Bypass gástrico em Y-de-Roux por via robótica: resultados de 100 pacientes operados

Bypass gástrico em Y-de-Roux por via robótica: resultados de 100 pacientes operados

Autores:

Carlos Eduardo DOMENE,
Paula VOLPE,
Frederico A. HEITOR

ARTIGO ORIGINAL

ABCD. Arquivos Brasileiros de Cirurgia Digestiva (São Paulo)

Print version ISSN 0102-6720

ABCD, arq. bras. cir. dig. vol.27 supl.1 São Paulo 2014

https://doi.org/10.1590/s0102-6720201400s100003

RESUMO

RACIONAL:

O bypass gástrico laparoscópico é operação consagrada no tratamento da obesidade mórbida.

OBJETIVO:

Apresentar resultados da cirurgia robótica na realização do bypass gástrico para controle da obesidade mórbida.

MÉTODO:

Foram operados 100 pacientes com obesidade mórbida totalmente por via robótica entre 2013 e 2014. Dos pacientes 83% eram mulheres. A idade variou de 20-65 anos (média de 48,5 anos). O índice de massa corpórea variou entre 38-67 (média de 42,3 kg/cm2). O modelo da operação constou de um coto gástrico de 3 cm de extensão, alça biliopancreática de 1 m, alça alimentar de 1,2 m, anastomose manual ou com grampeador linear. Quatro pacientes eram super-super-obesos, e houve quatro casos de operações revisionais.

RESULTADOS:

O tempo de acoplamento do robô variou de 1 a 20 min, com média de 4. O tempo de console variou de 40 a 185 min, com média de 105. Não houve complicações intra-operatórias. Houve duas tromboses venosas profundas de membros inferiores. Não houve mortalidade ou re-internação nos primeiros 30 dias.

CONCLUSÃO:

O bypass gástrico robótico mostrou-se seguro e apresentou excelentes resultados mesmo na fase inicial da experiência nas operações primárias, revisionais e em pacientes super-obesos. Adequado treinamento pode encurtar ou obviar a curva de aprendizado.

Palavras-Chave: Cirurgia da obesidade; Cirurgia robótica; Bypass gástrico em Y-de-Roux

ABSTRACT

BACKGROUND:

Laparoscopic gastric bypass is gold-standard for morbid obesity treatment.

AIM:

To describe the results of robotic gastric bypass for morbid obesity patients.

METHOD:

Were operated on 100 morbidly obese patients through totally robotic gastric bypass between 2013 and 2014. They were 83% female. The age ranged from 20 to 65 years old (medium 48,5 years); the body mass index varied between 38-67 (medium 42,3 kg/cm2). The procedure was designed with 3 cm long gastric pouch, 1 m biliopancreatic limb, 1,2 m alimentary limb, manual or stapled anastomosis. There were four super-super-obese patients and four revisional surgeries.

RESULTS:

Docking time varied from 1 to 20 min (medium 4 min). Console time varied from 40-185 min (medium 105 min). There were no intra operative complications or mortality. There were two lower limb deep venous thrombosis. There was no readmission in the first 30 days.

CONCLUSION:

Totally robotic gastric bypass is safe and reproduceable, with excellent results even during the initial experience with regular surgeries, revisional surgeries or in super-obese patients. Adequate training may shortens or obviates the learning curve.

Key words: Obesity surgery; Robotic surgery; Roux-en-Y gastric bypass

INTRODUÇÃO

O bypass gástrico laparoscópico em Y-de-Roux, em suas diversas versões - quanto ao tamanho do coto gástrico, diâmetro da anastomose, forma de confecção da anastomose, extensão das alças alimentar e biliopancreática, uso de anel contensor - ainda é o procedimento de eleição para auxiliar o controle da obesidade mórbida17. Mais recentemente, a operação chamada robótica - realização da cirurgia laparoscópica com auxílio de braços mecânicos controlados à distância pelo cirurgião - proposta como uma evolução da via laparoscópica convencional, vem sendo avaliada na realização do bypass gástrico.

