A arte de conjugar tempo e espaço: Fernand Braudel, a geo-história e a longa duração

A arte de conjugar tempo e espaço: Fernand Braudel, a geo-história e a longa duração

Autores:

Guilherme Ribeiro

ARTIGO ORIGINAL

História, Ciências, Saúde-Manguinhos

versão impressa ISSN 0104-5970versão On-line ISSN 1678-4758

Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.22 no.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702015000200008

ABSTRACT

This article presents the concept of geohistory, as developed by the French historian Fernand Braudel in his text “Géohistoire: la société, l’espace et le temps”, written while he was imprisoned during the Second World War. The concept expresses his criticism of the boundaries of academic disciplines, and the importance of geography in the construction of his long-term history. Inspired both by the study of relations between society and environment based on the work of French geographers, and by the triangular link of space-economy-society of German geographers, Braudel’s geohistory presents an approach more consistent and more complex than Lucien Febvre’s theses found in The earth and human evolution: e geographical introduction to history.

Key words: geohistory; Fernand Braudel (1902-1985); Lucien Febvre (1878-1956); French geography; German geography

A tradução que temos a honra de apresentar ao público de língua portuguesa integra um dos capítulos mais bonitos e dramáticos das ciências humanas no século XX. Trata-se das origens e da natureza do conceito de “geo-história”, formulado pelo historiador francês Fernand Braudel (1902-1985) entre 1940 e 1945 em um contexto altamente perturbador: obrigado a contribuir nos esforços de guerra, Braudel é capturado pelos alemães, e escreve sobre esse e outros temas durante a prisão. Na medida do possível, as duras condições a que fora submetido eram mitigadas pelo fato de que osOflags, campos de prisioneiros destinados aos oficiais, estavam resguardados pela Convenção de Genebra, o que lhes dava direito a livros e correspondências – além de lhes impedir a realização de trabalhos forçados.

Assim, Braudel redigiu no cativeiro parte de sua célebre tese de doutorado, defendida na Sorbonne em 1947 e publicada em 1949 pela Armand Colin, La Méditerranée et le monde méditerranéen à l’époque de Philippe II, auxiliado pelo orientador e amigo Lucien Febvre (cofundador dos Annales d’histoire économique et sociale ao lado de Marc Bloch em 1929), que lhe enviava livros, notícias e sugestões. Braudel tinha acesso às bibliotecas dos Oflags, organizava conferências e chegou a ser “reitor” da “universidade” do campo em Mayence – posteriormente, ele é transferido para Lübeck em 1942 (Paris, 1999). Dessa época, porém, três belíssimos artigos reveladores da formação de suas ideias só vieram a público mais de cinquenta anos depois: “Trois définitions: l’événement, le hasard, le social” (Braudel, 1997d); “L’histoire à la recherche du monde” (Braudel, 1997c); e “Géohistoire: la société, l’espace et le temps” (Braudel, 1997a) – os três foram escritos entre 1941 e 1944. Junto com outros textos, eles foram organizados e publicados por Roselyne de Ayala e Paule Braudel (viúva do historiador), com prefácio de Maurice Aymard, sob o título Les ambitions de l’histoire (Braudel, 1997b).

Braudel possui interesse pela geografia desde pelo menos sua época de estudante na Sorbonne dos anos 1920, quando os trabalhos de campo ao ar livre interpelando as paisagens promovidos pelos geógrafos pareciam mais atraentes que os empoeirados depósitos de arquivos. A originalidade e o dinamismo da abordagem geográfica ao redor do meio ambiente e da cultura contrastavam com o tratamento factual e simplista conferido às fontes históricas. Portanto, não é coincidência que a escola francesa de geografia esteja na origem da renovação historiográfica perpetrada pelos Annales: incorporar o espaço significava, para dizer o mínimo, ampliar os domínios da história. No caso específico de Braudel, nossa tese é que a geografia possui papel epistemológico central na elaboração de seu pensamento, uma vez que ela está diretamente ligada à apreensão das estruturas de longa duração inscritas na natureza, nas civilizações, nas formações territoriais e nas paisagens materiais (Ribeiro, 2008). Refletir sobre o espaço foi um dos caminhos que lhe permitiram engendrar uma nova concepção de temporalidade, por meio da qual a história passava a ser apreendida segundo três diferentes ritmos: “eventos”, “conjunturas” e “estruturas” (Braudel, 1949).

