Associação entre asma grave e alterações do sistema estomatognático

Associação entre asma grave e alterações do sistema estomatognático

Autores:

Mayra Carvalho-Oliveira,
Cristina Salles,
Regina Terse,
Argemiro D'Oliveira Júnior

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713versão On-line ISSN 1806-3756

J. bras. pneumol. vol.42 no.6 São Paulo nov./dez. 2016

http://dx.doi.org/10.1590/s1806-37562015000600006

INTRODUÇÃO

A atualização de 2015 do guia da Global Initiative for Asthma (GINA)1 indica que 10-40% dos pacientes com asma (alérgica ou não alérgica) podem apresentar sua doença associada com a rinite. Porém, um estudo realizado num centro de referência em Salvador (BA) encontrou 100% de associação entre asma e rinite alérgica.2 A rinite alérgica, por sua vez, pode provocar obstrução nasal, com consequente respiração oral durante o repouso, mesmo com os indivíduos com asma grave em períodos de estabilidade.3 A respiração oral poderá alterar as funções do sistema estomatognático (respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala), as quais influenciam os aspectos vitais e sociais.4

A literatura tem demonstrado que a respiração oral em crianças e adultos com asma grave pode provocar alterações de estruturas e funções do sistema estomatognático, representadas, por exemplo, por maxila atrésica e palato em ogiva; interposição da língua aos arcos dentários; mordida aberta e cruzada; lábios hipotônicos e ocluídos com tensão; e padrões inadequados de respiração, mastigação e deglutição.5-8

As estruturas móveis e estáticas do sistema estomatognático atuam em conjunto e sincronismo com o objetivo de executar as funções de respiração, sucção, mastigação, deglutição e fala. Pode-se hipotetizar que uma estrutura alterada na via aérea superior poderá alterar a função correspondente, como, por exemplo, a ausência de unidades dentárias interferirá na mastigação. Estando uma estrutura ou uma função alterada, as demais estruturas e funções poderão desempenhar seus papeis de forma adaptada àquela nova condição, por exemplo, hipotonia de língua levando a alteração na execução dos movimentos da deglutição.

A asma grave pode ser identificada através do difícil controle ou resposta ao tratamento, bem como pela presença de pelo menos um dos seguintes indicadores: baixo controle dos sintomas, indicado através do Asthma Control Questionnaire (ACQ) > 1,5 ou do Asthma Control Test < 20; exacerbações frequentes, com necessidade de duas ou mais doses de corticoide sistêmico (> 3 vezes ao dia) no último ano; exacerbações graves, com ao menos uma hospitalização ou necessidade de ventilação mecânica no último ano; limitação do fluxo aéreo após uso do broncodilatador com VEF1 < 80% do previsto; além de sintomas frequentes de asma noturna e limitação nas atividades físicas.9-11 Pacientes com asma grave tendem a apresentar elevada frequência de rinite alérgica, a qual tem como um dos sintomas clínicos a obstrução nasal e, em consequência, respiração predominantemente oral. Logo, nessa condição, os órgãos fonoarticulatórios estarão posicionados de forma inadequada, podendo levar ao comprometimento das funções de sucção, mastigação, deglutição e fala. Portanto, o objetivo do presente estudo foi descrever os achados da avaliação miofuncional orofacial em pacientes com asma grave.

MÉTODOS

Trata-se de estudo do tipo corte transversal, no qual a amostra foi selecionada de forma consecutiva, a partir de um centro de referência em asma grave - Programa de Controle da Asma e Rinite Alérgica na Bahia (ProAR) - em Salvador (BA). Foram obedecidos os seguintes critérios de inclusão: diagnóstico de asma grave de acordo com os critérios do Global Initiative for Asthma ,12 idade de 18-85 anos e ambos os sexos. Foram adotados os seguintes critérios de exclusão: presença de neuropatias, síndromes genéticas, cardiopatias, doenças debilitantes, traumas de face, déficit cognitivo ou dificuldade em entender e realizar os movimentos solicitados; história de cirurgia de cabeça e pescoço; e gestantes.

Dos 160 convidados a participar da pesquisa, todos responderam a um questionário sociodemográfico e ao ACQ com seis questões (ACQ-6), com ponto de corte de 1,5 para controle.13 Essa avaliação miofuncional constou de observação da face e função oral, seguindo um protocolo validado.8). Os dados do VEF1 foram obtidos através de consulta ao prontuário, com prazo máximo de doze meses de realização.

