Avaliação da Medida Central da Pressão e Rigidez Arterial em Participantes de Caminhada de Longa Distância

Avaliação da Medida Central da Pressão e Rigidez Arterial em Participantes de Caminhada de Longa Distância

Autores:

Edison Nunes Pereira,
Priscila Valverde de Oliveira Vitorino,
Weimar Kunz Sebba Barroso de Souza,
Mariana Cardoso Pinheiro,
Ana Luiza Lima Sousa,
Paulo Cesar Brandão Veiga Jardim,
Jeeziane Marcelino Rezende,
Antonio Coca

ARTIGO ORIGINAL

International Journal of Cardiovascular Sciences

versão impressa ISSN 2359-4802versão On-line ISSN 2359-5647

Int. J. Cardiovasc. Sci. vol.30 no.6 Rio de Janeiro nov./dez. 2017 Epub 21-Set-2017

http://dx.doi.org/10.5935/2359-4802.20170076

Introdução

A prática regular de exercício moderado pode reduzir o risco de doença coronariana através de vários mecanismos, incluindo alterações nos fatores de risco cardiovascular,1 como metabolismo da glicose e lipídios, níveis de pressão arterial (PA) e controle de peso. Os efeitos protetores do exercício moderado no sistema cardiovascular estão bem estabelecidos.2 O mesmo não ocorre para a caminhada de longa distância e o exercício vigoroso, cujos efeitos no sistema cardiovascular permanecem pouco claros.3

Um evento que alterna caminhada e corrida ocorre todo mês de julho no estado de Goiás, na região centro-oeste do Brasil. Os atletas percorrem 310 km em 5 dias (62 km/dia, em média), com paradas para almoçar e dormir. Mulheres e homens participam do evento e se inscrevem voluntariamente. Os escolhidos são submetidos a exames de aptidão física e a avaliação cardiorrespiratória. Os homens completam todo o percurso e as mulheres percorrem cerca da metade. O evento varia entre caminhada rápida e corrida, com velocidade média de 7,6 km/h. Nenhum estudo avaliou os efeitos desse tipo de exercício no sistema cardiovascular.

As medidas de PA central e rigidez arterial, que avaliam as pressões aórtica e periférica, resistência vascular e variações de pressão ao longo da árvore arterial, podem auxiliar a entender melhor as mudanças no sistema cardiovascular consequentes ao exercício.4 Um parâmetro a ser enfatizado é a velocidade da onda de pulso (VOP), que mede a rigidez arterial, um forte preditor de eventos cardiovasculares. Além disso, a rigidez arterial está associada à PA sistólica (PAS) e à pressão de pulso (PP).5 Quanto menor a VOP, mais elásticas e complacentes serão as artérias. Portanto, valores altos de VOP refletem maior rigidez arterial.6 Idade e atividade física podem alterar a VOP.7,8

Este estudo avaliou os efeitos do exercício prolongado na medida da PA central de atletas durante essa caminhada de longa distância em Goiás.

Métodos

Estudo longitudinal que avaliou homens que participaram da caminhada de longa distância em Goiás, que percorreram 310 km em 5 dias, em julho de 2014. A distância média percorrida foi de 62 km/dia, com velocidade média de 7,6 km/h. A temperatura média durante o percurso foi de 30°C (mínimo 18 e máximo 42°C).

A avaliação inicial (A0) ocorreu em um centro médico especializado 30 dias antes do evento, sendo as demais avaliações (A2, A3 e A4) realizadas ao final de cada dia da caminhada de longa distância nas cidades em que os atletas dormiam. As avaliações incluíram medidas das PAS e PAD centrais (cPAS e cPAD), PAS e PAD periféricas (pPAS e pPAD), PP central (cPP), PP periférica (pPP), PP amplificada (aPP), augmentation index ajustado para frequência cardíaca de 75 (AIx75%), VOP e resistência vascular total (RVT), usando o Mobil-OGraph® (IEM, Stolberg, Alemanha). As medidas foram obtidas no membro superior direito com o participante sentado, e os braços posicionados à altura do coração, após descanso de ≥ 5 minutos.

As medidas foram tomadas antes do jantar ao final de cada dia. Na avaliação inicial, colheu-se uma história médica completa. Devido a problemas técnicos, não foi feita avaliação ao final do primeiro dia da caminhada. As mulheres foram excluídas do estudo por apresentarem uma significativa diferença em todas as medidas de PA e por não completarem todo o percurso.