Historiador de formação, porém consagrado como geógrafo, essa maneira de pensar o tempo já estava virtualmente presente na obra de um dos maiores expoentes da geografia francesa contemporânea: Paul Vidal de la Blache (1845-1918). Tal como se observa na obraLa France: tableau géographique – escrita originalmente em 1903 – e no artigo “Les pays de France” (Vidal de la Blache, 2007, 1904, p.343), o exame das relações entre sociedade, meio ambiente e território na constituição da França demandava uma leitura ampliada do processo histórico. Atuando como uma espécie de coerção à perspectiva teleológica em voga no século XIX, entravam em cena o pays, o solo, a região. As “camadas do espaço” interrogariam pro-fundamente a cronologia, e Braudel foi um dos que perceberam isso de maneira mais perspicaz.

Em uma passagem que guarda visível semelhança (até do ponto de vista textual) com a reflexão braudeliana sobre o tempo, Vidal de la Blache (2007, p.783) registrou:

Revoluções econômicas como as que se desenvolvem atualmente imprimem extraordinária agitação na alma humana; movimentam uma gama de desejos, de novas ambições. Em alguns, inspiram arrependimentos; em outros, fantasias. Entretanto, essa inquietação não deve nos desviar do fundamento das coisas. Quando um golpe de vento agita violentamente uma superfície de água muito límpida, tudo oscila e se mistura; porém, em um instante, a imagem do fundo é novamente desenhada. O estudo atento do que é fixo e permanente nas condições geográficas da França deve ser ou deve tornar-se, mais que nunca, nosso guia.

Assim, a contribuição de Vidal de la Blache foi basilar para que Braudel pensasse as estru-turas da história, os movimentos lentos que demoravam a passar (Ribeiro, 2014). Entretanto, isso não o impediu de reconhecer as mudanças. Eis aqui um grande desvio interpretativo cometido por alguns (Guriêvitch, 2003), pois para Braudel (2002, p.335) a geografia não era apenas sinônimo de permanências, nem tampouco sua história interessava-se exclusivamente pelas estruturas. Conforme apontamos em outra ocasião (Ribeiro, 2011a), não concordamos com leituras que sugerem que Braudel “colonizou” (Santos, 2002, p.266) e “encerrou” a geografia na longa duração (Ozouf-Marignier, Robic, 2000, p.268), com a geo-história limitando-se a ser um “operador do tempo imóvel” (Dosse, 2004, p.127).

Ótimo exemplo para contestar tais discursos é a trilogia Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII: as estruturas do cotidiano(v.1); Os jogos das trocas (v.2); e O tempo do mundo (v.3) (Braudel, 1996a, 1996b, 1996c), investigação profunda e refinada sobre as modificações sociais, políticas, culturais e, sobretudo, econômicas que caracterizaram o mundo moderno. Em termos geo-históricos, cumpre separar suas interpretações sobre a multissecular passagem de um mundo agrário e camponês para um mundo urbano e industrial, deixando para trás o “antigo regime biológico”; a decadência das cidades-Estado (Stadtwirtschaft) em proveito dos Estados territoriais (Territorialwirtschaft); e a conformação do capitalismo como um sistema verdadeiramente mundial, cujos principais atores lançam suas redes das escalas local à global, operam em vários setores da atividade econômica e são oligopolistas por natureza.

