A recepção da psicanálise no Rio de Janeiro: subsídios para os debates sobre histeria, nervosismo e sexualidade, 1908-1919

A recepção da psicanálise no Rio de Janeiro: subsídios para os debates sobre histeria, nervosismo e sexualidade, 1908-1919

Autores:

Rafael Dias de Castro

ARTIGO ORIGINAL

História, Ciências, Saúde-Manguinhos

versão impressa ISSN 0104-5970versão On-line ISSN 1678-4758

Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.24 supl.1 Rio de Janeiro 2017

http://dx.doi.org/10.1590/s0104-59702017000400012

Abstract

The research note presents the initial reception of psychoanalytic theory by psychiatric physicians in Rio de Janeiro in the first decades of the twentieth century before it became an institutionalized scientific tool. To understand the specificities of its reception, it examines, from the standpoint of the circulation of scientific knowledge and the process of adaptation to the local context, how the perceptions of psychiatrists regarding psychoanalytic theory were embedded in the then prevailing scientific theories and assumptions, initially in the dabates on the hysteria and nervousness categories. It also suggests that psychoanalytic theory should be used to deeply understand other debates of the time, such as sexuality and nervous diseases.

Keywords: history of psychoanalysis; reception; history of psychiatry; Rio de Janeiro

Nesta nota de pesquisa apresento algumas questões com as quais me deparei durante minha pesquisa de doutorado e que suscitam ainda alguns pontos a serem aprofundados. Trata-se da recepção da teoria psicanalítica por psiquiatras, no Rio de Janeiro, nas décadas de 1900 e 1910.

Com base na pesquisa já desenvolvida, é possível indicar que a teoria psicanalítica foi entendida por esse grupo profissional como uma teoria e/ou técnica diagnóstica para originar novas respostas sobre as doenças mentais. A investigação se articula com a perspectiva historiográfica que concebe a circulação da psicanálise local como inserida em redes transnacionais de trocas intelectuais, ultrapassando os debates centrados na díade centro-periferia (Zaretsky, 2004; Plotkin, Damousi, 2009). Para dar ênfase aos aspectos locais de recepção e de difusão da psicanálise, a ideia é apresentar e definir o particular, os atores, suas ideias e práticas no contexto psiquiátrico carioca. Tal perspectiva tem demonstrado que características de apropriação da psicanálise, ainda que particulares ao contexto local, inserem-se também num amplo contexto de difusão e circulação que pode ser compreendido como “transnacional” (Finchelstein, 2007), se comparado a outros contextos específicos na América Latina (como a Argentina, por exemplo).1

Buscando explicar os motivos que levaram os psiquiatras a se apropriar de tal teoria, os contextos a partir dos quais suas interpretações foram possíveis, as especificidades de suas leituras e, principalmente, onde se inseria a psicanálise em suas teorias e pressupostos científicos, observa-se que, antes mesmo de se tornar uma prática científica institucionalizada, a teoria psicanalítica assim circulou e foi elemento de discussão entre alguns médicos cariocas ainda na década de 1910 (Castro, 2015). Essa precípua apropriação, assim como seu debate, é o objeto de análise desta nota de pesquisa.

Pesquisa, demarcação e análise das fontes

A pesquisa e a análise das fontes primárias que informassem sobre a recepção da psicanálise no Rio de Janeiro foram iniciadas com a leitura de alguns estudos sobre o assunto, como o livro de Elisabeth Mokrejs (1993), a tese de Cristiana Facchinetti (2001), as dissertações de Ricardo Cariello Almeida (1995) e Carlos Ponte (1999), e o estudo de Jane Russo (2000), fundamentais para a identificação de alguns nomes reconhecidos como interessados na teoria psicanalítica no período analisado. Com base no conhecimento desses atores, foi possível um levantamento mais aprofundado, primeiramente, em artigos desses autores publicados em revistas médicas de grande relevância no contexto médico e acadêmico em questão.

