Adaptação do teste Clinical Evaluation of Language Functions - 4th Edition para o Português Brasileiro

Adaptação do teste Clinical Evaluation of Language Functions - 4th Edition para o Português Brasileiro

Autores:

Ana Carolina Paiva Bento-Gaz,
Debora Maria Befi-Lopes

ARTIGO ORIGINAL

CoDAS

versão On-line ISSN 2317-1782

CoDAS vol.26 no.2 São Paulo mar./abr. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/2317-1782/2014488IN

INTRODUÇÃO

O processo de avaliação da linguagem tem como objetivo a coleta de informações confiáveis, integrando-as e interpretando-as para fazer um julgamento ou tomar uma decisão. Essas informações devem conter a história clínica do sujeito avaliado, resultados de testes formais e informações coletadas a partir de observações em situações naturais( 1 - 4 ).

Em relação às crianças com suspeita de alterações de linguagem, a avaliação deve determinar se a criança apresenta, ou não, alguma alteração de linguagem; identificar a causa do problema; identificar as áreas que estão deficitárias; descrever as regularidades no comportamento de linguagem da criança e decidir a conduta que deve ser adotada( 1 , 5 - 15 ).

Para que o processo de avaliação seja efetivo, é necessária a utilização de instrumentos e procedimentos adequados para a verificação dos padrões de linguagem da criança em questão. Esses instrumentos devem atender às reais condições de faixa etária e possibilidade de linguagem, bem como propiciar o melhor acesso ao potencial linguístico da criança( 16 ).

No Brasil, temos disponível no mercado somente dois testes que avaliam a linguagem infantil: o ABFW Teste de Linguagem Infantil( 17 ) e o Protocolo de Observação Comportamental (PROC)( 18 ).

Conforme apontado por muitos autores, pode-se observar a escassez de testes formais para avaliar a linguagem infantil no Brasil( 16 , 17 , 19 - 21 ).

Alguns autores sugerem que a tradução e adaptação de instrumentos já disponíveis em outras línguas podem amenizar essa carência. Além disso, pesquisas com esse objetivo podem propiciar estudos transculturais, que comparem os achados do contexto brasileiro com os internacionais. Assim, objetos de estudo seriam melhor caracterizados na medida em que vários centros de pesquisa usassem os mesmos instrumentos( 22 - 25 ).

Recentemente, no Brasil, alguns estudos foram realizados visando traduzir e adaptar testes formais de linguagem infantil para o Português Brasileiro (PB)( 21 , 26 ).

Apesar de esses estudos terem sido concretizados, ainda encontramos no País muitas dificuldades para a realização do diagnóstico de crianças com alterações de linguagem e para o desenvolvimento de pesquisas nessa área, pois faltam padrões de referência confiáveis sobre as habilidades linguísticas de crianças em desenvolvimento normal de linguagem, principalmente na faixa etária acima de sete anos.

OBJETIVO

O objetivo deste estudo foi traduzir e adaptar o Teste de Linguagem Clinical Evaluation of Language Functions - 4 th Edition (CELF-4)(27) para o PB.

MÉTODOS

Aspectos éticos

Este estudo foi analisado e aprovado pela Comissão de Ética para Análise de Projetos de Pesquisa (CAPPesq) da Diretoria Clínica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo sob número 145/10.

É importante ressaltar que, anteriormente à elaboração do projeto, foi realizado contato com a Editora Pearson, que publicou o CELF-4( 27 ), visando à obtenção da autorização para a tradução para o PB. A editora, juntamente aos autores do Teste, permitiu a sua tradução e aplicação com a finalidade de uso restrito à pesquisa.

Além disso, todos os sujeitos recrutados concordaram em participar do estudo, assinando o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido.

Casuística

Fizeram parte do estudo 160 escolares em desenvolvimento normal de linguagem, na faixa etária compreendida entre sete e dez anos, recrutados em escolas públicas e particulares da Zona Leste da cidade de São Paulo. Os sujeitos foram divididos em quatro faixas etárias, totalizando 40 sujeitos por faixa-etária, sendo 20 de escolas públicas e 20 de escolas particulares.

