Ação da vanilina (Vanilla planifolia) sobre a morfologia dos músculos tibial anterior e sóleo após lesão nervosa

Ação da vanilina (Vanilla planifolia) sobre a morfologia dos músculos tibial anterior e sóleo após lesão nervosa

Autores:

Ana Luiza Peretti,
Juliana Sobral Antunes,
Keli Lovison,
Regina Inês Kunz,
Lidyane Regina Gomes Castor,
Rose Meire Costa Brancalhão,
Gladson Ricardo Flor Bertolini,
Lucinéia de Fátima Chasko Ribeiro

ARTIGO ORIGINAL

Einstein (São Paulo)

versão impressa ISSN 1679-4508versão On-line ISSN 2317-6385

Einstein (São Paulo) vol.15 no.2 São Paulo abr./jun. 2017

http://dx.doi.org/10.1590/s1679-45082017ao3967

INTRODUÇÃO

As lesões nervosas periféricas (LNP) ocorrem mundialmente e podem gerar alterações físicas e funcionais, comumente associadas a quadros álgicos e sequelas, bem como causar impactos socioeconômicos.1,2 Destacam-se, como principais fatores etiológicos deste tipo de lesão, os acidentes automotivos, os traumas por arma de fogo e arma branca, as quedas e a compressão ou esmagamento do tecido nervoso, sendo o nervo isquiático o mais frequentemente afetado nas LNP dos membros inferiores.1,3

Nas lesões completas, a interrupção da comunicação neuromuscular provoca a perda imediata da atividade voluntária reflexa do músculo, alterando a excitabilidade da membrana, diminuindo seu potencial de repouso e tornando as fibras musculares hipersensíveis à acetilcolina.4 Também podem ocorrer diminuição da força e alterações morfológicas, como a atrofia, degeneração e necrose, além da substituição por tecido conjuntivo fibroso.5,6

Dentre os tratamentos disponíveis para as disfunções nervosas e musculoesqueléticas, destacam-se os realizados de forma multidisciplinar, considerando a eliminação dos fatores de risco, englobando a fisioterapia, a terapia medicamentosa e a cirurgia, a qual está indicada somente nos casos de comprometimento neurológico grave, dor significativa ou falência completa do tratamento clínico.7 Por resultar em dores muitas vezes incapacitantes, os tratamentos das LNP quase sempre estão vinculados ao uso de algum tipo de medicamento, principalmente analgésicos e anti-inflamatórios.8

O uso de medicamentos, na maioria das vezes, é eficaz para aliviar o quadro álgico rapidamente, porém, sempre há risco de reações adversas. Neste sentido, a busca por novos fármacos é imprescindível, e entre eles, os produtos naturais com potencial efeito analgésico e menores efeitos colaterais vêm sendo pesquisados.8 Partindo desta premissa, a vanilina, composto químico oriundo da vagem da (Vanilla planifolia), uma orquídea tropical, tem sido estudada experimentalmente no tratamento da dor neuropática, alodínia e edema, com efeitos positivos em compressões nervosas para o tratamento dos sintomas da doença.9,10

Apesar de seu uso, não há consenso na literatura sobre a ação da vanilina nas LNP. Além disso, uma vez que os sistemas neural e musculoesquelético estão intimamente relacionados, a conduta terapêutica deve contemplar não somente os cuidados com o nervo, mas também com o músculo inervado.

OBJETIVO

Avaliar a ação da vanilina (Vanilla planifolia) sobre a morfologia dos músculos tibial anterior e sóleo após lesão nervosa periférica.

MÉTODOS

Estudo realizado no Laboratório de Estudo das Lesões e Recursos Fisioterapêuticos da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. Todos os procedimentos adotados foram previamente aprovados pelo Comitê de Ética Animal da universidade, seguindo normas internacionais para experimentação animal.

Grupo amostral

O cálculo do tamanho amostral utilizado no presente estudo baseou-se na experiência dos pesquisadores em estudos desta natureza, bem como em dados descritos na literatura, referentes aos efeitos experimentais da vanilina.9,10

Foram utilizados 28 ratos machos da linhagem Wistar, com média de idade de 10 semanas e peso de 350g, mantidos em caixas padrão de polipropileno, em ambiente com temperatura de 23±1°C e fotoperíodo de 12 horas, recebendo água e ração ad libitum.

Os animais foram divididos aleatoriamente em quatro grupos, composto por sete ratos cada, sendo: Grupo Controle (GC), composto por animais que não sofreram nenhuma intervenção; Grupo Vanilina (GV), composto por animais sem compressão nervosa, mas tratados com vanilina; Grupo Lesão (GL), com animais submetidos à compressão do nervo isquiático, mas sem terapia; e Grupo Lesão + Vanilina (GLV), com animais submetidos à compressão do nervo isquiático e tratados com vanilina.

