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Association between sleep disorders and frailty status among elderly

Association between sleep disorders and frailty status among elderly

Autores:

Ariene Angelini dos Santos,
Maria Filomena Ceolim,
Sofia Cristina Iost Pavarini,
Anita Liberalesso Neri,
Mariana Kátia Rampazo

ARTIGO ORIGINAL

Acta Paulista de Enfermagem

On-line version ISSN 1982-0194

Acta paul. enferm. vol.27 no.2 São Paulo Mar./Apr. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/1982-0194201400022

Introdução

O cochilo entre pessoas idosas é algo comum, ou seja, é um hábito da rotina diária.(1,2) Em locais de clima quente, como por exemplo, China, América Latina e Mediterrâneo, cochilar é um hábito considerado como um estilo de vida saudável para os idosos.(3) O aumento da tendência ao sono no período da tarde faz com que os cochilos sejam mais prováveis de acontecer neste momento do dia.

Um cochilo pode ser planejado ou não. Cochilos intencionais podem ser causados por qualquer sonolência ou por alterações no estilo de vida que permitem dormir durante o dia, como é o caso, por exemplo, do período pós-aposentadoria. Cochilos não intencionais durante o dia estão mais relacionados a condições patológicas.(4) Descobertas recentes indicam que a presença de comorbidades está altamente associada com a probabilidade de um idoso relatar cochilos regulares.(5)

Comorbidades também são frequentes entre idosos frágeis.(6) Os distúrbios do sono e a síndrome da fragilidade são cada vez mais comuns no envelhecimento.(7) Os distúrbios do sono são caracterizados por processos biológicos semelhantes aos observados na fragilidade.(8) Problemas relativos ao sono podem agravar o curso de uma comorbidade ou doença psiquiátrica, aumentando assim a vulnerabilidade para o desenvolvimento da fragilidade.(9)

A associação entre os distúrbios do sono e a fragilidade pode ser vista como algo bidirecional, em que a fragilidade pode levar a rupturas dos ritmos de atividade/descanso com ciclos irregulares, que são frequentemente observados em idosos com doenças crônicas.(10)

Vários estudos têm encontrado que a sonolência diurna e o cochilo estão relacionados com risco aumentado de mortalidade, com doenças cardiovasculares, quedas, comprometimento cognitivo e piora da qualidade do sono noturno em idosos.(11-16) Porém, a literatura se mostra escassa em relação aos estudos sobre cochilo e fragilidade.

Diante do exposto, o presente estudo objetivou analisar a associação entre a frequência de cochilo com os níveis de fragilidade, gênero, idade, escolaridade, renda familiar e os cinco critérios de fragilidade.

Métodos

Estudo transversal realizado com 3.075 idosos moradores de sete cidades nas regiões geográficas brasileiras, a exceção da região centro-oeste. Os idosos foram recrutados em domicílio, em setores censitários urbanos, sorteados ao acaso. Os recrutadores receberam treinamento e seguiram um roteiro composto por apresentação pessoal, apresentação da pesquisa e convite aos idosos, de acordo com um manual de instruções construído e testado previamente para o estudo.

Os critérios de inclusão foram: ter idade igual ou superior a 65 anos, compreender as instruções, ser residente permanente no domicílio e no setor censitário. Os critérios de exclusão foram: a) idosos com déficit cognitivo grave sugestivo de demência, evidenciado por problemas de memória, atenção, orientação espacial e temporal, e comunicação ou observados pelos recrutadores; b) idosos que estivessem usando cadeira de rodas ou que se encontrassem provisória ou definitivamente acamados; c) portadores de sequelas graves de acidente vascular encefálico, com perda localizada de força e/ou afasia; d) portadores de doença de Parkinson em estágio grave ou instável, com comprometimento grave da motricidade, da fala ou da afetividade; e) portadores de graves déficits de audição ou de visão, que dificultassem fortemente a comunicação; e f) idosos que estivessem em estágio terminal.