O acesso e a pesquisa nos periódicos foram definidos, principalmente, em reuniões com a orientadora da tese, professora Cristiana Facchinetti. Mas, além desse direcionamento, a participação e a interação com o grupo de pesquisa “O físico, o mental e o moral na história dos saberes médicos e psicológicos”, vinculado à Casa de Oswaldo Cruz/Fiocruz e coordenado à época pelo professor Flávio Edler, foram fundamentais. O grupo agrega trabalhos que analisam a produção, a recepção e a difusão de ideias médico-científicas em torno do físico, do mental e do moral, a partir de fins do século XVIII, proporcionando conhecimento, acesso e troca de informações sobre diferentes teorias e periódicos médicos.

Os periódicos analisados (tendo como referência para a pesquisa, em termos aproximados, o recorte cronológico da minha tese – 1926-1944 – e os anos de circulação das revistas) foram: A Folha Médica (1920-1944); Arquivos Brasileiros de Medicina (1911-1944); Boletim da Academia Nacional de Medicina (1914-1944); Brasil Médico (1910-1944); e Imprensa Médica (1927-1944). Os periódicos Arquivos Brasileiros de Higiene Mental (1925-1939); Arquivos Brasileiros de Neuriatria e Psiquiatria (1905-1942)2 e Boletim de Eugenia (1929-1933), além de sua relevância, também foram consultados por serem loci privilegiados das discussões dos médicos psiquiatras do período. Tais periódicos podem ser encontrados e consultados na Biblioteca Nacional e, principalmente, na Biblioteca de Manguinhos/Ciências Biomédicas, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

Além desses periódicos, foi possível encontrar algumas produções desses atores nos arquivos da Biblioteca Nacional, principalmente livros e cartas, consultados in loco durante boa parte da pesquisa doutoral. Por meio do projeto Hemeroteca Digital Brasileira, também da Biblioteca Nacional, que disponibiliza jornais de grande circulação no Rio de Janeiro do início do século XX, encontrei diversas notícias sobre psicanálise, além de informações biográficas dos atores analisados. Num primeiro momento, como palavra-chave de pesquisa, utilizei as diversas grafias que a palavra referente à teoria de Freud recebeu no período: “psychanalyse”, “psychanalise”, “psycanalise”, “psicanálise”. Pesquisei também palavras-chave com o nome dos atores e os locais de circulação da teoria psicanalítica. Por fim, nos arquivos da Associação Brasileira de Educação, encontrei as atas de reuniões e cursos ministrados, que mostraram os contornos que a ferramenta psicanalítica iria tomar nesse campo específico.

Recepção e circulação da psicanálise no Rio de Janeiro

Com base em pesquisa, leitura e análise das fontes, foi possível corroborar a tese de que Juliano Moreira (1873-1933)3 foi o primeiro divulgador da psicanálise no Brasil (Facchinetti, Castro, 2015). Aos esforços de Moreira se uniram inicialmente os dos psiquiatras Antônio Austregésilo (1876-1960)4 e Henrique Roxo (1877-1969),5 levando a teoria psicanalítica a ser objeto de estudos e debates, no Rio de Janeiro, desde o início do século XX.

De acordo com alguns autores (Facchinetti, 2001; Ponte, 1999), no contexto médicopsiquiátrico desse período, marcado pelas concepções organicistas kraepelinianas, as ideias desenvolvidas por Sigmund Freud foram apropriadas em continuidade com a psiquiatria, apreendidas pela tradição médica de maneira seletiva (de acordo com suas preocupações no contexto psiquiátrico-científico), sendo consideradas muito mais uma técnica de exploração diagnóstica e uma modalidade terapêutica do que uma disciplina que se contrapunha ao enfoque médico sobre a doença mental. É possível verificar essa questão examinando um trabalho de Antônio Austregésilo.

