Caracterização da frota pesqueira de Parintins, Itacoatiara e Manacapuru, Estado do Amazonas

Caracterização da frota pesqueira de Parintins, Itacoatiara e Manacapuru, Estado do Amazonas

Autores:

Vandick da Silva BATISTA

ARTIGO ORIGINAL

Acta Amazonica

Print version ISSN 0044-5967

Acta Amaz. vol.33 no.2 Manaus Apr./June 2003

https://doi.org/10.1590/1809-4392200332302

RESUMO

A frota pesqueira de Manacapuru, Itacoatiara e Parintins foi analisada em suas características físicas e comparada com a frota Manaus através de dados coletados diretamente nos portos de desembarque e de dados secundários obtidos junto à órgãos federais e a Federação de Pescadores. Foi encontrado que as canoas isoladas variaram de tamanho entre os centros analisados, sendo as maiores encontradas em Manacapuru e Itacoatiara. Os barcos de pesca de Parintins foram significativamente menores que os barcos de pesca de Manaus, Manacapuru e Itacoatiara. O motor Yanmar predominou em todos os municípios, havendo uma relação linear entre a potência deste motor e o tamanho do barco. Manacapuru apresenta barcos mais velhos, seguido da frota de Itacoatiara. As frotas de Parintins e Manaus foram as mais jovens, tendo esta última maior amplitude de idades. Foram encontrados entre 5-6 pescadores por barco de pesca e 2-3 por canoa isolada. A duração das pescarias efetuadas pelos barcos de pesca é crescente descendo o rio, mas não difere para as canoas isoladas entre os centros urbanos. O rendimento da pesca foi menor para os barcos de pesca de Parintins, sendo o rendimento por pescador dos barcos de pesca melhor que o das canoas no período de safra. A partir dos resultados concluiuse que há diferenciação nas características da frota que desembarca em Parintins (Médio Amazonas) em relação aquela desembarcando em Itacoatiara e Manacapuru e que a pesca efetuada com canoas isoladas deve ser tratada diferenciadamente daquela efetuada com barcos de pesca.

Palavras-Chave: pesca artesanal; frota pesqueira; Amazônia central

ABSTRACT

The physical characteristics of the Manacapuru, Itacoatiara and Parintins fishing fleets were analyzed and compared with the Manaus fleet, using data collected from the landing ports along with secondary data obtained from federal institutions and the Amazonas Association of Fishermen. It was found that the size of individual canoes varied according to the center analyzed, with the larger ones found in Manacapuru and Itacoatiara. The size of the Parintins fishing vessels was significantly smaller than those in Manaus, Manacapuru and Itacoatiara. Yanmar engines predominated in all municipal districts. There was a linear relationship between the engine power and size of the vessel. The oldest vessels were found in the Manacapuru fleet, followed by the fleet of Itacoatiara. The Parintins and Manaus fleets were the newest, although the latter had the greatest age range. Fishing boats tend usually to have 5 to 6 fishermen and individual canoes 2 to 3. While fishing vessels working down river make longer trips, no difference in trip length was found for individual canoes in the different municipalities analyzed. Parintins fishing boats produced less fish than those of Manacapuru and Itacoatiara. Yield per fisherman during the height of the fishing season was greater for fishing boats than for individual canoes. Results indicate that the Parintins fleet differs from the others and that the individual canoe fishery must be considered separately from that of the fishing boats with regards to fishery management policy and actions.

Key words: artesanal fishery; fishing fleet; central Amazônia

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