Para o cálculo do tamanho amostral da frequência da disfunção miofuncional em pacientes com asma grave foi utilizado o programa PEPI-Sample (Sagebush Press, Salt Lake City, UT, EUA) e os seguintes parâmetros: nível de confiança de 95%; prevalência estimada para alteração miofuncional na população em geral: 30-40%; população de onde foi retirada a amostra: aproximadamente 2.000 pacientes com asma grave cadastrados no ProAR; e 10% como diferença aceitável da prevalência. Para responder ao objetivo, o tamanho amostral foi de 145 pacientes, considerando a possibilidade de 10% de perdas; logo, a amostra calculada foi de 160 pacientes.

Para a tabulação e a análise dos dados, foi utilizado o programa estatístico IBM SPSS Statistics, versão 20.0 (IBM Corporation, Armonk, NY, EUA). As variáveis quantitativas foram expressas através de média e desvio-padrão ou mediana e amplitude interquartil. As variáveis qualitativas foram expressas através de frequências simples e relativas. Para a comparação de proporções, foi utilizado teste do qui-quadrado. Para a comparação de duas médias, foi utilizado o teste t de Student para amostras independentes. Os valores de p < 0,05 foram considerados significantes.

O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas da Universidade Federal da Bahia (Protocolo: 088/2010; resolução aditiva n. 41/2013). Os pacientes, ao concordarem em participar do estudo, assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

RESULTADOS

Para a avaliação miofuncional orofacial em pacientes com asma grave foram convidados 160 pacientes adultos (idade ≥ 18 anos). Observando os critérios de classificação da asma pelo GINA,12 126 pacientes (79%) apresentaram asma controlada e 34 (21%), asma não controlada. A Tabela 1 apresenta os aspectos sociodemográficos dos pacientes com asma grave cadastrados no ProAR, com as informações de gênero, cor da pele, escolaridade, renda familiar, idade, IMC, dados espirométricos e questionário ACQ-6.

Tabela 1 Aspectos sociodemográficos, características clínicas e espirométricas dos pacientes com asma grave incluídos no estudo (N = 160).a 

Variáveis Pacientes
Gênero (feminino) 123 (76,9)
Cor da pele (pardo) 100 (62,7)
Escolaridade (ensino fundamental incompleto) 80 (50,0)
Renda familiar (um salário-mínimo) 80 (50,0)
Idade, anos 51,5 ± 12,6
IMC, kg/m2 29,0 ± 5,2
VEF1 pré-broncodilatador, % do previsto 63,7 (49,6-76,0)
VEF1 pós-broncodilatador, % do previsto 69,5 (57,5-82,0)
Escore ACQ-6 0,66 (0,50-1,33)

ACQ-6: Asthma Control Questionnaire com seis questões. aValores expressos em média ± dp ou em mediana (amplitude interquartil).

Dos 160 pacientes incluídos, no momento da avaliação miofuncional, 4 foram excluídos por não conseguirem executar os movimentos solicitados (3 com asma grave controlada e 1 com asma grave não controlada). A Figura 1 apresenta a descrição da avaliação do estado de conservação da arcada dentária, além da presença ou ausência de prótese dentária fixa ou móvel dos pacientes com asma grave cadastrados no ProAR, comparados de acordo com o controle da asma.

Figura 1 Comparação da arcada dentária dos pacientes com asma grave de acordo com o controle da asma. Teste do Qui-quadrado; p < 0,05. 

A Figura 2 apresenta os resultados da avaliação da função de mastigação de alimento sólido (pão de leite) dos pacientes com asma grave cadastrados no ProAR, comparados de acordo com o controle da asma.

Figura 2 Comparação da função de mastigação de alimento sólido dos pacientes com asma grave de acordo com o controle da asma. Teste do Qui-quadrado; p < 0,05. 

A Figura 3 apresenta os resultados da função de deglutição de sólido e de líquido dos pacientes com asma grave cadastrados no ProAR, comparados de acordo com o controle da asma.

Figura 3 Comparação da função de deglutição dos pacientes com asma grave de acordo com o controle da asma. Teste do Qui-quadrado; p < 0,05. 

Após a realização da avaliação miofuncional orofacial, coleta das respostas do questionário ACQ-6 e obtenção dos dados espirométricos, foram observadas alterações de respiração, voz, mobilidade de língua, função de mastigação e função de deglutição. Para um melhor entendimento dessas alterações fonoaudiológicas em pacientes asmáticos, as variáveis foram analisadas cruzando esses resultados com as duas medidas de controle da asma utilizadas. A Tabela 2 mostra o resultado da análise estatística, utilizando o teste do qui-quadrado, com a mobilidade do músculo língua, funções de mastigação e de deglutição e queixas vocais, comparando-as de acordo com a medida de VEF1 percentual, antes e depois do uso do broncodilatador.

