Avaliação do Perfil Lipídico de Adolescentes

Avaliação do Perfil Lipídico de Adolescentes

Autores:

Eduardo del Bosco Brunetti Cunha,
Rafael Pereira Fagundes,
Edson Emílio Scalabrin,
Roberto Hirochi Herai

ARTIGO ORIGINAL

International Journal of Cardiovascular Sciences

versão impressa ISSN 2359-4802versão On-line ISSN 2359-5647

Int. J. Cardiovasc. Sci. vol.31 no.4 Rio de Janeiro jul./ago. 2018 Epub 14-Jun-2018

http://dx.doi.org/10.5935/2359-4802.20180034

Introdução

As doenças cardiovasculares (DCV) estão entre as principais causas de mortalidade em homens e mulheres no mundo todo.1 No Brasil, de acordo com o último levantamento feito em 2013 pelo Ministério da Saúde, de um total de 201.062.789 habitantes, 678.556 das mortes estavam relacionadas com o sistema circulatório.2

Os fatores de risco para DCV são classificados como modificáveis e não modificáveis. Entre os riscos modificáveis podemos encontrar sedentarismo, tabagismo, obesidade e dislipidemia.2 Para os riscos não modificáveis encontramos histórico familiar de DCV, idade, sexo e raça.3 A dislipidemia representa uma grande influência no desenvolvimento de DCV, já que uma alimentação inadequada aumenta a concentração de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c) nos vasos sanguíneos.4,5 Tais lipoproteínas podem aderir à túnica íntima das artérias, ocasionando a formação de placas de ateroma que levam a aterosclerose.6 Esse processo aterosclerótico tem início ainda na infância, antes mesmo dos sintomas clínicos serem percebidos.7 Na aorta, as estrias gordurosas podem começar a se aderir já aos 3 anos de idade, enquanto nas coronárias, 5 a 10 anos mais tarde.8 Com o tempo, essas estrias gordurosas formam placas de gordura que podem se romper, levando a diferentes processos isquêmicos, como o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular encefálico.9

O perfil lipídico é o exame que avalia as concentrações séricas de lipoproteínas, como colesterol total (CT), lipoproteína de alta densidade (HDL-c), LDL-c, lipoproteína de muita baixa densidade (VLDL-c), não HDL-c (NÃO HDL-c), e triglicerídeos (TG).10

Sabendo que a dislipidemia está associada às DCV, um diagnóstico ainda na adolescência pode diminuir as chances de complicações futuras, já que uma mudança de estilo de vida com hábitos mais saudáveis pode se tornar a melhor forma de prevenção.11,12

O objetivo deste estudo foi realizar uma análise de perfil lipídico de adolescentes do município de Araucária, no estado do Paraná. O estudo reuniu informações de 600 adolescentes entre 10 e 19 anos, comparando-as com as de outros estudos publicados e realizados em outras regiões do país.

Métodos

O presente estudo foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) do Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia e está registrado com o número 65932917.0.0000.5529, seguindo os requisitos da Resolução 466/12 do Conselho Nacional de Saúde do Ministério da Saúde, que regulamenta a pesquisa envolvendo seres humanos. Após sua aprovação, foram coletados 600 resultados de exames de perfil lipídico do Laboratório Municipal de Araucária, contando também com a aprovação do coordenador do local para que o estudo pudesse ser iniciado, antes mesmo do envio ao CEP.

Pesquisa transversal, retrospectiva de amostra por conveniência, onde foram selecionados 600 exames de perfil lipídico de pacientes entre 10 e 19 anos de idade, de amostragem aleatória sistemática, entre os meses de julho e dezembro de 2016. Foram excluídos os exames com valor de TG superior a 400 mg/dl. As amostras foram colhidas em tubo de 5 ml contendo gel separador e ativador de coágulo para obtenção do soro. Os resultados foram determinados pelo método de fotometria de absorção enzimática por meio do equipamento Architect c8000 da Abbott, usando-se para o HDL o método direto por precipitação (Ultra HDL). Para cálculo de VLDL-c, dividiu-se o resultado de TG por 5 e, para o LDL-c, foi usada a fórmula de Friedewald. A coleta de dados foi organizada em planilhas no Excel 2007 da Microsoft e foram estratificadas em CT, LDL-c, HDL-c, NÃO HDL-c (soma das lipoproteínas sem HDL), VLDL-c e TG, além de idade e sexo dos adolescentes, sendo identificados por códigos e organizados por tabelas e gráficos.

