A importância do autoexame testicular como prevenção do câncer de testículo | Colunistas

Introdução Os testículos se encontram na bolsa escrotal e são responsáveis pela produção de espermatozoides e testosterona. O câncer de testículo pode pertencer a dois grupos: Tumor germinativo não seminomatoso que apresenta caráter mais agressivo.Tumor germinativo seminomatoso apresentando crescimento mais lento. Além desses dois tipos, há um terceiro, mais raro, que é constituído por tumores que acometem as células de Sertoli e Leydig. Epidemiologia De acordo com o INCA (Instituto Nacional do Câncer), o câncer de testículos corresponde a 5% dos tumores malignos que acometem os homens. Apresenta incidência de três a cinco casos a cada 100 mil pessoas e atinge principalmente a faixa etária entre 15 e 50 anos de idade. Etiologia e fatores de risco Não existe uma causa definida, mas alguns fatores de risco estão associados como a criptorquidia e disgenesia gonadal. Além disso, alguns estudos têm sugerido o aumento do risco de desenvolvimento para o câncer em pessoas com histórico familiar. Sintomas O surgimento é marcado pela presença de um nódulo, geralmente indolor e tamanho aproximado de uma ervilha. Além disso, deve observar alterações no tamanho dos testículos, sangue na urina e dor imprecisa na parte baixa do abdome. Como o câncer acomete homens na idade reprodutiva, deve-se ficar atento a orquiepidimites, caracterizada por um processo inflamatório ou infeccioso que geralmente ocorre devido a infecções sexualmente transmissíveis, que podem confundir ou mascarar a presença do tumor, ressaltando a importância da anamnese e exame físico completos. Diagnóstico Geralmente, a suspeita ocorre após a realização de autoexame ou consulta médica. O câncer de

Ana Flávia Lima

2 min46 days ago

Resumo: Glomerulonefrite por IgA | Ligas

Definição e Epidemiologia Também chamada de Doença de Berger ou alterações urinárias assintomáticas, a glomerulonefrite por IgA é a glomerulopatia primária mais frequente na população. Caracterizada pelo depósito de IgA no mesângio,  está presente nos jovens, principalmente dos 10 aos 40 anos, sendo mais frequente no sexo masculino. No geral, os pacientes possuem uma doença renal crônica já estabelecida, síndrome nefrótica, hipertensão arterial ou glomerulonefrite rapidamente progressiva. Fisiopatologia        Na NIgA (nefrite por IgA), o anticorpo que predomina é a IgA1 polimérica. A explicação mais aceita da patogênese envolve anormalidades na O-glicosilação da molécula de IgA na região da dobradiça, com resultante ligação anômala de complexos de IgA às células mesangiais glomerulares. Esse processo desencadeia a presença de depósitos mesangiais difusos de IgA associados à hipercelularidade mesangial, podendo haver, em menor intensidade, deposição de IgG, IgM ou componentes do sistema complemento. Quadro clínico Uma forma de apresentação é a hematúria macroscópica intermitente, ou seja, dura de dois a seis dias, com melhora e remissão do quadro clínico, sendo que a hematúria macroscópica costuma ter um fator precipitante, podendo ser uma infecção do trato respiratório superior, como a faringoamigdalite, ou exercício extenuante. Outra forma de apresentação é a hematúria microscópica persistente, muitas vezes é acompanhada de proteinúria subnefrótica. Alguns pacientes são caracterizados por já possuírem uma síndrome nefrítica que desencadeará a Doença de Berger. Ela pode ser confundida com a púrpura de Henoch-Scholein, sendo diferenciada apenas pelos sintomas sistêmicos, como a púrpura nos membros inferiores, artrites, artralgias e dor abdominal, podendo apresentar, algumas vezes, sangramento retal. Diagnóstico O diagnóstico é feito através da hematúria, podendo ser macroscópica ou microscópica, com presença de proteinúria (proteína 24

