Construção de um percurso acadêmico singular e seus diálogos com a Terapia Ocupacional

Construção de um percurso acadêmico singular e seus diálogos com a Terapia Ocupacional

Autores:

Claudia Maria Simões Martinez

ARTIGO ORIGINAL

Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional

versão On-line ISSN 2526-8910

Cad. Bras. Ter. Ocup. vol.26 no.3 São Carlos jul./set. 2018

http://dx.doi.org/10.4322/2526-8910.ctoen1735

1 Introdução

Desde a infância, tive um olhar especial e entusiasmado sobre o cotidiano. Meu pai e seus irmãos herdaram uma indústria de móveis de meu avô, situada anexa à minha casa. Produzir móveis, desde a chegada da madeira em estado bruto até a elaboração do produto final, em nosso quintal, me enchia de curiosidades. Eu tinha um olhar acurado para todos os setores da fábrica. A maneira como eram gerenciadas as etapas dos processos da produção e de uma porção de outras demandas, particularmente aquelas relacionadas aos funcionários e suas necessidades, também não passavam despercebida aos olhos de uma menina de 8 anos de idade. De outro lado, na família de minha mãe, o cotidiano, nos finais de semana, trazia a produção artesanal das flores de tecido, feitas por minhas tias-avós, e o “tecer das cordas” realizado pelo meu avô materno, que produzia as antigas “barrigueiras de cavalos”. Experiências de profissões e ocupações de adultos eram muito próximas e compartilhadas com as crianças. Neste contexto, situações para fazer amigos, tais como a prática do esporte, o aprendizado do piano e tudo aquilo relacionado à escola e à cultura eram valorizados.

Por meio do acesso a um catálogo de cursos de graduação, entendi preliminarmente que a terapia ocupacional seria a forma de “juntar” a atividade com a promoção da saúde e até, em certa medida, que poderia envolver as ações de ensinar as técnicas e procedimentos.

2 A Formação em Terapia Ocupacional

Foi com um repertório relativamente “restrito” sobre o conceito de terapia ocupacional que ingressei no Curso de Graduação em Terapia Ocupacional da Pontifícia Universidade Católica de Campinas, a PUCCamp. Eu procurava, por meio das aulas de Introdução à Terapia Ocupacional, Terapia Ocupacional Geral, Atividades e Recursos Terapêuticos, aprofundar meu conhecimento sobre como a terapia ocupacional atuava com os pacientes/clientes/pessoas1. As professoras responsáveis pelo ensino da terapia ocupacional compunham um corpo competente e, já naquela época, reconhecido no âmbito da terapia ocupacional brasileira. Registro aqui minha percepção sobre os benefícios de meu convívio e meu aprendizado com as professoras Lilian Vieira Magalhães, Maria de Lourdes Feriotti, Sandra Galheigo, Rosé Colon Toldrá, dentre outras.

A partir da possibilidade de transferência para a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), obtive equivalência em muitas disciplinas. Ainda na graduação tive minha primeira experiência com a pesquisa, por meio da obtenção de uma bolsa de iniciação científica (IC - CNPq) a partir da aprovação de um projeto no CNPq, com objetivo de aplicar as técnicas de observação do comportamento, registrar e comparar o desenvolvimento típico dos bebês em creches.

Na década de 1980, a literatura sobre terapia ocupacional acessível aos estudantes de graduação, especialmente no campo com crianças, ainda era restrita. Na literatura nacional, despontavam produções como Terapia Ocupacional, por exemplo, de Berenice Rosa Francisco. Também no campo da produção científica nacional, algumas dissertações de mestrado começavam a ser produzidas por terapeutas ocupacionais (no início da década de 1980), ancoradas em outras áreas de conhecimento: Psicologia, Educação Especial, Saúde Mental, Saúde Pública, dentre outras. Ilustrando esse cenário, Emmel e Lancman (1998) registravam que, no período entre 1986 e 1988, havia no Brasil nove docentes mestres e dois doutores. Eu pude assistir parte desse percurso de produção de obras nacionais sobre a terapia ocupacional por autores brasileiros, inclusive o próprio processo de formação de alguns dos meus professores da graduação, que certamente contribuíram tanto para os avanços das concepções sobre terapia ocupacional, quanto para o desenvolvimento de perspectivas metodológicas.

