Compressão torácica com incremento da pressão em ventilação com pressão de suporte: efeitos na remoção de secreções, hemodinâmica e mecânica pulmonar em pacientes em ventilação mecânica

Compressão torácica com incremento da pressão em ventilação com pressão de suporte: efeitos na remoção de secreções, hemodinâmica e mecânica pulmonar em pacientes em ventilação mecânica

Autores:

Wagner da Silva Naue,
Luiz Alberto Forgiarini Junior,
Alexandre Simões Dias,
Silvia Regina Rios Vieira

ARTIGO ORIGINAL

Jornal Brasileiro de Pneumologia

versão impressa ISSN 1806-3713

J. bras. pneumol. vol.40 no.1 São Paulo jan./fev. 2014

http://dx.doi.org/10.1590/S1806-37132014000100008

Introdução

Os pacientes internados em UTIs necessitam, em sua maioria, de suporte ventilatório invasivo e, dessa maneira, estão sujeitos não só aos benefícios da instituição desse suporte, tais como a manutenção das trocas gasosas e redução do trabalho respiratório, mas também aos efeitos deletérios associados a ele, como o comprometimento do mecanismo de transporte e de depuração mucociliar.( 1 , 2 ) Esse comprometimento, por sua vez, pode acarretar a estase de secreções nas vias aéreas e, consequentemente, levar a obstrução brônquica,( 3 ) a qual pode, no longo prazo, causar atelectasias e episódios de hipoxemia. Além disso, esse acúmulo de secreções brônquicas favorece o desenvolvimento de microrganismos nessas áreas não ventiladas, acarretando o estabelecimento de infecções respiratórias, como a pneumonia associada a ventilação mecânica (VM).( 4 - 6 )

Algumas técnicas de fisioterapia visam aprimorar o clearance mucociliar e, dessa forma, evitar a obstrução brônquica por acúmulo de secreção. Dentre essas técnicas, destaca-se a terapia expiratória manual passiva, que é definida como uma força compressiva no tórax do paciente durante a fase expiratória, visando a aceleração do fluxo expiratório e consequente remoção de secreção das vias aéreas mais periféricas para as centrais, facilitando, assim, sua expectoração.( 7 , 8 )

A técnica de compressão torácica isolada nem sempre se apresenta eficiente, isso porque os pacientes em VM apresentam comprometimento do clearance mucociliar, o que, associado a redução do fluxo expiratório, resulta no acúmulo de secreção. A associação de técnicas rotineiramente utilizadas pelo fisioterapeuta na UTI, com ajustes realizados no ventilador mecânico, pode resultar numa maior efetividade em relação à remoção de secreção. Logo, a VM pode ser associada a técnicas de incremento do fluxo inspiratório, como a hiperinsuflação ajustada pelo ventilador mecânico. Essa técnica objetiva aumentar a ventilação alveolar e, dessa forma, facilitar o mecanismo da tosse, auxiliando no transporte do muco.( 9 , 10 ) Uma maneira de realizar essa manobra com o ventilador mecânico é através da hiperinsuflação com aumentos progressivos da pressão de suporte (PS) até atingir uma pressão de pico nas vias aéreas de 40 cmH2O. Essa técnica demonstrou uma tendência a aumento da complacência estática e da quantidade de secreção aspirada após sua aplicação.( 11 , 12 )

O presente estudo teve como objetivo comparar a eficácia da manobra de compressão torácica, associada ao acréscimo de 10 cmH2O na pressão inspiratória basal em modo ventilatório com PS, com aquela da aspiração isolada em relação à quantidade de secreção removida, efeitos hemodinâmicos e na mecânica pulmonar.

Métodos

Trata-se de um ensaio clínico randomizado cruzado, realizado no CTI do Hospital de Clínicas de Porto Alegre (HCPA) no período entre maio de 2008 e maio de 2010. O projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisa do HCPA (protocolo no. 07504/2007). Todos os pacientes que participaram do estudo tiveram o termo de consentimento informado devidamente preenchido e assinado pelo seu responsável. A randomização foi realizada através do programa on-line Research Randomizer, versão 4.0 (Social Psychology Network, http://www.randomizer.org/), pelo qual se realizava a alocação para a primeira técnica a ser realizada, e, posteriormente, no turno posterior, o paciente realizava a outra técnica.

