As percepções dos profissionais sobre a abordagem do Protocolo MOVE(r)

As percepções dos profissionais sobre a abordagem do Protocolo MOVE(r)

Autores:

Carolina Trombeta Reis,
Maria Inês Rubo de Souza Nobre

ARTIGO ORIGINAL

Fisioterapia e Pesquisa

versão impressa ISSN 1809-2950

Fisioter. Pesqui. vol.21 no.2 São Paulo abr./jun. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/1809-2950/41221022014

INTRODUÇÃO

Devido aos novos conceitos referentes à atuação do sistema nervoso (SN), a reabilitação atual visa o controle motor global, ações multidisciplinares com o olhar para a funcionalidade e utilização de metas terapêuticas focadas no paciente e sua família1 - 3.

A partir dos conceitos de reabilitação ligados à funcionalidade, ocorreu o desenvolvimento de métodos e técnicas de tratamento para pacientes que apresentavam doenças neurológicas; consequentemente, houve o enriquecimento dos programas referentes à conduta fisioterapêutica.

Atualmente, já se sabe que a reabilitação funcional, desde que voltada para metas e atividades cotidianas, faz com que o aprendizado motor ocorra de maneira mais permanente4. O contexto terapêutico deve, portanto, enfatizar funções e atividades necessárias no dia a dia (como se alimentar, subir ao ônibus, ir ao banheiro, se locomover de um lugar para o outro, entre outras), utilizando-as como oportunidades de aprendizado motor5.

O Programa Mobility Opportunities Via Education (MOVE(r)) representa um dos instrumentos para o aprendizado motor funcional, sendo um programa de habilidades motoras que enfatiza o aprendizado no cotidiano, principalmente no ambiente escolar, para a obtenção de resultados realmente significativos para a criança5 , 6.

Este programa é voltado para a avaliação e tratamento de crianças com disfunções neurológicas severas, definidas como aquelas que apresentam alterações físicas graves, podendo apresentar ainda disfunções intelectuais, sociais ou emocionais, dentre as quais estão as que possuem comprometimento neurológico. O enfoque do programa são crianças que ainda não sentam sem apoio, não se mantêm em pé sem apoio e não andam sem apoio5 , 6.

O MOVE(r) teve início em 1986 por meio de um estudo piloto realizado com 15 alunos de uma sala de educação especial na Blair Learning Center, Califórnia (EUA), ganhando reconhecimento desde então e tendo sua primeira publicação realizada por Linda Bidabe, em 19905 , 6.

O MOVE(r) ainda é pouco conhecido no Brasil, entretanto é uma proposta inovadora e bem-conceituada internacionalmente, tendo sua eficácia cada vez mais comprovada, e é bastante utilizado em escolas de educação especial e regular7 , 8.

Para que o MOVE(r) possa ser aplicado nas escolas, é necessário que a equipe seja treinada por um profissional reconhecido pela organização MOVE INTERNATIONAL(r) (com sede localizada em Bakersfield, Califórnia), que é responsável por certificar e capacitar pessoas no programa tanto nacional quanto internacionalmente.

O principal objetivo do estudo foi compreender a percepção dos profissionais referente à utilização da abordagem do MOVE no contexto escolar.

METODOLOGIA

Esta pesquisa é um estudo de caso de abordagem qualitativa. A pesquisa qualitativa na Medicina e Saúde Pública tem como objetivo uma análise profunda e não generalizada9. Estudos de casos qualitativos visam à descoberta, fazendo com que o pesquisador não se atenha somente a pressupostos, mas também a novos elementos durante o estudo10.

Para a coleta de dados utilizou-se a entrevista semiestruturada, que é dirigida por um roteiro com algumas questões de interesse que o investigador explora em suas perguntas11. Neste tipo de entrevista, o entrevistador apresenta tópicos que o entrevistado deve desenvolver podendo, espontaneamente, explicar uma ideia ou uma experiência e seu significado10 , 12.