Os ensinamentos ofertados pelas professoras Maria Luisa Guillaumon Emmel, Umaia El Khatib, Cristina Yoshie Toyoda, Glória Nilda Velasco Maroto, Michelle Selma Hahn, Marlene Lumi Kawahara, Dagmar Pereira, Jussara Pinto, Selma Lancman, Clemência Pizzigati, Rosangela Pugliese Costa, Sheila Mara Caetano, Elisa Eiko Kajihara, Lucy Tomoko Akashi e Lea Beatriz Teixeira Soares, e pelo professor Antonio Carlos Riani Costa, me impulsionaram para enfrentar os desafios da etapa seguinte do meu ciclo de vida: uma jovem adulta entrando no mercado de trabalho e iniciando sua carreira profissional.

3 O Início da Vida Profissional

A partir de minha aprovação no concurso do Estado de São Paulo para o cargo de terapeuta ocupacional, manifestei interesse em atuar no Centro de Saúde I de São Carlos (CSI). A partir da situação vivida nesta unidade, comecei a vislumbrar a possibilidade de expandir o trabalho para além dos atendimentos diários e iniciei uma atuação de caráter político na perspectiva de investir na melhoria das condições de atuação com os pacientes: buscava a ampliação da equipe de reabilitação.

Naquele cenário, a primeira experiência de atuação no âmbito das políticas públicas foi a representação do ERSA 49 (Escritório Regional de Saúde) no Grupo Especial de Programas - GEPRO do Deficiente criado em 1986, no contexto das “novas” políticas públicas para a atenção ao deficiente.

Na perspectiva da implantação do Programa, participei de uma reunião na Secretaria de Estado da Saúde (SP) para conhecer a realidade de atendimentos dos deficientes no âmbito da Saúde. Saí de lá com a convicção de que, para a implementação da proposta, era urgente que a equipe fosse ampliada, para o efetivo desenvolvimento de ações de caráter multidisciplinar. A partir de recomendações dos coordenadores do GEPRO, dos dados e informações que davam força a esse processo, a equipe no CSI produziu indicadores que, posteriormente analisados e debatidos, contribuíram para a decisão sobre a ampliação da equipe multidisciplinar. Foram disponibilizadas quatro novas vagas para o Centro de Saúde I de São Carlos: uma em Fonoaudiologia, duas em Fisioterapia e mais uma para Terapia Ocupacional. As inquietações advindas da prática profissional, fruto da atuação no Centro de Saúde I e, também, do atendimento que eu realizava em um consultório particular, levaram-me à busca de respostas. A formação continuada pode suprir parte delas.

4 Processos de Formação Acadêmica Após a Graduação

A formação recebida na graduação foi generalista. As demandas presentes nos espaços de atuação exigiam a cada dia a utilização de técnicas específicas, mesmo que sempre estivesse atenta à crítica negativa ao paradigma mecanicista. As crianças e adolescentes com paralisia cerebral apresentavam necessidades de intervenções específicas, bem como de orientações dirigidas a seus pais que potencializariam os manuseios. Assim, em decorrência dos benefícios que vinham sendo propagados, realizei a formação no Método Bobath, em 1990, um método neuroevolutivo dirigido às pessoas com transtornos neurológicos. Durante o processo de formação no curso de Reabilitação Especializada realizado em São Paulo, conduzido por Sônia Gusman, tive a oportunidade de trabalhar com atividades práticas em equipe multiprofissional.