Foram encontradas referências a Freud em seus escritos já no ano de 1908, num ensaio em que Austragésilo expunha algumas concepções sobre a categoria “histeria”. Nesse ensaio, o autor afirmava que a teoria sexual da histeria, de Freud (e Breuer), seria “absurda, pois podemos encontrar na histeria mais frieza sexual que erotismo” (Austregésilo, 1908, p.64). De acordo com ele, a psicanálise se apresentava apenas “como mais uma teoria” (p.65), mas se assistia a partir dos trabalhos de Freud “o desenvolver de ideias e teorias acerca deste estado nevropático [a histeria]” (p.64).

Já no ano de 1914, Austregésilo retoma brevemente a teoria de Freud para discussão sobre a “debilidade nervosa”, afirmando que, em contraponto ao que havia assegurado em 1908, em determinadas situações “a histeria, a nevrose do medo são estados que partem de um ponto genital” (Austregésilo, 1914, p.7). Em sua visão, a doutrina psicanalítica não era exata em absoluto sobre essa questão, mas, frequentemente, verificar-se-ia que “o elemento genital, material ou moral, ciúme, erotismo místico, perversão etc., entram na personalidade do débil nervoso” (p.8).

Como outro exemplo, é possível citar o professor Henrique Roxo. Encontra-se referência a Freud já num texto seu de 1916, sobre o “nervosismo”. Nesse ensaio, sua intenção era determinar a nosografia desse termo, já que, segundo ele, muitos casos acabavam recebendo diagnósticos diversos, como de melancolia ou histeria. Roxo apresentava alguns autores que ajudavam a enquadrar a categoria “nervosismo” de maneira mais completa, um dos quais era Sigmund Freud.

Para Roxo (1916, p.76), Freud descrevia um tipo clínico que representava o fundamento da categoria nervosismo, que era a “nevrose de angústia”: “sempre dependente de uma perturbação na esfera sexual, que abrange casos dos aqui referidos [obsessões, fobias], mas que no rigor do conceito os não pode abranger todos”. Prosseguindo, Roxo afirmava que Freud dava como sintomas da “nevrose de angústia” a “irritabilidade, a ansiedade, manifestações somáticas equivalentes a ataques de ansiedade, crises de terror noturno, vertigens, náuseas, distúrbios digestivos diversos” (p.78). Concluía que havia na abordagem de Freud uma preocupação mais acentuada em analisar o fenômeno intrapsíquico e que tudo derivaria de relações sexuais incompletas. Roxo via na psicanálise uma técnica de exploração diagnóstica por meio da qual seria possível ao médico verificar fenômenos “internos” no paciente ou, em outras palavras, suas prováveis “degenerações psíquicas” (p.77) concomitantes ao seu diagnóstico de “nervosismo”.

Enfim, os ensaios de Austregésilo e Roxo nos induzem a reavaliar a teoria de que haveria, nos primeiros tempos da circulação da psicanálise no Rio de Janeiro, uma dificuldade de penetração da teoria (Prado, 1978; Perestrello, 1987; Melloni, 2009). É possível perceber que, mesmo quando os psiquiatras se mantiveram reticentes em relação a ela, não deixaram de incluí-la em suas discussões.

Outro exemplo é a discussão sobre a questão da sexualidade, um tema complexo e de grande repercussão social e cultural, sobre o qual apresento alguns dos dados levantados. No texto “Sexualidade e psiconeuroses”, Austregésilo (1919, p.87) afirmava que “as ideias de Freud são tão claras e filosóficas que a razão não pode deixar de aceitá-las. O absurdo das concepções é apenas aparente”. De acordo com ele, sua longa experiência de neurologista e psiquiatra o autorizava a acreditar que, em quase todas as psicoses, a sexualidade era um fator importante: “As vistas da neurologia e da psiquiatria acham-se voltadas para a sexualidade, graças ao novo surto etiopatogênico das psicoses e neuroses, trazido pela escola de Freud. Há muito se sabe que o instinto sexual é imperioso e, às vezes, desorganizador” (p.89). O que ocorria era que Austragésilo se interessava pelo esclarecimento da relação entre a sexualidade e a vida humana por meio da leitura da teoria freudiana “do instinto sexual originaram-se o bem e o mal humanos” (p.89). O autor apontava a relação entre a função biológica e as ações do homem no meio social: “À primeira vista, o curioso da psicologia fica embaraçado em filiar à sexualidade o amor à pátria, o amor maternal ou filial, certas repulsas ou antipatias. A vida sexual não é um mal nem um bem: é a fatalidade biológica” (p.86).