Portanto, se no concerto das ciências humanas a geografia acabou, de algum modo, subordinada à história, Braudel está longe de ser um dos responsáveis. A situação é exatamente oposta em “Géohistoire: la société, l’espace et le temps” (Braudel, 1997a). Ao mesmo tempo que recomenda aos geógrafos franceses não abrir mão do papel do ambiente, diz que, para a compreensão desse ambiente, é necessário partir da sociedade, e não o inverso – recuperando, inclusive, as contribuições da sociologia de Marcel Mauss e Maurice Halbwachs. Ademais, ao considerar as relações homem-meio sob o prisma estrutural e reconhecer que um dos principais capítulos da história moderna diz respeito à conquista da superfície terrestre, Braudel confere à geografia papel central na constituição da Modernidade.

Além da escola francesa de geografia, Braudel lançou mão de outra matriz para compor sua geo-história: a tradição alemã e seus conceitos de “espaço” (Raum), “economia” (Wirtschaft) e “sociedade” (Gesellschaft) (Ribeiro, 2012). Se com seus compatriotas Braudel explora a “dimensão estrutural” do meio ambiente no desenvolvimento da vida social, com os apor-tes dos alemães ele investiga a “valorização total do espaço”, incorporando temas como o papel das cidades, as escalas da economia, as políticas de formação territorial dos Estados, as economias-mundo (Weltwirtschaften) (Ribeiro, 2011b, 2011c). Em outras palavras, é essencial ressaltar que a geo-história braudeliana não se restringe aos franceses e nem tampouco a La Méditerranée et le monde méditerranéen à l’époque de Philippe II: ela foi idealizada antes deste e, principalmente, está presente na totalidade de sua obra. A história de longa duração é, por inteiro, geo-história: do meio ambiente, das paisagens culturais, dos territórios nacionais, da expansão do capitalismo (Braudel, 1969, 1989a, 1989b, 1989c, 1996a, 1996b, 1996c). Dissociá-las significa alcançar apenas parcialmente a démarche e as conclusões braudelianas.

Dito isso, cabe perguntar: quais razões o levaram a criar a “geo-história”? A resposta está na sua percepção da existência de uma dupla crise: a geografia vivia a crise da “descrição”, enquanto a história sofria a crise da “narração”. Quer dizer: ambas lhe pareciam pouco analíticas e, no limite, ingênuas, diante da tarefa de explicar os fenômenos. Consoante sua postura de questionar as fronteiras disciplinares e ampliar o diálogo entre as ciências, Braudel quis problematizá-las “em conjunto”, e não isoladamente, o que nos parece iniciativa verdadeiramente pioneira – e, até nossos dias, sem concorrentes.

No entanto, como era típico de sua inquietude intelectual, ele via limites em ambas as matrizes: enquanto os franceses precisavam investir mais no estudo da “sociedade”, os alemães grifavam em excesso a relevância do “Estado”. Assim, sua geo-história não é apenas a fusão de duas tradições, mas seu aperfeiçoamento em uma tessitura cuidadosamente equilibrada. Trata-se de ferramenta capaz de perscrutar como o meio ambiente e o espaço construído integraram o processo histórico de longa duração que transformou a superfície terrestre em ecúmeno – o que significa escavar seus efeitos na composição da vida social.

Braudel não aparta sociedade e espaço: a história não acontece primeiro para, no momento seguinte, deparar-se com o espaço. Sua lição para as ciências humanas versa que a história das sociedades é simultaneamente temporal e espacial e que o espaço, embora alterado, apresenta-se como uma estrutura da história. É dos laços entre as sociedades e seus espaços que Braudel apreende os diferentes ritmos da história. Em outras palavras, uma mudança de escala pode ser também uma mudança de temporalidade. Por isso sua geo-história é multiescalar, pois espaço é sinônimo de diversidade, de conexão, de redes entrelaçadas – noções que põem em xeque o tempo linear e as filosofias do progresso.