Protocolo de lesão

Para a realização da compressão do nervo isquiático, os animais foram previamente pesados e anestesiados com cloridrato de cetamina (50mL/kg) e xilazina (10mL/kg). Após a tricotomia do membro pélvico direito e assepsia da região com álcool 70%, foi realizada a incisão paralela às fibras do músculo bíceps femoral, expondo o nervo isquiático, que foi comprimido com auxílio de pinça hemostática durante 30 segundos. A pressão de pinçamento foi padronizada para todos os animais e realizada sempre pelo mesmo pesquisador, utilizando-se como referência o segundo dente da cremalheira.3 Por fim, efetuou-se a sutura por planos e aplicação de iodo sobre a incisão.

Protocolo de administração da vanilina

A partir do 3º dia de pós-operatório (PO), iniciou-se a administração da vanilina para o GV e o GLV. Os animais destes grupos receberam doses orais diárias de 150mg/kg de vanilina, por meio de gavagem, até o 21º PO.

Análise morfológica

No 22º dia de experimento, os animais de todos os grupos foram pesados, anestesiados e eutanasiados por decapitação em guilhotina. Os músculos tibial anterior e sóleo direitos foram dissecados, fixados em solução de Metacarn por 24 horas e armazenados em álcool 70%. Posteriormente, os músculos passaram pelo processamento histológico de rotina, para inclusão em parafina, e coloração em hematoxilina e eosina e em tricrômico de Mallory.

O laminário obtido foi analisado em microscópio de luz e fotomicrografado. Foram obtidas aleatoriamente dez imagens de cada músculo estudado, sendo mensuradas cem fibras musculares quanto ao menor diâmetro e área da fibra, por meio do programa Image Pro-Plus 6.0. A análise do tecido conjuntivo, endomísio e perimísio foi realizada por meio da percentagem de pixels pelo programa GIMP 2.0.

Análise dos resultados

A normalidade dos dados foi constatada pelo teste de Shapiro-Wilk, que posteriormente foi comparada pelo teste de Análise de Variância (ANOVA) unidirecional, com pós-teste de Tukey pelo programa Graph Pad Prism 6.0. Para todas as análises, foi considerado p<0,05 como estatisticamente significativo.

RESULTADOS

Na análise do músculo tibial anterior (Figura 1A) e sóleo (Figura 2A) dos animais do GC, foi verificado aspecto normal, com as fibras organizadas em padrão fascicular e individualmente em formato poligonal e multinucleadas, cujos núcleos se situavam na periferia, junto à membrana sarcoplasmática. A mesma morfologia foi visualizada no músculo tibial anterior (Figura 1B) dos animais do GV, que não sofreram lesão e foram tratados com vanilina. No músculo sóleo dos animais deste grupo, também houve normalidade no aspecto das fibras musculares, mas foi observado aumento na vascularização, marcada tanto por vasos sanguíneos dilatados quanto túrgidos (Figura 2B).

Figura 1 Fotomicrografias do músculo tibial anterior de ratos Wistar, corte transversal, coloração em hematoxilina e eosina. Grupo Controle (A), Grupo Vanilina (B), Grupo Lesão (C) e Grupo Lesão + Vanilina (D). Em A e B, organização fascicular com fibras poligonais e núcleos (Nu) periféricos. Em C, fibras musculares polimórficas (*), núcleos hipertróficos (Nh), centrais (Nc) ou aglomerados (Na) na periferia da fibra. Em D, fibra polimórfica (*), núcleos centrais (Nc) e aglomerados (Na) na periferia da fibra, e vasos sanguíneos (Vs) dilatados 

Figura 2 Fotomicrografias do músculo sóleo de ratos Wistar, corte transversal, coloração em hematoxilina e eosina. Grupo Controle (A), Grupo Vanilina (B), Grupo Lesão (C) e Grupo Lesão + Vanilina (D). Em A, organização fascicular com fibras poligonais e núcleos (Nu) periféricos. Em B, organização tecidual semelhante ao Grupo Controle, com vasos sanguíneos dilatados (Vs). Em C, fibras musculares com mudança de coloração (*), núcleos hipertróficos (Nh) e aglomerados (Na) na periferia da fibra. Em D, fibra polimórfica em regeneração (*), núcleos hipertróficos (Nh) e aglomerados (Na) na periferia da fibra, e vasos sanguíneos dilatados (Vs) 