A história médica incluiu as seguintes variáveis: idade (anos); índice de massa corporal (kg/m2); tabagismo (sim/não); atividade física (suficientemente ativo/ insuficientemente ativo); diabetes mellitus (sim/não); dislipidemia (sim/não); e hipertensão (sim/não). Definiu-se 'suficientemente ativo' como o autorrelato de prática de qualquer tipo de exercício físico por pelo menos 150 minutos por semana.9

Este estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética e Pesquisa da Pontifícia Universidade Católica de Goiás (nº 612.800, 9 de abril de 2014). Todos os participantes assinaram o termo de consentimento livre e esclarecido.

Análise estatística

Todos os participantes da caminhada de foram avaliados. A análise descritiva foi apresentada com média, desvio-padrão, intervalo de confiança (variáveis quantitativas com distribuição normal) e frequências absoluta e relativa (variáveis qualitativas). A análise estatística foi realizada usando-se o SPSS (Statistical Package for the Social Sciences®), versão 20.0. Usou-se o teste de Shapiro-Wilk para determinar as distribuições dos dados das variáveis quantitativas. As variáveis relacionadas à PA foram comparadas usando-se análise de variança (ANOVA) para medidas repetidas, seguida do teste post hoc de Bonferroni. Para as correlações entre as variáveis de PA e idade, usou-se o coeficiente de correlação de Pearson. Adotou-se o valor de p < 0,05 para significância estatística.

Resultados

Incluímos 25 homens com idade média de 45,3 ± 9,1 anos (variação, 27,8-60,8). Todos os participantes praticavam exercício físico regularmente, sendo seu índice de massa corporal médio de 23,1 ± 2,6 kg/m2. Nenhum participante era tabagista, e três apresentavam risco para doença cardiovascular (Tabela 1).

Tabela 1 Características gerais de saúde dos participantes da caminhada de longa distância em Goiás, Brasil, 2014 (n = 25) 

Características n (%)
Idade
< 40 7 (2)
≥ 40 18 (72)
Exercício
Suficientemente ativo 23 (92)
Insuficientemente ativo 2 (8)
Diabetes mellitus
Sim 1 (4)
Não 24 (96)
Dislipidemia
Sim 1 (4)
Não 24 (96)
Hipertensão arterial sistêmica
Sim 1 (4)
Não 24 (96)

Todas as medidas de PA central e rigidez arterial estavam dentro dos limites da normalidade em todas as avaliações. Houve redução da cPAS de A0 (113,8 ± 2,1 mmHg) para A2 (107,3 ± 1,7 mmHg) e A3 (105,7 ± 1,6 mmHg). Houve redução da pPP de A0 (49,2 ± 1,7 mmHg) para A2 (38,2 ± 1,8 mmHg) e A4 (41,2±1,2 mmHg). Houve aumento da aPP de A0 (15,6 ± 1,3 mmHg) para A2 (9,5 ± 0,7 mmHg), A3 (11,2 ± 0,8 mmHg) e A4 (8,2 ± 0,3 mmHg). Não houve diferença entre as médias das demais variáveis (Tabela 2).

Tabela 2 Média, desvio-padrão e intervalo de confiança (95%) das medidas de pressão arterial central nos participantes da caminhada de longa duração em Goiás, Brasil, 2014 (n = 25) 