Ingressei em 1987 no Programa de Mestrado em Educação Especial (PMEE2), na área de concentração Educação do Indivíduo Especial, e por um período do tempo, após ter deixado o trabalho profissional, recebi apoio da Capes. Fui orientada por uma professora, credenciada no PMEE, pertencente ao quadro da Universidade de São Paulo, da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras de Ribeirão Preto, a Prof.a Dr.a Zélia Maria Mendes Biasoli-Alves, que naquela ocasião já reunia um conjunto considerável de experiências de pesquisa no campo das famílias e nas metodologias qualitativas. Assim, aliando situações da prática clínica na temática das famílias, desenvolvi o projeto intitulado Atividades e brincadeiras na vida da criança com problemas no desenvolvimento: a visão dos pais (MARTINEZ, 1992). O estudo trouxe informações, a partir de entrevistas individuais com pais, sobre o cotidiano de famílias que têm crianças com problemas no desenvolvimento, focalizando o processo de estimulação.

5 Início da Docência no Ensino Superior e a Trajetória Acadêmico-administrativa na UFSCar

Minha primeira experiência docente foi como professora substituta no período entre 1989 e 1990, quando estive contratada na UFSCar para atuar na área de Infância e Adolescência no Departamento de Fisioterapia e Terapia Ocupacional.

Em meados de junho de 1991 fui aprovada, em segundo lugar, para uma vaga de Auxiliar de Ensino para atuar no Departamento de Fisioterapia e Terapia Ocupacional - DEFITO da UFSCar. Em primeiro lugar, Roseli Esquerdo Lopes, que assumiu a vaga no campo das disfunções físicas. Após seis meses, fui convocada a assumir uma segunda vaga disponibilizada por ocasião da aposentadoria da Prof.a Dr.a Clemencia Pecorari Pizzigatti, responsável pelo ensino das atividades plásticas e artesanais, no campo dos recursos terapêuticos. O apoio de Gloria Velasco Maroto foi fundamental para minha incursão nesse campo.

Participei das atividades administrativas no DEFITO, inicialmente integrando o Conselho Departamental. Tive uma atuação ativa no processo de redepartamentalização entre Fisioterapia e Terapia Ocupacional, ocorrido em 1996. Na sequência, assumi outras atividades como suplente da chefia, oportunidade em que, para além das atividades de rotina, juntamente com Roseli Esquerdo Lopes, realizamos um planejamento estratégico para o crescimento do recém-criado departamento, contemplando um plano para capacitação de todos os docentes adiante da necessidade de investirmos nas titulações.

No curso de graduação, assumi o cargo de Vice-Coordenadora, com a função específica de coordenadora dos estágios de graduação. Em 1997, assumi função de Chefe da UENAPES, Unidade de Atenção e Pesquisa em Saúde, uma clínica ambulatorial-escola da UFSCar com atendimento em Fisioterapia Neuropediátrica e Terapia Ocupacional com crianças e adultos.

6 A Participação em um Grupo de Pesquisa, o Pertencimento a um Laboratório e o Curso de Doutorado

Atendendo a um convite da Prof.a Dr.a Maria Luisa Guillaumon Emmel, em 1992 desenvolvemos uma atividade de extensão conjunta, intitulada Protótipos de brinquedos - Projeto Cubos, que envolveu alunas de graduação em Terapia Ocupacional atuando na empresa Faber Castell. A partir dessa primeira experiência conjunta, ampliamos as atividades do Laboratório de Atividades e Desenvolvimento (LAD), que havia sido criado em 1990. Outras colegas, Marina Silveira Palhares e Thelma Simões Matsukura, passaram também a integrar o LAD, e assim outros estudos e pesquisas foram desenvolvidos conjuntamente, alguns já com financiamento de órgãos de fomento à pesquisa e de empresas.

Em 1995 fui aprovada no processo seletivo para o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação - PPGE na UFSCar, na área de concentração em Metodologia do Ensino. Novamente fui orientada pela Prof.a Zélia Biasoli-Alves, professora credenciada também no PPGE. Inserida em outro programa de pós-graduação, o Programa de Pós-Graduação em Educação da UFSCar, tive oportunidade de entrar em contato com novos referenciais teórico-metodológicos,advindos da sociologia, antropolgia e educação e assim receber formação por meio das disciplinas ofertadas por um corpo de docentes bastante conceituado e aprofundar e complementar meus conhecimentos no campo da Educação.