Os critérios para a inclusão dos sujeitos foram ausência de queixa ou tratamento fonoaudiológico anterior e desempenho escolar satisfatório segundo as professoras. Além disso, eles deveriam apresentar desempenho adequado na prova de Fonologia( 28 ) e no Teste de Desempenho Escolar (TDE)( 29 ), utilizados para garantir que os sujeitos inclusos na pesquisa não apresentavam nenhuma alteração fonológica e de desempenho adequados em tarefas de leitura, escrita e aritmética, o que, associado ao bom desempenho escolar, garantiu que se tratavam de crianças em desenvolvimento típico de linguagem.

A escolha dos testes ocorreu levando em consideração a faixa etária do grupo estudado. As crianças precisavam ter desempenho dentro do esperado para a faixa etária e escolaridade, a partir dos parâmetros de cada avaliação, na prova de fonologia e estar dentro dos padrões de referência para o seu grau de escolaridade nas provas do TDE. Considerando que estudos anteriores( 21 , 26 ) não encontraram diferenças entre sexos, essa variável não foi considerada.

Descrição do teste

O CELF-4, elaborado por Elisabeth Wiig, Wayne Secord e Eleanor Semel em 2003, é um instrumento de avaliação de distúrbios de comunicação e linguagem de estudantes de 5 a 21 anos de idade. Segundo o manual de aplicação, deve ser administrado individualmente, como ocorreu em nosso estudo.

O instrumento, cujo tempo de aplicação é de aproximadamente 1 hora e 30 minutos, tem edições prévias e está disponível para falantes do inglês e espanhol.

Os objetivos do teste são identificar se há distúrbio de linguagem; descrever a natureza do distúrbio de linguagem; avaliar habilidades subjacentes à linguagem (memória de trabalho, automatização de fala e consciência fonológica); e avaliar a linguagem e comunicação no contexto.

O Teste CELF-4 é composto por dois álbuns de figuras e 2 formulários de resposta, sendo um direcionado à faixa etária de 5 a 8 anos e outro à de 9 a 21 anos.

O instrumento apresenta 16 subtestes que avaliam os subsistemas da linguagem e o perfil pragmático e apresentam uma escala de avaliação observacional, descritos no Quadro 1.

Quadro 1 Descrição dos subtestes que compõem o Clinical Evaluation of Language Functions - 4th Edition 

Os subtestes que compõem o CELF-4 são agrupados em quatro níveis do processo de avaliação do teste. Os níveis 1, 2 e 3 formam os construtos ou diferentes escores gerados pelo teste e seguem descritos no Quadro 2.

Quadro 2 Descrição dos níveis do processo de avaliação do Clinical Evaluation of Language Functions - 4th Edition e escores obtidos 

Procedimento

O processo de tradução e adaptação do teste foi realizado da seguinte maneira:

  • Tradução direta do Teste CELF-4 (inglês americano para o PB);

  • Tradução inversa (back translation);

  • Seleção dos sujeitos e aplicação do CELF-4;

  • Análise da equivalência teórica, semântica e cultural - anteriormente à aplicação do teste nos sujeitos selecionados para a presente pesquisa, a pesquisadora, a responsável pela tradução inversa (fluente absoluta em inglês, doutora em Fonoaudiologia e pesquisadora experiente na área de linguagem infantil) e a orientadora do presente estudo (doutora em Fonoaudiologia e pesquisadora experiente na área de linguagem infantil) examinaram cada um dos itens dos subtestes que compõem o teste, assim como o material utilizado para a sua aplicação, no caso, os álbuns, para verificar se existiam discrepâncias socioculturais tanto nos itens testados nos subtestes quanto no material gráfico. Ao final da análise não foram encontradas discrepâncias, principalmente porque o material é indicado para população infantil e graficamente simples. As adequações necessárias resumiram-se a aspectos de fonologia e morfossintaxe da língua como em qualquer tradução de texto. Tais alterações foram realizadas durante o processo de tradução, momento no qual a sua necessidade ficou clara, por exemplo, na ocasião em que as palavras para o subteste de consciência fonológica foram selecionadas. Cabe esclarecer que os fonemas a serem discriminados e a sua posição na palavra foram mantidos.

Para os sujeitos que atenderam aos critérios de inclusão, foi realizada a aplicação do Teste CELF-4 traduzido e adaptado para o PB em uma sala silenciosa em suas próprias escolas.