Foram incluídos pacientes que estiveram em VM por um período superior a 48 h, sem diagnóstico de pneumonia associada à VM, com pressão expiratória positiva final < 10 cmH2O, com adequado drive respiratório, que tenham sido submetidos a aspiração 2 h antes da aplicação do protocolo e hemodinamicamente estáveis (pressão arterial média > 60 cmH2O). Os critérios de exclusão foram apresentar contraindicações para o incremento da pressão positiva (pneumotórax e hemotórax não drenados ou enfisema subcutâneo), ter diagnóstico de osteoporose, apresentar pressão de pico > 40 cmH2O, ser paciente neurocirúrgico ou se negar a participar do estudo.

Após a inclusão no estudo, todos os pacientes foram posicionados em decúbito dorsal com a cabeceira elevada em ângulo de 30°, foram submetidos a aspiração uma única vez (sonda número 12; MarkMed Ind. e Com. Ltda, São Paulo, Brasil) e com vácuo ajustado em -40 cmH2O de pressão. Todos os pacientes foram submetidos a aspiração 2 h antes da realização de ambas as técnicas - esse procedimento foi realizado a fim de equiparar os grupos em relação ao volume de secreção. Após esse período, foram coletados os parâmetros hemodinâmicos e pulmonares, os quais correspondiam à avaliação basal dos pacientes.

Os pacientes randomizados para o grupo controle foram ventilados pelo período de 1 min com FiO2 a 100%. Em seguida, cada paciente era desconectado e submetido a aspiração durante 15 s por três vezes. A secreção aspirada foi armazenada em um frasco coletor (Intermedical(r); Intermedical-Setmed, São Paulo, Brasil). As variações dos parâmetros hemodinâmicos e pulmonares foram recoletadas 1 min após a aplicação das aspirações, caracterizando o grupo controle.

Quando os pacientes eram randomizados para o grupo intervenção, eles foram igualmente submetidos a aspiração 2 h antes do procedimento, seguindo a sequência previamente descrita. Os pacientes foram posicionados em decúbito dorsal e receberam a manobra de compressão torácica associada à VM com PS com acréscimo de 10 cmH2O na pressão inspiratória positiva inicial. Em seguida, os pacientes foram submetidos a aspiração, e a secreção foi coletada da mesma maneira que os pacientes do grupo controle. Os parâmetros hemodinâmicos e pulmonares foram recoletados 1 min após a aplicação da técnica, e os resultados foram transcritos para a folha de coleta de dados. As secreções aspiradas foram então pesadas da mesma maneira que no grupo controle, e o peso foi transcrito para a folha de coleta de dados.

As secreções aspiradas foram pesadas no Laboratório de Microbiologia do HCPA, em uma balança Cubis(r) (Sartorius, Bohemia, NY, EUA), por um colaborador cegado que não fez parte do estudo, e o peso foi transcrito para a folha de coleta de dados.

Foram coletados parâmetros hemodinâmicos, tais como FC, FR, pressão arterial média e SpO2 em monitor IntelliVue MP60 (Philips Medizin Systeme Böblingen GmbH, Böblingen, Alemanha). Para a avaliação respiratória, foram mensurados a pressão de pico inspiratório, o volume corrente expirado (VCE) e a complacência dinâmica (Cdyn), sendo esses parâmetros coletados antes e após a realização das técnicas. A diferença entre os parâmetros iniciais menos os finais caracterizaram os valores Δ.

O cálculo amostral foi realizado a fim de obter-se uma diferença de 0,7 ± 1,0 g ou mais de secreção aspirada entre os grupos para um valor de p < 0,05 e poder do estudo de 80%; logo, eram necessários 32 pacientes. O programa utilizado foi Statistical Package for the Social Sciences, versão 18.0(SPSS Inc., Chicago, IL, EUA). Os dados quantitativos foram descritos através de média e desvio-padrão, e os dados categóricos, através de frequência absoluta e proporção. Os grupos foram comparados utilizando-se o teste t para amostras pareadas e independentes e o modelo linear geral para análise de variância das variáveis com distribuição normal (confirmadas pelo teste de Kolmogorov-Smirnov). O teste de Wilcoxon foi utilizado para as variáveis com distribuição não paramétrica, enquanto o teste do qui-quadrado e o teste exato de Fisher foram utilizados para as variáveis categóricas.