As obras de John Bowlby (1982), particularmente a trilogia sobre o apego, perda e formação e rompimento dos laços afetivos, e os referenciais da abordagem bioecológica proposta por Urie Bronfenbrenner (1986, 1989, 1996) foram lidos e reunidos para o desenho da pesquisa. Destaco que, na medida em que conhecia mais sobre a abordagem ecológica e, posteriormente, a bioecológica, associações com conceitos de terapia ocupacional ficavam mais presentes. Havia, para mim, uma identidade entre os pressupostos da abordagem bioecológica e conceitos da terapia ocupacional. Além desses, apoiada no campo da psicologia, aprofundei meus conhecimentos sobre aprendizagem, comportamento humano e ambiente, ao mesmo tempo em que conheci os elementos fundamentais dos processos de interação, as contribuições dos estudos etológicos e técnicas de estimulação.

Em 1998, realizei o doutorado no Programa de Pós-Graduação em Educação, na área de Metodologia do Ensino. Pierre Bourdieu, Phillippe Áries, Anthony Giddens contribuíram para minhas reflexões sobre a infância, contextos e sociedade. A pesquisa se dedicou ao estudo de um evento de vida normativo na infância. Defendi a tese intitulada Da família à escola: ingresso de crianças de 1 a 3 anos em novo contexto de socialização (MARTINEZ, 1998). O estudo investigou relações existentes no cotidiano das crianças, dos pais e professores, quando se almeja a adaptação da criança pequena em novo ambiente coletivo.

7 Consolidação das Atividades de Ensino, Pesquisa e Extensão na Trajetória UFSCariana: dos Anos 2000 Até os Dias Atuais

A convite do Programa de Pós-Graduação em Educação Especial, iniciei minhas atividades na docência na pós-graduação em 1999. O credenciamento foi um momento de satisfação, pois retornava ao Programa, agora na condição docente e ao lado de pessoas muito admiradas. Sou grata às Prof.as Dr.as Deisy das Graças e Souza e Maria Luisa Emmel pelo acolhimento e incentivo para minha atuação no PPGEEs. Inserida na, à época, Linha sobre prevenção e intervenção nas deficiências desenvolvi atividades de ensino e orientei as primeiras dissertações, e após tais experiências, as de doutorado.

O fato de ter desenvolvido o mestrado e o doutorado sob orientação da Prof.a Zélia Maria Biasoli-Alves contribuiu para a solidificação de nossa parceria. Em agosto de 2006, Zélia me convidou para participar da disciplina Metodologia de Investigação Quantitativa, ofertada pelo Programa de Pós-Graduação em Psicologia da Universidade de São Paulo, USP Ribeirão Preto. A disciplina foi ofertada por ocasião da visita da Prof.a Anne Marie Victorine Germaine Fontaine, da Universidade do Porto (Portugal), em conjunto com a Prof.a Zélia e o Prof. José Aparecido da Silva, tratando de metodologias quantitativas. Decidi me aprofundar nessa nova perspectiva metodológica, pois até então estava restritas aos referenciais do campo da abordagem qualitativa.

A partir dessa primeira experiência acadêmica com a Prof.a Anne Marie, desenvolvi nos anos de 2006 a 2007 na USP Ribeirão Preto, com apoio do CNPq, projeto de pós-doutorado para a investigação da conciliação de demandas do trabalho profissional e da vida familiar entre pais trabalhadores com filhos pequenos, sob supervisão da Prof.a Zélia. Neste projeto, realizamos um estágio no exterior, na Universidade do Porto, sob a supervisão da Prof.a Anne Marie Fontaine. Este foi o início daquilo que vimos chamando de “profícua parceria”.

Foi com muita tristeza que recebi, no ano de 2008, a notícia do falecimento de minha amiga, conselheira e orientadora: Prof.a Dr.a Zélia Maria Mendes Biasoli-Alves. Publicamos, junto com outras pessoas orientadas por Zélia, um artigo na Revista Psicologia: Teoria e Pesquisa (MARTINEZ et al., 2007), uma homenagem a quem muito nos ensinou.

