosticado com pleurite e pneumonia em pulmão direito, tratadas com antibióticos em domicílio. Houve melhoras dos sintomas, entretanto, há 1 dia iniciou com o quadro atual e procurou atendimento. Nega febre, cianose, perda ponderal, alergias e banhos em rio em áreas endêmicas para esquistossomose. Afirma ter dislipidemia. Relata que a mãe é cardiopata, mas não soube especificar a doença. Relata ingerir, em média, um litro de cerveja por semana. Nega tabagismo e uso de drogas ilícitas. Ao exame físico, o paciente encontrava-se em regular estado geral, lúcido, orientado em tempo e espaço, afebril, acianótico, anictérico, hidratado, normopneico (17 irpm), normocárdico (71 bpm), normotenso (130/80 mmHg). Apresentava edema (2+/4+), eritema discreto e elevação da temperatura em panturrilha esquerda. Aparelho respiratório com murmúrio vesicular

CASO CLÍNICO: Apendicite Aguda | LIGAS

Área: Cirurgia Geral Autor: Thiago Bochi Bussolaro Revisor: Vinícius Uler Lavorato Orientador(a): Dr. André Aquino Liga: Liga Acadêmica de Técnica Cirúrgica e Cirurgia Experimental da ESCS (LATECCE-ESCS) Apresentação do caso W.M, masculino, 46 anos, chegou no pronto socorro do H.S.L. com queixa de dor em epigástrio, de início súbito e contínua há 2 dias, em cólica, de média intensidade (5 de 10), tendo migrado para a fossa ilíaca direita há 1 dia, aumentando de intensidade (8 de 10). Acompanhada por náuseas, um episódio de vômito na noite anterior e febre não medida. O paciente afirmava piora da dor com o movimento e melhora com uso de analgésicos e que havia se iniciado após um almoço em família. Ao exame físico o paciente encontrava-se com fácies de dor, estado geral regular, anictérico, acianótico, taquipneico (frequência respiratória = 25 ipm), taquicárdico (frequência cardíaca = 110 bpm) e hipertenso (140×90 mmhg). Apresentava ruídos hidroaéreos reduzidos no quadrante inferior direito do abdome, dor à palpação superficial e profunda da fossa ilíaca direita, e sinal de Blumberg duvidoso no ponto de McBurney. Foi elaborada a hipótese diagnóstica de apendicite aguda, momento no qual o paciente foi orientado a realizar um hemograma e ultrassonografia do ceco para confirmação da hipótese. O hemograma evidenciou leucocitose com leve desvio à esquerda (leucócitos = 17.000/mm3 bastonetes = 500/mm3), eritrócitos = 4,8 milhões/mm3, hematócrito = 43% e hemoglobina = 14g/dL. A ultrassonografia evidenciou apêndice retrocecal com 7mm de diâmetro anteroposterior. A partir dos resultados obtidos pelos exames complementares o paciente foi diagnosticado com apendicite aguda e foi encaminhado para tratamento cirúrgico. Questões orientadoras Quais

Casos Clínicos: Acidente com choque elétrico em adolescente: parada cardiorrespiratória | Ligas

Área: Emergência Autora: Marcela Moreira Ribeiro Revisor: João Vitor Romeu Bello Taveira Orientadora: Andréa Kairala Liga: Liga Médico Acadêmica de Cirurgia Plástica do Distrito Federal (LIMACIP-DF) Apresentação do caso clínico F.M.A, 15 anos, sexo masculino, estudante, no dia 22 de junho de 2020, período de quarentena,  enquanto estava tomando banho foi vítima de choque elétrico quando resolveu alterar a temperatura de seu chuveiro durante o banho, já molhado, com contato com fio de alta tensão. A entrada da corrente ocorreu em mão direita, na região hipotênar e teve sua saída em região hipotênar esquerda. Com o ocorrido, a energia de sua casa caiu e seus pais imediatamente correram para verificar se o filho estava bem, aonde viram que o mesmo se encontrava desacordado. O pai do menino era farmacêutico e lembrou-se de suas aulas da faculdade para realizar os primeiros socorros do filho. O pai verificou que seu filho encontrava-se desacordado e iniciou o Suporte Básico de Vida, averiguando a segurança da cena do local, posicionando o filho em posição supina e manteve sua coluna cervical alinhada com o tronco. Depois, chamou várias vezes seu filho mas sem nenhum grau de resposta obtido. Ainda, verificou a ausência de pulso e de movimentos respiratórios, e assumiu que o filho estava em parada cardiorrespiratória, momento em que solicitou imediatamente que sua esposa telefonasse para o serviço de emergência e iniciou as compressões torácicas, pois é de extrema importância a restauração da circulação a fim de evitar lesão neurológica por hipóxia. As compressões torácicas ocorreram na região da metade inferior do esterno, na linha mamilar, cerca de 5 cm de depressão, com a região hipotênar do braço dominante/forte