Parâmetro Média ± DP IC 95% F
p
Post hoc Parâmetro Média ± DP IC95% F
p
Post hoc
Pressão arterial sistólica central (mmHg) Pressão arterial diastólica central (mmHg)
A0 113,8 ± 2,8 109,55-118,13 A0 80,2 ± 1,9 76,28-84,28 -
A2 107,3 ± 1,7 103,74-110,97 4,42 A0-A2* A2 78,6 ± 1,0 76,48-80,80 2,68
A3 105,7 ± 1,6 102,46-109,06 0,006 A0-A3* A3 74,2 ± 1,5 71,27-77,29 0,051
A4 111,5 ± 1,6 108,22-114,89 A4 78,6 ± 1,7 75,13-82,15
Pressão arterial sistólica periférica (mmHg) Pressão arterial diastólica periférica (mmHg)
A0 127,9 ± 1,3 123,07-132,85 - A0 78,7 ± 1,8 74,90-82,62 -
A2 115,6 ± 1,9 111,70-119,58 0,98 A2 77,4 ± 1,1 75,17-79,63 2,65
A3 115,6 ± 1,7 112,04-119,32 0,38 A3 73,0 ± 1,4 70,04-75,95 0,053
A4 118,6 ± 1,5 115,47-121,81 A4 77,4 ± 1,6 73,98-80,90
Pressão de pulso central (mmHg) Pressão de pulso central (mmHg)
A0 33,5 ± 1,3 30,87-36,25 - A0 49,2 ± 1,7 45,62-52,78
A2 28,7 ± 1,5 25,54-31,90 2,30 A2 38,2 ± 1,8 34,33-42,15 7,52 A0-A2*
A3 31,4 ± 1,5 28,27-34,69 0,082 A3 42,6 ± 1,8 38,91-46,45 < 0,001 A0-A4*
A4 32,9 ± 1,2 30,36-35,48 A4 41,2 ± 1,2 38,70-43,70
Pressão de pulso amplificada (mmHg) Augmentation index ajustado (%)
A0 15,6 ± 1,3 1,95-18,33 A0-A1* A0 13,6 ± 2,0 9,35-17,93 -
A2 9,5 ± 0,7 7,99-11,05 13,04 A0-A2* A2 17,0 ± 2,6 11,60-22,47 0,66
A3 11,2 ± 0,8 9,37-13,03 p < 0,001 A0-A3* A3 13,1 ± 2,1 8,69-17,55 0,580
A4 8,2 ± 0,3 7,48-9,07 A4 13,4 ± 2,0 9,26-17,70
Velocidade da onda de pulso (m/s) Resistência vascular total
A0 6,9 ± 0,2 6,19-7,01 - A0 1,0 ± 0,0 1,00-1,00 -
A2 6,6 ± 0,2 6,19-7,01 1,06 A2 1,0 ± 0,0 1,00-1,00 0,77
A3 6,4 ± 0,1 6,14-6,82 0,369 A3 1,0 ± 0,0 1,00-1,00 0,515
A4 6,6 ± 0,2 6,24-7,12 A4 1,0 ± 0,0 1,00-1,00

*p < 0,05 (ANOVA de medidas repetidas). DP: desvio-padrão; IC: intervalo de confiança; A0: avaliação inicial; A2: segunda avaliação; A3: terceira avaliação; A4: quarta avaliação.

Em todas as avaliações, a VOP correlacionou-se fortemente com a idade (Figura 1).

Figura 1 Correlação entre velocidade da onda de pulso e idade (em anos) durante a caminhada de longa distância, Goiás, Brasil, 2014 (n = 25). Coeficiente de correlação de Pearson. VOP: velocidade da onda de pulso; A0: avaliação inicial; A2: segunda avaliação; A3: terceira avaliação; A4: quarta avaliação.  

Discussão

Trata-se do primeiro estudo a avaliar os efeitos de uma caminhada de longa distância, nos parâmetros de PA central e rigidez arterial. Os valores de PA periférica e central na avaliação inicial estavam dentro da normalidade. A PA diminuiu no começo da caminhada e retornou aos valores iniciais nos últimos dias do evento. Logo, entre o começo e o final do evento, parece não ter havido significativa alteração nesses parâmetros. Tais achados reforçam o poder vasodilatador desse tipo de exercício de intensidade moderada e de longa duração.

Atletas de alto rendimento podem apresentar remodelamento arterial, que causa acomodação da PA durante e após exercício. A habilidade de as artérias da musculatura esquelética dilatarem, promovida pelo treinamento, aumenta o déficit cardíaco sem repercussões relevantes na PA. Tal elasticidade das artérias em resposta à atividade física sugere adaptação arterial, que é indispensável ao desempenho de atletas de alto rendimento.10 Corredores participantes das maratonas de Seul11 e Atenas12 apresentaram redução tanto da PAD quanto da PAS no início e no final do evento. No nosso estudo, tal comportamento foi também identificado nas medidas da PA central.

As medidas da VOP dos participantes do nosso estudo estiveram dentro dos valores de referência de indivíduos saudáveis na mesma faixa etária: 7,0 m/s.13 Os valores foram altos se comparados aos de controles realizando exercício físico moderado.12 Logo, devido à pequena quantidade de treinamento específico, consistindo de poucas horas semanais, e ao fato de que os parâmetros cardiovasculares dos participantes coincidiam com os valores de referência, acreditamos que o grupo avaliado neste estudo era composto de indivíduos ativos, mas não atletas profissionais.