Os idosos foram submetidos à caracterização sociodemográfica e a medidas de status cognitivo, de fragilidade e de cochilo. No início da coleta de dados, os idosos foram avaliados quanto à cognição por meio de um teste de rastreio denominado Mini Exame do Estado Mental (MEEM).(17) Os idosos que pontuaram acima da nota de corte, de acordo com a escolaridade, participaram de todas as entrevistas e avaliações. Os demais foram dispensados e receberam orientações sobre cuidados à saúde e uma cartilha de saúde.

Para a caracterização sociodemográfica dos idosos foram usadas as seguintes variáveis: gênero, idade, estado civil, cor/raça, escolaridade, renda familiar em salários mínimos, arranjo familiar, trabalho atual e aposentadoria.

Para a avaliação da fragilidade, foi adotada a definição proposta por um grupo de pesquisadores norte americanos.(18) São cinco os elementos da definição operacional da síndrome ou do fenótipo de fragilidade: 1) perda de peso não intencional igual ou superior a 4,5 kg ou a 5% do peso corporal no ano anterior; 2) fadiga avaliada por autorrelato, sendo considerada manifestação de fadiga a afirmação que em três dias ou mais da semana o idoso sentiu que precisou fazer muito esforço para dar conta das tarefas ou que não conseguiu levar avante as suas tarefas habituais; 3) baixa força de preensão medida com dinamômetro hidráulico portátil na mão dominante, ajustada por sexo e por índice de massa corporal (IMC). Foram realizadas três medidas da força de preensão manual, sendo usada a média aritmética; 4) baixo nível de dispêndio de energia medido em quilocalorias e ajustado ao sexo, avaliado a partir de autorrelato de exercícios físicos e trabalhos domésticos desempenhados nos últimos sete dias; 5) baixa velocidade da marcha indicada pelo tempo médio gasto para percorrer a distância de 4,6 m, com ajustes segundo sexo e altura. Foram realizadas três medidas da velocidade da marcha, sendo usada a média aritmética. A presença de três ou mais das cinco características do fenótipo significam fragilidade, uma ou duas significam pré-fragilidade e nenhuma característica indica um idoso não frágil.

Os cochilos foram avaliados por autorrelato, utilizando uma questão específica do Minnesota Leisure Time Activities Questionnaire.( 19) Foi perguntado ao idoso se ele dormia ou cochilava durante o dia (sim ou não). Em caso de resposta afirmativa, também eram indagados sobre quantos dias na semana ele cochilava.

A análise de dados foi feita com apoio software estatístico SAS for Windows (Statistical Analysis System) versão 9.2. Foi utilizada estatística descritiva, bem como testes não paramétricos para a estatística inferencial, devido a não aderência à distribuição normal das variáveis, constatada pelo teste de Kol-mogorov-Smirnov. Para comparar as variáveis: níveis de fragilidade, critérios de fragilidade, gênero, faixa etária, escolaridade, renda com relação à variável frequência dos cochilos, foram aplicados os testes não paramétricos de Mann-Whitney e Kruskal-Wallis. O teste de Mann-Whitney foi usado para comparações entre dois grupos (categorias) e o teste de Kruskal-Wallis entre três grupos ou mais (categorias). Nos casos onde a hipótese nula do teste de Kruskal-Wallis foi rejeitada, foi aplicado o pós-teste. Definiu-se o nível crítico de significância estatística em 5% (p≤0,05).

O desenvolvimento do estudo atendeu as normas nacionais e internacionais de ética em pesquisa envolvendo seres humanos.

Resultados

Os participantes eram, em sua maioria, do gênero feminino (67,4%) e da faixa etária de 65 a 69 anos (35,3%). A maioria dos idosos era casada ou vivia com companheiro (48,1%), seguida pelos viúvos (36,1%); de cor branca (53,7%), com um a quatro anos de escolaridade (50,1%), renda familiar mensal de 1,1 a 3,0 salários mínimos (48,8%), residindo apenas com os filhos (27,4%). Grande parte desses idosos não trabalhava neste momento (85,0%), eram aposentados (76,2%) e se mostraram pré-frágeis (51,9%). A maioria cochilava durante o dia (61,7%), com uma frequência média de 5,9 dias por semana (dp=1,9), mínimo de um dia e máximo de sete dias por semana.