ACLS: Suporte Avançado de Vida em Cardiologia

ACLS, ATLS, PALS… com certeza você já deve ter escutado essas siglas na graduação de medicina! Mas você sabe o que elas significam? Como médicos, é esperado buscar formas de aumentar a nossa segurança e confiança profissional através de cursos, capacitações e aprimoramentos. Além de se manter sempre atualizado. Está buscando fazer os treinamentos em Suporte Avançado de Vida, em Cardiologia, Trauma, Pediatria para dar plantões com maior preparação e ter no seu currículo os treinamentos essenciais da emergência?! Conheça a Pós-graduação em Medicina de Emergência da Sanar. Você faz todos os treinamentos que precisa em um só lugar. Dentre esses cursos e treinamentos, destaca-se o curso Suporte Avançado de Vida Cardiovascular (ACLS). Você sabe tudo sobre ele? Confira: O que é o Suporte Avançado de Vida? Os Suportes avançados de vida consistem em um conjunto de manobras médicas invasivas (procedimentos cirúrgicos, administração de medicamentos, etc) visando à estabilização clínica de um paciente. Dentre eles, está o ACLS que vamos conhecer mais neste artigo. Qual a diferença entre Suporte Básico de Vida (SBV) e Suporte Avançado de Vida? Suporte básico de vida (SBV) consiste no conjunto de medidas e procedimentos que visam o suporte de vida à vítima. O SBV é vital até a chegada do SIV (Suporte intermediário de vida – transporte até o hospital). O objetivo principal é o não agravamento das lesões já existentes, além de não gerar novas lesões. ACLS: significado e o que é! Em inglês, ACLS se refere a “Advanced Cardiovascular Life Support”, que corresponde à tradução “Curso de Suporte

SanarMed Pós Graduação

6 min5 days ago

Casos Clínicos: Hemorragia Digestiva Alta no Paciente Cirrótico | Ligas

Área: Gastroenterologia Autores: Lívia Novaes Teixeira, Helena Gemayel Marques Revisor(a): Juliana Késia Araújo da Fonseca Orientador(a): Jule Rouse de Oliveira Gonçalves Santos Liga: Liga de Emergências Médicas do DF (LEM-DF) Apresentação do caso clínico Paciente do sexo masculino, 55 anos, procedente de Sobradinho-DF, apresenta-se no pronto atendimento de um hospital terciário do Distrito Federal com queixa de 2 episódios de hematêmese há cerca de 3 horas. Refere etilismo crônico de 2L de bebida destilada e 1L de bebida fermentada por dia, há cerca de 15 anos. Refere episódios prévios idênticos ao, porém não sabe relatar as condutas prévias tomadas, só refere que foi submetido a um exame de endoscopia com realização de algum procedimento na ocasião.  Ao exame físico encontra-se dispneico, taquipneico (frequência respiratória = 25 irpm), ictérico (+/+4), desidratado (mucosas secas), taquicárdico (frequência cardíaca = 135 bpm), acianótico, hipotensa (90×50 mmHg), saturação O2 periférico 89%. Paciente orientado no tempo e espaço, porém torporoso, ECG 14. Extremidades frias, pulsos finos, TEC > 3s, cacifo positivo (+/+4), presença de telangiectasias. Aparelho cardiovascular, RCR em 2T, bulhas hipofonéticas, sem sopros. Aparelho respiratório com murmúrio vesicular fisiológico presente e simétrico, sem ruídos adventícios. Abdome ascítico, com presença de circulação colateral (tipo cabeça de medusa), sinal do piparote positivo e presença de semicírculo de Skoda. Diante desse quadro, foram providenciados dois acessos venosos periféricos calibrosos, monitorização eletrocardiográfica, pressórica e de saturação de O2 periférico. Instalado Cateter nasal de O2 (3L/min), foi realizada uma fase rápida (1000 mL de SF 0,9%) nos primeiros 20 minutos, devido indícios de instabilidade hemodinâmica. Em seguida, foi administrado terlipressina na dose 2 mg, EV de imediato

