A fisioterapia na Argentina

A fisioterapia na Argentina

Autores:

Oscar Ronzio

ARTIGO ORIGINAL

Fisioterapia e Pesquisa

versão impressa ISSN 1809-2950versão On-line ISSN 2316-9117

Fisioter. Pesqui. vol.26 no.2 São Paulo abr./jun. 2019 Epub 18-Jul-2019

http://dx.doi.org/10.1590/1809-2950/00000026022019

A história da fisioterapia na Argentina se inicia em 1904, quando é criada a primeira escola a conceder o diploma de ginasta-massagista. Posteriormente, em 13 de abril de 1937, a profissão conquistou o nível superior. Essa data passou a ser considerada como o Dia do Fisioterapeuta. Na mesma época foi criada a Associação Argentina de Kinesiologia (AAK), que em 1946 obteve o título sindical nº 28.

A Associação Argentina de Kinesiologia (AAK) é uma organização que representa os fisioterapeutas, reincorporada à World Confederation for Physical Therapy (WCPT) em 2011. Sua filiação é voluntária, e por isso conta com apenas 993 membros ativos, ou seja, (2,2%) dos profissionais argentinos1.

Na Argentina, esta profissão não é de primeiro contato, pois o paciente deve ser encaminhado por um médico, embora possa realizar tarefas preventivas sem encaminhamento. Dentre suas competências, destacam-se: diagnóstico fisioterapêutico, decidir quais intervenções devem ser realizadas, realizar procedimentos invasivos como acupuntura e punção seca (inclusive de forma ecoguiada), encaminhar a outras especialidades e solicitar exames de diagnóstico por imagem. Isso está em vigor pela Lei 24.317 e sua regulamentação em âmbito nacional, bem como por leis em âmbito provincial, já que a Argentina é um país federalista2.

A Argentina possui 45 milhões de habitantes, concentrados principalmente nas províncias de Buenos Aires, Córdoba, Santa Fé e na Cidade Autônoma de Buenos Aires. Nesses locais estão a maioria das universidades, atingindo atualmente 43 unidades acadêmicas.

As estruturas curriculares aprovadas têm duração de 4 a 5 anos, dependendo de cada unidade acadêmica. Para quem opta por estudar na Universidade de Buenos Aires (UBA), soma-se um ano a mais além do Ciclo Básico Comum. A carga horária declarada por diferentes instituições é de aproximadamente 3.810 horas. Embora não seja obrigatória a acreditação do curso pela Comisión Nacional de Evaluación y Acreditación Universitaria (CoNEAU), a Asociación de Unidades Académicas de Kinesiología y Fisiatría Argentinas (AUAKyFA) está trabalhando para reverter esta situação brevemente.

As universidades emitem diferentes títulos, como bacharel em kinesiologia e fisiatria, bacharel em kinesiologia e fisioterapia e bacharel em terapia física, mas suas responsabilidades profissionais são idênticas, já que o registo profissional nacional possui uma única designação: bacharel em kinesiologia. Esta profissão é homóloga à de “fisioterapeuta” - assim chamada na maioria dos países da América Latina.

Como os registros do título são emitidos em cada província, e não há um registro nacional unificado, e com a mobilidade profissional, é praticamente impossível determinar o número exato de fisioterapeutas no país. Mas estima-se que sejam 45 mil profissionais, sendo 60% mulheres (em correspondência com valores internacionais). Por isso, a proporção de fisioterapeuta por habitante é de 1/1.000 mil.

Os cursos de pós-graduação devem ser validados pela CoNEAU, e as especializações existentes são: cardiorrespiratória, neurologia, desportiva e traumatologia, entre outras. Os mestrados e doutorados são de natureza acadêmica. Os cursos profissionalizantes não estão amparados pela Lei de Ensino Superior.

Embora as pesquisas tenham aumentado nos últimos anos, infelizmente não há uma revista indexada sobre fisioterapia na Argentina, e as produções científicas publicadas em revistas especializadas em outros países são escassas.

Oscar Ronzio Universidad Nacional Arturo Jauretche Universidad Maimónides Asociación Argentina de Kinesiologia (www.aak.org.ar)

REFERÊNCIAS

1. World Confederation for Physical Therapy. Argentina: a profile of the profession [Internet]. London: World Confederation for Physical Therapy; 2018 [cited 2019 Apr 24]. Available from:
2. Argentina. Ley nº 24.521. Ley Nacional de Educación Superior. Boletín Oficial [Internet]. 1995 Aug 10 [cited 2019 Apr 24];(28204):1. Available from:
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