Análise estatística

A análise estatística descritiva incluiu cálculo de porcentagem e mediana (m) e respectivos intervalos interquartis (IIQ). As variáveis contínuas estão expressas como mediana e IIQ, pois não apresentam distribuição normal, e as categóricas, como porcentagem. Foram avaliadas quanto à satisfação de critérios de normalidade através do teste de Kolmogorov-Smirnov. Utilizou-se para a análise estatística o teste U de Mann-Whitney e o coeficiente de Spearman (S), empregando-se o software SPSS 2.0. O nível de significância adotado foi de 5% de probabilidade e intervalo de confiança de 95%, sendo todos os testes bicaudais.

Resultados

Foram avaliados 600 adolescentes de 10 a 19 anos de idade no laboratório Municipal de Araucária, no Paraná. Dos dados coletados, 322 (54%) foram do sexo feminino e 278 (46%), do sexo masculino. A Tabela 1 apresenta um detalhamento dos dados analisados, sendo que em 1,83% (n = 11) dos adolescentes os dados são sugestivos de hipercolesterolemia familiar.10 As Tabelas 2, 3 e 4 apresentam as correlações entre as frações lipídicas, onde 1 significa correlação positiva perfeita, ou seja, quando uma variável aumenta, a outra aumenta na mesma intensidade, e -1 correlação negativa perfeita, quando uma variável aumenta, a outra diminui na mesma intensidade.

Tabela 1 Perfil lipídico de adolescentes de 10 a 19 anos de idade 

TABELA GERAL (n = 600; sexo masculino = 278; sexo feminino = 322)
Valores (%) n (%) n (%) n (%) n
Frações lipídicas CT HDL-c LDL-c TG
Desejável (72) 432 (48) 288 (77) 465 (70) 421
Aumentado (28) 168 ------------- (23)135 (30) 179
Baixo ------------- (52) 312 ------------- -------------
ESTRATIFICAÇÃO ENTRE SEXOS
Valores (%) n (%) n (%) n (%) n
FEMININO 54% n = 322
Frações lipídicas CT HDL-c LDL-c TG
Desejável (69) 221 (48) 155 (75) 243 (67) 216
Aumentado (31) 101 ------------- (25) 79 (33) 106
Baixo ------------- (52) 167 ------------- -------------
MASCULINO 46% n = 278
Frações lipídicas CT HDL-c LDL-c TG
Desejável (76) 211 (48) 133 (80) 222 (74) 205
Aumentado (24) 67 ------------- (20) 56 (26) 73
Baixo ------------- (52) 145 ------------- -------------

Valores de acordo com a atualização da Diretriz Brasileira de Dislipidemia e Prevenção da Aterosclerose – 2017.10 CT: colesterol total; HDLc: lipoproteína de alta densidade; LDLc: liporoteína de baixa densidade; TG: triglicerídeos; n: quantidade absoluta de pessoas.

Tabela 2 Correlações das variáveis lipídicas em adolescentes de 10 a 19 anos de idade (n = 600) 

Idade TG LDL-c HDL-c CT VLDL-c Não HDLc
Idade S 1 ,004 -,079 -,010 -,071 ,004 -,080
TG S ,004 1 ,292** -,232** ,396** ,999** ,493**
LDL-c S -,079 ,292** 1 ,024 ,896** ,289** ,935**
HDL-c S -,010 -,232** ,024 1 ,282** -,230** -,032
CT S -,071 ,396** ,896** ,282** 1 ,394** ,934**
VLDL-c S ,004 ,999** ,289** -,230** ,394** 1 ,490**
Não HDL-c S -,080 ,493** ,935** -,032 ,934** ,490** 1

LDL-c: lipoproteína de baixa densidade; Não HDL-c: soma das lipoproteínas sem HDL-c; HDL-c: lipoproteína de alta densidade; CT: colesterol total; TG: triglicerídeos; S: correlação de Spearman.

