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Approach to sexuality in the dialogue between parents and adolescents

Approach to sexuality in the dialogue between parents and adolescents

Autores:

Inez Sampaio Nery,
Jairo José de Moura Feitosa,
Álvaro Francisco Lopes de Sousa,
Ana Catharina Nunes Fernandes

ARTIGO ORIGINAL

Acta Paulista de Enfermagem

Print version ISSN 0103-2100On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.28 no.3 São Paulo May/June 2015

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201500048

Introdução

No processo de desenvolvimento humano, a adolescência é marcada como uma fase de tensão, devido às inúmeras transformações físicas e biológicas, concomitantes às psicológicas e sociais, próprias da fase.(1) Nesse período, o jovem pode experimentar sentimentos conflitantes, crises, indefinições e inseguranças, que variam conforme as características próprias de sua personalidade, bem como todo o contexto cultural, social e familiar em que está inserido.(2)

Esta fase de “descoberta” do próprio corpo e das possibilidades que este pode oferecer é um evento imprescindível na afirmação da personalidade sendo por isso um período em que se desenvolvem vínculos mais profundos com a família, escola e sociedade. A descoberta da capacidade de reproduzirse instiga o adolescente a desenvolver sua própria identidade, e a questionar valores e ideologias.(1,2)

É em meio a todas essas transformações que ocorre o despertar da sexualidade de uma maneira diferenciada, sob influência das singularidades da fase. A sexualidade humana é parte da personalidade de cada ser, uma necessidade básica que deve ser abordada juntamente de outros aspectos relevantes da vida.(3,4)

A família é o contexto ideal para formação desses indivíduos, por se configurar historicamente, no principal meio de aquisição de valores necessários para se viver em sociedade. No entanto, a forma como isso ocorre depende em muito das peculiaridades de cada família, que pode sentir-se despreparada para a abordagem do tema. Cabe, então, a atuação de profissionais de saúde, em especial dos enfermeiros, junto ao adolescente, na família e escola, contribuindo para sanar tais dificuldades.(5)

Assim, as discussões com os pais tendem a ser constantes, as ordens, desafiadas, e as imposições, questionadas. Em meio a isso, o jovem idealiza seu futuro, sua profissão e suas relações, e passa a buscar opiniões relevantes para o enfrentamento dessa nova etapa. Assim, a opinião daqueles que foram referência durante toda sua infância tem grande peso nessas escolhas.

A presença desses conflitos pode resultar em desequilíbrio na relação, tornando ainda mais difícil o enfrentamento da situação. Os pais sentemse impotentes e delegam essa função a terceiros, como a escola, os profissionais da saúde e a sociedade. A escola se configura em um espaço de desenvolvimento de tecnologias e habilidades, sendo de fundamental importância no desenvolvimento de crianças e adolescentes. Ainda assim, esta se mostra ineficiente em cumprir esse papel, tal qual os pais. A sociedade oferece informações pouco precisas e nem sempre confiáveis.(1,5)

Esse cenário exige a necessidade de mais esclarecimentos sobre o tema para aqueles próximos aos jovens, visando à sua proteção, à prevenção e à recuperação. Assim, há necessidade de desenvolver estratégias que atendam as necessidades dessa população de forma personalizada, humana e qualificada, sendo a educação uma das principais ferramentas para tal.(4)

A educação em saúde constitui um dos componentes vitais no cuidado de enfermagem, pois esta é dotada de capacidade para desenvolver práticas educativas culturais individuais e coletivas capazes de garantir ao ser adolescente o exercício de sua sexualidade de forma plena, saudável e responsável. A atitude de educar mesma surge como importante aliada da família e do adolescente, fornecendo esclarecimentos, aconselhamentos e trocas de ideias.(4,6)

Com base nessa realidade, o objeto deste estudo foi a abordagem da sexualidade no diálogo entre pais e adolescentes. Esperava-se fornecer contribuições para que a Enfermagem pudesse intervir nesse processo com propostas voltadas para a educação em saúde sexual e reprodutiva. Assim, este trabalho objetivou analisar a abordagem da sexualidade no diálogo entre pais e adolescentes, e descrever como a Enfermagem pode intervir, de forma positiva, nesse momento.