Resultados

Foram incluídos no estudo 34 indivíduos entre maio de 2008 e maio de 2010. Houve predomínio de pacientes do gênero masculino, a média de idade dos pacientes foi 64,2 ± 14,6 anos, e a patologia predominante foi sepse (41,2%). As demais características da amostra estão demonstradas na Tabela 1.

Tabela 1  Características clínicas da amostra de 34 pacientes incluídos no estudo.a 

Variáveis Resultados
Idade, anos 64,2 ± 14,6
APACHE II, escore 25,5 ± 6,6
Gênero feminino 15 (44,1)
Tempo de VM, dias 8,2 ± 4,9
Patologias
DPOC 7 (20,6)
Broncopneumonia 9 (25,6)
Insuficiência cardíaca congestiva 6 (17,6)
Acidente vascular cerebral 8 (23,5)
Sepse 14 (41,2)
Outras 18 (52,9)

APACHE II: Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II

VM: ventilação mecânica; e Outras: imunossupressão, AIDS ou neoplasias

aValores expressos em media ± dp ou n (%)

O resultado de variação da FC no grupo intervenção, comparado com o grupo controle, demonstrou um aumento da FC após a intervenção, porém, sem relevância clínica. A variação da FR não apresentou diferença significativa entre os grupos; já a variação do VCE apresentou um aumento significativo no grupo intervenção, demonstrando um aumento do VCE após a realização da compressão torácica associada à hiperinsuflação, comportamento similar observado na avaliação da variação da Cdyn, que apresentou um aumento significativo em comparação à do grupo controle. As demais variações dos parâmetros analisados não demonstraram diferenças significativas entre os grupos (Tabela 2).

Tabela 2  Comparação da variação dos parâmetros hemodinâmicos e pulmonares nos grupos estudados. 

Parâmetros Grupo controle Grupo intervenção p
Basal Pós Δ Basal Pós Δ
FC, bpm 97,4 ± 22,6 90,5 ± 23,0 -6,9 ± 7,8 91,6 ± 20,6 95,9 ± 19,7 4,3 ± 9,5 0,001
FR, ciclos/min 20,8 ± 5,2 21,6 ± 5,1 0,7 ± 4,5 22,1± 6,2 22,2 ± 5,3 0,1 ± 5,6 0,592
PAM, mmHg 90,6 ± 20,1 86,8 ± 18,9 -3,8 ± 11,4 93,2 ± 18,8 91 ± 17,7 -2,2 ± 11,6 0,515
PPI, cmH2O 20,7 ± 4,1 20,5 ± 3,6 -0,2 ± 1,2 20,9 ± 4,1 21,2 ± 4,5 0,3 ± 0,9 0,066
Cdyn, cmH2O 34 ± 10,3 34,1 ± 10,7 0,1 ± 4,9 31,9 ± 9,2 34,8 ± 10,2 2,9 ± 4,5 0,018
VCE, mL 478 ± 147 496 ± 121 16 ± 69 465 ± 88 521 ± 120 56 ± 69 0,005
SpO2, % 97,4 ± 2,3 96,8 ± 3,1 -0,5 ± 2,1 96,9 ± 2,5 96,9 ± 3,0 0,0 ± 2,0 0,170

PAM: pressão arterial média

PPI: pressão de pico inspiratória

VCE: volume corrente expirado

Cdyn: complacência dinâmica

aValores expressos em media ± dp

Quando a média da quantidade de secreção aspirada foi avaliada, observamos que o grupo intervenção apresentou um aumento significativo na quantidade de secreção aspirada quando comparado ao grupo controle (p = 0,004; Figura 1).

Figura 1  Quantidade de secreção aspirada nos grupos controle e intervenção, em mediana ± erro padrão (EP). p = 0,004. 