O objetivo deste trabalho é o de apresentar os resultados dos 100 casos iniciais de pacientes operados entre 2013 e 2014, por via totalmente robótica, com vistas à análise demográfica dos pacientes, tempo de acoplamento da plataforma, tempo de console, curva de aprendizado, tempo de internação, complicações imediatas e re-internações no pós-operatório imediato.

MÉTODO

Foram 100 pacientes não consecutivos portadores de obesidade mórbida. A seleção entre via laparoscópica e robótica foi baseada na escolha do paciente pelo método e acesso à plataforma robótica, sem randomização. Oitenta e três pacientes eram mulheres (83 %), com idade variando de 20-65 anos (média de 48,5), índice de massa corpórea (IMC) entre 38-67 (média de 42,3). Eles foram submetidos ao bypass gástrico em Y-de-Roux totalmente robótico. O modelo da operação constou de um coto gástrico de 3 cm de extensão, alça biliopancreática de 1 m, alça alimentar de 1,2 m, anastomose manual ou com grampeador linear.

Dois dos autores (CED e PV) tiveram extenso treinamento prévio, constando de aprendizado e avaliação teórica, treinamento em laboratório seco e molhado, visualização de vídeos editados, assistência de operações ao vivo, treinamento em simulador por mais de 40 h antes do primeiro procedimento, e supervisão nas primeiras 20 operações por cirurgião bariátrico e robótico habilitado.

RESULTADOS

Todas as operações foram por via totalmente robótica, sem nenhuma conversão. O tempo de acoplamento da plataforma robótica é apresentado na Figura 1.

Figura 1 Tempo de acoplamento da plataforma ("docking time") 

A adaptação dos braços robóticos aos trocárteres, realizado pelo cirurgião e pelo auxiliar variou entre 1 e 20 min, e mostrou-se praticamente constante desde o início, com 15 casos em que houve demora superior a 5 min para acoplamento, distribuídos de maneira quase uniforme durante o período, com tendência a permanecer inferior a 4 min após cerca de 50 casos; na maioria das vezes esse tempo foi inferior aos 4 min.

O tempo de console do cirurgião (Figura 2) variou de 40 min (um paciente) a 185 minutos (um 1 paciente), com média de 105 min. Nos primeiros 30 casos o tempo tendeu a permanecer entre 60 e 135 min; a partir de então diminuiu entre 50-80 min. Existiu consistente e progressiva diminuição do tempo médio de operação com o aumento da experiência.

Figura 2 Tempo de console 

Não houve complicações intra-operatórias. Ocorreram duas complicações menores no período pós-operatório imediato: duas pacientes apresentaram trombose venosa profunda de panturrilha em um dos membros inferiores. Estas ocorrências não se relacionaram com a idade, fatores de risco para trombose, uso de medicamentos, tempo de operação ou imobilização prolongada, e ocorreram nos casos de número 35 e 67.

Os pacientes foram realimentados na manhã seguinte ao procedimento e liberados a seguir, com 24 h ou menos de internação. Nenhum necessitou permanecer mais de 24 h no hospital. Não houve vazamentos ou fístulas.

Não houve mortalidade pós-operatória. Não houve re-internação nos primeiros 30 dias do pós-operatório. Quatro pacientes previamente operados de obesidade mórbida foram re-operados por complicações ou maus resultados da operação bariátrica prévia. Nestas operações revisionais, a evolução pós-operatória imediata foi semelhante a do procedimento convencional, independentemente da complexidade da operação revisional.

Quatro pacientes eram super-super-obesos, e a operação foi realizada com segurança e conforto em todos eles; em nenhum houve tempo prolongado da operação por esse motivo.

DISCUSSÃO

A cirurgia bariátrica evoluiu significativamente nos últimos 20 anos. As complicações diminuíram e os vazamentos e fístulas acontecem em menos de 0,5% dos casos12. Os índices de conversão, sangramentos, vazamentos ou fístulas das anastomoses e re-operações imediatas são, atualmente, muito baixos15. A cirurgia bariátrica alcançou nível de excelência graças ao aprendizado progressivo com a padronização e sistematização do procedimento operatório, sendo os melhores resultados obtidos nos serviços de alto volume de procedimentos7.