A tabela 1 traz os resultados da comparação entre as variáveis de interesse e a frequência semanal de cochilos.

Tabela 1 Variáveis de estudo e frequência de cochilo em dias da semana 

Variável       Freqüência do cochilo em dias da semana      
n* Média DP Mínimo Q1 Mediana Q3 Máximo p-value
Fragilidade                 0,4274
    Não frágil 692 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    Pré-frágil 920 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    Frágil 173 6,0 1,9 1,0 7,0 7,0 7,0 7,0  
Gênero                 0,4705
    Masculino 658 6,0 1,8 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    Feminino 1.155 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
Faixa etária (anos)                 0,1321
    65 a 69 618 5,8 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    70 a 74 538 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    75 a 79 376 5,8 2,0 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    80 ou + 281 6,1 1,7 1,0 7,0 7,0 7,0 7,0  
Escolaridade (anos)                 0,0323
    0 346 6,0 1,8 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    1 a 4 904 5,8 2,0 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    5 a 8 329 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    9 ou + 232 6,2 1,7 1,0 7,0 7,0 7,0 7,0  
Renda familiar (SM)                 0,8837
    0 a 1,0 169 6,0 1,8 1,0 6,0 7,0 7,0 7,0  
    1,1 a 3,0 727 5,8 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    3,1 a 5,0 346 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    5,1 a 10,0 180 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
    >10,0>10,0 102 5,9 1,8 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  

*Os diferentes números da amostra para cada variável referem-se à ausência de respostas no protocolo da pesquisa; DP - desvio padrão;

p-value obtido por meio do teste de Kruskal-Wallis;

p-value obtido por meio do teste de Mann-Whitney; SM - Salário Mínimo

Verificou-se associação significativa entre a frequência de cochilo e a escolaridade dos idosos residentes na comunidade (p=0,0323). Porém, não foi encontrada a diferença após a aplicação do pós-teste de Kruskal-Wallis. Nesse caso, opta-se por considerar que não há diferença estatisticamente significativa entre a escolaridade e a frequência semanal dos cochilos.

A tabela 2 traz os resultados da comparação entre os cinco critérios de fragilidade e a frequência semanal de cochilos.

Tabela 2 Cinco critérios de fragilidade e freqüência de cochilo 

Variável       Frequência do cochilo em dias da semana      
n Média DP Mínimo Q1 Mediana Q3 Máximo p-value*
Perda de peso                 0,4754
Não frágil 1.394 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
Frágil 312 6,0 1,8 1,0 5,50 7,0 7,0 7,0  
Fadiga                 0,1241
Não frágil 1.349 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
Frágil 407 5,8 2,0 1,0 4,0 7,0 7,0 7,0  
Força de preensão                 0,4077
Não frágil 1.400 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
Frágil 370 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
Atividade física                 0,0324
Não frágil 1.448 5,8 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
Frágil 351 6,1 1,8 1,0 7,0 7,0 7,0 7,0  
Velocidade marcha                 0,3519
Não frágil 1.400 5,9 1,9 1,0 5,0 7,0 7,0 7,0  
Frágil 375 5,9 1,9 1,0 6,0 7,0 7,0 7,0  

DP - desvio padrão;

*p-value obtido por meio do teste de Mann-Whitney

Verificou-se associação significativa entre o critério "gasto calórico em atividade física" e a frequência semanal dos cochilos dos idosos comunitários. Os idosos considerados frágeis nesse critério, ou seja, aqueles que apresentaram baixa taxa de gasto calórico em atividade física exibiram uma média de 6,1 cochilos na semana, um pouco maior do que os idosos não frágeis para esse quesito.

Discussão

Este estudo apresentou algumas limitações, tais como: os resultados podem não se aplicar a outros grupos de idosos inseridos em diferentes contextos; as análises foram ajustadas para vários fatores, mas a possibilidade de confusão residual não pode ser eliminada; foram usadas somente medidas subjetivas de sono, o que resultaria em menor estabilidade das medidas; o desenho do estudo foi transversal e não pode ser atribuída causalidade entre as variáveis; além disso, a presença de comorbidades que podem influenciar no cochilo e/ou na fragilidade não foi avaliada nesse estudo.