Tabela 2 Dados da avaliação miofuncional em adultos com asma, segundo VEF1 em % do previsto após o uso de broncodilatador.a 

Variáveis VEF1 ≥ 80% VEF1 < 80% p*
(n = 52) (n = 101)
Língua, tônus flácido 19 (35,8) 54 (51,9) 0,06
Língua, sugar assimétrico 14 (26,4) 34 (32,7) 0,47
Língua, 4 pontos cardeais alterados 3 (5,8) 14 (13,9) 0,18
Mastigação habitual de boca aberta 4 (7,7) 25 (24,8) 0,02
Mastigação habitual mais de um lado 46 (88,5) 92 (91,1) 0,58
Deglutição de pão com dificuldade 15 (28,8) 38 (37,6) 0,37
Deglutição de água, contração de mento 51 (98,1) 100 (99,0) 1,00
Deglutição de água com dificuldade 9 (17,3) 34 (33,7) 0,04
Deglutição de água com engasgo 13 (25,0) 37 (36,6) 0,20
Problemas de voz 27 (51,9) 82 (81,2) 0,01

aValores expressos em n (%). *Teste do qui-quadrado ou teste exato de Fisher.

A Tabela 3 apresenta o resultado da análise estatística, utilizando o teste do qui-quadrado, com a mobilidade do músculo língua, funções de mastigação e de deglutição e queixas vocais, comparando-as de acordo com o controle da asma segundo o ACQ-6.

Tabela 3 Dados da avaliação miofuncional em adultos com asma grave controlada e não controlada segundo o Asthma Control Questionnaire com seis questões (ACQ-6).a 

Variáveis Pacientesb p*
Asma controlada Asma não controlada
(n = 123) (n = 33)
Língua, tônus flácido 55 (43,7) 19 (56,0) 0,25
Língua, sugar assimétrico 36 (28,6) 13 (38,2) 0,30
Língua, quatro pontos cardeais alterados 11 (9,0) 6 (18,1) 0,12
Mastigação habitual de boca aberta 21 (17,0) 9 (27,3) 0,14
Mastigação habitual mais de um lado 111 (90,2) 30 (91,0) 0,65
Deglutição de pão com dificuldade 32 (26,0) 22 (66,6) 0,01
Deglutição de água com contração de mento 121 (98,4) 33 (100,0) 0,62
Deglutição de água com dificuldade 31 (25,2) 14 (42,4) 0,05
Deglutição de água com engasgo 39 (31,7) 13 (38,2) 0,26
Problemas de voz 87 (71,0) 25 (76,0) 0,66

aValores expressos em n (%). bAsma controlada: ACQ-6 ≥ 1,5; e asma não controlada: ACQ-6 < 1,5. *Teste do qui-quadrado ou teste exato de Fisher.

DISCUSSÃO

Através do presente estudo, foi possível observar que os pacientes com asma grave, tanto controlada como não controlada, apresentaram elevada frequência de alterações do sistema estomatognático. Foram usadas duas referências como parâmetros de avaliação do controle da asma, uma objetiva e outra subjetiva. A espirometria é um exame objetivo e fornece os valores de VEF1 antes e depois do uso do broncodilatador. O ACQ é um questionário subjetivo para a avaliação do controle da asma que utiliza a memória e as percepções do paciente sobre o seu estado de saúde nos últimos sete dias. Os dois parâmetros estiveram associados com as variáveis estudadas.

Os resultados relacionados aos músculos e às funções do sistema estomatognático no presente estudo associaram-se com a gravidade da asma tanto com o VEF1 como com o ACQ-6. Campanha et al. também observaram que pacientes com asma não controlada apresentaram associações entre alterações do sistema estomatognático e VEF1.14 Por outro lado, ao realizar-se tratamento fonoterápico para a adequação do padrão respiratório nasal em pacientes com asma, pode-se observar que a melhora clínica e funcional em relação ao padrão oronasal foi evidenciada pelo aumento nos valores percentuais do PFE e do VEF1, apontando-se para a superioridade da respiração nasal.15

No presente estudo, as alterações vocais (Tabelas 2 e 3) foram frequentes em asmáticos e podem ser descritas como rouquidão, pigarro, voz arranhando, garganta seca, ardor ao falar, voz presa ou de difícil de produção. A literatura traz que o tratamento da asma pode afetar as vozes dos pacientes. O presente estudo corrobora o de Stanton et al., que concluíram que a qualidade vocal prejudicada é comum em doentes com asma, e que a escala Grade-Roughness-Breathiness-Asthenicity-Strain system (GRBAS, conhecida em português como RASATI) de avaliação vocal deve ser acrescentada à avaliação otorrinolaringológica e fonoaudiológica de pacientes asmáticos.11