Mais madura, e já contando com a experiência de alguns projetos com financiamento (Edital Universal CNPq, Fapesp e alunos com bolsas da Capes), junto com minha parceira de pesquisa, Prof.a Maria Cristina Piumbato Innocentini Hayashi, lidero o Grupo de Pesquisa Promoção do Desenvolvimento Infantil no Contexto da Vida Familiar e da Escola.

8 A Criação do Primeiro Programa de Pós-graduação em Terapia Ocupacional no Brasil e na América Latina

Integrei a primeira proposta formulada por docentes do Departamento de Terapia Ocupacional da UFSCar, encaminhada à Capes em 1999. Embora aprovada pela área de Educação Física, Fisioterapia e Fonoaudiologia, infelizmente não fora recomendada pelo Conselho Técnico Consultor da Capes.

A partir das inserções das docentes do DTO da UFSCar em programas de pós-graduação nas áreas afins, do exercício da docência propiciado por esses programas e consequente produção das pesquisas desenvolvidas, orientadas e publicadas, julgamos, em meados de 2007, que estávamos aptas a encaminhar uma nova proposta à Capes. Estive à frente da Comissão que elaborou esta segunda proposta do Programa de Pós-Graduação stricto sensu em Terapia Ocupacional, junto com as colegas Roseli Esquerdo Lopes, Thelma Simões Matsukura, Maria Luisa Guillaumon Emmel e Ana Paula Serrata Malfitano, esta última docente recém-chegada, ex-aluna nossa de graduação que já despontava com forte vocação para a pesquisa.

Elaboramos e encaminhamos a proposta do PPGTO, com Área de Concentração em Processos de Intervenção em Terapia Ocupacional e duas linhas de pesquisa: Promoção do Desenvolvimento Humano em Contextos da Vida Diária e Redes Sociais e Vulnerabilidade. Aprovada em 2009, a Terapia Ocupacional passou a integrar a área - Educação Física, Fisioterapia, Fonoaudiologia da Capes, motivo de grande satisfação para muitos terapeutas ocupacionais, especialmente aqueles inseridos em instituições de Ensino Superior.

9 Gestão Universitária: Experiências na Administração Superior da UFSCar

Convidada pelo então Pró-Reitor de Extensão da UFSCar, Targino de Araújo Filho, em 1999 assumi a coordenação do Núcleo de Extensão UFSCar-Saúde (NESau). Dentre as tarefas desenvolvidas no Núcleo de Extensão, destaco a primeira participação da UFSCar no Conselho Municipal de Saúde e a criação da Unidade Saúde-Escola.

Conselheira Municipal de Saúde: era início dos anos 2000. Por meio de Decreto Municipal, passei a ter a função de primeira conselheira municipal de Saúde da UFSCar. Havia um clima de motivação diante das possibilidades de colaborarmos na construção das políticas públicas de Saúde do Município, e avalio que esta participação foi de grande importância para as ações subsequentes, dentre as quais destaco: participação e apoio na II Conferência Municipal de Saúde, participação na elaboração do regimento do Conselho Municipal de Saúde de São Carlos e a participação no Curso de Formação de Conselheiros. Penso que o ponto mais alto desta atividade tenha sido ensinar sobre e vivenciar a experiência do nascimento do controle social no SUS, até então pouco difundido e debatido em São Carlos.

Elaboração e implantação do projeto da USE - No período entre 2000 e 2004, o Reitor da UFSCar, Prof. Dr. Oswaldo Baptista Duarte Filho, e o Pró-Reitor de Extensão da Instituição, Prof. Dr. Targino de Araújo Filho, dedicaram-se intensamente à obtenção de recursos que viabilizassem a construção de uma Unidade Saúde-Escola para a UFSCar. O desafio era grande: elaborar um projeto de unidade ambulatorial-escola, de média complexidade e de caráter interdisciplinar. Constituímos e atuamos na Comissão USE - Unidade Saúde-Escola, presidida pelo Prof. Targino de Araújo Filho e composta por representantes docentes.