A correção e a interpretação das respostas foram feitas de acordo com as instruções contidas no manual do examinador e traduzidas para o PB.

Os resultados obtidos no teste foram classificados segundo os critérios adotados na versão original.

RESULTADOS

A tradução do CELF-4( 27 ) foi realizada sem dificuldades. O formato original do teste não sofreu alterações, ou seja, foram mantidos todos os itens testados assim como todas as instruções de aplicação (início do teste, critérios de pontuação, interpretação dos resultados e formulários de resposta).

A maioria dos subtestes, assim como o Perfil Pragmático e a Escala de Avaliação Observacional (EAO), foram apenas traduzidos, não sendo necessárias adaptações significativas.

Nos subtestes Estrutura da Palavra, Relações Semânticas, Montagem de Sentenças, Compreensão de Parágrafos e Consciência Fonológica foram necessárias alterações. As mudanças realizadas ocorreram principalmente pela diferença morfossintática e fonológica das línguas inglesa e portuguesa.

Análises estatísticas descritivas e medidas de fidedignidade

Os dados foram inicialmente analisados utilizando-se estatísticas descritivas e medidas de fidedignidade, a fim de verificar se os itens de cada escala apresentavam bons índices de consistência interna. Esses índices analisam se a escala mede de forma consistente aquele construto que se pretende avaliar, ou seja, se os itens da escala são consistentes e adequados para o propósito em questão. Seguindo parte dos procedimentos utilizados para a validação do material original em inglês, a medida de consistência interna adotada neste estudo foi a do α de Cronbach (para cada escala e para cada idade, separadamente). A opção pela utilização desse tipo de análise decorre do fato de que tal tratamento estatístico seria capaz de medir a consistência interna do teste. É importante mencionar que há uma diferença importante entre esta análise e a implementada na versão original do teste: enquanto este estudo dispõe dos dados de 40 sujeitos por idade, o material americano possui um n mínimo de 200 crianças de cada idade, o que torna a análise mais robusta. Isso, aliado ao fato de que a maioria das respostas analisadas é binária (acerto = 1; erro = 0), reduz substancialmente os valores de α de Cronbach, o que pode prejudicar um pouco esta análise, embora não a invalide. Cabe destacar que o objetivo do presente trabalho não foi a validação do CELF-4, mas a tradução e adaptação para o PB. Obviamente, para o estudo de validação o número de sujeitos deverá ser, no mínimo, quadruplicado.

Os valores aceitáveis de α de Cronbach para testes que medem habilidades são geralmente iguais ou superiores a 0,70. Portanto, para as escalas que apresentaram inicialmente um valor inferior a esse, foram implementadas novas análises, removendo os itens problemáticos, a fim de atingir o valor de corte mínimo. Isso não implica dizer que tais itens devem ser necessariamente removidos do teste (em virtude das ressalvas já mencionadas sobre o tamanho amostral e natureza binária das variáveis), mas, eventualmente, podem ajudar a entender que tipo de item pode ser problemático para a amostra falante do PB deste estudo, indicando os itens que requerem especial atenção no momento de validação da tradução e adaptação para o PB aqui apresentada.

A interpretação do "item problemático" não tem a ver com a dificuldade absoluta do item (se foi fácil ou difícil para as crianças), mas sim se ele acompanha ou não o nível de dificuldade do subteste, ou seja, se parece ser discrepante dos demais.

Pelo fato de a maioria dos subtestes utilizar dados binários, os itens muito fáceis ou muito difíceis (acertados ou errados por todas as crianças) não apresentaram variância nenhuma, e, por isso, foram eliminados, mesmo nas análises iniciais.

Ao excluir os itens acertados por toda a amostra e os problemáticos, os subtestes analisados apresentam consistência interna satisfatória, exceto o da Associação de Palavras para a faixa etária de oito anos (Tabela 1).