As considerações expostas até aqui restariam incompletas se não destacassem o notório descompasso entre a “geografia humana modesta” proposta por Lucien Febvre (1991) em 1922 no célebre A terra e a evolução humana: introdução geográfica à história e a complexa perspectiva geo-histórica de Fernand Braudel a partir dos anos 1940. Com Febvre, estamos diante de uma apropriação utilitarista da geografia, que a restringe aos estudos dos elementos físicos e forja uma oposição que jamais existiu entre o “possibilismo” de Vidal de la Blache e o “determinismo” de Ratzel – tudo em nome de rivalidades nacionalistas e de um projeto intelectual que situava a história no cerne das ciências humanas (Ribeiro, 2009). Para Braudel, a geografia permite a ampliação do próprio campo histórico: sua “história total” incorporaria, necessariamente, a trama envolvendo a distância, a natureza e o território. A emergência da história mundial (Weltgeschichte) representou, de forma incontornável, a luta humana contra ambientes inóspitos que, com auxílio imprescindível da técnica, foram transformados em espaços aptos ao desenvolvimento econômico e político das sociedades modernas.

Destarte, a geo-história encarna – avant la lettre, de certa forma – a produção geográfica do século XX, pois essa, gradualmente, “humaniza” o espaço ao abordá-lo em termos político-econômicos, ao mesmo tempo que, mesmo diante das profundas intervenções humanas sobre o meio, preserva a indissociabilidade das sociedades em relação a ele. Além do mais, do ponto de vista epistemológico, a reflexão braudeliana, ao recusar a dicotomia homem-meio e interrogar as barreiras disciplinares, representa uma crítica à ciência moderna antes mesmo da emergência do pós-estruturalismo nos anos 1960 e 1970.

Todavia, por mais surpreendente que possa parecer, as ideias de Febvre continuam a “referendar” a aproximação entre geógrafos e historiadores, ao passo que a geo-história permanece deslocada e secundária. Mesmo sendo o intelectual que mais dialogou com a geografia no século passado, Fernand Braudel despertou pouco interesse dos geógrafos.

O que pode explicar tal situação? A título de hipótese, aventemos três motivos: primeiro, a excessiva proeminência do tempo presente na análise geográfica (crítica, aliás, identificada pelo próprio Braudel na tradução a seguir). Sobretudo a partir de 1945, os geógrafos manifestam cada vez menos apreço por uma discussão sobre o tempo, sobre a articulação presente-passado, sobre processos históricos. Em segundo lugar, tanto a escola francesa de geografia quanto a geografia alemã recebem inúmeras, porém perniciosas, críticas: apropriando-se apenas de uma ou outra obra sem uma reflexão mais elaborada e descontextualizada da conjuntura histórico-social, autores de notória riqueza como Carl Ritter, Friedrich Ratzel, Paul Vidal de la Blache e Albert Demangeon foram tidos como ultrapassados. Rótulos como “descritivismo”, “empirismo” e “regionalismo” foram suficientes para que toda uma geração os deixasse de lado; e, uma vez que o diálogo mais profícuo de Braudel deu-se majoritariamente com os geógrafos de sua geração, sua própria geo-história soou como algo igualmente fora de moda. Em terceiro lugar, a hegemonia dos geógrafos marxistas entre o final dos anos 1970 e os anos 1990, amparados pela fértil teorização do filósofo francês Henri Lefebvre acerca da produção do espaço e da urbanização completa da sociedade (Lefebvre, 2000, 2008), também pode ter cooperado para deslocar o pensamento de Braudel – uma pena, dadas as inúmeras convergências entre ambos no tocante aos vínculos entre espaço e história.

Ao término dessa apresentação, destacamos que seria de grande valia retomar o legado de Fernand Braudel, inclusive para objetá-lo com o devido rigor que sua obra merece, pois, embora tenha inspirado intelectuais da estatura de Immanuel Wallerstein (1974) e Giovanni Arrighi (1996), algumas de suas posições políticas conservadoras sobre o capitalismo, o colonialismo e a nação franceses (ver Braudel, 1989a, 1989b, 1989c; ver também Ribeiro, 2010) possivelmente serviram para que alguns dos melhores representantes do pensamento crítico dele se afastassem, ao mesmo tempo que o simples fato de não comungar com o marxismo fez dele alvo de julgamentos superficiais (videFontana, 1998, p.208-210).