Perspectivas futuras dos métodos contraceptivos masculinos | Colunistas

Muito bem classe, hoje iremos falar sobre anticoncepcionais, tema dedicado exclusivamente às mulheres, certo? Errado! Pelo menos para grande parte da comunidade científica, sobretudo no ano de 2019, que trouxe consigo muitas novidades relevantes no que se refere à contracepção masculina. Já no primeiro trimestre do último ano, foram publicados pela The Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism dois estudos independentes, realizados paralelamente, a fim de lograr a obtençãode um anticoncepcional oral específico para o sexo masculino. A primeira pílula apresentada era à base de Undecanoato de Dimetandrolona (DMAU), sendo administrada diariamente a doses de até 400mg, durante 28 dias em um grupo de 100 homens saudáveis entre 18 e 52 anos de idade, dos quais 82 concluíram o estudo, buscando verificar parâmetros de segurança, tolerabilidade e eventos adversos, além do efeito nos níveis hormonais destes indivíduos. Ao término do estudo concluiu-se que a administração oral diária de DMAU por 28 dias em homens saudáveis é bem tolerada, onde doses a partir de 200mg suprimem significativamente as concentrações séricas de testosterona, hormônio luteinizante (LH) e hormônio folículo estimulante (FSH).¹ A segunda pílula era composta por uma substância denominada 11-beta-MTNDC (11β-Metil-19-nortestosterona-17β-dodecilcarbonato), administrada em dose oral única de até 800mg em um grupo de 12 homens saudáveis, com o mesmo objetivo de se verificar a tolerabilidade, segurança e quantificação da dosagem hormonal sérica dos voluntários. Os resultados demonstraram que uma dose oral única de até 800mg de 11-beta-MTNDC é segura e bem tolerada em homens saudáveis, suprimindo consideravelmente as concentrações séricas de testosterona.2 Para nível de comparação o DMAU se hidrolisa in vivo a dimentrandolona (DMA) unindo-se a receptores andrógenos e progesterona com potente ação androgênica e relativa atividade progestacional, favorecendo a supressão reversível de LH, FSH e testosterona, consequentemente da espermatogênese e,

Rafael Vidal

4 min191 days ago

Qual a diferença entre Estenose de Uretra Masculina e Hiperplasia Prostática Benigna? | Ligas

Apesar de ambas as doenças levarem a uma obstrução da uretra, e cursarem com diminuição do jato urinário e sensação de esvaziamento incompleto, elas ocorrem em sítios diferentes e possuem seguimentos diferentes. A estenose de uretra masculina é uma fibrose crônica da uretra, e a hiperplasia prostática benigna é um crescimento nodular benigno da próstata que cresce em volta da uretra. Na estenose de uretra é indicado procedimento cirúrgico, enquanto na hiperplasia prostática benigna a depender da severidade do quadro pode ser tratamento farmacológico ou cirúrgico. O que é Estenose de Uretra Masculina? É o estreitamento do lúmen da uretra devido a uma fibrose crônica. Essa fibrose pode ocorrer por condições inflamatórias, como em pós processos infecciosos – IST’s, intervenções iatrogênicas, incluindo instrumentação uretral, ou por trauma externo. Normalmente, o estreitamento acontece de maneira centrípeta, dificultando o esvaziamento da urina assim como também a ejaculação. Para o diagnóstico de estenose de uretra pode-se usar a uretrografia retrógrada, uretrocistoscopia, uretrocistografia miccional ou ultrassonografia. Esta doença deve ser incluída em diagnósticos diferenciais para homens que apresentem diminuição do fluxo urinário, esvaziamento vesical incompleto, ITU, e resíduo pós-miccional volumoso. O que é Hiperplasia Prostática Benigna (HPB)? É o tumor benigno mais comum em homens, estando sua incidência relacionada com a idade. Surge por um aumento contínuo da próstata, sendo resultado de um processo proliferativo não maligno que acontece ao redor da uretra, mais especificamente um crescimento nodular situado na zona de transição da próstata. Para que ocorra o desenvolvimento desta doença há uma influência genética, hormonal e ambiental. A HPB leva a um variado grau de obstrução da uretra, que pode ou não ser sintomática. É importante avaliar a severidade da doença, documentar a resposta terapêutica e identificar