Tabela 1 Análise dos itens (soma da pontuação) e da consistência interna do subteste Associação de Palavras* 

Item Sete anos Oito anos Nove anos Dez anos
Públicos (n=20) Particulares (n=20) Itens removidos Públicos (n=20) Particulares  (n=20) Itens removidos Públicos (n=20) Particulares (n=20) Itens removidos Públicos (n=20) Particulares (n=20) Itens removidos
AP 1 214 270 270 375 x 284 358 296 349
AP 2 212 249 265 263 237 298 267 300
AP 3 100 88 x 142 163 169 198 164 198
Cronbach inicial (α) 0,666 0,119 0,737** 0,634
Itens (n) 3 3 3 3
Cronbach final (α) 0,688 0,433
Itens (n) 2 2

Cronbach inicial: os itens acertados por todos os indivíduos (x) foram removidos

Cronbach final: os itens acertados por todos os indivíduos (x) e os itens problemáticos ( ) foram removidos

*Pelo fato de haver apenas 3 itens nesta escala, os valores entre 0,6 e 0,7 podem ser considerados satisfatórios, no entanto para 8 anos a escala parece ruim

**Valores considerados satisfatórios (a=0,70)

Legenda: AP = Associação de Palavras

Os demais subtestes que compõem o Teste CELF-4 apresentaram α de Cronbach iguais ou superiores a 0,70, ou seja, consistência interna satisfatória.

DISCUSSÃO

O processo de tradução e adaptação de instrumentos publicados em outras línguas deve ser criterioso para não inviabilizar o seu uso e aplicabilidade. Além disso, pesquisas transculturais só serão possíveis caso seja garantida a equivalência entre a versão original e a traduzida do instrumento.

A tradução e adaptação do CELF-4 utilizaram o método já consagrado em inúmeros estudos( 30 - 33 ) e que é recomendado pela Word Health Organization( 34 ). Assim, foram realizadas: (1) tradução direta, (2) tradução inversa, (3) análise da equivalência teórica, semântica e cultural, (4) aplicação do teste e (5) versão final da tradução.

Portanto, os procedimentos de tradução e adaptação do CELF-4 foram compatíveis com as orientações descritas na literatura quanto aos cuidados que o processo de tradução e adaptação de um instrumento estrangeiro exigem.

Na análise da equivalência entre a versão traduzida e original do CELF-4, nos deparamos com dificuldades nos itens que avaliam os aspectos morfossintáticos da linguagem oral. Na tradução dos itens do TELD 3 - Test of Early Language Development ( 11 ) houve dificuldade naqueles que investigavam aspectos sintáticos e morfológicos da linguagem oral( 26 ), de forma similar a que encontramos na tradução do CELF-4, o que parece óbvio, considerando as diferenças de estrutura entre línguas, particularmente entre germânicas (como a original de ambos os testes) e latinas, caso do PB.

Apesar de modificações terem sido necessárias nos itens que avaliam aspectos fonológicos e morfossintáticos, podemos dizer que as adaptações não foram significativas, já que não interferiram na consistência interna dos itens avaliados e não modificaram o que os itens do teste pretendiam mensurar, conforme comprovado por nossos resultados.

Considerando que a análise da efetividade de um instrumento faz parte de seu processo de tradução, é necessário que o instrumento traduzido seja aplicado no novo contexto para que sua validade possa ser analisada. Da mesma forma, para um teste ser considerado válido, é necessário que seja aceito clinicamente e meça com exatidão o que se pretende avaliar.

No presente estudo, foi utilizado o α de Cronbach para verificar a consistência interna de cada subteste do CELF-4, ou seja, se cada subteste mediu de forma consistente aquele construto que pretendia avaliar. Nesta análise, observa-se que, ao excluir os itens acertados ou errados por toda a amostra e os itens considerados problemáticos, todos os subtestes analisados apresentam consistência interna satisfatória, exceto o da Associação de Palavras para a faixa etária de oito anos. Esse aspecto pode ser entendido como um dado isolado ou ser atribuído ao fato da amostra de escolares por faixa etária ser reduzida e também ao fato de termos poucos itens nesse subteste. O aumento da amostra, bem como a análise minuciosa de cada item que foi excluído na análise de confiabilidade, auxiliarão na decisão de retirar algum subteste ou itens de subtestes que compõem o Teste CELF-4 da versão em PB. Apenas após a aplicação em larga escala poderemos analisar se é necessário reformular a tradução e adaptação de alguns itens dos subtestes, visando a sua melhor adequação ao contexto brasileiro.

