CAMINHOS PERCORRIDOS

CAMINHOS PERCORRIDOS

Autores:

Jaime L. Benchimol

ARTIGO ORIGINAL

História, Ciências, Saúde-Manguinhos

versão impressa ISSN 0104-5970versão On-line ISSN 1678-4758

Hist. cienc. saude-Manguinhos vol.22 no.2 Rio de Janeiro abr./jun. 2015

http://dx.doi.org/10.1590/S0104-59702015000200001

Fui...

Fui depois de investir meus anos mais produtivos profissionalmente neste periódico que nasceu em meados de 1994, concebido por Sérgio Goes de Paula, Ruth B. Martins e o autor desta sumária despedida, com o apoio de Paulo Gadelha, à época, diretor da Casa de Oswaldo Cruz e primeiro editor científico da revista. O periódico teve um precursor: osCadernos da Casa de Oswaldo Cruz, publicação amadora lançada em novembro de 1989, de cuja produção participei também. Grandes transformações ocorreram desde então nos campos da história da saúde e das ciências, em particular das ciências da vida, e História, Ciências, Saúde – Manguinhos desempenhou papel crucial no amadurecimento desses campos transdisciplinares. Profundas mudanças ocorreram e estão ainda em curso nos domínios do periodismo e da comunicação científica.História, Ciências, Saúde – Manguinhos soube adaptar-se, mais que isso, soube inovar no uso das novas tecnologias, formas e linguagens da comunicação. É uma revista respeitada na história e em outras áreas acadêmicas, o que me enche de orgulho.

Ela precisa de sangue novo; sendo assim, fui...

Mas fui honrado por passar o bastão a dois companheiros que admiro muito. Marcos Cueto, historiador prestigiado internacionalmente, saberá conduzir História, Ciências, Saúde – Manguinhos a uma posição definitiva de reconhecimento externo. E André Felipe Cândido da Silva, um talento da nova safra de recém-doutores, saberá infundir à revista renovada vitalidade em suas relações com grupos e áreas emergentes na história das ciências e da saúde.

Fui completamente tranquilo porque no timão da revista está Roberta Cardoso Cerqueira, editora executiva segura, firme, no auge de suas capacidades, que chegou aqui mocinha e aqui amadureceu, como os bons vinhos.

Fui com o coração partido por ter de me separar de uma equipe editorial competentíssima, adorável, solidária, que fez de meu dia a dia uma coleção inolvidável de momentos produtivos, desafiadores, divertidos. Registro aqui os meus mais sinceros agradecimentos a Mônica Cruz Caminha, Camilo Papi, Mônica Auler, Vinícius Renaud, Marciel Mendonça Rosa e àqueles que, mesmo a distância, conformam o cotidiano da revista: o criativo Fernando Vasconcelos, nosso programador visual; Maria Helena Torres, revisora de primeira; Marina Lemle, a alma das novas encarnações virtuais da revista; Diane Grosklaus Whitty, tradutora ímpar e amiga queridíssima; Miriam Junghans, a linda aeromoça que se transformou em editora e scholar de grande quilate. Estendo os meus agradecimentos às pessoas que deram vida a encarnações passadas – sempre muito afortunadas e felizes – dessa equipe, especialmente Ruth B. Martins, amiga desde sempre e para sempre; a discreta e elegante Isnar Francisco de Paula, as multitalentosas Regina Celie Simões Marques e Maria Elisa Luiz da Silveira...

Minha lista de agradecimentos deveria incluir outros nomes: aqueles que prestam valiosos serviços à revista como revisores, tradutores, pareceristas, integrantes do Conselho Editorial ou editores adjuntos e de seções... Mil perdões: o espaço para esta carta de despedida não me permite fazer jus à dívida que tenho para com eles, mas razões do coração me obrigam a deixar um abraço carinhoso a três mestres: Guida (Margarida de Souza Neves), Charles Pessanha e Luiz Antonio de Castro Santos. Não posso deixar de mencionar os diretores da Casa de Oswaldo Cruz, que sempre deram o mais decidido apoio aHistória, Ciências, Saúde – Manguinhos. Sem Paulo Gadelha, Nísia Trindade Lima, Nara Azevedo e Paulo Roberto Elian dos Santos, a revista não teria percorrido tanto chão. Neste percurso tivemos sempre a ajuda da competentíssima equipe SciELO, liderada por Abel Packer e Rogério Meneghini. Com eles aprendi horrores...

Farão falta em minha vida os companheiros que mencionei, os colaboradores da revista, que tanto me ensinaram, os leitores... Permitam-me terminar com um provérbio – africano, parece – que se encaixa como uma luva nesse “trem” que segue sem mim: “Se você quer ir rápido, vá só. Se quer ir longe, vá junto”.

Fui...

Jaime L. Benchimol
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