Qual a diferença entre Cistite Aguda e Pielonefrite Aguda? | Ligas

A diferença mais significativa em relação a essas doenças se dá à sua localização. Enquanto a cistite aguda é a infecção do trato urinário baixo, a pielonefrite aguda é a infecção do trato urinário alto, podendo ter também a sobreposição de infecção do trato urinário baixo. Além disso, a cistite aguda, em geral, não apresenta acometimento sistêmico ao contrário da pielonefrite aguda, na qual há comprometimento do quadro clínico geral. O que é Cistite Aguda? É a infecção/inflamação do trato urinário inferior, acometendo especialmente a bexiga. Epidemiologicamente, acomete mais mulheres que homens. A infecção se dá de forma ascendente a partir da flora do trato genitourinário externo. A bactéria que está mais envolvida nesse processo infeccioso é Escherichia Coli, gram-negativa. O diagnóstico é eminentemente clínico. A história pregressa de Diabetes Mellitus e de episódios anteriores de cistite aguda deve sempre ser questionado pelo profissional na história clínica, pois são fatores de risco. O que é Pielonefrite Aguda? Também chamada de nefrite intersticial bacteriana, é a infecção/inflamação do trato urinário superior, ou seja, afeta o rim e a pelve renal. Inicia-se geralmente com clínica de cistite aguda. Epidemiologicamente, acomete mais mulheres que homens; e a infecção se dá de forma ascendente. A bactéria que está mais envolvida nesse processo infeccioso é Escherichia Coli, gram-negativa. O diagnóstico é eminentemente clínico. Em relação aos fatores de risco, as mulheres em idade fértil com vida sexual ativa, histórico familiar e pessoal de infecção do trato urinário, de aconurese e de diabetes mellitus são os grupos mais vulneráveis a desenvolver tal patologia. Diferenciando os sintomas Sintomas da Cistite Aguda O quadro clínico caracteriza-se por sintomas irritativos, como disúria, polaciúria e

Os 10 erros mais comuns em Urologia

1. “Tamanho prostático estimado em USG ou no Toque Retal define a CD para tratamento de Hiperplasia Prostática Benigna.” NÃO! O Tratamento de HPB é definido pelo conjunto de achados de história, exame físico, PSA e exames de imagem, sendo que em pacientes que não apresentam complicações secundárias à HPB ou evidência de câncer de próstata, o principal fator para definir o tratamento é a queixa clínica do paciente, podendo ser quantificado pelo score IPSS. O tamanho prostático não tem relação com o grau de sintomas, e é utilizado para definir a modalidade de tratamento cirúrgico (endoscópico VS prostatectomia simples). 2. “Investigação de Hematúria macroscópica deve iniciar com cistoscopia.” NÃO! A causa de hematúria pode ser tanto de origem do trato urinário baixo (uretra, próstata, bexiga) ou alto (rim e ureter). Assim sendo, o exame padrão ouro nessa investigação é a UROTOMOGRAFIA (TC de abdomen e pelve, em fases SEM e COM contraste, com análise arterial, venosa e excretora). 3. “Na avaliação de litíase URETERAL, a principal informação para CD é o tamanho e densidade do cálculo.” NÃO! A informação fundamental para início de raciocínio quando se avalia um cálculo ureteral é se existe ou não infecção urinária associada. Caso positivo, o diagnóstico de pielonefrite obstrutiva impede o tratamento definitivo de litíase, devendo ser realizado drenagem da via urinária (cateter Duplo J ou nefrostomia), antibioticoterapia e suporte. Tratamento do cálculo em 2o tempo. 4.“O diagnóstico de torção testicular é ultrassonográfico.” NÃO! O tratamento diligente de torção testicular é fundamental para o prognóstico e a possibilidade de salvamento do orgão. A janela de tratamento ótima é até 6 horas após a apresentação inicial. Dessa forma, exploração testicular

Sanar Residência Médica

3 min366 days ago
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