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Ablação de Contração Ventricular Prematura com a Ajuda de Notch

Ablação de Contração Ventricular Prematura com a Ajuda de Notch

Autores:

Firat Özcan,
Serkan Topaloğ lu,
Osman Turak,
Serkan Çay,
Dursun Aras

ARTIGO ORIGINAL

Arquivos Brasileiros de Cardiologia

versão impressa ISSN 0066-782X

Arq. Bras. Cardiol. vol.103 no.4 São Paulo out. 2014

https://doi.org/10.5935/abc.20140157

Um paciente de 43 anos, do sexo masculino, apresentou queixas de palpitações. A eletrocardiografia demonstrou contração ventricular prematura (CVP) aparentemente proveniente do trato do efluxo do ventrículo esquerdo. Ondas R altas positivas forma observadas nas derivações II-III e aVF, e a transição R nas derivações V2 e precordiais. O notch foi realizado na deflexão terminal do QS, na derivação V1 (Figura 1). Este resultado indica que a região entre as comissuras coronárias direita e esquerda constitui a origem da SPV. O registro Holter de 24 horas revelou 32000 CVPs. Um estudo eletrofisiológico foi planejado. Durante o procedimento, o cateter foi direcionado às comissuras coronárias direita e esquerda e o cateter de ablação foi posicionado no lado ventricular das comissuras, onde os primeiros sinais gravados foram de 40 ms. O pacing neste local produziu uma morfologia com CVP de 12/12. Além disso, neste local, nos observamos uma deflexão anterior ao eletrograma ventricular intracardíaco das CVPs, correspondente ao notch. Durante o ritmo sinusal, a deflexão ocorreu após o eletrograma ventricular intracardíaco (Figura 1). A ablação foi realizada utilizando uma radiofrequência de 20 watts e 45 ºC e interrompeu todas as CVPs neste local.

Figura 1 Painel esquerdo: eletrocardiografia de superfície Painel direito: imagens de fluoroscopia do local de ablação e eletrogramas intracardíacos demonstrando a deflexão durante o ritmo sinusal e o ritmo ventricular prematuro correspondente ao notch na eletrocardiografia. 

Contrações ventriculares prematuras podem ser muito incômodas para alguns pacientes. O tratamento médico pode ser uma opção. Os impactos do CVP a longo prazo podem ser prejudiciais à função ventricular sistólica. A ablação do local de origem do CVP é um tratamento eficaz e pode melhorar a função sistólica do ventrículo esquerdo. O nosso paciente foi submetido a um tratamento médico de longo prazo que não foi capaz de interromper os CVPs. Nós optamos pelo tratamento por ablação. Neste caso, gostaríamos de lembrar os resultados do ECG para a localização da CVP e a importância da utilização de ferramentas simples, baratas e amplamente disponíveis; ECG.