A partir da minha atuação na Comissão USE, fui designada para assumir a primeira diretoria da Unidade Saúde-Escola (USE) da UFSCar. Para dirigir a Unidade, contei com o apoio de um Conselho Consultivo, constituído para deliberar sobre os assuntos administrativos e acadêmicos da USE, cuja composição tinha um representante de cada departamento acadêmico envolvido, o representante de cada Programa de Atenção e o representante da UFSCar no Conselho Municipal de Saúde.

Foram dedicados quatro anos nas ações do Núcleo de Extensão UFSCar-Saúde e um ano no cargo de Diretora da Unidade Saúde-Escola.

10 A Atuação na Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis da UFSCar

A decisão por transformar a Secretaria de Assuntos Comunitários da UFSCar em Pró-Reitoria de Assuntos Comunitários e Estudantis (ProACE) se deu diante da profunda transformação vivida pela Universidade, da concretização de uma instituição não apenas muito maior, mas também muito mais diversa e complexa, que trouxe novas demandas e consequentes pleitos estudantis, que foram atendidos em 2009. Recebi o convite do Reitor para continuar com as atividades de gestão da UFSCar e assumir o cargo de Primeira Pró-Reitora de Assuntos Comunitários e Estudantis, com a missão de estruturar e implementar as atividades da recém-criada Pró-Reitoria. Na estrutura administrativa da ProACE estavam contidos: os Restaurantes Universitários, o Departamento de Serviço Social, a Unidade de Atendimento à Criança (UAC), o Departamento de Esportes, o Departamento de Assistência Médica e Odontológica.

No âmbito externo, buscamos atuar com a política nacional instituída pelo Governo Federal, com destaque ao Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES). No primeiro ano de minha gestão, a UFSCar recebeu o terceiro aporte de recursos do PNAES, que viabilizava o desenvolvimento de ações para a permanência dos estudantes na Universidade em um novo patamar - ainda que, historicamente, a UFSCar sempre tenha garantido ações de assistência com recursos próprios.

Era um momento inédito na história da Universidade e do País, em que as ações afirmativas começavam a transformar a comunidade universitária e torná-la mais próxima da constituição da sociedade brasileira, por meio do ingresso e do apoio à permanência de estudantes negros, indígenas, provenientes de escola pública, que tinham acesso à reserva de vagas. Estávamos na vanguarda deste movimento, em termos nacionais, tendo sido inclusive referência para a promulgação, em 2012, da Lei no 12.711/2012, conhecida como “Lei de Cotas”, que instituiu a reserva de vagas em todo o Sistema Federal de Ensino Superior.

11 Ações na Pró- Reitora de Extensão da UFSCar

Era 2011 e no cenário político na Universidade findava-se mais uma gestão. Após quatro anos de intenso trabalho na ProACE, estimulada pelos projetos do Governo Federal, a Administração Superior necessitava passar por um novo processo de eleição. Fui convidada a compor a Chapa 1 - intitulada “Excelência Acadêmica com Compromisso Social” econcorri ao cargo de Pró-Reitora de Extensão. Estava envolvidíssima com a Administração Superior da UFSCar, após ter vivenciado as experiências administrativas já relatadas, e tantas outras... Apesar de cansada, sentia-me ao mesmo tempo motivada e compromissada com a contribuição que poderia dar para que a UFSCar prosseguisse naquilo que eu vinha avaliando como positivo e acertado: a transparência, ética, respeito e, muito especialmente, os valiosos processos democráticos. Concorremos, fomos eleitos e nomeados para administrar a UFSCar por mais quatro anos, de 2012 a 2016.

Em âmbito nacional, a participação no Fórum Nacional de Pró-Reitores de Extensão era o espaço de discussão da Política Nacional de Extensão.

Em âmbito interno, na UFSCar, contei com apoio de pessoas muito especiais para implementar a política de extensão. O Prof. Dr. Rodolfo Antônio de Figueiredo foi um grande parceiro neste período, assumindo o cargo de Pró-Reitor Adjunto de Extensão. Nas coordenadorias de área, tive a satisfação de contar com pessoas comprometidas com o fazer acadêmico da Universidade.