LEM.DF

5 min7 days ago

Casos Clínicos: Síncope vasovagal ou neurocardiogênica | Ligas

Área: Cardiologia Autor: Ana Carolina Pinheiro Monici Co-autor: Genésia Regina Soares Pereira Revisor: Camila Lopes Moreira da Silva Orientador: Liga: Liga de Emergências Médicas do Distrito Federal (LEM-DF) Apresentação do caso clínico Paciente do sexo feminino, 24 anos, branca, solteira, estudante, procedente e residente de Brasília – DF, estava participando da final de um jogo de vôlei interclasse em um dia quente de verão, que já durava mais de uma hora, quando perdeu a consciência por alguns minutos e caiu no chão. Rapidamente recuperou a consciência, mas foi socorrida por bombeiros e levada ao pronto-socorro ainda desorientada e queixando-se de  náusea e palpitações. Após a sua chegada ao hospital, referiu ao médico que este era o quarto episódio de desmaio nos últimos 5 meses, desde que começou o curso de Medicina. De maneira geral, esses desmaios aconteciam em situações de estresse, ansiedade ou exercício físico moderado e normalmente tinham duração de no máximo 5 segundos, de acordo com testemunhas. A paciente também referiu que antes dos episódios de síncope sente náusea, frio e sudorese. Nega uso de álcool e tabagismo. Nega história de doença cardíaca e neurológica pessoal ou familiar. Nega patologias prévias. Nega uso de medicamento de forma contínua. Ao exame físico, paciente se encontrava em regular estado geral, consciente, orientada no tempo e espaço, confusa, pálida, hidratada, acianótica, anictérica, fala e linguagem conservadas, fácies atípicas, ausência de movimentos involuntários, afebril (Temperatura axilar = 36,5ºC), normotensa (PA = 100 x 80 mmHG), normocárdica (frequência cardíaca = 62 bpm), eupneica (frequência respiratória = 18 irpm), pulso radial cheio. Ao exame físico cardiovascular, bulhas normofonéticas,

LEM.DF

6 min7 days ago

Casos Clínicos: As especificidades da depressão no idoso | Ligas

Área: Geriatria Autores: Rafaella Oliveira Dias, Laryssa Ramos Pino de Souza Revisor(a): Caísa Costa Pereira Orientador(a): Jule Rouse de Oliveira Gonçalves Santos Liga: Liga de Emergências Médicas do DF (LEM-DF) Apresentação do caso clínico Paciente do sexo feminino, 81 anos, branca, aposentada, natural de Goiânia-GO, procedente e residente em Brasília-DF. A filha procurou geriatra com relato de esquecimento frequente da mãe, nos últimos meses. Informou também que ela tem apresentado menos apetite, insônia e falta de interesse nas atividades das quais sempre gostou de participar. Relata que percebeu início desses sinais pouco depois do falecimento do seu marido, há 7 meses. Nega dificuldades nas atividades diárias e de cuidado pessoal. Afirma utilizar Levotiroxina Sódica de 75mg, 1x ao dia, para tratamento de Hipotireoidismo de Hashimoto, diagnosticado aos 12 anos de idade. Nega diagnóstico prévio de outras doenças crônicas ou quadros agudos recentes, bem como o uso de outros medicamentos. Informa que a paciente mora sozinha e que os filhos intercalam as visitas desde que o marido faleceu. Ao exame físico, a paciente encontrava-se em bom estado geral, lúcida e orientada no tempo e no espaço, afebril, acianótica, anictérica e hidratada. Sem alterações nos exames dos aparelhos cardiovascular, respiratório e neurológico. Abdome normal, sem abaulamentos ou retrações, ruídos hidroaéreos audíveis e normais.  Foram realizados, então, os testes direcionados para a Avaliação Geriátrica Ampla. A paciente mostrou resultados de normalidade nos testes de equilíbrio, mobilidade e risco de quedas, bem como na avaliação de sarcopenia. No teste de fluência verbal, falou 14 animais, sequencialmente, em 1 min. No Miniexame do Estado Mental, a pontuação obtida foi de 22 pontos. Na Escala de Depressão Geriátrica, a paciente fez 7/15