Além disso, o uso deste tipo de entrevista é enfatizado em estudos que são focados nas percepções, atitudes, motivações dos indivíduos em relação a algum assunto, pois contribuem para a revelação dos aspectos afetivos e valorativos dos entrevistados13.

Em uma fase anterior à realização das entrevistas, foi realizado o estudo piloto. O estudo piloto é composto por entrevistas prévias que permitem verificar a estrutura e a clareza do roteiro antes da aplicação das entrevistas com os sujeitos da pesquisa14.

Local de realização da pesquisa

A pesquisa foi realizada em uma escola de educação especial na cidade de Paulínia (SP) frequentada por crianças com disfunções neurológicas severas, com atendimento terapêutico e acadêmico. A instituição conta também com monitoras que desempenham as funções de trocar fraldas, roupas, alimentar, posicionar e cuidar do bem-estar das crianças no período em que elas estão na escola. A grande maioria das crianças frequenta a escola das 8h às 16h, sendo que normalmente os alunos ficam meio período em sala de aula e no outro período em terapias ou sob o cuidado das monitoras.

Seleção dos sujeitos

A pesquisadora foi a primeira brasileira a receber treinamento sobre o programa MOVE(r) nos EUA, em 2006 e 2008, com os profissionais Stacie Whinnery e Keith Whinnery, por meio da MOVE INTERNATIONAL(r), e recebeu os certificados MOVE Basic Provider, em 2006, e MOVE International Trainer, em 2008. Atualmente, é habilitada pela MOVE INTERNATIONAL(r) para certificar e capacitar pessoas no programa internacionalmente.

Em 2008, a pesquisadora capacitou os profissionais da escola com base na ideologia do MOVE e passou a trabalhar semanalmente com as pedagogas e monitoras em sala de aula, para aplicação da filosofia utilizada no método, em um projeto que foi denominado de Fisioterapia Escolar.

Critérios de inclusão

Pedagogas e monitoras que participaram do treinamento e estiveram envolvidas com o Projeto de Fisioterapia Escolar que utiliza a abordagem do MOVE(r) na escola de educação especial entre os anos de 2008 e 2009.

Critérios de exclusão

Foram excluídos da pesquisa os profissionais que, por algum motivo, não estavam mais vinculados à escola escolhida no período de realização da pesquisa.

Instrumentos e procedimentos para a coleta e análise de dados

O estudo foi realizado após a aprovação pelo Comitê de Ética da Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (Parecer CEP nº 441/2009). O Termo de Consentimento Livre e Esclarecido foi assinado pelo responsável pela instituição e pelos profissionais envolvidos e a coleta de dados foi realizada no último semestre de 2009. As autorizações para divulgação da imagem foram solicitadas aos responsáveis pelos alunos da escola e aos sujeitos envolvidos.

O treinamento sobre o MOVE(r) realizado pela pesquisadora na escola contou com a participação de 6 pedagogas e 12 monitoras, formando o universo inicial da pesquisa de 18 sujeitos. Uma professora não participou da pesquisa por não estar mais vinculada à escola no período de realização do estudo. A amostra do estudo é composta por 17 sujeitos, sendo que foram realizadas 2 entrevistas piloto (uma monitora e uma pedagoga) e 15 entrevistas semiestruturadas (11 monitoras e 4 pedagogas). Após a realização das entrevistas piloto foram feitas as adequações necessárias no roteiro e as 15 entrevistas foram posteriormente transcritas literalmente e submetidas a um processo de análise categorial do conteúdo.

A análise categorial do conteúdo consiste no desmembramento do discurso em categorias, nas quais os critérios de escolha e de delimitação são orientados pela dimensão da investigação dos temas relacionados ao objeto de pesquisa, identificados nos discursos dos sujeitos pesquisados15.

Após a leitura minuciosa das entrevistas, as categorias selecionadas foram:

  • Percepção dos profissionais sobre os aspectos humanitários da saúde;

  • • Percepção dos profissionais sobre o cotidiano e a interação social;

  • Contribuições percebidas através da aplicação do MOVE(r).