Métodos

Estudo descritivo de abordagem qualitativa, desenvolvido em um Centro de Educação Comunitária de uma capital do Nordeste brasileiro. A escola foi intencionalmente selecionada, por ser de referência na zona estudada, contando com alunos de diversos bairros daquela capital.

Os sujeitos do estudo foram 22 pais selecionados pelo processo de amostragem simples. A partir da escolha dos alunos, buscou-se contato com os responsáveis pelos mesmos, que foram apresentados ao objetivo do estudo e puderam manifestar vontade ou não de participar da pesquisa. Atentou-se para incluir no estudo apenas pais de adolescente (10 a 19 anos).

Para coleta dos dados, utilizaram-se entrevistas individuais com os sujeitos, guiadas por um roteiro semiestruturado. A mesma foi realizada em sala reservada na própria escola e gravada com devida autorização, com duração de 30 minutos em média.

A entrevista transcorreu respeitando os critérios éticos e o caráter sigiloso, sendo informado previamente a possibilidade de interrupção da participação do sujeito. Para análise dos resultados, utilizouse o método do Discurso do Sujeito Coletivo, em que os dados empíricos de natureza verbal obtidos nos depoimentos são organizados, e o pensamento coletivo é agrupado em categorias originadas a partir das expressões-chave retiradas dos discursos dos entrevistados.

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

Resultados

Dos 22 pais participantes do estudo, 13 eram do sexo masculino, com idades entre 34 e 50 anos. Houve predomínio de pais católicos e com Ensino Médio completo. Após a realização da entrevista com os pais, e o levantamento da forma como orientavam seus filhos sobre sexualidade, resultaram as categorias abaixo descritas:

O diálogo entre pais e filhos sobre sexualidade

A maioria dos pais revelou nunca conversar sobre o tema, por não estar preparada e/ou não sentir necessidade, ou, ainda, que a falta de um parceiro sexual naquele momento significava que não era necessária essa abordagem. Em contrapartida, alguns pais disseram conversar abertamente sobre o tema com os filhos. Percebeu-se a facilidade do pai em falar com o filho do mesmo sexo.

Aspectos abordados na conversa entre pais e filhos

Percebeu-se que a maioria dos pais ainda tinha dificuldade em saber “o que” abordar quando falar de sexualidade. A maioria aborda apenas a parte biológica da sexualidade (ligada ao coito), como as questões ligadas à contracepção e à prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DSTs). Há pais que ainda mantinham o pensamento de que essa conversa deve ser necessária apenas a partir do momento que o filho encontra um parceiro.

Aconselhamento e dificuldades vividas pelos pais

Pais que tentaram abordar o tema revelaram a dificuldade de perpassar conteúdo referente à temática para os adolescentes. Percebeu-se que a maioria dos pais valorizou seu conhecimento prévio do assunto; no entanto eles revelaram que este não possui boa aceitação pelos jovens. A maioria revelou não saber como agir diante das demonstrações de sexualidade pelos filhos e elegeu o diálogo como a melhor saída para isso.

Discussão

Apreender a sexualidade nos diálogos entre pais e filhos, por meio de entrevista com um instrumento dirigido apenas aos pais limita o estudo a vivencia e, sentido atribuído à temática apenas deste sujeito, no entanto acredita-se ser este ponto de vista relevante uma vez que trata-se da figura central no contexto familiar. Entende-se que manter uma comunicação harmoniosa e eficaz com o filho adolescente pode ser uma das tarefas de maior dificuldade que os pais podem enfrentar. Esses entraves geralmente resultam em afastamento, que pode prejudicar ou desgastar a relação e o diálogo, tornando a abordagem difícil. Apesar disso, os pais ainda são os principais educadores no tocante à sexualidade e, dessa forma, devem estar preparados para assumir esse papel.(5,7,8)