LEM.DF

4 min7 days ago

Casos Clínicos: Politrauma

HISTÓRIA CLÍNICA Paciente de 22 anos trazido pelo serviço móvel de emergência com relato de lesão por projétil de arma de fogo (PAF) em coxas e nádegas há cerca de 2h. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA Dados Vitais: FC: 151 bpm; ritmo cardíaco regular; FR: 20 ipm; SatO2 100 % (sob máscara não reinalante); PA: 84×46 mmHg (o serviço de transporte realizou reposição volêmica com 500 ml de cristaloide, com resposta à infusão). A (vias aéreas): Vias aéreas pérvias (contactante), sem colar cervical. B (respiração e ventilação): Ausência de lesões visíveis em tórax, expansão simétrica, murmúrios presentes e simétricos à ausculta. C (circulação): Pulsos filiformes, descorado, pele fria, com ferimentos sangrantes (pequena quantidade) em coxas e nádega esquerda. D (avaliação neurológica): Escala de coma de Glasgow 15, sem déficits motores, pupilas isocóricas e fotorreagentes. E (exposição completa): lesões múltiplas por arma de fogo (Figura 1). Figura 1. Lesões por PAF encontradas durante avaliação primária AVALIAÇÃO SECUNDÁRIA • S: Refere dor no local das lesões e nega perda de consciência, vômitos; • A: Nega alergias; • M: Nega uso de medicações; • P: Nega comorbidades, cirurgias/internações prévias; • L: Última refeição há cerca de 7h; • A: Paciente refere que durante fuga foi baleado (tiros disparados por alguém que estava atrás dele). Sem outras lesões visíveis em couro cabeludo, face, extremidades, articulações

Comunidade Sanarmed

6 min16 days ago

Caso Clínico: Fratura Exposta

HISTÓRIA CLÍNICA L.R.F., 31 anos, masculino, contador, natural e procedente de cidade de grande porte, encaminhado para hospital pela equipe do serviço de atendimento móvel, vítima de assalto a mão armada, na região da estrada velha do aeroporto há, aproximadamente, uma hora antes de chegar à unidade, com três perfurações por arma de fogo (PAF) em braço esquerdo e uma em antebraço direito, fratura exposta de úmero esquerdo e de ulna direita (com orifício de entrada e saída apenas em antebraço). Paciente alerta/vigil, queixa-se de dor intensa em locais da PAF, nega desmaio. Perda de sangue sem reflexos em hemodinâmica, realizada hemostasia por compressão pela equipe de atendimento pré-hospitalar. Figura 1. (A) Braço esquerdo com três perfurações por arma de fogo; (B). Perfuração de saída em antebraço direito, visualiza-se lesões em epiderme por estilhaços. AVALIAÇÃO PRIMÁRIA Geral: Regular Estado Geral, lúcido e orientado, corado, taquipneico, afebril. Dados Vitais: FC: 92bpm; FR: 24 ipm; PA: 140 x 80 mmHg; sp02: 96%. A (vias aéreas): Vias aéreas pérvias (VAP), traquéia centralizada e móvel sem enfisema subcutâneo, sem uso de colar cervical; B (respiração e ventilação): Murmúrios vesiculares bem distribuídos (MVBD), sem ruídos adventícios (RA), expansibilidade preservada e simétrica; C (circulação): Bulhas rítmicas normofonéticas (BRNF) em dois tempos, sem sopros, pele quente, pulso radial cheio, forte e simétrico, tempo de enchimento capilar menor que dois segundos (TEC < 2s); D (avaliação neurológica): Glasgow 15, pupilas isocóricas fotorreagentes; E (exposição completa):

Comunidade Sanarmed

8 min16 days ago
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