Roxo (1919, p.338), apesar de admitir a importância da psicanálise, colocava-se um pouco reticente com relação à teoria: “sem que se possa aceitar o exagero de Freud que diz ser impossível haver uma neurose com uma vida sexual normal, o caso é que frequentemente, em psiquiatria, nos refolhos da consciência do doente se aninha uma ideia de natureza sexual”. Aqui, o que Roxo considerava exagerado era a teoria das neuroses freudiana que afirmava ser toda neurose o reflexo de uma vida sexual insatisfeita.

Roxo defendia a psicanálise como um bom método para descobrir no psiquismo a etiologia das neuroses. Para ele, a teoria poderia ser uma boa ferramenta para auxiliar a psiquiatria no tratamento dos doentes, pois “é muito curioso observar-se quanto a vida sexual influi na vida psíquica. … O homem é sempre escravo eterno da matéria e poder-se-á notar bem quanto na vida social influi a vida sexual” (Roxo, 1919, p.338). O autor chegava a afirmar que o conhecimento exato dos segredos íntimos dos pacientes ajudaria a esclarecer a razão de ser de certos atos aparentemente insignificantes, e que poderiam representar uma reação contra os complexos instalados: “Há interesse terapêutico. Notar-se-á que quando o doente se não possa curar, melhoras lhe advirão com a psicoterapia adaptada à doutrina de Freud” (p.348).

Considerações finais

A constatação da circulação da psicanálise no ambiente médico-científico carioca, nas duas primeiras décadas do século XX, tem sido crucial para compreendermos a iniciativa posterior dos psiquiatras de criar uma “logística” para desenvolver um discurso uníssono, em que a psicanálise se tornaria o fio condutor de um projeto de intervenção na sociedade (Castro, 2015). A pesquisa indica que isso se daria não somente pela busca de um local próprio de discussão e desenvolvimento, como também (e principalmente) pela possibilidade de dar início a um processo de institucionalização da psicanálise no meio médico e científico carioca, tornando-a de fato uma ferramenta da ciência médica aprovada e aceita pelos pares.

A partir dessa perspectiva, é possível observar, no ano de 1926, o movimento dos psiquiatras para institucionalizar a psicanálise por meio da instalação de uma clínica psicanalítica dentro da Liga Brasileira de Higiene Mental. Além disso, depois do surgimento, em São Paulo, da Sociedade Brasileira de Psicanálise em 1927, criou-se uma seção no Rio de Janeiro, em 1928 (que viria a se tornar a sede dessa sociedade). Houve, também, uma tentativa de se institucionalizar a psicanálise no meio educacional, junto à Academia Brasileira de Educação. E, por fim, a psicanálise foi inserida no ensino médico na Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, que disponibilizou aos estudantes a especialidade em psicanálise, cuja inserção na grade curricular ocorreu em 1931 (Castro, 2015).

Verificar os desdobramentos dessas novas configurações institucionais e as transformações trazidas na atuação desses profissionais com a incorporação da teoria psicanalítica, em especial para outras discussões da época (como a mencionada relação entre sexualidade e doenças nervosas), são algumas das propostas para o aprofundamento das questões vinculadas à recepção da psicanálise no Rio de Janeiro e, de forma mais ampliada, no Brasil.

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