Ao IV Congresso WCPT-SAR

Ao IV Congresso WCPT-SAR

Autores:

Oscar Ronzio

ARTIGO ORIGINAL

Fisioterapia e Pesquisa

versão On-line ISSN 2316-9117

Fisioter. Pesqui. vol.23 no.2 São Paulo abr./jun. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/1809-2950/00000023022016

A World Confederation for Physical Therapy (WCPT) está subdividida em cinco regiões do mundo (África; Ásia e oeste do Pacífico; Europa; América do Norte e Caribe; e América do Sul). Na última reunião, realizada em Singapura em 2015, ficou estabelecido que o Congresso Mundial de Fisioterapia será realizado a cada dois anos, em anos ímpares. Dessa forma, nos anos pares, serão realizados os congressos regionais. Nos países latino-americanos, a WCPT está presente na Argentina, na Bolívia, no Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Peru, Uruguai e Venezuela. Nesse contexto, graças à Associação Argentina de Cinesiologia, a Argentina foi sede do VI Encuentro Latinoamericano de Académicos (VI ELA) nos dias 8 e 9 de junho de 2016, e do IV Congresso WCPT-SAR em 9 e 10 de junho desse mesmo ano. Cento e vinte docentes das mais respeitadas universidades participaram do primeiro evento, trocaram informações e estabeleceram os seguintes eixos temáticos:

  • Qualidade acadêmica dos modelos e processos de aprovação.

  • Modelos de formação em fisioterapia e seus impactos nos projetos educativos da nação.

O IV Congresso WCPT-SAR contou com a participação de mais de 800 profissionais, com destaque para o alto nível acadêmico das apresentações. Foram recebidos 205 resumos, analisados por um Comitê Científico Regional de forma parcial. Destes, foram aceitos 37 como palestras plenárias, 60 como comunicações orais livres e 80 como pôsteres, alcançando índice de aprovação de 86,34%. A quantidade de trabalhos recebidos superou as edições anteriores do congresso, e o nível foi mais que gratificante. O Brasil foi o país que enviou mais resumos, seguido, em proporções iguais, da Argentina, do Chile e da Colômbia. Os três melhores trabalhos foram premiados com publicação na Fisioterapia & Pesquisa, revista da área muito difundida na América Latina.

Ambos os eventos contaram com a honrosa presença da vice-presidente da WCPT, Margot Skinner, da Nova Zelândia. Sua palestra no ELA abordou o processo de aprovação nas universidades, e no WCPT-SAR tratou do plano estratégico da WCPT para os próximos anos, que envolve análise da hierarquização da profissão para que seja nivelada em todos os países. Dessa forma, o fisioterapeuta poderá atender e tratar pacientes sem necessitar de encaminhamento médico. No Brasil, isso já ocorre, mas cabe ressaltar que em outros países latino-americanos o fisioterapeuta não tem liberdade para agir dessa forma. A doutora Skinner também enfatizou a quantidade de material disponível na página da WCPT (www.wcpt.org), que oferece suporte técnico e legal para que as entidades representantes de cada país escrevam seus documentos, para o estabelecimento de sistemas de créditos, realização de aprovações e também para a ação dos fisioterapeutas nos casos de desastres e emergências. Sobre este último ponto, durante o congresso, foi destacado os trabalhos dos colegas da Sociedade Equatoriana de Fisioterapia que, seguindo os procedimentos oferecidos pelas redes da WCPT, continuaram trabalhando depois do terremoto ocorrido no país.

Aproveito a oportunidade para convidar a todos os pesquisadores do Brasil para enviar seus trabalhos para o próximo World Confederation for Physical Therapy Congress que ocorrerá na Cidade do Cabo, África do Sul, de 2 a 4 de julho de 2017.

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