RESULTADOS E DISCUSSÃO

Categoria 1: percepção dos profissionais sobre os aspectos humanitários da saúde

No início da aplicação do MOVE(r), nos EUA, os primeiros resultados positivos surgiram, a partir de um olhar diferenciado dos profissionais envolvidos com crianças com disfunções neurológicas, quando os terapeutas e os professores passaram a conhecer melhor as crianças, a trabalhar de maneira mais ativa com elas e começaram a associar a aprendizagem de habilidades motoras e pedagógicas16.

O MOVE(r) apresenta uma filosofia baseada nos aspectos humanitários, centrada nas necessidades de cada criança, e acredita que as crianças com disfunções severas apresentam necessidades complexas, sendo fundamental que passem a ser vistas, integralmente, como pessoas com características e personalidades únicas6.

É de extrema importância que a humanização na área da saúde seja ressignificada, pois a preocupação com a integralidade, a necessidade de cada indivíduo, a qualidade da assistência e a qualidade de vida dos pacientes qualifica o serviço e promove a satisfação do usuário. Torna-se, portanto, fundamental que o profissional reconheça não apenas a patologia, mas saiba cuidar de uma pessoa como um todo17.

O MOVE tem como objetivo fazer com que todos os envolvidos com crianças portadoras de disfunções severas tenham maior conhecimento sobre as necessidades destas e saibam qual a melhor forma de lidar com elas no cotidiano5 , 6 , 8 , 16.

Alguns relatos demonstraram que, com a aplicação do MOVE(r) na escola de Paulínia, os profissionais perceberam a importância de compreender as crianças com as quais trabalham, considerando positivo o fato de estarem mais esclarecidos e saberem como lidar melhor com elas (Tabela 1).

Tabela 1 Aspectos humanitários da saúde 

Subcategorias Unidades de registro Unidades de contexto
Compreender as crianças com as quais trabalham Lidar “Ah, mudou, que aí a gente aprende mais como lidar com as crianças, né? Como lidar, como é... ah, pra cuidar também, né?... mudou bastante...” – Entrevista 3
Visão integral do ser humano Inteiro “Mas mudou bastante, ela fez, como, uma coisa. A gente trabalhar a criança inteira, né? Braço, perna, sorriso, sabe, então, trouxe muita coisa boa mesmo” – Entrevista 9
Preocupação com a qualidade de vida dos pacientes Vida “Uma qualidade de vida melhor para as crianças e a gente aprende também bem mais como profissional” – Entrevista 9

Categoria 2: percepção dos profissionais sobre o cotidiano e a interação social

As limitações das crianças com comprometimento neurológico podem ser observadas no cotidiano, pois causam problemas significativos na funcionalidade, na limitação global da atividade e em suas oportunidades de atuar no meio físico e social, devido a restrições de participação18.

Já que tais limitações podem incluir tarefas cotidianas como andar, correr e subir degraus, uma abordagem terapêutica focada na adaptação da tarefa e do ambiente torna-se viável, por enfatizar a funcionalidade no contexto ambiental da criança19 , 20.

Acredita-se ainda que as crianças aprendem melhor em ambientes e contextos naturais, pois estes possibilitam que as mesmas usem suas habilidades motoras no decorrer do dia de maneira funcional1 , 21. Sendo parte significativa do cotidiano da criança, o contexto escolar passa então a ser considerado um dos locais mais importantes para a atuação terapêutica22.

Levando em consideração esses fatores, o MOVE(r) visa a formulação de metas de tratamento associada com a participação do indivíduo na escola e a promoção de atividades significativas para a criança, que podem ser facilmente adaptadas de acordo com as características de cada indivíduo, fazendo com que esta treine habilidades motoras na escola e em casa na maior parte das atividades, com as pessoas que convivem com ela diariamente5 , 23 , 24.

Nos relatos das entrevistas foi possível perceber que, depois de passar pelo treinamento do MOVE(r), os profissionais passaram a dar importância para o estímulo ao aprendizado de habilidades motoras no cotidiano e durante atividades rotineiras (Tabela 2).