* p < 0,05;

**p < 0,001.

Tabela 3 Correlações das variáveis lipídicas em adolescentes de 10 a 14 anos de idade (n = 339) 

Idade TG LDL-c HDL-c CT VLDL-c Não HDL-c
Idade S 1 -,056 -,140** -,079 -,138* -,056 -,136*
TG S -,056 1 ,262** -,300** ,337** ,999** ,457**
LDL-c S -,140** ,262** 1 ,039 ,912** ,257** ,949**
HDL-c S -,079 -,300** ,039 1 ,282** -,298** -,053
CT S -,138* ,337** ,912** ,282** 1 ,333** ,926**
VLDL-c S -,056 ,999** ,257** -,298** ,333** 1 ,452**
Não HDL-c S -,136* ,457** ,949** -,053 ,926** ,452** 1

LDL-c: lipoproteína de baixa densidade; Não HDL-c: soma das lipoproteínas sem HDL-c; HDL-c: lipoproteína de alta densidade; CT: colesterol total; TG: triglicerídeos; S: correlação de Spearman.

*p < 0,05;

**p < 0,001.

Tabela 4 Correlações das variáveis lipídicas em adolescentes de 15 a 19 anos de idade (n = 261) 

Idade TG LDL-c HDL-c CT VLDL-c Não HDL-c
Idade S 1 ,063 ,064 ,071 ,086 ,065 ,054
TG S ,063 1 ,328** -,143* ,468** ,999** ,537**
LDL-c S ,064 ,328** 1 ,006 ,878** ,329** ,919**
HDL-c S ,071 -,143* ,006 1 ,281** -,142* -,007
CT S ,086 ,468** ,878** ,281** 1 ,468** ,944**
VLDL-c S ,065 ,999** ,329** -,142* ,468** 1 ,538**
Não HDL-c S ,054 ,537** ,919** -,007 ,944** ,538** 1

LDL-c: lipoproteína de baixa densidade; Não HDL-c: soma das lipoproteínas sem HDL-c; HDL-c: lipoproteína de alta densidade; CT: colesterol total; TG: triglicerídeos; S: correlação de Spearman.

*p < 0,05;

**p < 0,001.

Na comparação entre os sexos, o feminino apresentou CT mais elevado que o masculino (Figura 1A). Com relação à fração NÃO HDL-c, o sexo feminino apresentou m = 109 e IIQ = 40,25 e o masculino, m = 101 e IIQ = 32,25, sem diferença significativa entre eles. Ainda na amostra não estratificada, foram encontradas correlações positivas do NÃO HDL-c com outras frações lipídicas (TG, CT e VLDL-c) comparado com o LDL-c, e também, em menor quantidade, correlações negativas com o HDL-c (Tabela 2).

Figura 1 Avaliação do perfil lipoproteico de adolescentes para os níveis séricos de colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade (LDL) e triglicerídeos (TG). F: feminino; M: masculino. A) CT; diferença entre F (IIQ = 44) e M (IIQ = 36,25), p: 0,043* (teste U de Mann-Whitney); B) TG; diferença entre F (IIQ = 37,5) e M (IIQ = 42), p: 0,017* (teste U de Mann-Whitney); C) LDL; diferença entre F (IIQ = 31,75) e M (IIQ = 29,5), p: 0,049* (teste U de Mann-Whitney); D) CT; diferença entre F (IIQ = 43,5) e M (IIQ = 32), p: 0,026* (teste U de Mann-Whitney). 

Nos adolescentes de 10 a 14 anos, foram encontradas correlações mais positivas do NÃO HDL-c com outras frações lipídicas (TG, CT e VLDL-c) quando comparado com o LDL-c; também foram encontradas algumas correlações negativas do LDL-c, CT e NÃO HDL-C com idade (Tabela 3). Na comparação entre os sexos, somente a fração lipídica TG apresentou diferença (Figura 1B). Quanto ao sexo, entre 15 a 19 anos, as correlações apresentaram a mesma tendência que as anteriores (Tabela 4) e as comparações significativas entre os sexos foram do LDL-c (Figura 1C) e do CT (Figura 1D), e as demais frações lipídicas não apresentaram variações com significância estatística.