A família é o espaço seguro e de proteção de seus membros, responsável pela perpetuação de valores éticos e morais que vão guiar o adolescente por toda a vida. Cabe a ela discutir, orientar e sanar, se possível, as principais dúvidas, buscando identificar e focar nos tabus e medos presentes nessa fase. No entanto, o que se vê é uma dificuldade de expressão por partes dos pais, representada nas falas pela dificuldade em manter o diálogo sobre esse tema em casa.(8,9)

Quando os jovens não obtêm respostas para suas questões no lar, eles costumam buscá-las com terceiros, amigos da mesma faixa etária, parceiros ou mesmo na mídia, que são elementos que repassam informações incompletas ou imprecisas, carregada de valores culturais e morais, sem uma real confiabilidade. Além disso, essas informações, na maioria das vezes, não estão inseridas na realidade dos jovens, o que pode resultar em uma não compreensão das informações, ou em uma compreensão equivocada.(10)

Para os pais, é difícil lidar com a sexualidade de seus filhos quando eles próprios ainda são cercados de tabus e indefinições. A sexualidade dos filhos traz à tona, para muitos pais, aspectos reprimidos de sua sexualidade. Para abordar o tema, os mesmos são obrigados a refletirem sobre a própria sexualidade, o que ocasionalmente gerar sentimentos como a angústia.(9) É extremamente importante que o jovem possa entender a informação que está sendo repassada para ele, sendo necessária, para isso, uma conversa clara, acessível e objetiva, ou um diálogo participativo, em que o jovem possa não somente ouvir, mas expor suas principais dúvidas.

Nota-se pelas falas dos pais que seu discurso abrange apenas a visão reprodutiva da sexualidade. Essa constante biologização da sexualidade, praticada pelos pais e repetida no ambiente escolar, exclui a subjetividade dos diálogos, tornando as conversas monótonas e repetitivas. A subjetividade possui maior influência com os adolescentes, que uma simples exposição de informações, pois permite participação, questionamentos e suposições.(11)

Percebe-se que a grande resistência dos pais para iniciar a conversação com os filhos se dá pela falta de preparação, ou por vergonha para abordagem do tema, ou por ambos. Além disso, alguns pais temem que a introdução precoce do tema possa significar um aval para que os mesmos iniciem sua vida sexual antecipadamente. Uma alternativa para isso é iniciar esta conversa desde a infância, assim que surgirem as primeiras dúvidas, pois isso permite uma adaptação e a maturação do diálogo, conforme a faixa etária dos filhos.(1,12)

Os jovens ainda atribuem ao sexo e à sexualidade a mesma significância, ligando-os a função reprodutora e de perpetuação da espécie. Como reflexo disso, os mesmo apresentam dificuldades em identificar suas próprias percepções sobre o tema.(10) É importante lembrar que a sexualidade engloba não somente o “ato sexual”, sendo também “um processo subjetivo, mediado através do corpo, da experiência, da troca, da procura e das projeções construídas em meio a vida”.(13) A mesma está presente desde a concepção, sendo considerado elemento essencial para a saúde e a qualidade de vida; dessa forma deve ser vivida de forma completa e saudável já desde a infância.

Para iniciar esse diálogo, é de extrema importância que os pais saibam o que significa sexualidade, sua complexa inter-relação com a biologia, o sociocultural e o subjetivo, podendo trabalhá-la inserida em sua realidade cultural, social e religiosa. Essa abordagem trabalhada do tema permite focar em dúvidas e tabus que devem ser esclarecidos.(9)

A toda essa complexidade, soma-se a dinamicidade das sociedades atuais, em que a temática torna-se ainda mais multifacetada. Esse difícil momento de construção de um sistema de valores sexuais, faz com que alguns pais não saibam o que falar para seus filhos, já que acham que seus discursos estão atrasados e não refletem a realidade atual. Alguns deles não possuem base teórica ou histórica para isso, já que, quando adolescentes, o assunto também foi negligenciado por seus pais.(1,5,11)