Talvez seja o caso de relê-lo para além das polarizações da Guerra Fria. Afinal, conceitos como “geo-história”, “longa duração” e “história total”, além de sua interpretação sobre os três andares da vida econômica, ainda possuem muito a dizer sobre a Modernidade e, por conseguinte, sobre nossos dias. Em uma palavra: o método braudeliano ainda é capaz de fertilizar as ciências humanas (ver Aguirre Rojas, 2003). Em tempos de câmbio epistemológico, sua obra ressalta a dimensão incontornável do processo histórico no entendimento de todo e qualquer fenômeno social, atenta para o espaço, a fim de compreender a diversidade do mundo, e propõe ampla cooperação entre as ciências.

A menção a esses aspectos já é suficiente para deduzir seu impacto: trata-se de um duplo antídoto contra o fim da história e o fim da geografia preconizado por alguns (Fukuyama, 1992; Virilio, 1993). No instante em que a Weltgeschichte é uma realidade empírica nos quatro cantos do planeta, que dizer da análise global levada a cabo por Braudel? No momento em que precisamos decifrar, talvez mais que nunca, como o mundo tornou-se essa realidade tangível na qual estamos atualmente imersos, a obra de Braudel nos impele a considerar esse mesmo mundo escala primeira e incontornável de referência.

Enfim, Braudel escreveu a história dos espaços. Basta conhecer um pouco da trajetória das ciências humanas para saber o quanto tal projeto foi ignorado – e, por essa mesma razão, o quanto ele continua essencial.