Discussão

Em um estudo realizado por Silva et al.,11 foram apresentados valores de CT desejáveis de 50%, semelhantes ao encontrado pelo presente estudo que foi de 49%, porém diferente dos 37% encontrados por Araki et al.,13 Essa diferença foi observada em um estudo realizado na cidade de Aracaju, Sergipe, em que o valor de CT foi superior no sexo feminino quando comparado ao masculino, resultado esse que corrobora os deste trabalho e os da literatura especializada. Resultados equivalentes foram apresentados por Silva et al,.14 em um estudo realizado na cidade do Rio de Janeiro, por Araki et al.,15 em um estudo feito em Aracaju, Sergipe, e por Kruger et al.,16 no município de Mamboré, Paraná.

Os níveis séricos dos TG nas idades entre 10 e 14 anos foram superiores no sexo feminino, resultados também encontrados por Silva et al.,14 e Kruger et al.16

Em relação ao LDL-c, os achados são semelhantes aos reportados por Araki et al.,13 e Seki et al.,17 que mostraram forte correlação positiva entre LDL-c e NÃO HDL-c, entre LDL-c e CT, e entre NÃO HDL-c e CT. Foram também encontradas algumas correlações negativas envolvendo NÃO HDL-c e HDL-c, que coincidem com os mesmos estudos. Nossa pesquisa também evidenciou que conforme os adolescentes de 10 a 14 anos aumentavam a idade, os níveis séricos de LDL-c, CT e NÃO HDL-c diminuíam.

Diversos estudos apontam que o NÃO HDL-c é um dos melhores indicadores de risco aterosclerótico em crianças e adolescentes,18-20 pois está mais fortemente associado a lesões na aorta abdominal e nas coronárias que as demais frações lipídicas,20-22 além de estar associado também a doenças metabólicas.23 As maiores correlações encontradas por esse estudo do NÃO HDL-c com as demais frações lipídicas (TG, LDL-c e CT) comparado com a fração LDL-c corroboram com a literatura, tanto que o National Heart, Lung and Blood Institute (NHLBI) já inclui valores de referência para o NÃO HDL-c e recomendam-no para a triagem em crianças.24 Em adultos, o NÃO HDL-c é considerado melhor preditor que o LDL-c para DCV.25,26

Na amostra de adolescentes de 10 a 19 anos deste estudo, encontramos níveis de HDL-c com 52% de valores alterados, semelhante ao estudo de Silva et al.,11 realizado no município de Barras, estado do Piauí, que mostrou 70% de níveis de HDL-c alterados, e o estudo de Ramos et al.,25 realizado no município de Campina Grande, Paraíba, mostrou 80,6% de níveis de HDL-c alterados. Alguns resultados diferentes também foram observados em outras pesquisas. Silva et al.,14 encontraram 22% dos valores de HDL-c alterados em pesquisa realizada no Rio de Janeiro e Seki et al.,28 em um estudo realizado em Londrina, Paraná, encontraram 14,3% de valores de HDL-c alterados. Essas diferenças encontradas na literatura podem estar relacionadas a fatores genéticos, ambientais e locais, pois são estudos de regiões bem distintas geográfica, étnica e culturalmente. Vale ressaltar que esse trabalho apresenta limitações, pois trata-se de um estudo retrospectivo com amostra por conveniência e de uma população específica, onde as amostras já estavam coletadas.

Conclusão

Os resultados apresentados no presente trabalho constataram que, da amostra de 600 adolescentes, 30% apresentaram algum tipo de hipercolesterolemia e mais de 50%, algum tipo de dislipidemia. Entre os adolescentes com dislipidemia, a maior prevalência foi em pessoas do sexo feminino, sugerindo medidas de prevenção a serem realizadas considerando o sexo.

O presente estudo permitiu concluir que o nível sérico de NÃO HDL-c apresentou maior correlação com as demais frações lipídicas (TG, LDL-c e CT) quando comparado com o LDL-c. Isso sugere que o NÃO HDL-c pode ser utilizado como método eficaz na complementação do diagnóstico para avaliar riscos ateroscleróticos em adolescentes da faixa etária deste estudo. O NÃO HDL-c pode ser um importante biomarcador, devendo ser incluído na avaliação laboratorial do perfil lipídico, como já ocorre em adultos.

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