Ainda não podemos analisar a sensibilidade e especificidade do Teste CELF-4 traduzido e adaptado para o PB, fundamentais para sua validação, uma vez que para tanto a aplicação deve ser realizada em larga escala, ou seja, em um número muito maior de sujeitos, de diferentes regiões do país e nas diversas faixas etárias.

Vale também destacar que para análise de tais parâmetros, o CELF-4, em sua versão traduzida e adaptada para o PB, deve ser aplicado em crianças com alterações de linguagem, verificando a sua capacidade de detecção de alterações nos aspectos da linguagem que se propõe a avaliar.

CONCLUSÃO

O objetivo do presente estudo foi traduzir e adaptar o CELF-4(27) para o PB. Ao final da pesquisa, observamos:

  1. A tradução do CELF-4 foi realizada sem dificuldades que a inviabilizassem e todo formato original do teste foi mantido (início do teste, critérios de pontuação, interpretação dos resultados e formulários de resposta);

  2. A maioria dos subtestes, assim como o Perfil Pragmático e a EAO, foram apenas traduzidos, não sendo necessárias adaptações significativas;

  3. A versão traduzida e adaptada para o PB do Teste CELF-4 mostrou-se adequada para caracterizar a performance de linguagem da população estudada nas habilidades avaliadas pelo teste;

  4. A maioria dos subtestes apresentou consistência interna satisfatória, o que significa que os subtestes que compõem o Teste CELF-4 realmente medem o que se pretende avaliar;

  5. A versão traduzida e adaptada do CELF-4 para o PB deve ser aplicada em larga escala a fim de que seja realizada a validação do teste para o PB, além de que sejam analisadas a sua sensibilidade e especificidade.