Não houve significativa alteração na VOP nas diversas medidas tomadas durante a caminhada, mas observou-se uma tendência a redução nos primeiros 3 dias. Um estudo que analisou a VOP em atletas do sexo masculino participantes de uma corrida de 75 km mostrou redução na VOP após 45 km; a partir desse ponto, houve aumento até 75 km, após o qual os valores praticamente voltaram aos basais. Chegamos a resultados similares.14 Também não foram identificadas alterações na VOP antes e após o exercício em maratonistas, em praticantes de caminhada, em corredores com hipertensão arterial, nos dois últimos grupos a frequência cardíaca atingida corresponde ao exercício moderado.

Outros estudos mostraram uma significativa redução na VOP em hipertensos que realizavam uma corrida e/ou caminhada17 e em normotensos que realizavam vários tipos de exercício aeróbio (moderado a vigoroso).18-20

Uma revisão sistemática e meta-análise avaliando os efeitos do exercício aeróbio na VOP mostrou redução na VOP promovida pelo exercício aeróbio. Tal redução aumentou com exercícios de longa duração, que promovem maior consumo de oxigênio.21 Entretanto, reduções na cPAS e na VOP podem diminuir o risco de eventos cardiovasculares adicionais, reforçando o potencial benefício da atividade física regular.5

Nosso estudo identificou uma forte correlação positiva entre VOP e a idade, como observado em outros estudos que determinaram os valores de referência,13,22 avaliaram e compararam atletas competitivos e indivíduos ativos,23 e um estudo em homens que praticavam exercício moderado em um cicloergômetro.24 Outros fatores podem estar associados com VOP, tais como PA e intensidade do exercício12 e peso corporal.25

A idade influencia tanto a PA quanto a VOP - quanto maior a idade, maiores a PA e a VOP. Isso ocorre, entre outras razões, devido a alterações estruturais nas artérias. As diferenças encontradas nas medidas centrais e periféricas da PA resultam da redução no calibre da complacência arterial que ocorre à medida que as artérias centrais se tornam mais periféricas.4 A elasticidade depende especialmente da composição da camada vascular média. Em indivíduos jovens e saudáveis, há predominância de elastina em relação a colágeno na porção central do leito arterial. Entretanto, há uma inversão na proporção de colágeno em relação a elastina nas artérias periféricas musculares. Logo, a aorta apresenta maior elasticidade em comparação às artérias dos membros, que são mais rígidas.26

Embora este estudo não avalie os efeitos de substâncias inflamatórias e adesão endotelial, tais fatores também devem ser considerados. Variações na VOP podem estar relacionadas às muitas adaptações devidas a atividade aeróbica moderada que envolve produção aumentada de várias substâncias com propriedades vasodilatadoras e anti-inflamatórias.27,28

Um estudo que avaliou corredores hipertensos e não hipertensos de ultramaratona, coletando amostras após 100 km, 200 km e 308 km (final da corrida), identificou aumento de molécula 1 de adesão da célula vascular (aos 100 e 200Km), selectina E (aos 100 km), e leucócitos (aos 208 km), que foram mais elevados em hipertensos do que em normotensos. Nos dois grupos, houve aumento gradual na creatinoquinase e proteína C-reativa. Portanto, o exercício vigoroso pode estimular respostas endoteliais mais intensas em hipertensos, independentemente dos marcadores inflamatórios.29

Da mesma forma, a VOP depende da estrutura arterial e da relação entre resistência e elasticidade, propriedades diretamente relacionadas à quantidade de colágeno e elastina. Assim, identificam-se mudanças na VOP ao longo do tempo. Para verificar os efeitos do exercício nesse parâmetro, mais estudos longitudinais de longa duração são necessários para analisar os efeitos crônicos do exercício.26

Nosso estudo não avaliou as variações na média da PA central após o final do evento. O efeito agudo, no entanto, foi bem analisado e mostrou ser essa atividade segura para participantes bem avaliados, ainda que sem treinamento específico.

Conclusão

A PA caiu nos primeiros dias da caminhada de longa duração, retornando a níveis próximos aos basais ao final. A VOP correlacionou fortemente com a idade. A caminhada de longa duração parece promover efeitos na PA e na VOP similares aos encontrados em maratonas e outras modalidades esportivas de longa duração e alta intensidade. As alterações causadas por esse tipo de exercício em indivíduos ativos e saudáveis não parecem oferecer grandes riscos à saúde cardiovascular.

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