Enfermeiros devem levar em consideração a avaliação aprofundada com os idosos que ingressam nos serviços de saúde, buscando estudar questões do sono a fim de alcançar a detecção precoce de problemas e o desenvolvimento de ações que minimizem essas queixas e, com isso, evitar intervenções tardias.

Associação significativa foi encontrada entre o critério "gasto calórico em atividade física" e a frequência semanal dos cochilos dos idosos. Os idosos que apresentaram baixa taxa de gasto calórico em atividade física cochilavam com maior frequência do que os idosos não frágeis para esse quesito.

Estudos realizados nos EUA corroboraram os achados do presente estudo, os quais mostraram haver associação significativa entre cochilo diário e atividade física: as mulheres que cochilavam diariamente eram menos propensas a fazer caminhadas, ou seja, 10,8% delas.(11,14)

Outros dois estudos norte-americanos que abordaram a fadiga também foram ao encontro dos nossos achados. Um revelou que quanto mais fadiga o indivíduo apresentar, mais frequentes serão os cochilos.(16) O outro encontrou que 37,5% dos homens e 28,9% das mulheres cochilavam pelo menos sete vezes por semana e que a curta duração do sono e o despertar precoce estiveram associados com os sintomas de fadiga.(20)

O tempo destinado às atividades físicas diminui com o passar dos anos, em decorrência das alterações fisiológicas próprias do envelhecimento e da presença de comorbidades e de incapacidade funcional. Alguns idosos optam por atividades que exigem menor esforço físico e por cochilos frequentes possivelmente por possuírem alguma limitação na capacidade funcional.(21)

A inatividade física ou o cansaço podem indicar depressão ou um sintoma de doença física,(22) que pode causar o isolamento social. Alguns estudos já sinalizaram a associação entre sintomas depressivos e os cochilos.(11,16) Assim, pode-se inferir que se um idoso está apresentando sintomas depressivos, provavelmente não terá disposição para realizar atividades físicas e, dessa maneira, está mais apto a cochilar. Para alguns autores, a inatividade física favorece os cochilos.(23)

Outro aspecto que merece destaque é a medicação em uso pelo idoso. Existem medicamentos que podem induzir um idoso ao sono, como por exemplo, os anti-histamínicos, os antidepressivos, os benzodiazepínicos,(24) fazendo com que o idoso sinta-se indisposto a praticar atividades físicas em decorrência do sono excessivo durante o dia.(21)

A prescrição de medicamentos a idosos deve ser precisa e monitorada, pois alguns remédios podem prejudicar a marcha e a cognição desses indivíduos, além de poder causar sonolência e indisposição, levando-os à inatividade física.(24)

Efeitos deletérios da fragilidade, como a perda da função física e socialização reduzida, podem afetar negativamente as atividades sociais, os exercícios físicos e a exposição à luz solar ao ar livre. Isso poderia alterar o ritmo circadiano, levando a horários altamente irregulares para a vigília e para o sono. Esses distúrbios do ritmo circadiano são prevalentes em doentes crônicos.(25)

Este trabalho apresentou vários aspectos positivos, dentre eles: caráter inédito do tema, tamanho amostral significativo, abrangência nacional, o fato dos idosos serem residentes na comunidade e não serem selecionados com base em distúrbios do sono ou estado de fragilidade e as medidas validadas de fragilidade e idênticas às utilizadas na definição proposta por Linda Fried. Para evitar a influência ou até mesmo a alteração dos achados, os idosos com déficit cognitivo foram excluídos no início do estudo.

Os resultados apontam para a necessidade de inserção dos idosos em grupos de atividades físicas que podem ser desenvolvidos em Unidades Básicas de Saúde, as quais visam à promoção da saúde e prevenção de agravos, melhorando assim a qualidade de vida dessas pessoas e o uso do tempo por parte delas.

Conclusão

Nenhuma associação significativa foi verificada entre a frequência de cochilo e as variáveis de interesse para esse estudo, com exceção apenas para o critério de fragilidade "gasto calórico em atividade física".

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