Tabela 2 O cotidiano e a interação social 

Subcategorias Unidades de registro Unidades de contexto
Importância da estimulação de habilidades motoras no decorrer de cada dia Estimular “...e hoje você vê que com um lápis você pode estimular uma criança, você, uma tinta, é, né? Um abraço, um aperto de mão, estimular a criança a te ver, né? E ver o que acontece ao redor dela.” – Entrevista 14
Importância do aprendizado motor nos diversos ambientes cotidianos Ambiente “Achar que eles têm que ficar só na cadeira, não, proporcionar outros espaços, outros ambientes que antes nós não tínhamos essa percepção e que isso foi passado acredito que dentro do MOVE.” – Entrevista 1

Categoria 3: contribuições percebidas através da aplicação do move

O MOVE(r) acredita que a motivação e a repetição são fatores fundamentais para o aprendizado motor. A incapacidade de se praticar habilidades motoras sem ajuda pode comprometer o aprendizado, pois, além de desmotivar a criança, pode fazer com que a mesma não tenha possibilidade de utilizar suas habilidades frequentemente e nem de explorar o ambiente ao seu redor. Uma das principais vantagens de tal protocolo é a motivação que ele proporciona para os alunos, por possibilitar que a prática das tarefas motoras seja incorporada ao cotidiano da criança5 , 6.

Já se sabe que a motivação do paciente é fundamental na reabilitação e está diretamente relacionada ao bom resultado do tratamento, sendo de fundamental importância que os terapeutas considerem a motivação dos pacientes, pois, quando os pacientes estão motivados, a participação no tratamento e a aceitação do que está sendo proposto é maior25 , 26. Além disso, a motivação é considerada um fator fundamental durante a terapia, visto que a vontade da criança a direciona para utilizar todo seu potencial de movimento, explorando seu ambiente e tornando-se informada sobre seu próprio corpo27.

A partir da análise dos relatos da entrevista, ficou muito evidente que uma das melhores contribuições que os profissionais viram após a aplicação do MOVE(r) na instituição foi que as crianças passaram a gostar mais das atividades pedagógicas e motoras e se sentiram mais motivadas a participar das aulas. Além disso, foi possível perceber que os profissionais observaram melhora nas habilidades motoras das crianças após o início da aplicação do MOVE(r) (Tabela 3).

Tabela 3 Contribuições do MOVE 

Subcategorias Unidades de registro Unidades de contexto
Maior motivação para realizar atividades pedagógicas e motoras Motivação “Eu percebo assim que eles fica mais motivados pra fazer atividade quando a gente tá aplicando o MOVE” – Entrevista 15
Evolução de habilidades motoras Conseguir “...uma criança que não comia sozinha, hoje consegue comer, se alimentar sozinho, de dar 2 passos e hoje dá 10 ou andam, né? Todo o pátio da escola, então você ver essa diferença, de um banho, né? Uma criança que era extremamente rígida, hoje já consegue se soltar” – Entrevista 14

CONCLUSÃO

Por meio desta pesquisa foi possível compreender a opinião dos profissionais envolvidos referente à utilização da abordagem do MOVE(r) na instituição e verificar quais foram as contribuições percebidas por estes em relação à aquisição de habilidades motoras funcionais dos alunos após a utilização desta abordagem.

Foi possível perceber que a aplicação do MOVE(r) na instituição trouxe muitos ganhos referentes a uma visão mais humanitária dos profissionais, voltada para qualidade de vida dos alunos e visão integral do ser humano.

Com a aplicação do MOVE(r) na escola, os profissionais começaram a se preocupar em estimular o aprendizado motor no cotidiano e passaram a perceber melhora nas habilidades motoras das crianças e maior motivação por parte destas nas atividades pedagógicas e motoras.

Não se descarta que seja imprescindível a realização de mais estudos que auxiliem nessa adaptação e promovam a eficácia e a eficiência desse programa na busca de maior funcionalidade e qualidade de vida para as crianças com disfunções severas.

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