Quanto à postura dos órgãos fonoarticulatórios, os achados encontrados no presente estudo foram os seguintes: língua habitualmente em posição anteriorizada; ponta da língua em posição baixa, em assoalho de boca; dorso da língua em posição rebaixada; maxila com padrão largo e alto; uso de prótese dentária; e úvula edemaciada e alongada. Corroborando esses resultados, Berlese et al. puderam observar diversas alterações orofaciais nos respiradores orais, como lábios abertos e ressecados; lábio superior curto e hipofuncionante; lábio inferior com eversão e volumoso; língua hipotônica e rebaixada; maxila atrésica, com palato em ogiva; mordida aberta e cruzada; musculatura orofacial hipotônica; nariz achatado com narinas pequenas; protrusão dos dentes superiores, entre outras.7

Observou-se a ausência total de dentes em 18,3% dos entrevistados. Sobre a conservação da arcada dentária, foi possível observar cáries e diastemas nos dentes, independente da posição ocupada; estado de conservação ruim; gengiva alterada; e uso prótese dentária, móvel ou fixa. Num estudo realizado com crianças asmáticas em 2007, Shashikiran et al. encontraram uma associação entre o uso de medicação broncodilatadora, provocando efeitos locais da diminuição do pH salivar, e alteração dos níveis de secreção e composição salivares, justificando a elevada ocorrência de cáries e doenças periodontais, chamando a atenção para a necessidade de uma higiene mais efetiva como prevenção das cáries.16 Outro estudo, relacionando asma com alterações ortodônticas, simetria facial e classificação de Angle para oclusão dentária, observou a presença de crossbite , overbite e diastemas,17 corroborando os achados encontrados no presente estudo.

As alterações na função de mastigação são amassamento de língua e mastigação rápida e pouca. Da Cunha et al. sugeriram que pacientes com asma tendem a mastigar em menor tempo. Dificuldades no processo respiratório e a incoordenação desse podem estar relacionados com a diminuição do tempo mastigatório, visto que essas pessoas apresentam dificuldades em manter o equilíbrio respiratório necessário durante o processo de alimentação.18 A utilização da língua para ajudar na mastigação, promovendo o amassamento do alimento, corrobora com o resultado de Lemos et al., que mostram a mastigação como uma função aprendida, podendo sofrer modificações.6 Os pacientes do presente estudo apresentaram muitos ruídos adventícios ao mastigar. Esse resultado pode estar relacionado com a elevada frequência de respiradores orais na população do estudo. Oliveira et al. definem a performance mastigatória como a mensuração da capacidade de fragmentar o alimento.19 Acreditam que a obstrução nasal provoca ruídos e alterações na postura da língua, lábios e mandíbula. De tal modo, o respirador oral, assim como os asmáticos, não se alimenta bem, prejudicando seu desenvolvimento craniomaxilar e orofacial.

Os estudos das funções do sistema estomatognático atentam para o fato de que a idade na qual um indivíduo atinge o padrão maduro de deglutição é controverso, variando de 18 meses a 6 anos de idade. Lemos et al., em 2009, apontaram que existe a relação entre a respiração oral e a presença de alterações do padrão de deglutição.6 Drozdz et al. relatam que o ato de deglutir depende de um processo complexo e dinâmico, utilizando estruturas comuns ao ato de respirar e, por isso, problemas respiratórios podem gerar dificuldades na deglutição.20 Berlese et al. concordam sobre o fato de a respiração oral provocar alterações funcionais, como a deglutição adaptada, que pode ser caracterizada pela associação da ação labial, ação do músculo mentual e projeção lingual, que ocorre devido à diminuição de tônus e à postura rebaixada da língua.7 Na tentativa de corrigir essas alterações, a musculatura perioral, incluindo os músculos orbiculares orais e o músculo mentual, atuam de forma mais ativa objetivando restabelecer a selagem labial necessária para a adequação da respiração.7

Salienta-se a importância do ineditismo do presente estudo, conduzido com adultos asmáticos graves. Pode-se considerar como limitações do presente estudo a ausência de um grupo controle; a amostra de conveniência coletada de forma consecutiva; a probabilidade de que as respostas subjetivas do ACQ-6 tenham influenciado negativamente para a correta percepção do controle da asma; e a ausência de um médico otorrinolaringologista para diagnosticar e quantificar a presença de rinite alérgica. Entretanto, essa perda de informação está em acordo com dados da literatura.

Através do presente estudo, conclui-se que os pacientes com asma grave não controlada apresentaram maior frequência quanto às alterações do sistema estomatognático (músculos e estruturas), quando comparados com os pacientes com asma controlada; que os pacientes com asma grave apresentaram elevada frequência de respiração oronasal, alterações em arcada dentária e alterações de voz; e que pacientes com asma grave apresentaram alterações do sistema estomatognático (funções de respiração, mastigação e deglutição), sendo que naqueles que tinham asma não controlada, essa frequência foi maior.

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