A cirurgia robótica - procedimento laparoscópico com o auxílio de braços mecânicos com controle remoto - trouxe novas perspectivas de aprimoramento22. A visão tridimensional robótica, aliada à precisão dos movimentos e ao grau de liberdade das pinças robóticas, trouxe novas perspectivas para operações laparoscópicas mais complexas10. Ela tem várias vantagens em pacientes com parede abdominal muito espessa, grande quantidade de gordura intra-abdominal, espaço limitado para o pneumoperitônio, fígados muito grandes, campo operatório pequeno e de difícil acesso. Estes fatos podem tornar o procedimento prolongado, de execução trabalhosa e exigindo grande força física da equipe cirúrgica, diminuindo a precisão dos movimentos. A plataforma robótica apresenta características que trariam vantagens e soluções para estas dificuldades6.

Os braços robóticos são fixos e em tração constante, sem necessidade de uso de força pelo cirurgião; o ponto de punção da parede abdominal é estável, e o braço gira em torno desse ponto, não exercendo qualquer força sobre a parede; pelo contrário, permite levantá-la ainda mais e aumentar a cavidade abdominal pela tração do trocarte com o braço já acoplado, travando novamente alguns centímetros para cima. Consegue-se espaço de trabalho maior que o da laparoscopia, e muito mais estável, sem necessidade de exercer força na manipulação dos instrumentos. Estas características auxiliam a realização de procedimento com precisão e segurança. A visão tridimensional e a grande ampliação da imagem permite que o cirurgião opere em diminuto campo operatório com campo operatório adequado mesmo em espaços pequenos. A câmera fixa e o braço auxiliar estável determinam também segurança e precisão. No entanto, esta característica do posicionamento e fixação do robô pode ser responsável por número maior de hérnias dos trocárteres no pós-operatório17.

Todas estas diferenças favorecendo o robô poderiam determinar a obtenção de melhores resultados do que com a laparoscopia convencional na cirurgia bariátrica. Entretanto, a análise de séries de casos, revisões sistemáticas ou comparativas têm dificuldade de comprovar vantagem significativa do robô sobre a laparoscopia convencional. Uma das razões é que o tratamento laparoscópico atual apresenta baixa morbimortalidade, tornando necessária quantidade muito grande de pacientes para obtenção de resultados com significância estatística2.

Estudos prospectivos comparando o bypass gástrico laparoscópico e robótico demonstram resultados iguais11,12,14 ou melhores com o robô4,13. Em um estudo houve comparação de série inicial robótica com a laparoscópica previamente executada, ocorrendo mais complicações imediatas e internação mais longa na série robótica3.

A análise desses estudos obriga a avaliação da chamada curva de aprendizado, que pode estar influenciando os resultados e dificultando a comparação. Todos os grupos que iniciaram série de operações robóticas tinham experiência prévia extensa com a laparoscopia e com o procedimento cirúrgico; ou seja, tinham grande proficiência na laparoscopia ao iniciarem o uso do robô. Existe clara tendência de que estudos, mesmo que prospectivos, com esse desenho, favoreçam o procedimento em que o cirurgião tenha maior familiaridade, no caso a laparoscopia. Análise comparativa com menor possibilidade de erro, mas de difícil execução, seria iniciando-se, ao mesmo tempo, a experiência com a laparoscopia e com o robô; evidentemente este estudo será quase impossível de ser realizado. Além disso, a curva de aprendizado em cirurgia robótica tem muitas variáveis, tornando difícil a comparação mesmo entre diferentes curvas de aprendizado. Alguns estudos mostram curva bastante mais curta na robótica do que na laparoscópica; entretanto, em todos estes estudos os cirurgiões já tinham proficiência em laparoscopia, que ajuda sobremaneira o aprendizado da robótica1,8,9,16,19. A superação da curva de aprendizado - definida na expressão de menor tempo operatório e menos complicações - varia bastante entre autores, definido entre oito e 84 procedimentos. A mudança da curva após oito operações1 está dentro de um cenário de tempo médio de acoplamento de 8,5 min e de console de 187 min; na presente casuística estes mesmos tempos médios foram de 4 e 105 min.