Já no GL, as fibras musculares, tanto do tibial anterior (Figura 1C) quanto do sóleo (Figuras 2C), apresentavam-se com alterações características resultantes da compressão nervosa. Nestes animais, foi constatada acentuada desorganização fascicular e alteração no tamanho das fibras, denotando atrofia, além de algumas com perda do formato poligonal característico. Fibras musculares em processo degenerativo avançado foram pontualmente notadas, embora a maioria se mostrou com núcleos hipertróficos localizados no centro ou na periferia, acompanhados ou não de halo basofílico, bem como núcleos aglomerados e enfileirados na periferia da fibra − região eventualmente acompanhada por mudanças de coloração.

Nos animais submetidos à compressão nervosa e tratados com vanilina (GLV), foram verificadas diferenças na resposta dos dois músculos estudados. No tibial anterior, as fibras musculares apresentavam-se com características morfológicas mais acentuadas de lesão quando comparadas ao GL, com aumento do número das células satélites, núcleos centrais e diminuição no tamanho das fibras, bem como maior desorganização e degeneração fascicular. Nestes animais, foram observadas fibras musculares lesionadas, algumas em degeneração e outras já em regeneração, associadas ao grande número de capilares sanguíneos, podendo denotar neovascularização (Figura 1D). Para o músculo sóleo, foram verificadas as mesmas características do GL e, além destas, extenso aumento na vascularização, com vasos sanguíneos túrgidos e dilatados (Figura 2D).

A compressão nervosa reduziu a área de secção transversa da fibra dos dois músculos estudados. Para o tibial anterior, houve diminuição na área em GL e em GLV em relação ao GC (p<0,01) e ao GV (p<0,001). Para o sóleo, a área de secção transversa da fibra foi menor no GL e no GLV em relação ao GC (p<0,05; p<0,01) e ao GV (p<0,05; p<0,01), sendo que o tratamento com vanilina não afetou este parâmetro (Tabela 1).

Tabela 1 Parâmetros morfométricos dos músculos tibial anterior e sóleo 

Parâmetros Músculos Grupos

GC GV GL GLV
Área de secção transversa (µm) Tibial anterior 2042,2±438,6 2232,3±452,4 1430,8±286,7* 1310,7±208,6*
Sóleo 2550,4±793,8 2584,4±188,3 1789,2±311,9* 1524,7±307,8*
Menor diâmetro (µm) Tibial anterior 41,2±4,95 41,4±4,12 33,8±2,67* 33,1±2,28*
Sóleo 44,3±8,40 44,1±2,89 39,4±3,50 34,6±4,25*
Tecido conjuntivo (%) Tibial anterior 2,8±0,25 3,0±0,82 3,4±0,53 5,2±1,67*†‡
Sóleo 7,9±0,70 6,6±2,03 6,8±2,09 7,0±1,36*†‡

Análise de Variância unidirecional com pós-teste de Tukey. * diferente de GC; diferente de GV; diferente de GL.

GC: Grupo Controle; GV: Grupo Vanilina; GL: Grupo Lesão; GVL: Grupo Lesão + Vanilina.

Quanto ao menor diâmetro da fibra muscular, a lesão nervosa também causou diminuição no parâmetro analisado para o músculo tibial anterior, com diferenças no GL e no GLV em comparação com o GC (p<0,01; p<0,001) e o GV (p<0,01; p<0,001). No músculo sóleo, houve redução no diâmetro da fibra dos animais do GLV em relação aos GC (p<0,01) e GV (p<0,01).

No músculo tibial anterior, houve aumento na quantidade de tecido conjuntivo intramuscular dos animais do GLV em relação aos demais grupos (p<0,001). No músculo sóleo, não houve diferença significativa na quantidade de tecido conjuntivo entre os grupos.

DISCUSSÃO

O modelo de compressão do nervo isquiático realizado no presente estudo pode ser descrito como uma lesão do tipo axonotmese,11,12 que leva à interrupção da comunicação neuromuscular. Foram verificadas alterações morfométricas nos músculos tibial anterior e sóleo dos animais do GL, com redução da área de secção transversa e menor diâmetro da fibra muscular. Esse conjunto de características é comum em lesões nervosas e pode estar acompanhado de incapacidades funcionais.13-15

As alterações morfológicas observadas nos animais do GL confirmam que a lesão nervosa causou a interrupção da comunicação neuromuscular. Fibras musculares com contornos irregulares e núcleos centralizados também foram evidenciadas por Polônio et al.,16 no músculo tibial anterior de ratos submetidos à secção completa do nervo isquiático, e caracterizam um conjunto de alterações bioquímicas e mecânicas nas fibras, que podem culminar em graus variados de perda funcional.