REFERÊNCIAS

1. Shipley KG, McAfee JG. Assessment in speech-language pathology: a resource manual. 3rd Edition. New York: Delmar Learning; 2004. 518 p.
2. Webster RI, Majnemer A, Platt RW, Shevell MI. The predictive value of a preschool diagnosis of developmental language impairment. Neurology. 2004;63(12):2327-31.
3. Wetherby AM, Watt N, Morgan L, Shumway S. Social communication profiles of children with autism spectrum disorders late in the second year of life. J Autism Dev Disord. 2007;37(5):960-75.
4. Shumway S, Wetherby AM. Communicative acts of children with autism spectrum disorders in the second year of life. J Speech Lang Hear Res. 2009;52(5):1139-56.
5. Bloom L, Lahey M. Language development and language disorders. New York: McMillan; 1978. 689 p.
6. Lahey M. Who shall be called language disordered? Some reflections and one perspective. J Speech Hear Disord. 1990;55(4):612-20.
7. Boone DR, Plante E. Comunicação humana e seus distúrbios. Porto Alegre: Artes Médicas; 1994.
8. Plante E, Vance R. Selection of preschool language tests: a data-based approach. Lang Speech Hear Serv Sch. 1994;28:15-24.
9. Reed VA. An introduction to children with language disorders. New York: McMillan; 1994.
10. Merrel A, Plante E. Norm-referenced test interpretation in the diagnostic process. Lang Speech Hear Serv Sch. 1997;28(1):50-8.
11. Hresko W, Reid D, Hammill D. Test of Early Language Developmental (TELD). 3th edition. Austin, TX: PRO-ED; 1999.
12. Paul R. Principles of assessment. In: Paul R. Language disorders from infancy through adolescence: assessment & intervention. 2nd Edition. St Louis, MO: Mosby; 2001. p.20-52.
13. Befi-Lopes DM. Alterações no desenvolvimento da linguagem - princípios de avaliação, diagnóstico e intervenção. In: Limongi SCO (Org.). Fonoaudiologia Informação para a Formação: Procedimentos Terapêuticos em Linguagem. Rio de Janeiro: Editora Guanabara Koogan; 2003. p.1-12.
14. Nelson HD, Nygren P, Walker M, Panoscha R. Screening for speech and language delay in preschool children: systematic evidence review for the US Preventive Services Task Force. Pediatrics. 2006;117(2):298-319.
15. Lung FW, Shu BC, Chiang TL, Lin SJ. Efficient developmental screening instrument for 6- and 18-month-old children in the Taiwan Birth Cohort Pilot Study. Acta Paediatr. 2008;97(8):1093-8.
16. Befi-Lopes DM. Prova de verificação do vocabulário: aspectos da efetividade como instrumento de diagnóstico [Tese]. São Paulo: Faculdade de Medicina, Universidade de São Paulo; 2002.
17. Andrade CRF, Befi-Lopes DM, Fernandes FDM, Wertzner HF. ABFW: teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário, fluência e pragmática. Barueri: Pró-Fono; 2004.
18. Zorzi JL, Hage SRV. PROC - Protocolo de Observação Comportamental: avaliação de linguagem e aspectos cognitivos infantis. São José dos Campos: Pulso; 2004. 93 p.
19. Hage SRV. Distúrbio específico do desenvolvimento da linguagem: subtipos e correlações neuroanatômicas [tese]. Campinas: Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas; 2000.
20. Corrêa LMS, Freitas MC, Lima CMC. Crianças com queixas de linguagem e procedimentos usuais de avaliação de habilidades lingüísticas. Calidoscópio. 2003;1(1):43-68.
21. Broggio FTO. Desempenho de crianças típicas de 4 a 8 anos de idade no test of language development primary 3 adaptado para o Português Brasileiro [dissertação]. São Paulo: Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo; 2005. 281p.
22. Dumenci L, Erol N, Achenbach TM, Simsek Z. Measurement structure of the Turkish translation of the Child Behavior Checklist using confirmatory factor analytic approaches to validation of syndromal constructs. J Abnorm Child Psychol. 2004;32(3):335-40.
23. Excoffier E, Vila G, Taupiac E, Mouren-Simeoni MC, Bouvard MP. Dimensional approach of social behaviour deficits in children. Preliminary validation study of the French version of the Children's Social Behaviour Questionnaire (CSBQ). Encephale. 2007;33(4 Pt 1):585-91.
24. Peña ED. Lost in translation: methodological considerations in cross-cultural research. Child Dev. 2007;78(4):1255-64.
25. Lauth B, Magnusson P, Ferrari P, Pétursson H. An Icelandic version of the Kiddie-SADS-PL: translation, cross-cultural adaptation and inter-rater reliability. Nord J Psychiatry. 2008;62(5):379-85.
26. Giusti E. Performance de crianças falantes do Português Brasileiro no Test of Early Language Development (TELD 3) [tese]. São Paulo: Faculdade de Filosofia Letras e Ciências Humanas, Universidade de São Paulo; 2007. 181 p.
27. Wing EH, Second WA, Semel E. Evaluation of Language Function (CELF-4). 4th edition. San Antonio, TX: Pearson; 2003.
28. Wertzner HF. Fonologia. In: Andrade CRF, Befi-Lopes DM, Fernandes FDM, Wertzner HF. ABFW: teste de linguagem infantil nas áreas de fonologia, vocabulário, fluência e pragmática. Barueri: Pró-Fono; 2004.
29. Stein LM. Teste de Desempenho Escolar (TDE): manual para aplicação e interpretação. São Paulo: Casa do Psicólogo; 1994.
30. Guillemin F, Bombardier C, Beaton D. Cross-cultural adaptation of health-related quality of life measures: literature review and proposed guidelines. J Clin Epidemiol. 1993;43(12):1417-32.
31. Bullinger M, Afonso J, Apolone G, Leplège A, Sullivan M, Wood-Dauphinee S, et al. Translating health status questionnaires and evaluating their quality: the IQOLA project approach. International Quality of Life Assessment. J Clin Epidemiol. 1998;51(11):913-23.
32. Ruperto N, Ravelli A, Pistorio A, Malattia C, Cavuto S, Gado-West L. Cross-cultural adaptation and psychometric evaluation of the Childhood Health Assessment Questionnaire (CHAQ) and the Child Health Questionnaire (CHQ) in 32 countries. Review of the general methodology. Clin Exp Rheumatol. 2001;19(4 Suppl 23):51-9.
33. Tubert-Jeannin S, Pegon-Machat E, Gremeau-Richard C, Lecuyer MM, Tsakos G. Validation of French version of the Child-OIDP index. Eur J Oral Sci. 2005;113(5):355-62.
34. World Health Organization (WHO). Management of substance abuse: process of translation and adaptation of instruments. Geneva: WHO; 2011.
Política de Privacidade © Copyright, Todos os direitos reservados.