Discussão

No presente estudo, observamos que a utilização de compressão torácica associada ao incremento da PS ocasionou um aumento na quantidade de secreção aspirada. Além disso, o VCE e a Cdyn também apresentaram aumentos significativos após a realização da técnica.

Alguns autores demonstraram que as técnicas de hiperinsuflação podem prevenir colapsos pulmonares, reexpandir áreas de atelectasia, aprimorar a oxigenação e a complacência pulmonar, assim como incrementar o movimento de secreções das pequenas vias aéreas para as vias aéreas centrais.( 1 , 7 , 12 - 14 ) Isso ocorre pelo aumento do volume corrente gerado pela hiperinsuflação, que expande os alvéolos normais e, dessa forma, através do mecanismo de interdependência, acaba reexpandindo também os alvéolos colapsados.( 15 )

Demonstramos que a realização da compressão torácica associada ao incremento da PS aumenta a quantidade de secreção aspirada, o que foi similarmente demonstrado por Lemes et al. que, através de um estudo randomizado cruzado, observaram uma tendência a aumento de secreção aspirada após a hiperinsuflação, com aumentos da PS, em pacientes em VM.( 8 ) Em contrapartida, Unoki et al. não demonstraram aumentos da quantidade de secreção aspirada após a aplicação da compressão torácica isolada quando comparada com a aspiração traqueal.( 16 ) Possivelmente, a compressão torácica apresenta maior efetividade quando associada a estratégias de incremento de volume corrente em pacientes sob VM.

Em relação ao aumento significativo do VCE evidenciado após a aplicação da técnica de compressão torácica associada ao aumento da PS, em relação ao grupo controle, esse é um achado esperado, pois sabe-se que aumentos das pressões inspiratórias geram aumentos dos volumes pulmonares. Além disso, o aumento do pico de fluxo inspiratório causado pela hiperinsuflação pode auxiliar no deslocamento da secreção das vias aéreas de menor calibre para as vias aéreas de maior calibre, auxiliando o mecanismo mucociliar, diminuindo a resistência nas vias aéreas e, consequentemente, contribuindo para o aumento desses volumes.( 17 - 19 )

Da mesma forma, a Cdyn apresentou um aumento significativo no grupo intervenção quando comparado ao grupo controle. Esse resultado corrobora os achados de Berney et al., os quais demonstraram um aumento significativo da complacência pulmonar após hiperinsuflação com ventilador mecânico.( 9 ) Savian et al. apresentaram achados semelhantes, atribuindo esse aumento da complacência pulmonar ao fato de que a hiperinsuflação distribui melhor o fluxo de ar, resultando na reexpansão de unidades pulmonares colapsadas.( 7 )

Uma alternativa à hiperinsuflação realizada através do incremento da PS no ventilador mecânico é a realização da hiperinsuflação manual, a qual apresenta os mesmos objetivos terapêuticos, utilizando-se um ressuscitador manual.( 20 ) Quando comparadas as duas técnicas, evidenciam-se resultados semelhantes em relação a volume de secreção, aprimoramento da mecânica respiratória e estabilidade hemodinâmica.( 21 , 22 ) Entretanto, a realização da técnica com a utilização do ventilador mecânico apresenta uma grande vantagem, que é a monitorização das pressões, volumes e fluxos utilizados durante a técnica, permitindo assim um melhor ajuste da mesma.( 23 ) Outro fator importante fica evidente no estudo realizado por Ortiz et al., que avaliaram em um modelo pulmonar a eficácia da manobra de hiperinsuflação manual e demonstraram que a técnica apresenta valores seguros de pressão alveolar; entretanto, ela pode não favorecer a remoção de secreção devido ao fato de o pico de fluxo inspiratório exceder o pico de fluxo expiratório.( 24 )

Podemos concluir que a compressão torácica associada ao incremento da PS demonstrou um aumento significativo da quantidade de secreção aspirada nos pacientes submetidos à técnica quando comparados com aqueles que foram somente submetidos a aspiração. Além disso, o VCE e a Cdyn aumentaram significativamente após a aplicação da técnica.

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