Neste estudo os pais revelaram maior facilidade em abordar o tema com o filho do mesmo sexo, fato corroborado por outros autores, que identificaram que abordar a sexualidade com o filho homem foi relatada como mais “fácil”.(11,14) Os garotos são mais desinibidos e, consequentemente, iniciam-se sexualmente mais cedo que as meninas. Isso é explicado pela forma diferenciada de cada gênero viver sua sexualidade. Típica da maioria das sociedades ocidentais, a mulher tem sua sexualidade reprimida e deve vivê-la de forma impingida, limitada, sujeita a proibições e pudores, o que contribui para um aumento da falta de esclarecimentos.(14,15)

O pai pode se mostrar pouco participativo das conversas sobre sexualidade e contracepção.(12) Além disso, ao pai é atribuída uma postura mais fechada, disciplinadora e menos permissível que a da mãe, principalmente no caso de filhas mulheres. Esse também é um fator fortemente cultural, que possui influência direta no viver da sexualidade pelas adolescentes.(9,15)

As falas demonstram o discurso fortemente preventivo dos pais, englobando principalmente a gravidez e as doenças sexuais. Essa preocupação se dá pelo crescente número de adolescentes grávidas anualmente, somada ao grande número de abortos e de doenças sexualmente transmissíveis, como a Aids, entre adolescentes. Dessa forma, os pais deixam de abordar o corpo, o erótico e os sentimentos e fecham-se em uma visão controladora e autoritária, que, se desobedecida pode, ter consequências permanentes para os jovens. Essa abordagem autoritária possui reflexos culturais, já que, historicamente, a abordagem da sexualidade pela família se restringiu à prevenção da gravidez.(11)

As dúvidas sobre como se portar diante da demonstração de sexualidade do filho ainda é grande pelos pais. Estes entendem a sexualidade como algo voltado para a reprodução, o que implica diretamente em gravidez e em doenças sexualmente transmissíveis. Com esse pensamento, o discurso destes passa a ser repreensivo, controlador e ameaçador, feito por meio da incitação do medo nos jovens sobre as consequências que a vivência de sua sexualidade pode ter em seu futuro.(9)

Quando a família não consegue cumprir esse papel, ele é geralmente é transferido à escola. Observa-se que a abordagem do tema nesse ambiente ainda é incipiente e voltada apenas para o ensino de questões pertinentes a biologia dos corpos, anatomia e reprodução humana. Na ausência dos pais, o papel da escola e de profissionais da saúde torna-se decisivo, principalmente para esclarecer de questões ligadas a contracepção e prevenção de doenças.(15)

A sexualidade é tida como uma das necessidades humanas básicas e deve ser vivida de forma completa e saudável.(16) Ao enfermeiro cabe desenvolver práticas educativas participativas, que possam englobar a família, suas singularidades e preceitos, considerando o contexto histórico, político, econômico e sociocultural, e, assim, propiciar a troca de informações e experiências, valorizando sempre as vivências dos adolescentes.(17)

A formação do enfermeiro deve fornecer subsídios para que o mesmo atue nas escolas, por meio de oficinas com temas como saúde sexual e reprodutiva para adolescentes e outros pertinentes a temática. Além disso, este pode atuar como importante ferramenta na capacitação de profissionais, na orientação aos pais e na adesão da família.(16)

A abordagem da sexualidade no diálogo entre pais e filhos ainda é insuficiente, falho e pouco preciso. Esse dificilmente existe e, quando existe, não contempla toda a temática, sendo feito de uma forma superficial e alheia às necessidades dos adolescentes. Essa deficiência é culturalmente hereditária, e possui relação direta com a forma como os pais viveram sua sexualidade quando adolescentes. As maiores dificuldades foram saber quando começar o diálogo, o que abordar, e se a informação repassada estava correta. Percebe-se que os fatores culturais, religiosos e socioeconômicos influenciaram fortemente nesse momento.

Conclusão

Os pais sentem dificuldade na abordagem da sexualidade, a fazem de forma superficial, de modo que a Enfermagem tem importante papel na educação sexual de adolescentes na orientação à família e na escola.

REFERÊNCIAS

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