A administração oral de vanilina nos animais do GV não alterou os parâmetros morfométricos e morfológicos das fibras dos músculos estudados, embora tenha havido aumento na vascularização do sóleo, evidenciado pela maior quantidade de vasos sanguíneos, frequentemente dilatados. Neste sentido, o presente estudo se contrapõe aos resultados de alguns autores, que apontam o potencial antiangiogênico da vanilina,17-19 mas está de acordo ao proposto por Raffai et al.,20 que verificam que a vanilina promove relaxamento arterial por meio da inibição dos canais de Ca2, impedindo o influxo de Ca2+ na célula, ou seja, apresentando propriedade vasodilatadora.

Além do potencial antiangiogênico e vasodilatador, outras propriedades já foram descritas para a vanilina, como antioxidante, anti-inflamatória e antiproliferativa, bem como antitumoral.18,19,21 Sua biocompatibilidade associada ao perfil anti-inflamatório poderia tornar a vanilina um composto promissor e, no presente estudo, foram verificadas respostas distintas nos músculos tibial anterior e sóleo diante da ingestão oral de vanilina nos animais submetidos à lesão prévia do nervo isquiático.

Três semanas após a lesão nervosa, as fibras musculares ainda estão envolvidas no processo de regeneração,22 etapa na qual mediadores inflamatórios estão presentes no tecido. No músculo tibial anterior, o tratamento com vanilina causou a intensificação da resposta inflamatória, visto que houve piora da morfologia tecidual em relação aos animais do GL. Já para o sóleo, pode-se inferir que, apesar da maior quantidade de vasos sanguíneos, a vanilina não exerceu efeito positivo ou negativo sobre a morfologia das fibras, que se assemelhavam às do GL.

Na fase inicial da lesão muscular, os neutrófilos invadem rapidamente o local da lesão e promovem o início do reparo pela entrega de citocinas, que atraem e ativam células inflamatórias adicionais.22,23 Segundo Tidball,24 os neutrófilos podem eventualmente exacerbar injúrias prévias devido a liberação ou geração de espécies reativas de oxigênio (EROs), que podem levar à perda da integridade celular e até necrose da fibra.25 Em condições normais, as EROs são eliminadas por sistemas antioxidantes presentes nos músculos. Segundo Muller et al.,26 músculos compostos por maior quantidade de fibras do tipo II, como o tibial anterior, são mais suscetíveis a danos oxidativos do que fibras do tipo I, de contração lenta, como o sóleo. Neste sentido, a vasodilatação e a aparente neovascularização causadas pelo tratamento com vanilina pode ter causado maior liberação de mediadores inflamatórios, como os neutrófilos, que causaram estresse oxidativo no músculo tibial anterior, exacerbando o processo lesivo.

Ainda, segundo Csete et al.,27 o comportamento das células satélites pode ser modificado pela concentração de oxigênio no tecido, por processos mediados pela geração de EROs.28 Recentemente, em um estudo in vitro, pesquisadores demonstraram que a proliferação e a diferenciação dos mioblastos é negativamente influenciada pelo aumento na concentração de oxigênio.29 Assim, o aumento do fluxo sanguíneo gerado pela vanilina causou elevação na concentração tecidual de oxigênio, o que pode ter dificultado o processo normal de regeneração muscular via ativação das células satélites, de modo que o músculo tibial anterior ainda apresentasse grande quantidade de fibras em processo degenerativo.

Verificou-se, no presente estudo, que o tratamento com vanilina promove seus efeitos por meio da alteração no fluxo sanguíneo tecidual, marcadamente pela vasodilatação intramuscular. Como limitação, acreditamos que metodologias específicas para a avaliação vascular sejam importantes para elucidar definitivamente os efeitos da vanilina, assim como o estudo em diferentes grupos musculares, de modo a esclarecer se sua ação é, de fato, relacionada ao tipo de fibra que compõe a maior proporção do músculo. Cabe ressaltar que são escassas, na literatura, os efeitos da vanilina in vivo, e que mais estudos são necessários previamente à indicação da substância para tratamento.

CONCLUSÃO

A compressão do nervo isquiático é responsável por causar alterações morfológicas nos músculos tibial anterior e sóleo. O tratamento com vanilina apresentou característica pró-inflamatória no tibial anterior, o que não aconteceu no músculo sóleo, respostas estas relacionadas provavelmente ao aumento no fluxo sanguíneo tecidual e na capacidade de cada músculo em responder a esta alteração.

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