O tipo, extensão e intensidade do treinamento prévio influenciam decisivamente no desempenho da curva de aprendizado. A esquema atual - teoria, laboratório seco e animal em dois dias, observação de casos e supervisão nas cinco primeiras operações - parece insuficiente para início com baixa taxa de complicações e tempos operatórios menores, mesmo para cirurgiões com proficiência em laparoscopia. Na presente casuística o tempo de acoplamento foi uniformemente baixo desde o início da experiência (Figura 1). Contribuíram para isso a padronização do posicionamento dos trocárteres e do carro robótico, além de tratar-se do mesmo procedimento em todos os casos. Houve tendência de diminuição progressiva e uniforme do tempo médio (Figura 1); mesmo assim estes tempos foram bastante menores do que as médias relatadas na literatura: apenas uma operação durou 185 minutos; a maioria oscilou entre 50-100 min, tempo menor do que o do procedimento laparoscópico para os mesmos cirurgiões, inclusive na fase inicial da série robótica. É possível que o tipo de treinamento realizado pelos cirurgiões (CED e PV) tenha influenciado na obtenção dos bons resultados: formação teórica, treinamento em laboratório seco e molhado, observação de inúmeras operações, treinamento em simulador por mais de 40 h e supervisão em 20 procedimentos, com intenso e extenso preparo das equipes de enfermagem e engenharia clínica. Os bons resultados obtidos com a formação nesses moldes15 pode sugerir que a curva de aprendizado pode ser muito curta, ou não existir, se houver compromisso institucional com todo o processo. A supervisão prolongada favorece o aprendizado de soluções engenhosas e criativas para situações particulares que soem acontecer em número significativo de operações.

O uso da plataforma robótica também pode ser favorável em situações especiais, como nos super-obesos6 e nas operações revisionais5,20, além de facilitar a realização de anastomoses7. Pacientes super-obesos são operados de forma semelhante àqueles com IMC menor, dada à capacidade de operar em campo visual bastante pequeno, visão privilegiada e estável do campo operatório, suavidade de movimentos devido à estabilidade da fixação dos braços robóticos, que não demandam qualquer esforço físico por parte da equipe cirúrgica6. Nesta série houve quatro pacientes super-super obesos, que tiveram seu procedimento realizado com segurança, boa ergonomia, em tempo operatório semelhante aos demais procedimentos, com evolução pós-operatória igual.

A visão privilegiada, em três dimensões, estável e muito próxima do campo operatório, associada à delicadeza das pinças e dos movimentos dos braços robóticos (os movimentos dos braços são escalonados em relação à amplitude do movimento externo, de acordo com a necessidade de cada procedimento), permitem ao cirurgião dissecação muito precisa das estruturas anatômicas, facilitando a identificação dos planos nas re-operações. As operações revisionais tornam-se mais seguras quando realizadas na plataforma robótica18. As quatro revisões desta casuística foram realizadas em tempo operatório quase igual ao das operações primárias, com igual evolução pós-operatória.

A cirurgia robótica facilita a realização do bypass gástrico, nos casos de cirurgia primária, revisional ou em pacientes super-obesos devido ao campo operatório estável, ótima visualização e ergonomia adequada em todos os procedimentos. As anastomoses, principalmente a gastrojejunal, são melhor visualizadas e executadas com maior estabilidade e segurança; estas características podem justificar a diferença de resultado em relação à laparoscopia. A utilização futura de recursos digitais, somente possíveis na cirurgia robótica, para identificação de áreas isquêmicas no coto gástrico e alça intestinal podem teoricamente contribuir para a diminuição dos vazamentos. O treinamento adequado diminui ou abole a curva de aprendizado do bypass robótico para cirurgiões com experiência em laparoscopia. As características de estabilidade, visão privilegiada e precisão de movimentos devem favorecer obtenção de bons resultados nas operações de pacientes super-obesos e nas operações revisionais.

CONCLUSÃO

O bypass gástrico robótico mostrou-se seguro e apresentou excelentes resultados mesmo na fase inicial da experiência nas operações primárias, revisionais e em pacientes super-obesos. Adequado treinamento pode encurtar ou obviar a curva de aprendizado.

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