Não resta dúvida de que a ação de maior porte, certamente a mais trabalhosa e talvez a de maior efeito na extensão universitária da UFSCar em nossa gestão, foi a revisão do Regimento das Atividades de Extensão. Durante o período de 2013 a 2015, servidores docentes e técnico-administrativos da UFSCar dedicaram-se intensamente às reflexões e debates do regimento. A Resolução, assim, consubstanciava um novo regimento para as atividades de extensão na Universidade, cuja proposta foi construída a partir de diálogos, envolvendo diferentes órgãos da Universidade. Realizamos um trabalho de grandes dimensões com o objetivo de continuar proporcionando segurança jurídica para o desenvolvimento de ações extensionistas na UFSCar. O que destaco neste momento é o processo de discussão e as contribuições de cada conselheiro do CoEx, que reafirmaram os princípios democráticos na elaboração da nova versão do referido documento. Um produto, nunca é exagero registrar, construído por muitas mãos.

Para dar exemplos de outras ações em que estive diretamente envolvida na Proex, sempre contando com a participação de muitas pessoas na sua realização, cito a elaboração e aprovação do I Plano de Cultura da UFSCar, a criação da Unidade de Memória, a instalação do Conselho Editorial da Rádio UFSCar, a criação do “Instituto de Línguas” e também da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade - SAADE.

12 Ressignificação das Vivências: um Novo Diálogo com a Terapia Ocupacional

Neste momento, com quase 30 anos de vida acadêmica na UFSCar, entendo que o resgate deste percurso singular fornece elementos sobre a dimensão do caminho trilhado.

Em alguns de nossos estudos, buscamos produzir conhecimento sobre o desenvolvimento da criança, com vistas ao seu engajamento em ocupações futuras. São estudos que objetivaram melhorar ou manter as crianças em ocupações (LAW, 2010) e também melhorar suas habilidades, adaptando a atividade ou mudando o meio ambiente (TOWNSEND; POLATAJKO, 2007; KIELHOFNER, 2008). Nessa perspectiva, orientamos estudos que tiveram o objetivo de conhecer e aprimorar as habilidades de crianças prematuras em diversas áreas do desenvolvimento: saúde ocular, desempenho de leitura, escrita e vocabulário, processamento sensorial, desenvolvimento motor, déficits comunicativos, comportamento lúdico, coordenação viso-motora no início da escolarização (SOUZA, 2014; PINHEIRO, 2012; ROMBE, 2012; MANZINI, 2013; RUAS, 2006; LIMA, 2014; PRETTI, 2013).

Em outras pesquisas, dedicamo-nos a estudar ambientes que colocavam as crianças em risco de diminuir sua participação em ocupações (LAW, 2010). Dessa perspectiva orientamos os estudos que tiveram como meta: nas escolas regulares, buscou-se avaliar a participação, níveis de auxílio e desempenho de crianças com paralisia cerebral; na interface família-escola buscou-se conhecer os processos de inclusão, e na UTI neonatal buscou-se a identificação de fatores de risco e proteção ao desenvolvimento visual de prematuros (SILVA; SANTOS; MARTINEZ, 2012; SILVA; MARTINEZ, 2008; PAMPLIN; MARTINEZ, 2008).

Outro conjunto de estudos dedicou-se às investigações relacionadas à formação dos adultos que convivem com a criança no cotidiano, no sentido de contribuir para o desenvolvimento do seu papel como agente de estimulação e promotor do engajamento da criança. Dessa perspectiva, orientamos estudos que elaboraram e implementaram programas de: intervenção para professores; formação de terapeutas ocupacionais em consultoria colaborativa na escola; capacitação de interlocutores para uso da comunicação alternativa; capacitação de docentes para promover independência de crianças com baixa visão; formação de educadores de creches para a vigilância do desenvolvimento infantil e intervenção para pais de crianças com dificuldades de aprendizagem (GEBRAEL; MARTINEZ, 2011; MARTINEZ et al., 2016; MANZINI et al., 2017; MANZINI, 2013).