REFERÊNCIAS

ARRIGHI, Giovanni. O longo século XX: dinheiro, poder e as origens do nosso tempo. Rio de Janeiro: Contraponto; São Paulo: Unesp. 1996.
AGUIRRE ROJAS, Carlos Antonio. Fernand Braudel e as ciências humanas. Londrina: Eduem. 2003.
BRAUDEL, Fernand. El Mediterráneo y el mundo mediterráneo en la época de Felipe II. t.1. México, D.F.: Fondo de Cultura Económica. 2002.
BRAUDEL, Fernand. Géohistoire: la société, l’espace et le temps. In: Braudel, Fernand. Les ambitions de l’histoire. Édition établie et présentée par Roselyne de Ayala e Paule Braudel. Paris: Éditions de Fallois. p.68-114. 1997a.
BRAUDEL, Fernand. Les ambitions de l’histoire.Édition établie et présentée par Roselyne de Ayala e Paule Braudel. Paris: Éditions de Fallois. 1997b.
BRAUDEL, Fernand.L’histoire à la recherche de monde. In: Braudel, Fernand. Les ambitions de l’histoire.Édition établie et présentée par Roselyne de Ayala e Paule Braudel. Paris: Éditions de Fallois. p.51-67. 1997c.
BRAUDEL, Fernand.Trois définitions: l’événement, le hasard, le social. In: Braudel, Fernand. Les ambitions de l’histoire.Édition établie et présentée par Roselyne de Ayala e Paule Braudel. Paris: Éditions de Fallois. p.27-50. 1997d.
BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII. v.1: as estruturas do cotidiano. São Paulo: Martins Fontes. 1996a.
BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII. v.2: os jogos das trocas. São Paulo: Martins Fontes. 1996b.
BRAUDEL, Fernand. Civilização material, economia e capitalismo: séculos XV-XVIII. v.3: o tempo do mundo. São Paulo: Martins Fontes. 1996c.
BRAUDEL, Fernand. A identidade da França: o espaço e a história. v.1. São Paulo: Globo. 1989a.
BRAUDEL, Fernand. A identidade da França: os homens e as coisas. v.2. São Paulo: Globo. 1989b.
BRAUDEL, Fernand. A identidade da França: os homens e as coisas. v.3. São Paulo: Globo. 1989c.
BRAUDEL, Fernand. Écrits sur l’histoire. Paris: Flammarion. 1969.
BRAUDEL, Fernand. La Méditerranée et le monde méditerranéen à l’époque de Philippe II. Paris: Armand Colin. 1949.
DOSSE, François. O recurso geográfico dos historiadores. In: Dosse, François. História e ciências sociais. Bauru: Edusc. p.115-148. 2004.
FEBVRE, Lucien. A terra e a evolução humana: introdução geográfica à história. Lisboa: Cosmos. 1991.
FONTANA, Josef. História: análise do passado e projeto social. Bauru: Edusc. 1998.
FUKUYAMA, Francis. O fim da história e o último homem. Rio de Janeiro: Rocco. 1992.
GURIÊVITCH, Aaron. A síntese histórica e a escola dos anais. São Paulo: Perspectiva. 2003.
LEFEBVRE, Henri. A revolução urbana. Belo Horizonte: Editora da UFMG. 2008.
LEFEBVRE, Henri. La production de l’espace. Paris: Anthropos. 2000.
OZOUF-MARIGNIER, Marie-Vic; ROBIC, Marie-Claire. Un Tableau à vif... La réception du Tableau de la géographie de la France de P. Vidal de la Blache. In: Robic, Marie-Claire (Dir.). Le Tableau de la Géographie de la France de Paul Vidal de la Blache: dans le labyrinthe des formes. Paris: Éditions du CTHS. p.251-270. 2000.
PARIS, Erato. La genèse intellectuelle de l’oeuvre de Fernand Braudel. Athènes: Institute de Recherches Néohelléniques/FNRS. 1999.
RIBEIRO, Guilherme. Question régionale, identité nationale et l’émergence du monde urbain-industriel: la modernité dans l’œuvre de Paul Vidal de la Blache. Annales de Géographie, v.699, p.1215-1238. 2014.
RIBEIRO, Guilherme. La genèse de la géohistoire chez Fernand Braudel: un chapitre braudelien de l’histoire de la pensée géographique.Annales de Géographie, v.686, p.329-346. 2012.
RIBEIRO, Guilherme. Fernand Braudel e a geo-história das civilizações. História, Ciências, Saúde – Manguinhos, v.18, n.1, p.67-83. 2011a.
RIBEIRO, Guilherme. Espaço e técnica como estruturas do cotidiano: capítulos braudelianos de história do pensamento geográfico.Investigaciones Geográficas, Boletín del Instituto de Geografía, UNAM, n.74, p.58-73. 2011b.
RIBEIRO, Guilherme. A valorização total do espaço: capitalismo e geografia em Civilisation matérielle, économie e capitalisme: XV-XVII siècles.Estudos Históricos, v.24, n.47, p.5-27. 2011c.
RIBEIRO, Guilherme. A geografia na formação do território francês: capítulos braudelianos de história do pensamento geográfico.Confins, v.10, n.10, p.1-20. 2010.
RIBEIRO, Guilherme. Para ler geografia ou a geografia segundo Lucien Febvre. Terra Livre, v.1, n.32, p.121-136. 2009.
RIBEIRO, Guilherme. Espaço, tempo e epistemologia no século XX: a geografia na obra de Fernand Braudel. Tese (Doutorado em Geografia) – Universidade Federal Fluminense, Niterói. 2008.
SANTOS, Milton. A natureza do espaço: técnica e tempo – razão e emoção. São Paulo: Hucitec. 2002.
VIDAL DE LA BLACHE, Paul. La France: tableau géographique. In: Rioux, Jean-Pierre. Tableaux de la France: Michelet, Duruy, Vidal de la Blache et Bruno. Paris: Omnibus. p.327-783. 2007.
VIDAL DE LA BLACHE, Paul. Les pays de France. La réforme sociale, v.48, n.8, p.333-344. 1904.
VIRILIO, Paul. O espaço crítico. São Paulo: Editora 34. 1993.
WALLERSTEIN, Immanuel. The modern world-system: capitalist agriculture and the origins of the european world-economy in the sixteenth century. New York: Academic Press. 1974.
Política de Privacidade. © Copyright, Todos os direitos reservados.