Nossas orientações também produziram conhecimentos sobre as situações de vulnerabilidade nas quais há interrupção nas ocupações, deixando de fazer aquilo que é significativo para sua vida (WHITEFORD, 2000). São os estudos que visaram: vivência de crianças em idade pré-escolar no processo de transplante de medula óssea e programa de atividades para crianças vítimas de violência com dificuldades de aprendizagem (IDEMORI; MARTINEZ, 2016; SILVA, 2006).

Numa perspectiva preventiva, outros estudos orientados dedicaram-se a investigar as propriedades e aplicabilidades de determinados instrumentos de medida do desenvolvimento infantil para a detecção precoce de transtornos: método de avaliação da conduta visual de lactentes; sensibilidade e especificidade do questionário para pais DCDQ Brasil; prevalência de dificuldades motoras em crianças por meio do DCDQ Brasil e medidas e evidências de validade a partir da avaliação motora em escolares sob parâmetros da CIF - CJ (CARVALHO, 2005; ALVES, 2010, 2013; JOIA, 2012).

Por fim, sintetizamos os estudos orientados que se dedicaram, por meio da bibliometria, trazer informações sobre a produção científica de determinados temas relacionados à promoção do desenvolvimento infantil: o campo de estudo sobre prematuridade no banco de teses da Capes; a produção científica em Retinopatia da Prematuridade e configuração do campo das produções cientificas sobre a motricidade fina em crianças (COPPEDE, 2012; NUNES, 2012; PIZZANI, 2012; LOPES, 2014) .

Feitas estas considerações acerca das produções acadêmicas, passo a refletir sobre as experiências de gestão da Universidade e, a exemplo da questão de partida apresentada nas páginas anteriores desta seção relativas às produções acadêmico-científicas, apresento uma segunda questão: O que esteve subjacente às minhas práticas ocupacionais quando estive nos cargos na gestão da Universidade? Segue a minha resposta:

A crença de que o engajamento das pessoas em ocupações significativas promove a saúde, contribui para seus processos formativos e, consequentemente, para uma vida digna em sociedade.

Ao comparar minhas questões e respostas anteriormente apresentadas, compreendo que o princípio fora mantido: numa perspectiva sistêmica, o engajamento das pessoas em ocupações significativas favorece seu próprio desenvolvimento e traz impactos nos subsistemas nos quais estão inseridas.

O desafio de reconhecer e decifrar as condições sócio-histórico-culturais das pessoas e grupos que constituíam a comunidade universitária na UFSCar naquele período de gestão (2009 a 2016) era uma ação de extrema relevância para que, dentro das possibilidades, ainda que limitadas em termos de orçamento, espaços físicos e até de nossa própria compreensão, pudéssemos considerá-las em nossas decisões (conjuntas) na implementação de estratégias para soluções. Sinto que o desejo das pessoas, grupos e coletivos nestes contextos era o de obter condições (ações e atividades) para promover sua saúde e bem-estar. Desejavam “algo” (talvez, o engajamento em suas ocupações), tinham aspirações, cada um a seu turno, com sentido e significado impelindo o sistema institucional no intuito de produzir soluções para favorecer a participação das pessoas no exercício de suas ocupações.

Aqui vislumbro unir parte e outra do meu percurso acadêmico e administrativo... nas palavras de Charles Chritiansen (2006), citadas e traduzidas por Magalhães (2013, p. 256):

A Terapia Ocupacional é, de modo bastante singular, uma profissão onde os mundos da ciência aplicada e da experiência de vida foram capazes de se unir.

As consequências de uma Universidade maior e mais diversa, fruto dos investimentos do Governo Federal, à época, na Educação Superior, me levaram a buscar, nos diferentes cargos que ocupei, condições para que os estudantes e servidores se sentissem engajados, motivados e comprometidos com suas ocupações cotidianas na UFSCar.

Não me resta dúvida de que o resgate das minhas lembranças e registro das experiências neste memorial possibilitaram, para além da criação deste texto, a compreensão do meu percurso na forma de uma imagem singular.

REFERÊNCIAS

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